Batman Arkham Knight | Review do game

Por Eduardo Rebouças.

MUITO REBOLIÇO PARA POUCO MORCEGO

O estúdio britânico Rocksteady fez o impossível e conseguiu encontrar uma resposta para uma resposta para a sua própria pergunta retórica. Com Batman: Arkham Knight, eles provaram que dá, sim, para ter jogos do Batman demais. Isso já vem sendo visto desde o lançamento do excelentíssimo e aclamado Batman: Arkham Asylum, com games que não conseguem alcançar nem de perto o nível absurdo de qualidade do primeiro lançamento. Isso não quer dizer que a série em geral é ruim ou que Arkham Knight é uma pedida fraca, mas prova que mesmo algo original pode se tornar maçante se for repetido muitas vezes, com pouca variação e criatividade.

O Arkham Knight começa logo após a conclusão de Arkham City (lembrando que Batman: Arkham Origins, o terceiro jogo da franquia, se passa antes dos títulos anteriores), com Gotham City de volta ao normal, com o fechamento de Arkham City. A bandidagem rola solta, inclusive contando com a presenta dos saudosos supervilões. O Coringa, para quem não acompanhou o jogo anterior, está bem morto e vemos seu corpo ser cremado no começo do jogo. O papel de vilão principal da vez  ficou, então, para o Espantalho, agora totalmente recuperado da surra que levou no primeiro game e sedento por vingança. Ele resolve espalhar uma versão ainda mais potente de seu gás do terror na cidade toda, causando o pânico geral depois de relatos de distúrbios de violência generalizada. Isso dá a desculpa perfeita para que a cidade seja evacuada – exceto pelos bandidos – transformando-a novamente em um playground para o Batman tomar conta e resolver tudo, com uma leve ajudinha da polícia.

Como o título do jogo sugere, temos um novo e relativamente enigmático personagem rondando Gotham. É um vilão que aparentemente sabe bastante do alter-ego de Bruce Wayne e que trouxe um verdadeiro exército para tomar conta da cidade, aliando-se ao Espantalho. Quem vem lendo histórias do Batman há algum tempo, ou sabe o mínimo de sua mitologia, não terá trabalho algum para descobrir a identidade do homem por trás da máscara do Arkham Knight, já que o jogo não poupa dicas e insinuações óbvias, o que tira um pouco do prazer de investigarmos por conta própria quem poderia ser o tal cara. E o tal mistério é a indicação clara de até onde os escritores do jogo almejaram ir com essa história, que é de longe a mais fraca da franquia, um café com leite daqueles bem passados, requentado mais de uma vez, do fundo do bule, mesmo. No fim, é tudo uma mera desculpa para planarmos pela cidade na pele do Homem-Morcego, batendo em tudo quanto é bandido e, de vez em quando, parando um pouco para apertar alguns botões e resolver mais quebra-cabeças do Charada.

Batman-Arkham-Knight1-500x260

A grande inovação do jogo é mesmo o Batmóvel. Os fãs dos anteriores pediram, imploraram, torraram o saco da Rocksteady por causa da omissão da caranga do Bruce, então, os caras resolveram atender com peso. E que peso. A monstruosidade em quatro rodas que chamam de Batmóvel neste jogo é de uma força bélica tão grande que nem o Tumbler dos filmes do Christopher Nolan chega perto. E seu papel não se resume a levar o Batman de um ponto da cidade a outro. O Batmóvel é praticamente o coadjuvante do Cruzado-Encapuzado durante todo o game, funcionando como um tanque de guerra contra o exército de drones do Arkham Knight e como ferramenta para resolver diversos quebra-cabeças no decorrer da história. Claro, esses quebra-cabeças não são nada lá muito difíceis; é coisa do tipo “ei, coloca a rampa aqui pra pular ali”, ou energizar um portão.

