Entenda por que LOBO SOLITÁRIO é uma obra-prima (SEM SPOILERS) | Pipoca e Nanquim #238

Este vídeo não contém NENHUM SPOILER sobre a obra (nem mesmo resumo da história)

OFERTAS RELÂMPAGO IMPERDÍVEIS (Ronin, Conan, Sin City e outros): http://amzn.to/2llKZv5

O programa de hoje, sem modéstia alguma, é uma verdadeira AULA do Bruno Zago sobre o maior mangá já feito, LOBO SOLITÁRIO. Acha que estamos exagerando? Então se prepare para compreender aspectos da obra que você muito provavelmente tinha relegado até o momento, e caia de cabeça na genialidade de Kazuo Koike e Goseki Kojima.

E, se ainda não conhece a saga espetacular de Ito Ogami, saiba que essa é a hora! Um abraço a todos e até a próxima.

LINK DE COMPRA DO MANGÁ (de R$ 18,90 por R$ 13,50) – http://amzn.to/2kBPbCv


Curta nossa FANPAGE no Facebook
http://www.facebook.com/Pipocaenanquim
—————————————-­­—————————————­-­—————–­-­—–
Siga o Pipoca e Nanquim no TWITTER
http://twitter.com/PIPOCAENANQUIM
—————————————-­­—————————————­-­—————–­-­—–
Se inscreva em nosso CANAL NO YOUTUBE
http://www.youtube.com/pipocaenanquim
—————————————-­­—————————————­-­—————–­-­—–
INSTAGRAM do Pipoca e Nanquim
http://instagram.com/pipocaenanquim (por Bruno Zago)
http://instagram.com/danielgillopes
—————————————-­­—————————————­-­—————–­-­—–
E-mail para SUGESTÕES, CRÍTICAS, ELOGIOS E DÚVIDAS
[email protected]

Pipoca e Nanquim #188 – Samurais

Voltamos a um tema bastante abordado lá na origem do Pipoca e Nanquim, em 2009 e 2010, os Samurais!! Chegamos a gravar dois episódios sobre esse assunto, um abordando apenas filmes e, o outro, quadrinhos. Agora, fizemos uma mistureba das duas coisas e passamos dicas tanto de HQs quanto de filmes!

LINKS:

Pipoca e Nanquim #23 – Samurais nos Filmes

Pipoca e Nanquim #24 – Samurais nos Quadrinhos

Pipoca e Nanquim #75 – Lobo Solitário:


O mercado de animes e mangás e sua influência no Brasil e no mundo

Esse artigo foi originalmente publicado na revista digital SuperMag #01, que você pode baixar gratuitamente clicando aqui. Aproveite também para ouvir nosso podcast sobre o mesmo assunto: O poder dos quadrinhos japoneses.

Após a virada do milênio, os mangás conquistaram a atenção de uma boa parcela do público jovem brasileiro, posicionando-se como uma mídia de grande influência cultural. Mas, antes de falarmos sobre esse assunto, cabe voltar um pouco no tempo e recorrer à explicação de como o Japão se destacou culturalmente perante os demais países.

O Japão evoluiu de consumidor a exportador de influência cultural após o término dos conflitos da Segunda Grande Guerra, processo cujo início se deu com a comercialização de diversos produtos, como brinquedos, aparelhos eletrônicos e automóveis. A expansão tecnológica ocorrida no arquipélago nesse período contribuiu para a elevação do país ao posto de segunda maior economia mundial, na década de 1980, quando se consagrou como a única nação pós-guerra a romper com a hegemonia dos EUA na exportação de cultura. Os japoneses são um povo inspirador por conseguirem erguer um país industrializado e desenvolvido sem abrir mão de sua herança cultural. Suas tradições, sua história, culinária, filosofia, tecnologia, moda e todo tipo de produtos midiáticos hoje são conhecidos, cultuados e consumidos em todo o território ocidental.

