Os Mercenários 2 – Crítica

Antes de falar desta sequência, deixe-me dizer algo sobre o primeiro Os Mercenários: sim! Eu gostei. Tenho certeza que o clima nostálgico ajudou, o belo verniz do tempo acabou relevando os problemas (que existem), deixando somente a satisfação de ver a épica união daqueles que fizeram nossas “Sessões da Tarde” valer a pena.

A estreia da franquia funcionou naquele momento em particular, principalmente por sua violência sangrenta e ignorante, que só mesmo Stallone poderia nos oferecer. Mas estranhamente, em Os Mercenários 2, nada disso aconteceu. Talvez pela falta do elemento surpresa, ou pelo hype altíssimo instaurado… Só sei que quando liguei meu olhar crítico e desliguei o de fã, o verniz corroeu. Fazer o que?!

A história começa de forma ensandecida, com uma grandiosa cena de ação em que braços e pernas humanas chovem ensanguentadas sobre as cabeças da inspirada equipe de mercenários contratada. Eles foram resgatar um camarada irrelevante, e de quebra salvaram o governator Schwazza. O local deste primeiro resgate, se minha memória não falha, ficava no Oriente Médio, se bem que em certos momentos parecia com uma selva tropical da América Latina… mas afinal, quem se importa?!

Depois dessa apresentação, começa a construção da motivação da missão principal do jogo…quer dizer… do filme. Ninguém gosta de ver um garoto herói passar por maus bocados né? Ainda mais se o cara quer abandonar a vida perigosa, se casar com a namorada e ser feliz eternamente. Quem mexer com este indivíduo terá de pagar com a vida, e se o mesmo tiver um exército particular para ser dizimado… melhor ainda.

Bem, o garoto acaba sofrendo! E nas mãos de um terrorista mercador da morte ainda por cima. Nomeado sabiamente como Vilain, o inimigo usa trabalho escravo (de forma cretinamente pouco eficiente) para aumentar seus recursos, se tornando assim altamente perigoso para o mundo (mundo = EUA). Ou seja, o mote principal da trama é retaliação: um trabalho dá extremamente errado e BOOM! Eles vão pra cima com tudo, usando como desculpa a periculosidade do malfeitor frente aos Estados Unidos, fato que apoia a vingança. Conveniente.

Só que o maior problema deste Os Mercenários 2 não é o roteiro precário, mas sim sua vontade em demasia de querer agradar. O filme em certos momentos parece buscar mais a gag do que a ação (sua oferta primordial), se tornando então uma caricatura dos filmes do gênero. Este humor almejado é uma marca do primeiro longa, mas aqui ele aparece de maneira forçada, pouco espontânea, sendo mais obrigação do que diversão. E para completar, as sequências explosivas simplesmente não convencem. Elas obviamente seguem uma cartilha didática onde o excesso é a regra principal, não o contexto. Tipo: dois milhões de tiros e no final manda uma facada na cabeça (pois isso é muito maneiro!).

Veja bem, a violência é linda de se ver – com bandidos sendo literalmente picados na bala -, mas as cenas não passam disso, sendo basicamente: foco no cara que atira, foco no cara que leva o tiro, e foco na explosão grandiosa e desnecessária (não vou nem falar da hora em que eles decidem derrubar um helicóptero com uma moto, ao invés de usar uma metralhadora ponto 50 que estava nas mãos deles). O ponto onde quero chegar é: a ação está lá, insana, explosiva, sangrenta, incoerente… mas ela não diz nada, não tem propósito, quer ser apenas visual, não se importando com o sentindo. Mas é isso que todo mundo quer não é? Visual e pouco sentindo? Nem todo mundo.

Mas pode ficar tranquilo que não vou falar (muito mal) dos atores. Os caras são lendas e tem o direito de fazer toneladas de besteiras: Chuck Norris rouba a cena por completo com sua voz fina e sua cara de tio gente boa que mata por prazer. Junto a Norris, também como destaque, temos Arnold Schwarzenegger, ressurgindo das cinzas após seu mandato de governador da Califórnia. Já uma participação que achei ridiculamente pequena foi a de Jet Li, que some depois do início e não aparece mais. Algo muito estranho mesmo. Fica a impressão que ele foi chamado só para constar no pôster.