Mas, como citei, a função principal do Bat-Tanque é o combate veicular. Goste ou não, você vai ter que atirar em muitos inimigos ao redor da cidade no decorrer da aventura. E, na maioria das vezes, não tem como pular essas lutas, se você quiser terminar o modo história. Os combates em si não são ruins, já que há uma quantidade generosa de tempo que o jogo te dá para desviar de tiros, que são representados por traços a laser que ficam vermelhos quando estão para te acertar. O problema é que há tanta luta, que o combate no tanque se torna maçante, fora o fato de este ser um jogo do Batman. Pelo menos para quem vos escreve, o cara muito além de ser incrivelmente habilidoso em combates, ele deveria ser sorrateiro e inteligente, o maior detetive do mundo, como diria Ra’s Al Ghul – o que ele foi em Arkham Asylum.

maxresdefault

O que temos de furtividade no jogo se resume a poucos momentos em que saímos do tanque para girar uma alavanca para abrir caminho. Na maioria das vezes, as tais chaves estão sob guarda de muitos meliantes e caí lá o Batima pra tascar uma peroba na cara deles. Ou isso, ou colocam os tanques que o Batmóvel mataria tranquilamente, obrigando o Morcego a ter que utilizar seu cinto de utilidades de modo, digamos, criativo.

Os apetrechos já introduzidos antes na série estão de volta em Arkham Knight, com algumas exceções. Ao contrário de Arkham Asylum, que foi brilhante na introdução de cada peça do arsenal do Batman, entregando tudo conforme a necessidade, aqui você só dá uma parada na Torre Wayne para que Lucius Fox te dê um presentinho ou clica num botão e o Bat-Wing te entrega o item de bandeja. Aquela sensação de descoberta muito comum a jogos da franquia Metroid, da Nintendo, que vem no decorrer da exploração e do descobrimento de partes do jogo que você ainda não pode alcançar por falta de tal ferramenta, é totalmente inexistente neste aqui, ao contrário do Asylum, que, em sua estrutura de jogo contida e limitada, conseguiu fazer com que a exploração se tornasse algo prazeroso e de valia. Em Arkham Knight, tudo se resolve ligando pro Titio Lucius e com um pouco de exploração que não passa quase nenhuma sensação de conquista.

Há o que se dizer do modo com o qual você pode atualizar toda a panafernalha do Batman . Tem mesmo muita coisa para comprar melhorias com os pontos que se ganha no decorrer da ação. Por exemplo, o tanque do cara tem a sua própria categoria de aprimoramentos, que se divide em quesitos que podem torná-lo ainda mais letal. Há até alguns caminhos alternativos que você pode tomar nas atualizações para moldar o Batmóvel ao seu estilo de jogo. Eu acabei focando mais nas armaduras do carro para facilitar as batalhas e evitei usar muitos pontos nas habilidades de artes marciais do Batman. Queria lutas mano a mano mais desafiadoras, e acabei conseguindo, por sorte, avançar assim.

arkham-knight4

Essas lutas são a principal contribuição da série Arkham para a atual leva de jogos de exploração em “mundo aberto“, como Middle Earth: Shadow of Mordor e Mad Max, e ela retorna de modo triunfal aqui. Apesar de serem poucas, as lutas são animais, e contra diversos tipos de inimigos. Alguns até são novos, como uns soldados vestidos de branco que, além de “reviver” os capangas que você nocauteou, também podem dar poderes temporários de eletricidade aos seus amiguinhos. Há ainda aquela sensação boa de descer a porrada e contra-atacar a bandidagem, o que nos leva a lembrar de todos os grandes vilões que o Batman enfrenta durante o jogo, fora da história, no conteúdo extra do jogo.

Muitos supervilões dão as caras em Arkham Knight, cada um com uma contribuição diferente no modo de jogo, dentro do leque de missões que você pode ingressar no decorrer da aventura, ou até depois de zerar a história. Não há um momento em que você terá somente uma palha pra seguir ou que não terá nada pra fazer. Nenhum dos vilões toma sua total atenção, todos estão lá cuidando para tornar a vida do Batman um inferno, algo feito com primor. Meu confronto favorito é a aparição do Morcego-Humano, que foi a estrela de um dos primeiros e melhores episódios da série animada do Batman.

