San Diego Comic-Con: Tusk – o menos comentado.

 

Neste exato momento estamos todos já inteirados das notícias e dos bafafás sobre o que rolou na Comic-Con de San Diego 2014. Você com certeza já tá sabendo da mesa irada da Marvel, em que o ator Josh Brolin, que irá interpretar Thanos, fez sua entrada triunfal empunhando a manopla do infinito. Também já deve estar por dentro da primeira e tardia participação de Christopher Nolan no evento, anunciando seu novo filme: Interestellar. Já viu o trailer e está todo fogoso/a com o novo Mad Max. Ficou até que animado com as novas notícias sobre Arrow, Gotham e Flash para televisão. Você também com certeza já teve que engolir seu próprio chapéu, com pitadas do seu orgulho, ao ver o teaser e a entrevista de Batman v Superman: Dawn of Justice. Se você já está por dentro de tudo isso, saiba que tem mais.

tusk4

Um dos painéis mais subestimados e que não ganhou tanta reação pelas mídias, devido a profusão de “copia e cola” que temos poi aí foi a premier mundial do trailer do novo filme de Kevin Smith: Tusk. Há alguns anos, nosso querido Silent Bob tem estado afastado da produção e direção de grandes filmes (o último havia sido Seita Mortal em 2011). Entretanto, Smith esteve trabalhando em alguns projetos muito legais durante este hiato nos cinemas. Recentemente laçou nos EUA, com seu colega de podcast Ralph Garman, o quadrinho “Batman 66’s Meets Green Hornet”. O seriado “Comic Book Men” teve sua quarta temporada recentemente anunciada também. Semanalmente Smith publica seus episódios de Podcast tais como: Hollywood Babble-on com Ralph Garman; Fatman on Batman (no qual entrevista pessoas que tiveram suas histórias relacionadas com o personagem Batman de alguma maneira); e SModcast com Scott Mosier (produtor de Clerks e amigo de infância de Kevin)

tusk7

O que isso tem a ver com o lançamento do filme Tusk? Bem, tudo. Acontece que Tusk é baseado no episódio 259 do SModcast. Esse programa de podcast pode ser definido por Smith e Mosier jogando conversas para o ar, sobre novidades nos quadrinhos, cinema e outras coisas. Com Mosier sendo canadense e Smith sendo apaixonado pelo Canadá, muitos dos episódios encaminham para diversas discussões e histórias engraçadas sobre notícias ou mesmo absurdos inventados sobre coisas que acontecem no Canadá.

tusk6

No episódio em questão chamado “A Morsa e Carpinteiro”, Smith encana com um anúncio que encontrou nos classificados, em que um senhor oferecia um quarto para alugar com todas as despesas pagas, desde aceitasse vestir-se de Morsa durante todo o tempo que ficasse em casa. A partir daí Mosier e Smith devanearam durante todo o episódio, imaginando que tipo de pessoa faria uma coisa dessas. Divagaram sobre como essa história soava como uma premissa para um filme de terror. Kevin Smith durante a gravação muda seu tom de voz e começa a falar sério. Começa a sentir-se motivado (realmente dá para sentir isto na gravação) e pede para seus ouvintes que façam uma hashtag no twitter dizendo se gostariam de ver um filme sobre essa história “sim” ou “não”. No dia seguinte, Smith acordou com seu twitter bombando e 99% das milhares de pessoas haviam publicado “#Morsasim”. Havia apenas um cara que tinha publicado “#Morsanão”, mas como afirmou o cidadão, fez tal coisa simplesmente para manter a democracia. Smith que estava totalmente desestimulado com a carreira de diretor se viu renovado e animado para fazer Tusk. “Não gostaria de acordar daqui a alguns anos e pensar: ‘eu devia ter feito aquele filme sobre a Morsa, ninguém mais fará esse filme.'” O painel de Kevin Smith foi muito emocionante, assim como os podcasts e a luta do diretor contra sua própria carreira. Smith anunciou que fará uma trilogia, nomeada por ele de “Trilogia Canadense”, pois irá narrar três histórias que segundo ele, somente poderiam acontecer no Canadá. Dentro destas três grandes narrativas irá inserir algumas histórias menores, também fruto de seus podcasts.