Entre as artes-marciais, o budismo, o bonsai e o sushi, duas formas de arte que caminham de mãos dadas se destacam como principais divulgadoras da cultura nipônica no mundo: os mangás e os animes! Tudo começou em 1963, quando o mestre Osamu Tezuka fundou a indústria das animações no Japão ao levar para as telas uma de suas maiores criações nos quadrinhos: o menino androide Astroboy. O personagem estrelou a primeira série animada da TV japonesa com trama continuada e personagens recorrentes, e seu sucesso permitiu que fosse vendida para ser exibida na terra do Tio Sam. Depois disso, a produção de desenhos animados não parou mais e os mangás continuaram a ser adaptados, fazendo dessa dupla o maior ramo da indústria do entretenimento no Japão, movimentando uma receita bilionária e trabalhando com números extraordinários.

O mestre Osamu Tezuka.

Estima-se que os mangás representam por volta de 40% do material impresso no Japão. Lá, todas as pessoas têm o habito de ler essas publicações, que são comercializadas em uma extensa variedade de formatos e com segmentos para todo o tipo de público, da criança até o idoso. Tal costume é facilmente compreensível; os mangás são um entretenimento relativamente barato e muito prático de ser consumido, ideal para uma sociedade com tão pouco tempo livre para o lazer e que nutre grande paixão pela leitura (resultado do alto capital injetado na área da educação). Com milhões e milhões de exemplares vendidos mundialmente, é inquestionável a liderança dos japoneses no mercado de histórias em quadrinhos, superando até mesmo a indústria norte-americana de super-heróis.

Com os animes, os números são ainda mais exorbitantes. Os cerca de 400 estúdios existentes por lá produzem mais de dois mil episódios por ano, gerando bilhões de dólares com a transmissão dentro e fora do país, exportando séries para todos os continentes. Os animes fazem pela cultura do Japão o mesmo que Hollywood faz pela dos EUA.

O curioso é que as animações perdem para os mangás em popularidade entre os japoneses, devido aos horários de exibição que nem sempre coincidem com a agenda do espectador e a uma menor variedade de temas por conta do custo elevado da produção, mas internacionalmente elas têm o efeito de alavancar as vendas das histórias impressas. Em praticamente todos os países ocidentais a publicação de mangás encontrou seu “boom” na transmissão de animes.

No Brasil, os primeiros animes chegaram durante a década de 1960, e já nessa época colecionaram fãs. Porém, foi somente nos anos 1990 que eles vieram a se tornar amplamente conhecidos e cultuados pelas crianças e adolescentes, com a exibição de séries consagradas como Os Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball Z e Pokémon, que com seus altos índices de audiência chamaram a atenção das emissoras e desencadearam um boom de desenhos japoneses e produtos derivados, que perdura até a atualidade e está longe de acabar.

Como era de se prever, não tardou para que o sucesso dos animes por aqui se estendesse aos mangás. Esses quadrinhos encontraram seu auge no Brasil pouco mais de uma década após o primeiro deles ser publicado de forma tímida, em 1988 (o Lobo Solitário, pela Cedibra). No início dos anos 2000, as editoras apostavam em obras que já detinham respaldo entre o público graças a uma série homônima de televisão, mas logo o mercado pôde abranger títulos que não possuíam relações prévias com os leitores, resultado da paixão pelos mangás que com o tempo se instaurou entre os brasileiros, principalmente entre os jovens.

O consumidor infanto-juvenil ainda hoje é o grande alvo das editoras nacionais, consequentemente, a quantidade de títulos com histórias de apelo entre os integrantes dessa faixa etária é bem mais ampla em nossas bancas. O Brasil deve centenas de milhares de novos leitores aos animes e mangás. Não se pode subestimar o poder que essas mídias apresentam nesse quesito. Se para o país isso é bom, para a cultura japonesa dentro do país é ainda melhor. O interesse de muitos jovens em estudar o idioma japonês, praticar alguma arte-marcial, provar da culinária oriental ou até mesmo de ser adepto do budismo, se originou no contato com os mangás. Geralmente, essas pessoas evoluem de apreciadoras dos quadrinhos e animações do Japão, para apreciadoras dos costumes e da cultura pop japonesa em geral.

