Videocast 139 – Assassinos Profissionais

Olá, amigos do PN!
Hoje é um dia especial! Para começar, é sexta-feira. o/ Só isso já bastaria para nos alegrar, mas hoje também é início da 19a Fest Comix!!! Além disso tudo, apresentamos a vocês esse novo episódio! COMBO!

No programa de hoje bateremos um papo sobre Assassinos Profissionais, então se você é um ou tem algum amigo nesse ramo, dá logo o play.

Nos encontramos na Fest Comix depois que terminar o episódio, ok?! Até já!

COMENTADO NESSE VIDEOCAST

Podcast 53 – Jonah Hex
Podcast 50 – Crise de Identidade
Programação da Fest Comix 2012 – com sessão de autógrafos do Pipoca e Nanquim ao mesmo tempo de Jamie Delano, imperdível!!!
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– Sites parceiros: Filmes com Legenda, Super Novo, Mob Ground, Contraversão, Soc Tum Pow, Som Extremo 

QUADRINHOS E LIVROS COMENTADOS 

O Dia do Chacal (Record)
Badlands – O Fim do Sonho Americano (Devir)
Crying Freeman – 10 Volumes (Panini)
Anti-Heróis do Universo CD – A Origem de Hitman (Brainstore)
Hitman – 13 Edições (Brainstore)
Hitman – 5 Edições (Magnum)
Alvo Humano (Opera Graphica)
Deadpool – Revista Mensal (Panini)
Titãs – 3 Volumes (Panini)
Jonah Hex – 6 Volumes (Panini)
Wolverine – Inimigo de Estado (Panini)
DC Especial #04 – Pistoleiro (Abril)

FILMES COMENTADOS 

O Dia do Chacal (The Day of the Jackal, 1973)
O Chacal (The Jackal, 1997)
Os Matadores (Os Matadores, 1997)
Matar é Meu Ofício (Suddenly, 1954)
Assassinos (Assassins, 1995)
O Profissional (Léon: the Professional, 1994)
Assassino a Preço Fixo (The Mechanic, 1972)
O Combate – Lágrimas do Guerreiro (Crying Freeman, 1995)
Human Target – o Defensor – 2 Temporadas (Human Target, 2010-2011)
Na Mira do Chefe (In Bruges, 2008)

139 – Assassinos Profissionais – Pipoca e Nanquim por pipocaenanquim no Videolog.tv.


Gary Oldman nunca pisou na bola.

Colaborador: Pedro Ribeiro Nogueira (@pedrossauro)

Gary Oldman nunca pisou na bola.

Com esta frase já inicio esta matéria deixando evidente minha quase adoração ao ator inglês. E ela não podia ser mais correta, pois Leonard (Vou usar o primeiro nome dele, Leonard Gary Oldman porque nós somos muito chegados…) embora já tenha feito um ou outro filme que não chamou atenção do público ou crítica, jamais foi visto fazendo um papel risível ou questionável. Talvez possam surgir eventuais leitores que vão apontar o dedo para este (O Livro de Eli) ou aquele filme (Dois picaretas e um bebê) que não foram exatamente grandes obras cinematográficas. Demérito de Leonard? Nem pensar!

Já perceberam que este texto é muito parcial? Ótimo. Vejamos porque Leonard Gary Oldman é um dos maiores atores de cinema de todos os tempos:

Primeiro gostaria de ressaltar uma questão importantíssima, que é o fato de Leo quase nunca se encontrar no papel principal dos filmes que faz. Considero isso um detalhe importante, pois sem ofuscar os papéis de maior destaque nas tramas, o ator consegue somar em profundidade o time de atores. Já ouvi falar que numa música a guitarra e a voz são “o recheio do sanduíche”, enquanto que o baixo e a bateria são “o pão”, o que mantêm o todo coeso, firme, organizado. Esse é Oldman quando atua como Support Actor (Ator de Auxílio, coadjuvante). Ele não ofusca a principal estrela. Pelo contrário, a ajuda a ter mais brilho.

Gary Oldman em "Amor à Queima-Roupa" (1993)

O IMDB diz que os personagens dele são frequentemente psicóticos no limite de suas funções mentais. Também é dito que o ator é conhecido por interpretar papéis que exigem diferentes sotaques e alterações de aparência. Bem, acredito que quando alguém é conhecido por algo assim só pode ser por ou fazer isto de forma ridícula ou espetacular. E de fato ele é espetacular. Quando se observa o comportamento do transtornado vilão em O Profissional, pode-se ter uma idéia do mergulho psicológico que Oldman teve de fazer para buscar aquela ira e perturbação pra encarnar Stansfield. A já clássica cena em que grita para um dos capangas é digna de ser revista, bem como a cena em que o personagem toma uns remédios duvidosos. Fantástico. Perturbador. Excelente.

Outra coisa que muito me agrada nele é a capacidade de encarar papéis completamente diversos. Quem assistiu Drácula de Bram Stoker o viu em mais de um papel. Sim, mais de um personagem – transita do excêntrico senhor da noite, uma alma antiga e atormentada, para o cosmopolita sedutor e também para o guerreiro medieval. Lembrou de Bela Lugosi? Esqueça ele! Oldman dá um show incrível do que é um monstro de centenas de anos que se alimenta de sangue e sofre pela perda da amada. Na cena que segue vemos a abertura do filme, em que Dracula, ainda Voivode da Transilvânia, sela seu destino. Reparem na língua falada.

Acho que esse é provavelmente o melhor papel que já assisti dele. Mas Drácula sozinho não é suficiente pra explicar a genialidade do inglês. Se por um lado ele abraçou as trevas no filme do Coppola, em O Quinto Elemento nós vemos um verdadeiro desfile de samba no ano três mil e alguma coisa. Um amofadinha pernóstico e futurista: Zorg. Vejam vocês mesmos a cena que segue, e reparem no casaco furta-cor que ele usa e tentem não se lembrar de Jimmy Olsen em Allstar Superman.

Não preciso chamar mais atenção para a franquia de Chris Nolan para o Morcego, mas com certeza não foi dito o suficiente sobre o Comissário Gordon nesses dois filmes. Para ter idéia do nível da importância desse papel para os filmes, uma pergunta: Alguém se lembra dos comissários dos filmes anteriores? Se por um lado vemos em Harry Potter, O Profissional, Sid & Nancy e Drácula, Oldman encarnando personagens chamativos e excêntricos, quando chegou o momento de fazer um homem de família, lutando para sobreviver em uma cidade em que – convenhamos – ele é o único normal, não fez feio! Gordon nestes filmes é um exemplo da atuação secundária, mas que não deixa a desejar ao andamento do filme. A carga dramática da cena em que Duas-Caras obriga o comissário a mentir para seu filho, dizendo que tudo ia ficar bem é de se aplaudir de pé. (http://www.youtube.com/watch?v=lY7xhnJtlkE)

Bem, parcialidades à parte, esta é minha contribuição sobre um dos que considero nata de Hollywood. Não concorda? Não tem problema. Acho que a coisa mais interessante é analisar cada atuação, cada direção, cada detalhe de cada tipo de arte e assim poder eleger aquela que mais te emociona. Eu estou sempre ansioso para saber a banda favorita, o filme favorito, o melhor livro, etc. das pessoas, pois isso demonstra uma parte de como se pensa e como se sente, e o porquê dos pensamentos e sensações também.