tusk1

Os outros dois filmes serão: “Yoga-Hoser” e “Moose-Jaws”, ambos também fruto de histórias narradas no SModcast. Yoga-Hoser narrará a história de duas garotinhas que encontram um artefato obscuro e vivem uma aventura. Moose-Jaws será a versão canadense do clássico “Tubarão”, só que ao invés de tubarões brancos as pessoas serão assassinadas por alces. Yoga-Hoser é baseado em uma notícia lida por Smith sobre um professor de Yoga acusado de roubar uma estatueta Persa que valia 1,2 milhões de dólares, mas que na verdade apenas a comprou por alguns dólares, sem saber o que era. A história de Moose Jaws é baseada na história de duas irmãs, quando uma sofreu um acidente de carro por atropelar um alce e ficou em coma por meses. Quando ela acordou sua irmã saltou no carro para visitá-la no hospital e acabou por atropelar outro alce, sofrendo um terrível acidente e ficando em coma. Uma das irmãs disse para a mídia que se não fosse obviamente uma situação de “acaso”, elas começariam a suspeitar que os alces estavam perseguindo sua família. Já sacaram como surgiu a ideia de Moose Jaws? Nessa onda de apenas fazer filmes que “somente Kevin Smith seria louco o bastante para fazer”, também teremos outro sobre um Jesuszilla. Isso mesmo, Jesus resolve renascer na terra, mas não como um salvador e sim como algo próximo ao Godzilla.
O que esperar de Tusk? Sério, nada. Como o próprio Kevin Smith disse é um filme que ninguém seria louco de investir uma tonelada de dinheiro, mas que talvez seja um bom filme de terrir. O filme é bem despretensioso e os podcasts são hilários, Smith vem fazendo um ótimo trabalho neles.

Vejam o Trailer e aguardem, ou não.

Veja mais conteúdos do Pipoca e Nanquim:

Videocast 96 – Kevin Smith

Seita Mortal – Crítica

tusk9

Podcast 77 – Arqueiro Verde / Arrow

Olá a todos,

Após um enorme hiato, eis que o podcast do PN dá as caras para a alegria dos fãs de rock n’ roll. E temos um convidado para lá de especial para este programa, nosso amigo Leando de Barros do site Super Novo. Chamamos o Leandro para falar de um herói que está em alta graças ao enorme sucesso de sua inusitada série de televisão: o Arqueiro Verde. Pois é, o mais bacana herói comunista que adora ser capitalista tem muita estrada e boas histórias e lembramos da maior parte delas. E não se esqueçam de comentar o que estão achando da série Arrow e das novas histórias de Oliver Queen.

Grande abraço a todos!

COMENTADO NESSE PODCAST

Super Novo, site do convidado de hoje, com podcasts, revista digital, notícias e muito conteúdo!
Compre os quadrinhos indicados na COMIX, a loja parceira do Pipoca e Nanquim!
– Compre O Grande Livro dos Mangás (JBC) na COMIX!

Músicas

Bloco 01
Não Vou FicarRoberto Carlos
RockixeRaul Seixas

Bloco 02
KarmaKamelot
Last GoodbyeRoyal Hunt

Bloco 03
Real WorldMatchbox Twenty
Get What You NeedJet

Bloco 04
Ain’t No Rest For The WickedCage the Elephant
How Far We’ve ComeMatchbox Twenty

 

Se você gostar do que ouvir, ajude o podcast a se espalhar e clique no botão de RETWEET ou  CURTIR do Facebook. Indique para os amigos, coloque no seu blog, abra uma comunidade no Orkut, segue a gente no Twitter, enfim, colabore com as coisas que gosta (no caso, com Pipoca e Nanquim, rs)! Segunda que vem tem mais.

OUÇA AQUI A VERSÃO SEM BLOCOS MUSICAIS
Para baixar clique com o botão direito e “salvar link como”

Reproduzir

Seita Mortal – Crítica

Quem conhece o cinema do diretor e roteirista Kevin Smith sabe que às vezes sua mira acerta longe do alvo pretendido. Tendo feito ótimos trabalhos (O Balconista) e também péssimos (Tiras em Apuros), ele lançou ano passado o longa Seita Mortal, seu primeiro filme classificado como “terror”… Mas que na realidade é um suspense meia boca.