Falando em série animada, há muito o que falar da história do jogo, como já citei anteriormente. Ela é mesmo bem fraca. Tirando os momentos que fazem alusões a clássicas (e muito melhores) obras do personagem como A Piada Mortal e Uma Morte em Família, muito pouco de seu roteiro é memorável. É muito chato ver um personagem tão bem desenvolvido como o Batman ser relegado a um brutamontes descerebrado, como ele é durante essa aventura. Não há nenhum traço da inteligência e esperteza do cara que vemos nos seus melhores quadrinhos e seriados. Ele não chega nem perto de ser aquele frio analista e pensador que vemos no desenhos dos anos 90. Paul Dini, o escritor dos primeiros dois jogos da franquia, não assina o roteiro de Arkham Knight, o que fica óbvio no decorrer da narrativa. Decepcionante. Mas, ainda assim, há um incentivo para continuar a jogar mesmo depois da conclusão do modo história, já que o final verdadeiro do jogo só é revelado após a conclusão de todo o conteúdo extra, ou seja, há um pouco mais do que um mero troféu ou porcentagem para a história geral do jogo, mesmo que essa fique devendo bastante.

Batman: Arkham Knight é um jogo de natureza dupla. É, sim, um jogo divertidíssimo do Batman, que traz algumas coisas bacanas para a franquia Arkham em geral. Porém, ao mesmo tempo, ele mostra como é possível estragar algo que antes era inovador, apesar da quantidade absurda de coisinhas para se fazer. Fãs da franquia Arkham que estavam querendo ainda mais Batman vão encontrar aos montes nesse jogo, mas aqueles já estão meio cansados da mesmice desse tipo de jogo, bem, vale a pena pensar duas vezes antes de mergulhar nessa nova aventura.

Batman-Arkham-Knight-Man-Bat

Resident Evil 4: Recomeço – Crítica

O primeiro filme ruim em IMAX 3D a gente nunca esquece. Quando todos pensavam que com Resident Evil: A Extinção a franquia teria um fim, eis que surgiu o “Recomeço” (e já tem mais um vindo por aí, o “Retribuição”).

Paul WS. Anderson é o cara do “quase lá”. Tirando a ofensa que é Alien vs. Predador, seus outros filmes “quase” foram aceitáveis, como o recente Corrida Mortal, O Soldado do Futuro, o campeão da sessão da tarde Mortal Kombat, ou mesmo o seu “quase” maior êxito, Resident Evil: O Hóspede Maldito.

Tendo escrito e produzido os três primeiros filmes da franquia Resident Evil, e dirigido apenas o primeiro, ele voltou para a cadeira de diretor neste “Recomeço”, mas novamente falhou na sua intenção de rodar um bom longa-metragem de ação.

A história até começa com estilo, créditos maneiros, atenção na produção e edição. Vem então uma bonita cena em slow motion (afinal, o que fica ruim em slow motion?) com um take plongée onde podemos avistar diversos guarda-chuvas transitando ao redor de uma menina que chora imóvel sob milhões de gotas d’água… Tudo muito poético (alerta de sarcasmo). Bem, depois de quase vomitar na cabeça do colega crítico da frente devido a uma infinidade de zoom in e zoom out rodopiantes em torno do globo, se iniciou um tiroteio tão insano, mas tão insano, que confesso ter ficado feliz de sair vivo dele.

Anderson confirma então sua mediocridade como roteirista, apresentando um fiapo de história lamentável. Tudo gira em torno da vontade de Alice encontrar sobreviventes e fugir da Corporação Umbrella, que a persegue devido seu valioso DNA. Seguindo os fatos já citados no filme anterior, ela parte atrás de um local chamado Arcadia (boa escolha de nome pelo menos, hein?), que manda sinais por rádio oferecendo abrigo e ajuda. Após voar para o Alasca, não achar nada e dar com os burros na água fria, ela descobre que o “lugar” na verdade é um navio. Por fim, ela sai voando pelo mundo e acaba aterrissando seu teco-teco no teto de um presídio onde existem sobreviventes, e de lá avista o Arcadia ancorado próximo à orla. Eles precisam então descobrir um jeito de chegar até seu estimado destino, e para isso terão de matar milhões de zumbis. Mas adivinhem, nem tudo que reluz é ouro (trilha para esta última frase: Dramatic Chipmunk).

