Recapitulação: Better Call Saul T02E04 – “Gloves Off”

Por Guilherme Roussenq 

Mais uma vez a abertura é com um flashforward, agora com Mike. É interessante como decidiram segurar a informação até a última cena antes dos créditos iniciais. Mike parece ter chegado em casa e estar fazendo coisas rotineiras como pegar uma cerveja na geladeira e caminhar para um descanso no sofá. Até aquele instante ele foi filmado de lado, nunca totalmente de frente. Só após alguns minutos é mostrado seu rosto frontalmente e é quando vemos que esteve em alguma espécie de briga, pois está com o olho esquerdo totalmente inchado e com pontos no supercílio. O que aconteceu? Bom, só pode estar relacionado com o pedido de Nacho no final do episódio anterior. Ainda saberemos.

Quanto a Jimmy, ele está tendo que lidar com as ações tomadas anteriormente. Sabemos que Cliff, com razão, ficou enfurecido com o plano de seu subordinado em relação ao comercial e restou a questão se iria demitir Jimmy. Ficou apenas no sermão, já que ele recebe uma segunda chance e é Kim quem sofre o dano colateral. Ela já havia avisado Jimmy que também estava correndo o risco de ser punida se ele cometesse algum deslize, já que foi ela quem insistiu que a empresa o contratasse. Vê-la relegada ao setor de Revisão de Arquivos foi penoso.

Aliás, os produtores da série são realmente manipuladores. Justo agora que Chuck parecia estar sendo um empecilho para o desenvolvimento da trama, sempre atrapalhando os feitos de Jimmy, eles nos dão uma cena como aquela em que Jimmy vai a casa de seu irmão e o encontra em um de seus ataques, que resulta em Jimmy passar à noite cuidando do irmão. É uma cena bonita, tocante, porém que não dura muito. Ao amanhecer acontece a discussão com Jimmy alegando que a punição a Kim foi obra de Chuck. É interessante como tudo é filmado com luz natural e como o diretor Adam Bernstein se utiliza disso para fazer o jogo de luz e sombra em Jimmy. Percebam como ele é filmado com metade do rosto iluminado enquanto a outra metade fica escurecida. Não é algo original, claro, mas é bem utilizado.

Agora a pontinha de decepção. No recap anterior escrevi que esperava a introdução de um personagem novo no atual episódio entretanto, infelizmente, não aconteceu. Acabou que Nacho contratou Mike pois queria dar um fim em Tuco. Tudo bem, talvez eu que esteja com a expectativa de que Better Call Saul entre tanto no submundo do crime, da organização e com um índice de personagens como foi em Breaking Bad. Talvez o melhor seja não ficar esperando que aconteça algo similar, já que a série atual parece se esforçar em ser diferente da sua progenitora.

Voltando a Mike e Nacho, o plano deste não era de todo ruim só que havia falhas que fizeram Mike ter um plano melhor. Ele sempre tem um plano melhor, não é?  E foi brutal ver o plano posto em ação, que levou Tuco a esmurrar o Senhor Ehrmantraut. Uma cena realmente dolorosa. Méritos aqui para a equipe de maquiagem.

Diferente de “Amarillo”, não temos um cliffhanger para o próximo episódio. Também há de se lamentar o sumiço de Pryce. Quero ver ele cometendo mais burradas e irritando Mike. Espero que volte até o final da temporada.

Por fim, outro acontecimento digno de nota: As aparições especiais do episódio ficaram por conta de Lawsor, o vendedor de armas interpretado por Jim Beaver, e, claro, Krazy-8.

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Recapitulação: Better Call Saul T02E03 – “Amarillo”

Por Guilherme Roussenq 

Pobre Jimmy, ele quer fazer a coisa certa mas não consegue deixar de tomar atalhos para tanto e “Amarillo”, mais uma vez, nos mostra isso.

Um dos atalhos é feito por conta da visita dele a cidade de Amarillo, situada no Texas, e que intitula o episódio. Ele vai atrás de outras pessoas que possam ter sido lesadas pela Sandpiper e precisa de mais querelantes para prosseguir. Claro que consegue, sendo quem é e tendo uma lábia tamanha, e convence todos, mas faz isso de uma forma ilegal e é isso que Chuck indaga na reunião do caso na HMM. Chuck sabe que ele não deve ter jogado de acordo com as regras e pode estar colocando o caso em risco. Aliás, desde sua grande revelação na temporada passada, Chuck tem sido o vilão da série, bem como o motivador para Jimmy tomar suas decisões importantes como futuro Saul, entretanto aqui está apenas raciocinando como o irmão que sabe do que Jimmy é capaz.