Outros dois benefícios dos mangás e animes para os brasileiros ainda podem ser listados. Primeiro, eles são a principal expressão artística a garantir que a influência cultural norte-americana não seja predominante. Hoje, a terra do sol nascente tem mais bagagem intelectual no Brasil do que os países europeus com seu cinema e sua literatura – mas todos são igualmente importantes para manter a variedade de referências. Segundo, suas páginas monocromáticas e dinâmica novelística exalam uma forte inspiração que é absorvida pelos nossos próprios artistas. Como exemplos, temos centenas de jovens produzindo seus próprios fanzines para serem expostos ou vendidos em eventos voltados a esse nicho, e até mesmo o Estúdio Mauricio de Sousa mantém um bem sucedido título regular inspirado no traço japonês, o Turma da Mônica Jovem. E isso não é de hoje, já nos anos 1960 autores brasileiros com descendência oriental, como Claudio Seto, se utilizavam da estética gráfica e narrativa dos mangás em seus trabalhos em diversas revistas e livros. Impossível não lembrar também de Holy Avenger, de Marcelo Cassaro e Erica Awano, o primeiro mangá seriado de sucesso produzido por brasileiros. Aos poucos, os animes e mangás são cada vez mais assimilados pela cultura pop nacional.

Também existe outro efeito curioso que os animes e mangás geram sobre seus fãs, um que não tem como ser contabilizado por nenhuma estatística: a influência na moral e na ética do jovem. Seja nos mangás ou nos animes (e nesse estão enquadrados as séries televisivas e os longas-metragens), a maioria das histórias infanto-juvenis transmitem mensagens repletas de bons valores, como amizade, união, perseverança, igualdade e a busca por um sonho. Mesmo aqueles com cenas de violência preocupam-se em resultar nesses aprendizados. Basta acessar um dos vários fóruns na internet destinados a discussão dessas histórias para perceber que suas mensagens realmente são capazes de moldar para melhor o caráter de uma pessoa, bem como de elevar a sua autoestima. Não há como não reconhecer o bem que essas séries fazem pela educação dos jovens brasileiros.

Enfim, o Japão, por ser um país de tradições fortemente enraizadas e com uma cultura pop altamente consumida por sua própria sociedade, conseguiu se destacar como exportador de influência cultural, pois afinal de contas, como bem disse Cristiane Sato, autora do livro Japop: o poder da cultura pop japonesa, “para ser exportável, o pop precisa primeiro ser sólido em casa”.

Podcast 76 – Mangás, o poder dos quadrinhos japoneses

Olá a todos,

Após um hiato de sei lá quantas semanas, estamos de volta para mais um podcast do Pipoca e Nanquim. Galera, mil perdões pelos atrasos, mas já estamos começando a voltar ao ritmo normal de postagens e vamos tentar não deixar mais a peteca cair.

E para comemorar essa volta, decidimos fazer um programa maior que o normal e sobre um tema que é tremendamente pedido (a galera até diz que nós não gostamos, mas não é verdade): Mangás!

Tudo bem, podemos não ser mega-especialistas no assunto, mas gostamos tanto de ler bons mangás quanto qualquer outro tipo de quadrinho e, por causa disso, damos aqui algumas indicações, mas, acima de tudo, levantamos uma boa discussão sobre a indústria de mangás no Japão, no Brasil e no mundo. Claro, sempre ao som de muita boa música.

E tem promoção rolando, então comentem abaixo e participem.

Tentem identificar todas as trilhas de animes que escolher para esse episódio, vamos ver quem consegue adivinhar TODAS! Grande abraço e até a próxima.