Com uma direção supostamente arrojada, com seu IMAX 3D imponente, o filme até traz algumas sequências interessantes de se ver, com muitos efeitos especiais e “elementos Matrix” para deixar tudo “cool”. Mas com um andamento tão precário, um texto simplesmente péssimo e interpretações no piloto automático, tudo se perde e acaba parecendo um vídeo clipe gigante. Outra falha gritante é a limpeza e beleza dos personagens. Em meio ao fim do mundo, mulheres estão sempre lindas e produzidas com cortes de cabelo de Hollywood?! E os homens com suas barbas estilizadas, perfeitamente alinhadas?! Uma falta de noção que beira o egocentrismo, puro e simples.

Milla Jovovich, que não emplaca um bom filme desde O Quinto Elemento, está apática e sonolenta como a heroína da fita. Sua função básica é, primeiramente contar tudo que está acontecendo por meio de voice-over, e depois matar hordas de zumbis fazendo cara de capa de revista. O elenco de apoio também aparece perdido, sem saber da onde veio e para onde vai. Wentworth Miller, do seriado Prison Break, até que tenta dar uma amenizada no clima com seu Chris Redfield, mas não há talento que salve a falta de atenção com que os personagens foram construídos, meros estereótipos prontos para serem mastigados por efeitos especiais.

O fator “game” ainda amenizou levemente a tolerância final deste filme. Apesar de reinventar praticamente toda a história, o diretor Anderson teve pelo menos a atenção de colocar referências do jogo. Temos o carrasco enorme e seu machado descomunal (Executer), zumbis com bocas deformadas que mais parecem plantas carnívoras, cachorros do inferno que se abrem ao meio se transformando em uma boca só, e o vilão Wesker, que está realmente muito parecido com o original (mas talvez não exista alguém mais canastrão que o tal de Shawn Roberts). Chris e Jill também não foram esquecidos, apesar de suas participações serem decepcionantes.

Só que mesmo inserindo estes elementos, no final, Resident Evil 4 – Recomeço não honra a tradição do game que um dia teve a pretensão de adaptar. O clima de desespero e nervosismo simplesmente não existe. Parece que apenas as cenas de ação receberam algum tipo de atenção dos produtores, que esqueceram o primordial para tudo funcionar bem: uma trama bem talhada, assim como a do jogo. Resumindo, a obra é um espetáculo de baboseiras com um roteiro pífio e apenas uma ideia na cabeça: levantar mais grana. Com a bilheteria que fez, o próximo pôde ser confirmado.

Mais críticas como essa você encontra em Crítica Daquele Filme.

Diablo 3 – Resenha do game mais aguardado de 2012

Pouquíssimos jogos podem ser considerados catalistas de inúmeros clones como Diablo.  De fato, qualquer coisa que possua uma mecânica dungeon crawler/loot será comparada e automaticamente denominada como um jogo baseado na franquia. Com Diablo 3, a Blizzard retorna a sua fantasia obscura deixando para trás muito da jogabilidade e mecânicas tradicionais do RPG, recriando detalhes em seu próprio gênero.

Infinitas recompensas, tesouros e side-quests para desbloquear é a essência em cada capítulo de Diablo. D3 permanece fiel a vários elementos do arrebatador Diablo 2 no que diz respeito ao seu formato e funcionalidade mas também adicionando mais flexibilidade à customização dos personagens, sem mencionar uma atenção impressionante aos detalhes gráficos.

O enredo nunca foi seu forte, mas continua acompanhando a história de Sanctuary através das melhores cutscenes no ramo. Trata-se de sequências que complementam as interações do seu personagem com as circunstâncias do jogo.  Todas as cavernas e demais localidades nos quatro atos do jogo são de um visual impressionante, mas podem ser rodadas em qualquer PC de potência modesta.

Você passará a maior parte do seu tempo em ação no mesmo consagrado ângulo de câmera onde a história se desenrola de forma quase que exclusivamente linear. Existem 5 classes: Wizard, Witch Doctor, Demon Hunter, Barbarian e Monk. Cada um com suas velhas e conhecidas habilidades. Mas a verdade é que, a classe do personagem, pouco importa: tudo pode ser ajustado para o seu estilo de jogo. Destrezas de ataque ou apenas suporte podem ser desbloqueadas com os pontos de experiência durante sua estadia em Sanctuary.  Como a Blizzard não perdoa na quantidade (e variedade) de inimigos lançadas contra você, ficar de olho em combinações de armas e habilidades diversas torna-se necessário. Aperfeiçoar seu personagem de acordo com a área que você explora ajuda sua quest de forma imensurável.

