Videocast 134 – Vingança

Olá a todos, sejam bem-vindos a mais um programa Pipoca e Nanquim.

E hoje, contamos com um convidado super-especial, nosso amigo Marcelo Quiñonéz, do Pauta Livre News, que veio até nosso humilde estúdio falar sobre um tema sensacional: Vingança! É isso aí galera, o sangue vai rolar neste programa. E se vocês acham que vamos ficar apenas no óbvio com Kill Bill e afins, se preparem. As dicas de hoje vão do faroeste à ficção científica, com destaque para a Trilogia da Vingança, do diretor Chan-wook Park. Claro que também mencionamos alguns bons quadrinhos e damos dicas de leitura no começo deste programa.

E mais um recadinho, se você está em São Paulo, no sabadão (15/09) o PN estará na Livraria Saraiva do Shopping Center Norte dando palestra sobre Vingadores e autógrafos no livro Quadrinhos no Cinema Vol.2, às 16 horas. Esperamos todos lá.

Grande abraço e até a semana que vem.

 

COMENTADO NESSE VIDEOCAST

Quadrinhos no Cinema Vol.2 a venda nas melhores livrarias! E tem lançamento AMANHÃ!.
Videocast 121 – Os Novos 52 e Podcast 71 – Os Novos 52 Parte 2
Videocast 52 – Psicopatas
Videocast 14 – Quentin Tarantino
O Vingador do Futuro – Crítica
13 Assassinos – Crítica
– Sites parceiros: Filmes com Legenda, Super Novo, Mob Ground, Contraversão, Soc Tum Pow, Som Extremo

FILMES COMENTADOS 

Oldboy (Oldeuboi, 2003)
Lady Vingança (Chinjeolhan geumjassi, 2005)
Mr. Vingança (Boksuneun naui geot, 2002)
Eu vi o Diabo (I Saw the Devil, 2010)
A Última Casa (The Last House on the Left, 2009)
Keoma (Keoma, 1976)
Django (Django, 1966)
Era uma vez no Oeste (C’era una volta il West, 1968)
Kill Bill Vol. 1 e 2 (Kill Bill, 2003)
Chamas da Vingança (Man on Fire, 2004)
Revenge – A Vingança (Revenge, 1990)
O Troco (Payback, 1999)
Audition (Ôdishon, 1999)
Irreversível (Irréversible, 2002)
O Soldado do Futuro (Soldier, 1998)

QUADRINHOS COMENTADOS 

Justiceiro Anual #01 (Panini)
Grandes Astros do Faroeste #01 (Panini)
Batman e Caçadora: Legado de Sangue (inédito no Brasil)

 


Um Novo Despertar – Crítica

Colaborador: Ivan Tonon, redator do Cinemarco Críticas.

Tal qual Gregor Samsa se depara ao acordar com o fato de não ser mais o que foi quando dormiu, Walter Black (Mel Gibson) percebe uma mudança extraordinária ao despertar.

Mandado para fora de casa por sua mulher não por conta de uma obstinação da parte dela, mas por completa inércia depressiva da parte dele, estado que cada vez mais afetava os filhos do casal e colocava toda a família numa espiral decadente.

Sem muito reagir ele acata a decisão da esposa e num quarto de hotel com um pouco de bebida e um filme japonês, Black é impulsionado a agir contra si mesmo, para finalizar o que havia começado muito tempo atrás e acabar com sua vida.

Tentativa frustrada pelo Castor, que será o arquiteto e construtor de Black para o caminho da recuperação de laços perdidos e objetivos desconexos. O roedor é o alter ego do protagonista, que sabe exatamente os passos a serem dados para que a normalidade seja estabelecida, a frustração alheia seja acalmada e os frutos dessa nova condição sejam colhidos.

E por algum tempo todos são convencidos pelo Castor de que um fantoche pode ser mesmo a solução, de que as palavras que há tanto se desejava estavam ali, no corpo da pessoa que devia pronunciá-las e o resto era um detalhe passageiro.

Essa possibilidade é desmentida, o Castor anulou Black para que ele não pudesse derrubar a sua construção, ele arquitetou um caminho que não poderia ser traçado por seu motor humano.

O Castor é totalitário e persuasivo, quando acuado ele repreende a todos e principalmente a Walter, que se torna ainda mais inerte com relação a si mesmo e aos outros.

Um Novo Despertar (The Beaver, 2011) expõe Gibson a um papel complexo e o ator corresponde a altura do desafio, a história é bem narrada, mesmo que conte com algumas simplificações, as relações familiares são superficialmente abordadas para dar espaço ao Castor e seu operário, o filme constrói muito bem as relações entre o indivíduo e seu alter ego peludo, deixando os estereótipos comuns tomarem parte nos papéis dos filhos e da mulher.

Contudo, The Beaver é um filme que vale a pena, é simples na narrativa e excepcional no trato com seu principal elemento, nisso Gibson e Jodie Foster (diretora) merecem grande mérito.

Minha avaliação: 8/10
Definindo-o em uma palavra: Bacana.