Por fim, temos Sylvester Stallone e Jean-Claude Van Damme: protagonista e antagonista, tiozões do cinema brucutu se duelando em um confronto simbólico, que vai além das telas do cinema, além de suas caras acabadas, inchadas, botocadas, irreconhecíveis praticamente. Stallone parece que sofreu um transplante de rosto mal sucedido, e Van Dame não tira os óculos durante o filme todo – e quando tira é no escuro, por que sei lá, ele parece ter um litro de cachaça acumulado debaixo de cada olho). Seu Vilain é o malfeitor mais blasé de que se tem notícia nos últimos tempos.

No final, Os Mercenários 2 decepciona, e creio que o maior motivo disso foi Stallone não ter dirigido a obra (diferente do primeiro) – a missão ficou com Simon West (Con Air – A Rota da Fuga). O filme simplesmente se perde na sua proposta, esquece de entregar algo digno e se foca apenas em ser “cool” pra caramba, como se as referências das carreiras dos envolvidos salvassem qualquer coisa. Não empolga como gênero de ação, força nas piadas, e se torna um esteriótipo da loucura americana em sua total capacidade armamentista (isso ele automaticamente é né?! Mas o clima de humor mal sucedido acaba puxando tudo para um lado ainda mais “negativo” da coisa). É como diz a canção do épico “Team America”, de Trey Park:“America, FUCK YEAH! Coming again, to save the mother fucking day!” (veja isso aqui).

Como eu falei: o primeiro foi legal naquele momento. Mas agora…? Era preciso bem mais para segurar a onda.

Mais críticas como essa você encontra em Crítica Daquele Filme.

Os Mercenários 2/ The Expendables 2: EUA/ 2012/ 103 min/ Direção: Simon West/ Elenco: Sylvester Stallone, Jason Statham, Jean-Claude Van Damme, Jet Li, Dolph Lundgren, Chuck Norris, Bruce Willians, Arnold Schwarzenegger, Terry Crews, Randy Couture, Liam Hemsworth

Videocast 139 – Assassinos Profissionais

Olá, amigos do PN!
Hoje é um dia especial! Para começar, é sexta-feira. o/ Só isso já bastaria para nos alegrar, mas hoje também é início da 19a Fest Comix!!! Além disso tudo, apresentamos a vocês esse novo episódio! COMBO!

No programa de hoje bateremos um papo sobre Assassinos Profissionais, então se você é um ou tem algum amigo nesse ramo, dá logo o play.

Nos encontramos na Fest Comix depois que terminar o episódio, ok?! Até já!

COMENTADO NESSE VIDEOCAST

Podcast 53 – Jonah Hex
Podcast 50 – Crise de Identidade
Programação da Fest Comix 2012 – com sessão de autógrafos do Pipoca e Nanquim ao mesmo tempo de Jamie Delano, imperdível!!!
– Siga o Pipoca e Nanquim no Instagram!
– Sites parceiros: Filmes com Legenda, Super Novo, Mob Ground, Contraversão, Soc Tum Pow, Som Extremo 

QUADRINHOS E LIVROS COMENTADOS 

O Dia do Chacal (Record)
Badlands – O Fim do Sonho Americano (Devir)
Crying Freeman – 10 Volumes (Panini)
Anti-Heróis do Universo CD – A Origem de Hitman (Brainstore)
Hitman – 13 Edições (Brainstore)
Hitman – 5 Edições (Magnum)
Alvo Humano (Opera Graphica)
Deadpool – Revista Mensal (Panini)
Titãs – 3 Volumes (Panini)
Jonah Hex – 6 Volumes (Panini)
Wolverine – Inimigo de Estado (Panini)
DC Especial #04 – Pistoleiro (Abril)

FILMES COMENTADOS 

O Dia do Chacal (The Day of the Jackal, 1973)
O Chacal (The Jackal, 1997)
Os Matadores (Os Matadores, 1997)
Matar é Meu Ofício (Suddenly, 1954)
Assassinos (Assassins, 1995)
O Profissional (Léon: the Professional, 1994)
Assassino a Preço Fixo (The Mechanic, 1972)
O Combate – Lágrimas do Guerreiro (Crying Freeman, 1995)
Human Target – o Defensor – 2 Temporadas (Human Target, 2010-2011)
Na Mira do Chefe (In Bruges, 2008)

139 – Assassinos Profissionais – Pipoca e Nanquim por pipocaenanquim no Videolog.tv.


Videocast 132 – Os Brucutus Mercenários

Olá a todos, sejam bem-vindos a mais um videocast do Pipoca e Nanquim.

Hoje estamos eletrizados, afinal estreia no Brasil, com algum atraso em relação aos EUA, o filme Os Mercenários 2, provavelmente o melhor longa-metragem dos anos 1980, produzido no século 21. É isso aí, enquanto aspirantes a atores de ação como The Rock e Vin Diesel ainda estão engatinhando e tentando aprender como se faz, Stallone e cia. continuam explodindo até a mãe em produções descerebradas e sensacionais. Esqueçam os pormenores, se quiserem cinema-intelectual, aguardem nosso videocast do Woody Allen. Aqui, o bicho vai pegar enquanto relembramos os melhores momentos da carreira desse sensacional elenco que, cada qual a sua maneira, marcou época.

E galera, o Pipoca e Nanquim está inscrito no prêmio Top Blog 2012! Contamos com seu voto, contribua com seu videocast preferido!

 

COMENTADO NESSE VIDEOCAST

Quadrinhos no Cinema Vol.2 a venda nas melhores livrarias! Veja as fotos do lançamento.
Videocast 26 – Durões do Cinema
Podcast 27 – Sylvester Stallone
Podcast 33 – Exterminador do Futuro
Jogos de Assassinato – Crítica
Barra Funda Fighters 

RESULTADO PROMOÇÃO LIVROS DA NEW POP: RESIDENT EVIL E SHINJUKU

Hora de saber quem é o felizardo vencedor da promoção feita em parceria com a editora New Pop e agora com o pessoal da Rádio AniMIX, que vai receber em casa um kit com dois lançamentos da editora. Primeiro, a espetacular obra Shinjuku, livro de ficção cientifica ilustrado pelo mestre Yoshitaka Amano, com tamanho grande e acabamaneto luxuoso (e põe luxuoso nisso). Depois, seguindo a onda de bons livros baseados em vídeo-games que têm saído no Brasil, recebemos Resident Evil – A Conspiração Umbrella, ideal para os fãs dos jogos e para quem curte zumbis (já entrou pra coleção de zumbis do Bruno Zago).

O resultado foi obtido no sorteie.me, que buscou o ganhador entre aqueles que twittaram a frase da promoção informada nos videocasts anteriores e que seguem o @PIPOCAENANQUIM e @RadioAniMix.

Eis o sortudo: @bru_non (link do resultado).

Parabéns! Entre em contato informando seu endereço ([email protected]) que em breve enviaremos os prêmios. Obrigado a todos que participaram, aguardem nossa próxima promoção em breve.

FILMES COMENTADOS 

Os Mercenários (The Expandables, 2010)
Os Mercenarios 2 (The Expandables 2, 2012)
Bullet To The Head (Bullet To The Head, 2013)
O Demolidor (Demolition Man, 1993)
Rambo – Programado para Matar (First Blood, 1982)
Stallone Cobra (Cobra, 1986)
The Tomb (The Tomb, 2013)
The Last Stand (The Last Stand, 2013)
True Lies (True Lies, 1994)
Trilogia O Exterminador do Futuro (Terminator, 1984, 1991 e 2003)
Comando para Matar (Commando, 1985)
Conan – o Bárbaro (Conan: The Barbarian, 1982)
Um Tira no Jardim da Infância (Kindergarten Cop, 1990)
Um Herói de Brinquedo (Jingle All The Way, 1996)
O Justiceiro (The Punisher, 1989)
Mestres do Universo (Masters od The Universe, 1987)
O Homem da Guerra (Men of War, 1994)
Herói (Hero, 2002)
Cão de Briga (Unleashed, 2005)
Batalha de Honra (Tai-Chi Master, 1993)
O Reino Proibido (The Forbidden Kingdom, 2008)
Lutar ou Morrer (Fist of Legend, 1994)
O Mestre das Armas (Fearless, 2006)
Trilogia Carga Explosiva (Transporter, 2002, 2005 e 2008)
Adrenalina 1 e 2 (Crank e Crank: High Voltage, 2006 e 2009)
Caos (Chaos, 2005)
Assassino a Preço Fixo (The Mechanic, 2011)
Jogos Letais (Assassination Games, 2011)
Timecop – O Guardião do Tempo (Timecop, 1994)
Soldado Universal 3 – A Regeneração (Universal Soldiers: Regeneration, 2009)
O Grande Dragão Branco (Bloodsport, 1988)
Duplo Impacto (Double Impact, 1991)
Quadrilogia Duro de Matar (Die Hard, 1988, 1990, 1995 e 2007)
Braddock II – O Início da Missão (Missing in Action 2: The Beginning, 1985)
Braddock III – O Resgate (Braddock: Missing in Action III, 1988)
Sete Homens e um Destino (The Magnificent Seven, 1960)
Os 12 Condenados (The Dirty Dozen, 1967)

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Podcast 27 – Sylvester Stallone

É galera, a coisa é simples assim: se você acha que Vin Diesel ou The Rock são durões, é por que não conhece os heróis de ação do cinema dos anos 70 e 80. Alguns deles chegaram à primeira grandeza, outros vieram na rabeira e cada qual teve um destino interessante: Chuck Norris virou lenda. Arnold virou governador. Steven Seagal virou piada. Mas de todos, o maior é sem duvida Stallone, que continua na ativa e fazendo bons filmes.

Stallone conseguiu criar não um, mas dois mega-personagens que se misturam ao imaginário popular, tendo transcendido a cultura pop e as próprias fronteiras de seu páis; hoje Rocky e Rambo são muito maiores que o próprio autor, e existe uma tremenda chance de eles continuarem presentes, mesmo anos após a morte dele.

O ator de boca torta mais famoso de Hollywood está um nível acima dos demais – e os Oscar que tem em sua prateleira comprovam isso. Para quem acha que ele só fez besteira hiper-violentas como Stallone Cobra, ou verdadeiros abacaxis como O Juíz, é melhor repensar: Falcões da Noite, O Implacável, FIST, D-Tox e Cop Land são exemplos de grandes filmes envolvendo o astro, que curiosamente nunca trabalhou com grandes diretores. Na verdade, ele próprio dirige e seu talento ficou claro recentemente com o impecável Rocky Balboa!

Bem, para variar, não deu para falar de tudo (por exemplo, sequer mencionamos que ele dirigiu Os Embalos de Sábado a Noite 2), mas nos esforçamos e demos boas risadas.

PROMOÇÃO OS MERCENÁRIOS! CONCORRA A DOIS DVDs DUPLOS DA CALIFÓRNIA FILMES

Você já deve estar mal acostumado, mas por incrível que pareça tem mais promoção rolando. A California Filmes nos mandou dois exemplares do DVD Especial de Os Mercenários!!! Quer ganhar? Escute o programa e saiba o que fazer.

Bloco 01

• Conheça o hotsite do nosso livro ‘Quadrinhos no Cinema’ ;
• Vocês gostam do Stallone?
• A causa da famosa boca torta;
• A mãe Stallone promovia lutas enquanto o pai Stallone cortava cabelo de dondocas;
• O polêmico primeiro filme, o pornô O Garanhão Italiano;
• Nomeado ao Oscar e ganhador do Framboesa de Ouro – No fim das contas, um bom ator?

Músicas:
Uncle Remus – Frank Zappa
Supernaut – Black Sabbath

Bloco 02

• Rocky: Um obra-prima do cinema;
• Stallone sempre foi muito fã de boxe e escreveu o roteiro de Rocky em apenas três dias;
• Batendo o pé: ”Só vendo o roteiro se eu for o ator principal, e tenho dito!”;
• Filmes com grande atuação de Stallone;
• E pra você qual é o melhor filme da franquia Rocky?
Rocky Balboa (o sexto filme) é sensacional!

Músicas:
Digital Bitch – Black Sabbath
Fast as a Shark Accept

Bloco 03

• John Rambo, mais um personagem clássico!;
• Rambo uma crítica ferrenha ao militarismo norte-americano;
• Deixe seus preconceitos de lado e assista Rambo – Programado Para Matar;
• Coitado do Rambo, se ferra muito quando volta da guerra;
Stallone: Cobra uma grande porcaria divertidíssima;

Músicas:
Big Jim Salter – Stone the Crows
All Revved Up With No Place To Go – Meat Loaf

Bloco 04

• Outros bons filmes do Sylvester Stallone;
• E mais um monte de filme ruim!
Os Mercenários: O melhor filme dos anos 80 feito nos anos 2000;
• O maior time de brucutus do cinema;
• Atenção! Mais um sorteio do Pipoca e Nanquim;

Músicas:
Another One Bites the Dust – Queen
Riding with the King – B.B. King e Eric Clapton

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Abraço! Até semana que vêm!

Reproduzir

É fácil pagar mico em filme de herói!

Vivemos o auge das adaptações de HQs para o cinema. Os estúdios bancam filmes exorbitantes sem piscar, sabendo que mesmo que eles sejam ruins (Quarteto Fantástico, Motoqueiro Fantasma, Demolidor, O Incrível Hulk…) darão um bom retorno de bilheteria. Na verdade, nem sempre foi assim. Na década de 90, filmes de heróis sofriam com orçamento que se comparados com os de hoje, são risíveis. Por exemplo, o Justiceiro com Dolph Lundgreen custou 10 milhões de dólares e o próprio Batman de Tim Burton, 48 milhões. Passa longe de quantias como O Cavaleiro das Trevas e Watchmen, não é verdade?

Mas este post não é para discutir orçamento, e sim para mostrar que desde a década de 30, a galera sempre pagou mico fazendo filme de super-herói – o que prova que eles não são assim tão simples de serem feitos. Então vamos lá, aos micos:

Sylvester Stallone – O Juiz

A intenção era boa. Após um período de baixa em sua carreira no final da década de 1980, Stallone voltou com tudo em 1994 e engatou bons filmes que fizeram bastante sucesso, como Risco Mortal e O Demolidor. Aí alguém deve ter falado para ele que existia um policial inglês, sucesso entre o público underground, que vivia num mundo maluco onde policiais são juízes, júris e executores. Bela premissa, não? Assim, em 1995, Sly lançou esta bomba – e de quebra conseguiu arrastar alguns atores de respeito, como Armand Assante, Max Von Sydow e Diane Lane. E, claro, um ator do quilate de Stallone jamais poderia ficar sem mostrar o rosto, então lá está ele sem máscara durante metade do filme – o que nunca aconteceu nas HQs.

Billy Zane – O Fantasma

Ok, você vai dizer que a carreira inteira de Billy Zane é um mico completo – e eu vou ter que concordar. Mas também vamos dar um desconto para o cara, pô. Sem ele, Titanic não teria sido a metade da diversão que foi e ele conseguiu contracenar com Tom Berenger em O Atirador nos bons tempos do homem! Isso quase apaga as outras 100 porcarias que ele estrelou (eu disse quase), mas neste O Fantasma ele realmente conseguiu se superar. Nada, sem brincadeira, nada se salva nesta incrível porcaria, dirigida por Simon Wincer, em 1996. E ele levou consigo para o buraco Treat Williams, Kristy Swamson e uma Catherine Zeta-Jones ainda em começo de carreira.

Christopher Reeve – Superman IV: Em Busca da Paz

Sabe aquela famosa história sobre relacionamentos? Os primeiros anos são maravilhosos, de repente tudo começa a dar uma estremecida, até entrar naquela fase terminal em que a coisa simplesmente explode? Pois é! Foi o que aconteceu aqui. Esta porcaria sem igual produzida pela Golan-Globus (na boa, essa dupla de judeus picaretas ainda vai ganhar um post só seu aqui) faz com que Superman III pareça uma obra de arte. E olha que naquele tinha até Richard Pryor como alívio cômico… Bom, esta bomba de 1987 não fez Reeve pagar mico sozinho, o elenco principal dos outros filmes veio junto, inclusive Gene Hackman e Margot Kidder. E o fracasso foi tão grande que foi a partir dela que os estúdios começaram a ficar reticentes em apostar em produções baseadas nos filmes de heróis.

Talisa Soto – Vampirella

Quando anunciaram o filme da Vampirella, eu fui o primeiro a dar pulos de alegria. Pena que as notícias seguintes não foram nem um pouco animadoras. No papel principal, Talisa Soto. Ok, ela tem um rosto bonito, porém estamos falando de Vampirella, caramba, e todos sabem que 90% dos quadrinhos dela se baseiam em, bem, em certos atributos que Talisa não tem. Mas tudo bem, vamos dar crédito. Aí anunciam o vilão, Roger Daltrey, do conjunto The Who. Cacete, fala sério. Então sai a primeira foto de Talisa e vemos que qualquer cosplay vagabundo é melhor desenhado que o uniforme da alienígena vampira. O diretor é Jym Winorski que conseguiu a façanha de dirigir mais de 80 títulos na carreira – todos pérolas. Enfim, nada se salva neste lixo incomensurável de 1996, com uma história ridícula, que se leva a sério e nem sequer tem os momentos divertidos dos filmes trash.

Josh Brolin – Jonah Rex

Caraca, o que poderia dar errado? Brolin interpretando um pistoleiro durão e desfigurado. A gostosa do momento Megan Fox para encher os olhos do público masculino. John Malkovich de vilão. Um dos mais amados personagens secundários da DC Comics? Bem, por mais que a fábula pareça bonita, tudo deu errado neste equívoco de 2010. Roteiro? Bad! Atuações? Bad! Figuro? Bad! Direção? Bad! Fotografia? Bad! Trilha Sonora? Bad! Cara, na boa, poupe a si próprio duas horas de nervosismo e jamais assista este lixo!

Jennifer Garner – Elektra

Quando o filme do Demolidor estreou, mesmo as pessoas que falaram mal (e olha que foram muitas) concordaram em uma coisa: se tinha algo que se salvava era a escolha de Jennifer para o papel de Elektra. Quando a Marvel deu sinal verde para o filme solo da ninja, eu imagino que ela deve ter dado pulos de felicidade. O diretor era Rob Bowman que vinha do sucesso Reino de Fogo (um bom filme de dragões) e estava querendo dar o pulo para fora da televisão, pois ele sempre foi um desses diretores anônimos de séries de TV. Ledo engano – o filme Elektra sepultou as chances dele e o arremessou diretamente de volta para a telinha. O mais incrível é que o cara se diz fã da personagem, e conseguiu transformar a maior ninja assassina da história dos quadrinhos em uma menina chata e chorona. E até Jennifer (normalmente competente), por mais perfeita que estivesse fisicamente, está canastrona ao extremo neste filme de 2005. Quem mais foi arrastado para esta vergonha alheia? Nada mais, nada menos que Terence Stamp – um daqueles atores soberbos e sérios que chega numa determinada altura da carreira e não sabe mais o que fazer!

Shaquille O’Neal – Aço

Tudo bem, ele pode ter sido um dos grandes gigantes do basquete de todos os tempos. E pode até ser que nas quadras, Shaquille nunca pagasse mico. Mas aqui… Bom, dá para sentir que é uma ideia de girico desde o começo, um filme de um personagem de quinta categoria, dirigido por um diretor de quinta categoria (Keneth Johnson, que praticamente só fez séries de TV na vida), com um ator que não é ator. É, meus caros, o resultado: um orçamento de 16 milhões de dólares e uma renda de… 1 milhão e setecentos. Pois é, mais um chute no saco que a Warner deu em si própria.

Lou Ferrigno – Hércules

Todo mundo se recorda de Lou no papel do Hulk, na série de TV, mas na verdade ele fez muitos filmes de ação. Foi Simbad no cinema, chegou a fazer uma ponta na série do Conan e tem um filme verdadeiramente ótimo, Cage, no qual contracena com Reb Brown (o Capitão América da década de 70). Mas ele teve a infelicidade de se envolver com o “diretor” italiano Luigi Cozzi que, em 1983, queria dar a sua versão do mito do mais famoso herói grego. E sabe do que mais? Hércules é ruim de doer, mas até que dá para se divertir. Mas o pior ainda estava por vir… Dois anos depois, aparentemente Lou e Luigi acharam que o filme anterior não foi ruim o suficiente e resolveram filmar uma sequencia: As Aventuras de Hércules.

(Pausa para um silêncio constrangedor)

Meu amigo, vou te contar uma história… Esse filme é horrível. Terrível. Pavoroso. Lamentável. Os críticos no mundo inteiro ficaram tão abalados que o longa é comumente citado entre os primeiros lugares em listas de piores filmes da história!!!  A coisa foi tão feia que Luigi foi literalmente arremessado para a televisão depois dessa porcaria – e lá permaneceu por um bom tempo; ele ficou tão marcado que seus filmes seguintes não foram creditados e depois ele passou a usar um pseudônimo.

Buster Crabbe – Buck Rogers

Novamente uma ideia que parecia boa. Em meio ao grande boom que houve a partir do final da década de 30, no qual quase todos os heróis da época foram levados ao cinema, tivemos pelo menos uma obra prima: Flash Gordon, com Buster Crabbe, de 1936. Tudo funcionou naquela série – atuações, roteiro, diálogos, efeitos – então nada mais lógica que repetir a fórmula usando o mesmo galã três anos depois, num personagem parecido. Mais uma vez me pergunto se produtores tem, de fato, cérebro. Afinal o que os faz pensar que tudo o que funcionou anteriormente daria certo novamente em uma cópia deslavada, com o orçamento pela metade? Crabbe (que inclusive já tinha vivido outro ícone, Tarzan), pagou um mico violento nesta série ridícula.