De qualquer forma, combinar destrezas e equipamentos e “clicar” nos inimigos até a doce vitória é apenas uma pequena porção de tudo que Diablo 3 tem a oferecer.  Constantemente você ira se deparar com novas ferramentas de batalha tornando essencial administrar seu inventário e escolher as habilidades certas.  Comparar buffs e especificações também é indispensável para decidir se alguns itens valem a pena manter em seu inventário, mesmo que raros. Existe um ciclo constante de recompensas que mantém você fatiando seu caminho pelos quatro atos do jogo: itens que aumentam sua chance de encontrar artefatos raros, ouro, ferramentas para construir novas armas e armadilhas ou simplesmente comprar mais XP para incrementar seu personagem.

Levando em conta que se trata de um jogo criado para que você sempre volte a jogar, motivos para isso é o que não falta. Equipamentos maiores e melhores é a grande recompensa por finalizar D3 nos níveis absurdos de dificuldade. No grau de dificuldade mais intenso, o jogo faz você implorar por misericórdia. O modo cooperativo é um dos aspectos que a Blizzard conseguiu adicionar, e não é muito difícil encontrar um companheiro de batalhas já que todos devem estar online para jogar o game em qualquer modo. A única desavença no modo cooperativo é que qualquer jogador pode desencadear eventos que fazem grande parte do enredo principal ou simplesmente pulá-los.

A porção online de Diablo 3 tem excelentes aspectos, mas a um preço: A obrigação de estar conectado à internet para experimentar qualquer parte do jogo. Inevitavelmente, é o tipo de ocorrência que causa ocasionalmente uma queda de servidores. Quem participou do Stress Weekend público, onde grande parte dos jogadores ficou sem poder realmente testar o jogo, sabe do que se trata. Quando não for um problema dos servidores da Blizzard, a verdade é que você esta à mercê da sua conexão. E vale lembrar: estamos no Brasil.

Com Diablo 3, a Blizzard juntou os melhores elementos do passado e criou um mix com os dados mais modernos no universo do RPG. Apesar da maioria das mudanças ficar por conta da customização e nivelação dos personagens, muito do que tornou Diablo 2 o grande sucesso que foi continua presente nesse novo capítulo. Apesar das leves discórdias, a Blizzard tem plena noção de como manter os jogadores sempre famintos por mais. Seja destruindo o Butcher no Inferno Difficulty com seus amigos ou simplesmente ficar babando com os cenários, Diablo 3 sempre vai fazer você voltar para ficar noite a dentro clicando incansavelmente o mouse.

Mass Effect 3 – O fim de uma excelente trilogia

Não é novidade que, mais do que nunca, criadores de games se esforçam ao máximo para nos apresentar  novos mundos e experiências que nos prendem aos personagens, jogabilidade e gráficos. Não é nenhuma novidade também que a Bioware consegue realizar essa tarefa com mais eficiência que o resto com a série Mass Effect. A empresa nos introduziu a Shepard, um personagem que já seguimos a três imensos jogos sem contar com as aventuras que podemos adquirir à parte. Dizer que a Bioware criou um universo praticamente interminável não faz justiça à realidade. Esse universo transborda com formas de vidas com as quais você constrói relacionamentos por toda a galáxia. Vale lembrar também que, se você jogou toda a franquia, deve se recordar de que tivemos que tomar decisões muito difíceis em relação aos personagens. Decisões que vão lhe ajudar (e atrapalhar?) em Mass Effect 3.

Mass Effect começou como um RPG com elementos de jogo de tiro e no segundo título da franquia se tornou um game mais voltado para ação, com algumas mecânicas de RPG. Aqui você se encontra na linha de frente de uma galáxia que esta prestes a ser destruída. A invasão dos Reapers, que dizimou a terra natal de Shepard, agora coloca em risco todo o universo. Seguindo os passos de Mass Effect 2, você não vai conseguir derrotar os Reapers sozinho. Aliados são essenciais (para quem não se lembra, Reapers são uma forma de vida alienígena que faz uma faxina geral no universo a cada 50 mil anos).  Apesar de você não estar exatamente escolhendo membros para sua equipe, começa a formar um exército galáctico para segurar essa ameaça.  Esse formato de manter o enredo em uma antecipação crescente não perdeu sua graça nessa transição de capítulos. A Bioware sempre forneceu um histórico massivo para cada raça alienígena que encontramos no jogo, mas não como em Mass Effect 3.

Mais uma vez, moldamos o caráter do protagonista Shepard através das inúmeras decisões que somos forçados a tomar. O que separa a franquia ME dos demais jogos que você arca com decisões é o impactante efeito no enredo do jogo: os personagens interagindo com você e com suas alianças formadas fazem desse game uma experiência na qual é fácil se relacionar em um nível humano.

Explorando a galáxia e seus inúmeros planetas com a Normandy acabam levando você a territórios extremamente hostis onde, se demorar demais, os Reapers aparecem para dar as “boas vindas”.  É uma adição modesta que oferece um sabor mais interessante ao (considerado por muitos) monótono “escaneamento de planetas”. Você, claro, será recompensado por sobreviver a esses ataques-surpresa: combustível para poder fuçar a galáxia em paz, tecnologia para armas e para Normandy e, claro, muitas missões extras. A customização de cada personagem em ME3 é o melhor da série.

Estar muito bem preparado para as aventuras a bordo da Normandy é essencial. Seu medidor de preparação para as aventuras está sempre disposto para consulta e indica, através de aliados que você faz, segredos conhecidos por Shepard entre outras peculiaridades que fazem valer a pena ou não entrar de cabeça na batalha final do game. Pela primeira vez, existe uma porção multi player no jogo.  Seja qual for o network que utilizado, você batalha contra inúmeras raças alienígenas no modo cooperativo que lhe rendem pontos utilizáveis em vários aspectos do jogo.

Para os fãs, ME3 tem um enredo imperdível, principalmente para os que deixaram salvo suas decisões nos capítulos anteriores. Para esses, ME3 vira uma espécie de livro que você simplesmente não consegue parar de ler. Caminhos tomados inevitavelmente podem levar a morte ou outro fim inusitado de um personagem que você aprendeu a considerar como um amigo. A história nunca foi problema para a franquia ME. Da vagarosa evolução dos personagens em ME1, típica de RPGs mais tradicionais, para a ação acelerada de ME2, ME3 é sem dúvida o que contém mais ação de todos.

Não se confunda, Mass Effect 3 não é nem de perto um jogo curto: entre diálogos gigantescos, missões duradouras, missões extras duradouras e o visual sensacional que faz você perder um pouco o foco da missão e apreciar as paisagens. De qualquer forma, trata-se de um jogo no qual o núcleo da jogabilidade se retém ao de tiro em 3ª pessoa. Para alguns, essa mecânica pode ser cansativa com poucas batalhas realmente ameaçadoras para quem já está familiarizado com a franquia ME. Mas esse ponto fraco fica mais evidente no multiplayer. A força da Bioware é o enredo.

Como a ação não foi o motivo pelo qual pessoalmente resolvi seguir a saga, a história era o que mais me prendia (e me preocupava), mas diferente de inúmeros fãs, eu não fiquei decepcionado com o final. Nem um pouco. Mass Effect 3 pega todas as melhorias de ME2 e as supera de forma magistral. Eu vivi todas as minhas decisões, com todas as suas consequências, e nunca voltei atrás para fazer diferente e ver o que teria acontecido se eu tivesse outra chance. A vida não é assim e resolvi jogar o game da mesma maneira. Isso é a grande beleza recompensadora de Mass Effect 3: minha experiência é minha e a sua será apenas sua. A palavra “sensacional” na da nem para começar a explicar como esse game e sua história são maravilhosos. Top 5 de todos os tempos. Indispensável.

Age of Conan – O espetacular jogo de tabuleiro! Resultado do Sorteio!!!