 

COMENTADO NESSE PODCAST

Videocast 64 – Mangás Parte 1
Videocast 65 – Mangás Parte 2
Videocast 75 – Lobo Solitário
Videocast 99 – Hayao Miyazaki
Podcast 32 – Gen, Pés Descalços
Compre seus mangás na COMIX, a loja parceira do Pipoca e Nanquim!
– Compre O Grande Livro dos Mangás (JBC) na COMIX!

LIVROS COMENTADOS

Japop – O Poder da Cultura Pop Japonesa (NSP Hakkosha)
Mangá – O Poder dos Quadrinhos Japoneses (Hedra)
Cultura Pop Japonesa (Hedra)

Músicas

Bloco 01
Summer ’68Pink Floyd
Heart Full of SoulThe Yardbirds

Bloco 02
Radar LoveGolden Earring
Magic ManHeart

Bloco 03
Knocking At Your Back Door (Live)Deep Purple

Bloco 04
You Are My FaceWilco
Trumst DuOomph!

 

Se você gostar do que ouvir, ajude o podcast a se espalhar e clique no botão de RETWEET ou  CURTIR do Facebook. Indique para os amigos, coloque no seu blog, abra uma comunidade no Orkut, segue a gente no Twitter, enfim, colabore com as coisas que gosta (no caso, com Pipoca e Nanquim, rs)! Segunda que vem tem mais.

OUÇA AQUI A VERSÃO SEM BLOCOS MUSICAIS
Para baixar clique com o botão direito e “salvar link como”

Reproduzir

Videocast 75 – Lobo Solitário

Olá, galera! Desculpem pelo atraso da postagem do videocast, quase nunca acontece mas as vezes ocorrem imprevistos.

Faz tempo que estamos devendo este programa, não é verdade? Pois bem, o Pipoca tarda, mas não falha; aqui está o maior mangá de todos os tempos: Lobo Solitário. Não é exagero.

Mas falando sério, é possível dissecar em apenas meia hora (ou menos) o trabalho de um gênio como Kazuo Koike? Principalmente quando quem está comentando são três pés-rapados como nós? Putz, estamos falando de um autor que é lido e discutido em universidades no Japão igual Machado de Assis é no Brasil. O cara não é mole, não, e a tarefa de fazer um programa sobre sua obra máxima quase nos intimidou. Quase, claro, por que somos cara de pau, então mandamos ver mesmo assim.

O programa tem alguns spoilers leves, nada grave, apenas cenas empolgantes (não contamos o final, obviamente, pode assistir tranquilo). Mas ainda que o fizéssemos, se você não leu Lobo Solitário, saber o final não estragaria em nada seu prazer. É uma experiência única, absoluta e sem igual no universo das HQs.

No checklist do terceiro bloco tem mais quadrinhos e lançamentos legais, portanto assista tudo!!

E TEM SORTEIO NOVO NO PIPOCA E NANQUIM!!!

Fique até o final para concorrer, não vamos contar o que é, veja você mesmo!

QUADRINHOS INDICADOS
Lobo Solitário (Panini)
Ronin (Opera Graphica)
Estrada para Perdição (Via Lettera)
Yuki – Vingança na Neve (Panini)
Samurai Executor (Panini)
War, Histórias de Guerra de Rodolfo Zalla (Kalaco, exclusivo da Comix)
Garra Cinzenta (Conrad)
Mundo Fantasma (Gal)
Jambocks (Zarabatana)
Tarzan: a Volta do Rei das Selvas e Outras Histórias (Devir)

Leia aqui o artigo do Nerds Somos Nozes sobre Lobo Solitário comentado no programa, e aqui as resenhas do Universo HQ. Aproveite e assista também nossos videocasts especiais em duas partes sobre filmes e quadrinhos de samurais. Ajude a espalhar nas redes sociais, clique nos botões abaixo do player nesse post, a gente agradece!

75- Lobo Solitário – Pipoca e Nanquim – Cinema e HQs por pipocaenanquim no Videolog.tv.