Da mesma forma, Kim também está analisando Jimmy sobre outra ótica. Após saber que ele forjou provas para livrar Pryce de suspeitas, agora está desconfiada das atitudes dele para conseguir novos querelantes do caso. Jimmy, como é do seu feitio, mente dizendo que não usou de nenhuma forma desapropriada para tanto, isso a acalma e na sequência ela diz:

“Nós dois sabemos que você pode fazer esse trabalho. Mas, por favor, faço do jeito certo”

Infelizmente, não é o que ele fez (do jeito certo), o que nos leva a outro atalho tomado. O comercial na Davis & Main. Jimmy vê a oportunidade surgindo e entende como funciona a rotina dos idosos em casas de repouso, portanto, sabe que é a decisão acertada para ganhar mais clientes e depoimentos no caso em que está trabalhando. O problema foi fazer tudo às escondidas, sem o consentimento de Clifford. Aliás, na cena da gravação temos a volta de três personagens da temporada anterior, a Senhora Strauss, que aqui vira a estrela do comercial e os dois estudantes que ajudaram Jimmy na armação do outdoor.

Já Mike está lidando com problemas mais familiares. Tivemos a volta de sua neta Kaylee e, principalmente, sua nora Stacey, que não consegue mais dormir direito e está assustada por ouvir disparos de armas na madrugada. Ela, provavelmente, teme que seja por ação dos policiais corruptos da Filadélfia que a estão intimidando. Mike passa a noite vigiando a casa, mas nada acontece nesse período, os únicos barulhos são dos jornais sendo entregues.  Não sabemos se Stacey diz ouvir disparos por conta do trauma da morte do marido e pura paranoia ou apenas por querer mudar de casa e deixar tudo para trás.

Por falar em voltas, também tivemos a do Veterinário Sem Nome que faz ofertas de trabalho para Mike no mundo do crime. Breaking Bad sempre teve criminosos fascinantes e soube muito bem desenvolvê-los e espero que Better Call Saul, por sua vez, também adicione mais importância para ele. O conceito do personagem é bem interessante. Mike pergunta se ele tem alguma oferta de trabalho e recebe resposta positiva, porém, a que mais lhe chama a atenção é uma em que ele terá que “quebrar umas pernas”. A princípio ele nega a oferta, pois tem por princípio não agir em casos em que volte a sua rotina de violência, mas sabemos que isso não durará muito pois já o vimos como o faz tudo em nome de Gus Fring. Ele repensa, aceita a proposta de trabalho e recebe uma ligação no meio da noite para um encontro.

É aí que chegamos à parte de maior suspense do episódio, pois não sabemos quem Mike está indo encontrar. Fiquei na expectativa de que fosse Gus, mas acabou sendo somente Nacho. Ele diz que precisa que Mike dê fim em uma pessoa, entretanto, não ficamos sabendo quem. Torço para que não seja uma pessoa conhecida e sim mais um personagem para entrar na lista de criminosos marcantes da série.
E, vocês, algum palpite de quem é a pessoa que Nacho quer dar um fim?

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Notas

– A música que abre Amarillo é Waltz Across Texas de Ernest Tubb.

– O filme que Jimmy e Kim estão assistindo é Ice Station Zebra (Estação Polar Zebra) de 1968.

Recapitulação: Better Call Saul T02E02 – “Cobbler”

Por Guilherme Roussenq 

Estava confiante que não veríamos Saul Goodman em ação tão cedo. Errei. O episódio dessa semana não só teve o retorno do advogado mais querido do público como também deu espaço para Bob Odenkirk protagonizar uma das cenas mais engraçadas que assisti recentemente. Já chego lá.

***

A abertura de “Cobbler” é com Chuck ao piano*, fazendo sua primeira aparição na temporada, tentando tocar Siciliennee, errando algumas notas, quando é interrompido pela visita de Howard, indo entregar compras e jornais para o McGill mais velho. Porém a notícia mais importante para Chuck não está no papel e sim na qual fica informado pelo visitante que Jimmy está trabalhando na Davis & Mane. Não são boas novas para ele, pois sabemos, de forma marcante, que ver seu irmão advogando nunca foi seu objetivo. A manhã ao piano está arruinada.

Na mesma manhã o McGill mais novo está trabalhando no caso Sandpiper, tanto na HMM quanto na Davis & Mane. Tudo parece bem para Jimmy. Agora é respeitado, ganhou um carro novo da firma e recebe ainda mais afeto de Kim. O carinho entre eles está grande. Já estão fazendo planos de casais, e ela o presenteia com um copo plástico, porém ele não cabe no porta copos do novo carro, apenas no antigo. Seria para simbolizar que eles não se encaixam juntos? Sabemos que a relação não durará muito porque Saul Goodman é um homem solteiro em Breaking Bad. Talvez um reencontro possa acontecer com um episódio de Gene em Omaha? Divagação à parte, é interessante notar as metáforas que a série vai mostrando de forma tão sutil. Méritos para a roteirista Gennifer Hutchison e o diretor Terry McDonough, responsáveis pelo episódio.

Já Mike está trabalhando normalmente no estacionamento da polícia quando reencontra Pryce que, ingenuamente, veio para ser entrevistado pelos policiais. Mike desconfia e fica sabendo do motivo da visita, o roubo da coleção de cartões de beisebol, e adverte que, na verdade, para a polícia, Pryce é um suspeito. Teimoso ao extremo, Donald ainda tem esperança de reaver legalmente sua coleção e não quer ceder. Claro que Mike já entendeu que quem o roubou foi Nacho e se oferece para reaver os cartões.

Descobrimos que Nacho tem um trabalho legítimo na empresa de tapeçaria e estofados A to Z Fine Upholstery, de seu pai, que é uma pessoa honesta. Aliás, espero que nunca descubra as atividades paralelas do filho,pois será muito aflitivo. Mike fala com Nacho e pede para ele devolver o que foi roubado. Sabe que ele viu a oportunidade e quis dar uma lição em Pryce, mas o que não percebeu é o quão estúpido aquele que foi roubado é. Acordo fechado, Nacho devolve a coleção e fica com o Hummer, que prontamente irá para desmanche. Quando se prepararam para irem embora, a polícia liga para Pryce. Eles ainda têm assuntos para resolver.

Já Chuck está incomodado. A notícia sobre Jimmy não o deixou dormir e na manhã seguinte vai visitar a HMM porque sabe que seu irmão estará lá. O acontecimento quase desestabiliza Jimmy. Os irmãos se reencontram e, abordado pelo mais novo, Chuck revela que apenas apareceu para “ser testemunha”. É aí que acontece uma ligação de Mike indagando Jimmy:

“Continua moralmente flexível? Se estiver, talvez eu tenha um trabalho para você”.

“Onde e quando?” responde ele.

Então é aí que chegamos a uma das partes mais esperadas da série, a volta de Saul Goodman. É ele em sua plena forma. Na sala de interrogatórios da polícia diz ser um auxílio para Pryce/Donald Wormald frente aos detetives e acaba dando um jeito de livrar seu cliente das suspeitas e o faz com um insight que apenas Saul poderia. Ao saberem que o suspeito recuperou a valiosa coleção, os detetives questionam como, e Jimmy/Saul inventa uma das histórias mais engraçadas de sua carreira. Donald é, na verdade, um artista patrocinado por um milionário para fazer vídeos de arte que consistem em, totalmente vestido, descer na torta. Para confusão dos detetives, segue uma verborragia de variantes do termo, todos inventados no ato. Um dos detetives pergunta:

“O que é descer na torta?”

“É quando um homem senta na torta. Ele senta em uma torta… e ele se remexe”

Ele continua com explicações quando o mesmo detetive diz.

“Você deve estar de gozação.”

E tem a resposta de Jimmy: “É, como se eu fosse inventar tudo isso.”

Não, Jimmy, você não inventaria isso, porém Saul, sim. Só ele se sairia com algo tão absurdo e conseguiria dizer com tanta naturalidade frente a oficiais da lei. Méritos na cena para Odenkirk que é, originalmente, um ator de comédia. Então, liberados do interrogatório ele diz para Donald que ele terá que fazer um vídeo.

O episódio ainda nos reserva mais uma cena entre Kim e Jimmy no apartamento dela.  Ambos estão comendo tortas compradas para o vídeo de Donald e rindo da situação contada por Jimmy. Seu deslize foi confessar que os policiais só acreditaram realmente quando foi mostrado uma mídia digital de Donald sentando na torta.  Algo que leva Kim a ficar de mal, pois Jimmy forjou provas. A relação deles ficou comprometida. Termina o episódio.

Provavelmente esse pequeno lampejo de Jimmy como Saul não será tão explorado nos próximos episódios. Se tem uma sala de roteiristas que não tem pressa em chegar a momentos que esperamos é a de Gilligan e companhia. Teremos que ser pacientes. Estamos em boas mãos.

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Notas
(*) Além de Chuck ao piano também tivemos Clifford Mane, o chefe de Jimmy, tocando violão. Será que eles formariam uma boa dupla?

(*) Por falar em piano, a cena me lembrou de Skinny Pete surpreendentemente tocando teclado na loja em Breaking Bad. Lembram? (https://www.youtube.com/watch?v=_974ZusIvhk)

Pipoca e Nanquim #177 – Top 15 Cenas de Breaking Bad

Olá, seja bem-vindo ao nosso episódio mais longo de todos os tempos, com quase uma hora de duração (praticamente um “Daniel Lopes Show”)! Também não é pra menos, afinal o papo da vez é Breaking Bad!! Bruno Zago e Daniel Lopes elaboraram um Top 15 com as cenas mais emocionantes e empolgantes das cinco temporadas da série. Relembrem esses momentos sensacionais com a gente e deixem nos comentários a sua lista de melhores cenas!

E não custa avisar o óbvio: tem SPOILERS! Abordamos as cenas em ordem de temporadas, portanto assista somente até a temporada que você parou!

Um abraço e até a próxima semana!

COMENTADO NESSE VIDEOCAST

– Sites parceiros: Super Novo, Mob Ground, Contraversão, Iradex.
Podcast Pipoca e Nanquim #55 – Breaking Bad (da primeira à quarta temporada, SEM SPOILERS)
 Videocast #79 – Drogas
– Compre seus quadrinhos na Comix, nossa loja parceira!


Pipoca e Nanquim responde – a volta do bloco de leitura de e-mails no videocast!

Quem acompanha nossos videocasts há algum tempo deve se lembrar de que nós mantínhamos um terceiro bloco para leitura de e-mails, e que de uns episódios pra cá não estávamos mais gravando esse bloco por falta de tempo, infelizmente. Pois bem, hora de voltarmos com a interatividade!

Agora queremos fazer uma coisa diferente, vamos transformar o terceiro bloco em algo de conteúdo que interesse a todas as pessoas, e não apenas àqueles que escrevem as mensagens (pois convenhamos que em qualquer podcast ou videocast é meio chato ouvir a leitura de e-mails quando não estamos participando dela). A ideia é fazer um “Pipoca e Nanquim responde”! Enviem todo tipo de perguntas e a cada programa vamos selecionar as mais legais e interessantes, que deem possibilidade para um bom bate-papo entre nós do PN e vocês espectadores. Vai ser excelente, como se cada um de vocês ocupasse uma quarta cadeira no videocast! Mande quantas perguntas quiser e sobre o que quiser – mas claro, relacionadas a quadrinhos, filmes, séries de TV, cultura pop em geral.

Vamos debater assuntos de interesse geral. Aproveitem que temos Alexandre Callari conosco, uma biblioteca ambulante quando se trata de quadrinhos, e tirem dúvidas sobre a cronologia de seus personagens e histórias favoritas. Aproveitem que temos Daniel Lopes, um guru das HQs, e peçam sua opinião sobre o futuro de alguma série ou título em específico. Aproveitem também que temos Bruno Zago, uma máquina que não para de tagarelar, e puxem assuntos relacionados ao PN, como nossos filmes favoritos, quadrinhos favoritos, preferências de compra, opiniões sobre assuntos polêmicos, etc. Contamos com a participação de todos!

O terceiro bloco volta em outubro, até lá queremos que nos lotem de perguntas! Para organizarmos o esquema, onde quer que mandem a pergunta escrevam antes #PNresponde, ok? Participem por e-mail ([email protected]), pelo nosso twitter (@PIPOCAENANQUIM), pelo nossa fanpage no Facebook (facebook.com/pipocaenanquim) ou mesmo aqui nos comentários desse site ou dos sites parceiros do videocast. Onde houverem perguntas, nós vamos lá separá-la para responder e debater no terceiro bloco do programa!

E então, o que acharam da ideia? Vai ser uma leitura de e-mails muito mais dinâmica!