David Hasselhoff – Nick Fury: Agente da Shield

Um cara como David com certeza nunca se preocupou muito com canastrice, afinal ele era o astro de Baywatch! Mas neste filme feito para a televisão em 1998, ele realmente se supera. O interessante é que está na cara do astro que ele achava que realmente estava fazendo algo bom – e o tanto que leva a sério seu papel torna-se um atrativo a parte no filme. Se você estiver disposto a dar umas boas risadas, só as caras e bocas dele já valem a sessão, que precisa ser regada a pipoca e guaraná. Se você for um daqueles fãs xiitas do personagem, passe longe, pois só irá se irritar.

Brigitte Nielsen – Guerreiros de Fogo

Tive a chance de rever este filme recentemente e cheguei a uma conclusão: apesar de guardar imagens de minha adolescência de que havia algumas coisas de divertido nele, nada mais era que uma projeção (sei lá do que). Não tem nada de bom neste filme. Nada. Necas. Pitica de nada. O filme é uma merda do começo ao fim. Não vale nem para ver Sandhal Bergman usando roupas de guerreira (para ver isso eu assisto Conan, o Bárbaro, oras). Este filme desvirtua completamente a caracterização da Red Sonja, personagem de Howard dada por Roy Thomas e foi uma “bela” estreia para Brigitte Nielsen, que depois fez um monte de filmes “bons”, como Stallone Cobra e Assassinato na Lua. Minha nossa, o filme tem também Schwarzenegger em um de seus piores momentos, no papel de Kalidor (um bárbaro genérico). Uma bomba de 1985 dirigida por Richard Fleischer que, em sua carreira, teve momentos brilhantes, como Viagem fantástica, O Homem que Odiava as Mulheres, Tora! Tora! Tora!, e Barrabás.

Dolph Lundgreen – Mestres do Universo

Ele chamou a atenção como o russo indestrutível que dá uma surra em Stallone em Rocky IV, então a Golan-Globus (de novo eles) acharam que este gigante seria a escolha certa para viver nas telas o personagem He-Man – então no auge de seu sucesso. Não me levem a mal, Lundgreen teve seus bons momentos e alguns filmes de respeito, como Homem de Guerra.  Na verdade, por um momento, eu até cheguei a pensar que ele daria um passo acima na carreira e conseguiria deixar de ser só um brucutu, pois o cara parecia estar se esforçando mesmo para atuar. Seu Justiceiro, apesar de ruim prá diabo, foi o primeiro passo, mas depois ele criou um psicopata interessante em Soldado Universal, e principalmente, em Johnny Mnemonic, ele surpreendeu como o Profeta. Mas depois tudo deslanchou. E quer saber, não dá para esquecer a imagem dele com aquele cabelinho cheio de água oxigenada e correndo num figurino ridículo. Mestres do Universo (que incrivelmente eu adoro – afinal todos temos os trashs que amamos) é ruim de doer, e muita gente boa colapsou neste embaraço de 1987: Courteney Cox (antes de seu sucesso com Friends), Chelsea Field (que daí para frente só conseguiu participar de produções C), Meg Foster e incrivelmente Frank Langella – um dos grandes atores de sua geração, excepcional em Frost/Nixon, que até que convence no papel de esqueleto.

Gerard Christopher – Superboy

Se muita gente acha ruim Smalville hoje em dia, tenho que dizer uma coisa: esta série faz com que o atual seriado do homem de aço (e até mesmo As Aventuras de Lois & Clark) seja uma obra prima. Sério. E incrivelmente esta tranqueira durou quatro anos, de 1989 a 1992. Bom, desnecessário dizer que a filmografia do ator, daí para frente, foi ladeira abaixo. Na verdade a série começou um ano antes, com John Newton no papel principal, porém após 26 episódios o cara foi despedido alegadamente por motivos contratuais e Gerard assumiu. Graaaande mérito. No papel de Lana Lang, a igualmente bela e desprovida de talento, Stacy Haiduk, que até hoje tenta se destacar na TV.

Sean Connery – A Liga Extraordinária

Pode um filme ser tão ruim, mas tão ruim, mas tão ruim a ponto de jogar um dos maiores atores da história do cinema para a aposentadoria e o deixar tão traumatizado que ele se recusou de sair dela até para estrelar o novo Indiana Jones (não que ele estivesse de todo errado)? Pois é, este filme conta com um bom elenco incluindo Stuart Townsend e uma de minhas favoritas Peta Wilson (reconheço que tenho o DVD só por causa dela), porém a verdade é que ele parece uma piada de mau gosto. Produzido em 2003 e “baseado” nos quadrinhos sensacionais de Alan Moore, o filme literalmente sepultou a carreira de Connery e também do aspirante a diretor Stephen Norrington, que havia acertado a mão no primeiro Blade (em 1998), mas de lá para cá não conseguiu dirigir mais nada. O mais triste foi escutar uma declaração de Connery antes do lançamento do filme dizendo que ele havia recusado papéis em Matrix e O Senhor dos Anéis, então desta vez não ia deixar passar um mega-sucesso! Coitado, fala sério se isso é forma de terminar uma carreira tão incrível quanto a dele?