Review enviado por Evaldo Vasconcelos.

Para os que acompanham os posts aqui no Pipoca e Nanquim já foi comentado a respeito do mercado europeu e americanos de jogos de tabuleiro onde encontramos milhares de títulos à disposição dos consumidores e centenas de lançamentos mensais (artigos aqui, aqui e aqui).

Com um mercado tão competitivo e clientes ávidos por novidades, qualquer diferencial é importante para o sucesso de um novo produto. Uma das práticas mais comuns são os lançamentos de títulos baseados em alguma franquia de cinema, série de TV ou livro. Dentro deste contexto há um cenário que nasceu pronto para ser adaptado como jogo de tabuleiro: a Era Hiboriana, período fictício criado por Robert E. Howard (1906-1936) em um tempo mítico situado antes de qualquer civilização conhecida pelos atuais antropólogos e historiadores.

De todos os grandes personagens que habitam as páginas da obra de Howard, Conan é o seu ícone: um aventureiro bárbaro, nascido nas inóspitas terras do norte da Ciméria. Lutando, ele percorreu metade do mundo de seu tempo, enfrentando inimigos naturais e sobrenaturais, até tornar-se rei do império de Aquilônia.

Qualquer fã do cimério, em especial os leitores da revista A Espada Selvagem de Conan, que vinha com um mapa dos reinos hiborianos, com certeza já imaginou a possibilidade de jogar um wargame ambientado nesse cenário.

Neste título, lançado no Mercado Americano pela Fantasy Flight, cada jogador controla um dos grandes reinos da época: Aquilonia, Turan, Hyperborea e Stygia.

Conan é representado no jogo por uma miniatura que anda pelo tabuleiro e cujas ações podem ajudar ou prejudicar cada um dos reinos do jogo. No início de cada era são compradas quatro cartas do baralho de aventuras. Estas cartas determinam as missões a serem cumpridas pelo cimério e, a cada um delas, os jogadores, através de leilão, determinam quem irá controlá-lo durante aquela missão.

O jogador que estiver controlando Conan jogará um “dado de sina” por missão, para determinar quais ações poderão ser executadas pelo aventureiro. Depois de cumpridas as missões, todos os jogadores podem utilizar seu tesouro adquirido para construir melhorias que preparem seu reino para as batalhas e conquistas na era seguinte. Neste momento é possível usar seus exércitos e emissários.

Esta sequência se repete até a o final da terceira era, quando cada um dos jogadores pode tentar coroar Conan como o regente de seu reino e assim garantir pontos extras no final do jogo.

O vencedor será aquele que conseguir mais pontos, subjugando reinos vassalos, usando o poder militar, criando alianças através de seus emissários, lutando com os outros jogadores ou cumprindo missões com Conan.

Instigado, caro leitor? Pois bem, o Pipoca e Nanquim, em parceria com o site Strategos (especializado em jogos de tabuleiro), irá sortear um Age of Conan – The Strategy Board Game para você!!! Quer saber como? Veja logo abaixo!

PROMOÇÃO AGE OF CONAN: GANHE O JOGO DE TABULEIRO ORIGINAL!

Hora de viver aventuras na pele do maior bárbaro de todos os tempos! Para receber em casa essa preciosidade e deixar todo mundo com inveja (inclusive a gente!), é muito simples, como sempre.

Basta ter uma conta no Twitter e seguir o @PIPOCAENANQUIM e nosso parceiro, @strategosjogos, que gentilmente está cedendo o jogo. Como seguidor dos dois, dê um RT na frase abaixo:

Quero ganhar o espetacular jogo de tabuleiro Age of Conan do @PIPOCAENANQUIM e @strategosjogos http://kingo.to/11jI Clique para ver o review

Prontinho! O resultado sai em duas semanas, dia 23/03, aqui mesmo no Pipoca e Nanquim, e será feito através da plataforma Sorteie-me. Participe e boa sorte!

RESULTADO! 

E a sortuda ganhadora desse espetacular jogo foi…

@apaula88

Parabéns! Mande um e-mail para [email protected] com seus dados para envio.

Print da página do Sorteie-me.