A história é a seguinte: numa cidade central dos Estados Unidos, três jovens resolvem encontrar uma mulher que se oferece sexualmente para grupos de rapazes. Na verdade, o encontro é uma armadilha da seita religiosa extremista “Igreja Five Points” (praticamente um pentagrama, né!?), que espera avidamente pelo apocalipse e prega, principalmente, o ódio aos gays e libertinagens em geral. Em suas “saudáveis” celebrações, os malucos costumam assassinar pessoas “indignas”… E os jovens serão as oferendas da noite.

Muita famosa, a seita já estava no radar do governo americano, que depois do “911” (11 de setembro) começou a considerar qualquer grupo religioso fundamentalista como uma possível célula terrorista. Mesmo agindo de forma cuidadosa, a “Five Points” acaba atraindo uma abordagem policial até sua fazenda, que eles respondem com milhões e milhões de balas (o grupo possui um arsenal que daria inveja aos “mercenários” de Stallone). O resultado? Um pequeno exército tático é escalado para bater gentilmente nos grandes portões sagrados do “Bullshit Wall” (referência carinhosa da comunidade sobre os muros erguidos em torno da propriedade).

Bem… A premissa geral não é tão criativa, e a direção também não explora arrojos visuais ou nada desse tipo – ficando basicamente na steadycam, com muitos closes e tremedeira na hora dos tiroteios. Os defeitos da fita então ficam claros: a trama não se desenvolve completamente, seu clima destoante não propicia uma absorção eficiente, seu andamento sofre bastante – se arrastando demais durante o conflito armado que, de longe se mostra animador –, e algumas interpretações são mal exploradas ou mesmo forçadas demais.

No entanto, Seita Mortal não é um filme qualquer. Algumas de suas escolhas, inclusive de roteiro, são bem interessantes, como os longos diálogos e pregações (elemento da escola de Smith, que hoje lembra apenas algo tarantinesco), tudo muito bem escrito e amarrado. Basicamente, temos menos cenas do que o normal, sendo que os momentos chave são longas e demoradas conversas, todas eficientes e dinamicamente inteligentes. Outro ponto positivo é o elenco, que conta com atores competentes como Melissa Leo, Michael Parks e John Goodman.

No final, fica difícil indicar Seita Mortal como um longa para se assistir tranquilamente. Muito pelo contrário. A obra é embrulhada em problemas, sendo o principal deles a imensa falta de apelo da trama. Só que ironicamente, na essência do projeto, temos alguns elementos de qualidade, como bons personagens que se destacam e cenas que fogem de um “padrão tradicional”. Pode ser interessante para alguns, entediante para muitos. O fato é que o diretor não conseguiu potencializar os pontos positivos da produção, ficando sufocado pelos erros, que se sobressaltam.

Mais críticas como essa você encontra em Crítica Daquele Filme.

Videocast 96 – Kevin Smith

O papo de hoje é sobre um diretor meio controverso, muitos amam, ao mesmo tempo outros muitos odeiam! A quem diga que sua única grande obra foi O Balconista, de 1994, e que de lá pra cá apenas entregou filmes no mínimo medianos. Será? Nós do PN também mantemos opinião um pouco diferentes sobre o cara, mas respeitamos muito seu trabalho, tanto no cinema quanto nas histórias em quadrinhos! Sim, óbvio que o diretor mais nerd do mundo não conseguiria ficar longe das HQs após seu sucesso na carreira, então logo tratou de realizar o sonho da maioria dos fãs de quadrinhos e escrever roteiros pras maiores editores dos EUA, dentre eles Demolidor: Diabo da Guarda para a Marvel e Batman: Cacofonia para DC, duas HQs que consideramos muito boas.

Lembrando que tem promoção rolando, você pode ganhar um livro Os Três Mosqueteiros, traduzido diretamente do francês pela Editora Generale e com caderno especial de Alexandre Callari do Pipoca e Nanquim!!

Dê logo o play e diz aí nos comentários, você curte ou não o trabalho de Kevin Smith?

QUADRINHOS INDICADOS

Demolidor: Diabo da Guarda (Panini)
Batman: Cacofonia (Panini)
Arqueiro Verde: O Espírito da Flecha (Panini)
Besouro Verde (Dynamite/Inédito no Brasil)

FILMES INDICADOS

O Balconista (Clerks, 1994)
Barrados no Shopping (Mallrats, 1995)
Procura-se Amy (Chasing Amy, 1997)
Dogma (Dogma, 1999)
Stan Lee’s Mutants, Monsters & Marvels (2002)
O Balconista 2 (Clerks 2, 2006)
Pagando Bem, Que Mal Tem? (Zack and Miri Make a Porno, 2008)

__________________________________________________________________________________________

Podcast 19 – Coringa

Como em todas as segundas chegou o momento de conferir mais um podcast do Pipoca e Nanquim!

Após Stan Lee, Wolverine e Universo Ultimate, finalmente um tema exclusivo da DC!!! Hoje falamos do palhaço, do Coringa, do palhaço, do Joker, do palhaço, do Coringaaaaa!! Hahahahaha HAhauHAhauahahuahuahUAHuahuahahahuahuHAUha!!

Simplesmente o vilão mais legal dos quadrinhos! SIM!! Não vem, não, ele é o vilão mais legal SIM, quer você goste disso ou não! Hehe!

Sua personalidade anarquista, caótica e maluca tomou conta de todos nós e apresentamos o podcast mais “zoneado” de todos até agora! O Bruno levou bronca, o Alexandre perdeu a paciência, o Daniel ficou engraçadinho, todo mundo doidão!

Mesmo assim conseguimos tirar proveito disso, você vai saber muito sobre o Coringa, relembrar suas melhores histórias, seus melhores desenhistas e roteiristas, ouvir comparações entre Jack Nicholson e Heath Ledger, a série dos anos 60, e até mesmo teorias sobre a possível homossexualidade do vilão!

Dá logo play maluco, mas antes, confere o menu!

Bloco 01

• Unânime: Coringa – O maior e melhor vilão das histórias em quadrinhos;
• Características que o fazem o maior vilão de todos;
• Primeira Aparição: Batman #1 (1940);
• Criadores: Bill Finger, Bob Kane e Jerry Robinson;
• Assim como o Batman, o Coringa foi muito infantilizado no período da famosa série de TV;

Músicas:
Search and DestroyThe Stooges
Why Does It Hurt When I Pee?Frank Zappa

Bloco 02

• Para ler as primeiras histórias do Batman e do Coringa leia: Batman Crônicas, Ed. Panini;
• O visual do Coringa foi baseado no ator Conrad Veidt no filme O Homem que Ri;
• Anos 50 e 60: Coringa aparece em diversas histórias, muitas de qualidade duvidosa;
•Início dos anos 70, retomada do Batman e Coringa mais adultos e violentos pelas mãos de Denny O´ Neil, Neal Adams, Bob Haney e Frank Robbins;
• Divagando: Batman com ou sem Robin?? (O que você prefere?);

Músicas:
Cry BabyJanis Joplin
Born to be WildOzzy Osbourne

Bloco 03

• Um adendo: Cesar Romero interpretando o Coringa é inesquecível e contribuiu muito para sua popularização;
• O Coringa do Cavaleiro das Trevas;
• Coringa e suas interpretações homossexuais: Cavaleiro das Trevas, Piada Mortal, Asilo Arkham e Cacofonia;
• Polêmica: Alguém ai gostou da história Cacofonia de Kevin Smith?;
• O Palhaço do Crime ganha sua revista própria em 1975 – The Joker;
• Outra grande fase do Coringa: Steve Englehart (roteiro) e Marshall Rogers (arte);

Músicas:
Good Times, Bad TimesLed Zeppelin
The PassengerIggy Pop

Bloco 04

• Anos 80; Grandes histórias e os filmes dirigidos por Tim Burton;
• Coringa magistralmente interpretado por Jack Nicholson;
Batman – O Filme: Mostra uma possível origem do Coringa
• Falando em origem… o Capuz Vermelho;
Morte em Família: Jason Todd, o segundo Robin, cruelmente assassinado;
The Dark Knight: Heath Ledger encarna o Coringa perfeito.

Músicas:
My GenerationThe Who
What I Like About YouThe Romantics


  • iTUNES
    Você também pode assinar o podcast em seu iTunes. Sabe como?

Se você gostar do que ouvir, ajude o podcast a se espalhar e clique no botão de RETWEET ou então no CURTIR do Facebook. Indique para os amigos, coloque no seu blog, segue a gente no Twitter, comente ou mande um email pra gente. Mais tarde a versão sem os blocos musicais!

Tchau! HAHAHahHAhahHahAHhAHhAHhahaHAHHAHAHAH…

Reproduzir