Frank Miller – Spirit

Putz, não podia deixar de citar esse, não é? Vamos ser sinceros, quanto tempo faz que Miller não cria algo que preste. Todos são coniventes e pacientes com ele por causa de tudo que ele fez no passado – que é espetacular – mas acho que a última coisa boa que ele fez de verdade foi Sin City (a HQ). Aí ele se mete a diretor (só por que Robert Rodriguez, dando uma de fã babão, lhe deu a cadeira de co-diretor no filme Sin City) e pior, resolve adaptar um dos melhores quadrinhos da história: The Spirit. O resultado? Pavoroso. Ele consegue de uma só vez criar (mais) um momento constrangedor para Samuel L. Jackson, queimar as divas Scarlett Johansson, Eva Mendes e Jaime King, implodir a carreira do ator principal Gabriel Macht e ainda vetar todas as suas chances de continuar atuando como diretor em Hollywood. E não é para menos, esta porcaria de 2009 faz com que o longa-metragem feito para a televisão em 1987 com Sam Jones seja uma obra prima. Tiveram poucos filmes que eu desliguei na metade (odeio fazer isso por questão de princípios, não se deve criticar algo que você não viu), e este foi um deles. Na boa, eu já tinha visto o suficiente.

MENÇÃO HONROSA:

Halle Berry – Mulher-Gato

A síndrome do Oscar… Acontece sempre. Atores e atrizes ganham o cobiçado prêmio e de repente começam a fazer as piores escolhas possíveis na carreira (e entregar também as piores atuações). Mas não vou me alongar muito falando sobre Mulher-Gato aqui, afinal todos vocês conhecem essa bomba. De quebra Sharon Stone pagou um micaço nesse longa e também Benjamin Bratt (e eu que o respeitava por causa de Lei e Ordem…). Bom, mas o que esperar de um diretor chamado Pitof? Sabe o que mais, esse maluco conseguiu dirigir mais um filme para a televisão em 2008, quatro anos após ter assassinado a inimiga mais legal do Batman (algum louco deu a ele outra chance) – e ele fez uma porcaria tão grande quanto. Fire and Ice – The Dragon Chronicles faz com que os filmes de Uwe Boll tenham algum sentido.

E O PRÊMIO VAI PARA… JOEL SCHUMACHER

Batman Eternamente/Batman & Robin

Pois é, imagina que você junta para o elenco de um filme Val Kilmer (em seu auge), Jim Carrey, Tommy Lee Jones, Nicole Kidman, Michael Gough, Drew Barrymore e, ok, comete uma gafe e chama Chris O’Donnell.

E aí para o filme seguinte consegue George Clooney, Arnold Schwarzenegger, Uma Thurman, parte do elenco anterior, e ainda a linda Elle Macpherson e Alicia Silverstone para agradar os adolescentes da época (ei, ela fez até clipe do Aerosmith).

Fenômeno similar ocorreu com Supergil, de 1984, que juntou no mesmo lixo Peter O’Toole, Mia Farrow, Faye Dunaway e Brenda Vaccaro (todos iludidos pelo sucesso de Superman), mas os feitos de Schumacher tornam este longa uma verdadeira obra de arte.

 Pois é, ele conseguiu fuzilar todos aqueles nomes ao mesmo tempo e de quebra consegue sepultar no cinema por uma década um dos maiores personagens de todos os tempos, o homem morcego e como se não bastasse, cria nos estúdios um medo maior de investir em filmes de heróis do que aquele causado por Superman IV. E o mais abismal é que essas duas porcarias deram lucro! Isso mesmo, os filmes foram bem de bilheteria. Schumacher pode ter muitos acertos na carreira, como Os Garotos Perdidos, Por um Fio, Tigerland, 8mm, Tempo de Matar e Um Dia de Fúria, mas mesmo que ele filmasse um novo Cidadão Kane, nada conseguiria apagar o constrangimento que esses dois filmes causaram.

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