Halo 4 | Review do game

Por Eduardo Rebouças.

Halo 4 é uma das jogadas mais seguras que a Microsoft já fez. É basicamente o mesmo de sempre e é garantido vender aos milhões. Desta vez, Halo está nas mãos da 343 Industries, um estúdio criado com o objetivo de fazer jogos da série, começando pelo remake do primeiro jogo da franquia e passando para uma nova trilogia, chamada Reclaimer, mas talvez o que estão tentando recuperar é o trono de melhor jogo em primeira pessoa. E conseguem, de um modo ou de outro.

Tudo começa anos após o final de Halo 3, a conclusão bem fechada que deixou Master Chief e Cortana em animação suspensa, vagando o espaço. Tudo tranquilo até os dois inesperadamente encontrarem novas forças inimigas em busca de um poder antigoo até então desconhecido. Em termos de história, Halo 4 é uma apelação, desde seus personagens novos até o que acontece durante o jogo: tudo é uma desculpa para a ação desenfreada que você ou adora ou odeia.

 

Halo41

 

O jogo básico de Halo continua o mesmo. Sua capacidade é limitada a duas armas distintas e granadas, com a inclusão de algumas novidades dos jogos Halo que vieram após o terceiro, como os itens auxiliares de voo, escudo e distração contra inimigos.

O que muda, de um certo modo, é em quê você atira, já que a novidade de Halo 4 é a inclusão da raça Promethean, seres luminosos que se comportam e te atacam de um jeito bem diferente dos Covenant que você pode estar acostumado. Há três tipos básicos de unidades que se complementam e que são bem bacanas de lutar, que te obrigam a seguir certa “ordem de matança”, pois alguns inimigos têm a capacidade de chamar amiguinhos ao campo de batalha caso você demore muito.

As missões do jogo são bem variadas e seguem a trilha bem cimentada dos jogos anteriores, mantendo o nível de emoção e ação, principalmente em níveis altos de dificuldade. Ao mesmo tempo essa tradição de design de fases traz a tona o mesmo problema de sempre em jogos Halo, o fraco sistema de ‘checkpoints’ que dependem de variáveis impossíveis de prever e que normalmente te ferram ao morrer. Há uma leve novidade em algumas partes do jogo, em que tudo vira um simulador de voo.

 

halo4game

 

Há (muito) o que falar sobre a localização em português do jogo. A tradução do script foi feita de um modo extremamente porco, literal e sem nenhum cuidado. A atuação dos atores de voz não é ruim, mas o que eles falam dificilmente soa natural e deixa óbvio que tudo foi feito às pressas e ao pé da letra, uma tradução literal de termos em inglês que teriam sinônimos facilmente encontrados em um dicionário em português. Não chega a ser decepcionante pois já devíamos estar acostumados, o que é algo revoltante para fãs que investem uma boa grana em jogos no Brasil, com preços ridículos e muito mais altos do que a maioria do mundo.

Há muito o que fazer além do modo história. Fora o multiplayer mata-mata que todos já conhecemos, o Spartan Ops é um agregado de missões para um ou vários jogadores que aos poucos vai sendo revelado através de atualizações gratuitas. São fases bem bacanas e que ajudam a estender o tempo de jogo consideravelmente, se é o que você procura.

É difícil chamar Halo 4 de um jogo realmente novo, mas também não poderia chamá-lo de ruim. Se você é fã de Halo, há o mesmo de sempre para fazer, mais algumas coisinhas novas. Até o novo armamento, Promethean, segue o mesmo esquema das armas das outras duas raças dos jogos anteriores, com pouquíssimas novidades. Se você não ficar louco da vida com o tratamento dado ao público brasileiro com a localização, é uma boa pedida e alternativa aos jogos Call of Duty. É um jogo seguro para a Microsoft. Master Chief não vai embora tão cedo.

 

halo-4-screenshot-2

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *