Trailer de Vigor Mortis Comics 2 – Sangue, suor e nanquim

Capa_frenteEm 2011, o quadrinista José Aguiar se uniu com o dramaturgo e diretor de cinema Paulo Biscaia Filho para levar os personagens dos premiados espetáculos da cia teatral Vigor Mortis para os quadrinhos. O resultado foi um projeto transmídia com ramificações no teatro e cinema que só poderia acontecer nas páginas de uma história em quadrinhos. Além de render excelentes críticas e repercussão no meio dos quadrinhos. No ano seguinte o livro recebeu uma indicação ao prêmio de melhor Edição Especial Nacional no TROFÉU HQ MIX.

Aguiar e Biscaia escreveram juntos o primeiro volume de Vigor Mortis Comics. Essa antologia de oito HQs com personagens vindos do repertório da companhia de teatro contou também com a arte do quadrinista DW Ribatski e de José Aguiar nos desenhos.

Em julho de  2014, Vigor Mortis Comics 2 – Sangue, suor e nanquim leva adiante os experimentos narrativos e estéticos do livro anterior, agora, com o acréscimo da arte do quadrinista André Ducci. Esta história original e inédita é fruto de um encontro de personagens do internacionalmente premiado longa-metragem independente Nervo Craniano Zero e da peça Seance – As Algemas de Houdini.

O ano é 1969, em um país que vive sob um regime opressor. Bruna Bloch é estudante de jornalismo e escritora nas horas vagas. Isto é, nos poucos minutos que ela tem entre aulas, viagens alucinógenas, orgias, entrevistas com assassinos seriais e dar conta de vingar a morte de sua irmã. Nesses raros momentos que lhe sobram, ela rascunha a história de Lavínia, uma enfermeira solitária com poderes paranormais.

Roteiro: Paulo Biscaia Filho e  José Aguiar

Desenhos: José Aguiar, DW Ribatski e André Ducci

120 páginas

O livro é recomendado para leitores maiores de 16 anos.

 

Vigor Mortis Comics 2 – Sangue, suor e nanquim – booktrailer from Vigor Mortis on Vimeo.

Inkshot – Antologia Apresenta Quadrinistas Brasileiros ao Público Norte-Americano

A INKSHOT é uma coletânea digital de 268 páginas que conta com mais de 40 histórias produzidas exclusivamente por brasileiros e que acaba de ser lançada pela editora norte-americana Monkeybrain, estando disponível para compra para todas as regiões do planeta exclusivamente pelo site ComiXology no valor de US$ 8.99 (cerca de R$ 20,00). COMPRE AQUI.

Entre os colaboradores da INKSHOT estão Danilo Beyruth (BANDO DE DOIS, ASTRONAUTA – MAGNETAR), José Aguiar (FOLHETEEN, ERNIE ADAMS da editora Paquet), Eduardo Medeiros (ROBERTO, STRANGE TALES da Marvel Comics), Milton e Felipe Sobreiro (HEAVY METAL, STRANGE TALENT OF LUTHER STRODE da Image Comics), Bruno Stahl (HEAVY METAL MAGAZINE), Gabriel Góes (SAMBA), Davi Calil (revista MAD, SURUBOTRON), Estevão Ribeiro (PEQUENOS HERÓIS, OS PASSARINHOS), Pablo Casado (SABOR BRASILIS), Felipe Cunha (JESUS HATES ZOMBIES), George Schall (DARK HORSE PRESENTS), Estevão Ribeiro (PEQUENOS HERÓIS, OS PASSARINHOS), DW Ribatski (CAMPO EM BRANCO), Leandro Melite (DESISTÊNCIA DO AZUL), Cadu Simões (PETISCO), Mário Cau (TERAPIA, DOM CASMURRO), Daniel Esteves (KM BLUES), Hector Lima (O MAJOR, MSP – NOVOS 50, SABOR BRASILIS) e muitos outros.

A ideia é apresentar esses artistas e seus diversos estilos e habilidades para o mercado de língua inglesa.

Prévias das HQs podem ser conferidas neste tumblr. 

13-Inkshot-lone-pg1 12-Inkshot-bullet-pg1 11-Inkshot-every-pg1 10-Inkshot-my-life-pg1 9-Inkshot-ethon-pg1 8-Inkshot-wo-man-pg1 7-Inkshot-caligari-pg1 6-Inkshot-earth-pg1 5-Inkshot-that-day-pg1 4-Inkshot-midori-pg1 3-Inkshot-lizard-pg1 2-Inkshot-cannibal-pg1

Sobre a Monkeybrain Comics

Lançada no verão de 2012 por Chris Roberson, um dos escritores da lista dos mais vendidos do New York Times, e Allison Baker, produtora de comerciais de TV e filmes, a Monkeybrain Comics foi pensada para ser o lar de quadrinhos autorais de qualidade disponibilizados em formato digital pela plataforma comiXology. O AV Club denominou a Monkeybrain Comics como “o principal destino para quadrinhos digitais de alta qualidade”, e o IGN afirmou que a Monkeybrain é “a empresa que parece produzir os melhores Quadrinhos digitais”. Os títulos da Monkeybrain são frequentemente citados na listas de Melhores do Ano da crítica; MASKS & MOBSTERS foi indicado como a Melhor Série Digital de 2012 pelo USA Today e BANDETTE foi recentemente premiada com o Eisner de Melhor Quadrinho Digital de 2012.

Os títulos da Monkeybrain Comics estão disponíveis para compra por meio da plataforma comiXology em celulares, tablets, leitores digitais e computadores, e serão publicadas pela primeira em coletâneas impressas.

Folheteen: Direto ao ponto – Lançamento

Folheteen_diretoaoponto_capa copyDia 04 de junho (HOJE!), o quadrinista José Aguiar lançará na Gibiteca de Curitiba o livro Folheteen – Direto ao ponto, um projeto viabilizado através da Lei do Mecenato Municipal da Fundação Cultural de Curitiba, com o incentivo do Banco do Brasil.

No dia 5 de junho, no Museu da Gravura de Curitiba, abrirá uma exposição com mesmo nome, reunindo originais, rascunhos e impressões dessa história em quadrinhos ambientadana cidade. A exposição ficará aberta ao público entre 5 de junho a 11 de agosto de 2013.

O que é Folheteen?

Em um estranho mundo habitado por irmãos chatos, pais separados, amigos tapados e subempregos, que mais atrapalham do que ajudam, vive Malu – um estranho e deslocado ser diante dos desafios do dia a dia. Essa adolescente, que se sente sempre fora de contexto, busca a si mesma numa Curitiba imaginária, que poderia ser qualquer cidade do planeta. Este livro narra uma nova história sobre como pode ser dura ou adorável a vida de alguém que não sabe ir direto ao ponto.

Malu foi vencedora do I Concurso Internacional de Quadrinhos do Senac-SP, que lhe rendeu a publicação do seu primeiro livro Folheteen (Devir, 2007). Além da coletânea Folheteen – Tiras pra todo lado (Quadrinhofilia, 2012), antologia das suas melhores tiras publicadas no jornal Gazeta do Povo, onde destila ironia todas as semanas. O livro Folheteen- Direto ao ponto é uma homenagem do autor aos 320 anos de Curitiba, onde seu livro é ambientado.

Folheteen- Direto ao ponto tem 64 páginas e formato 21 x 28 cm.

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Sobre o Autor:

O curitibano José Aguiar é arte educador formado pela Faculdade de Artes do Paraná e quadrinista premiado com obras publicadas no Brasil e exterior. Atualmente publica as tiras Folheteen e Nada Com Coisa Alguma no jornal Gazeta do Povo, onde também é colunista. Seu último trabalho publicado foi o livro Reisetagebuch – Uma Viagem Ilustrada pela Alemanha. É curador e co-criador de dois eventos de difusão da cultura das histórias em quadrinhos: Gibicon – Convenção Internacional de Quadrinhos de Curitiba e Cena HQ, que realiza leituras dramáticas de HQs no Teatro da Caixa.

Saiba mais: www.quadrinhofilia.com.br.

 

 

Entrevista com José Aguiar, autor de Vigor Mortis Comics

Olá a todos!

É com muito prazer que trazemos a vocês mais uma baita entrevista. Conversamos com o quadrinista e ilustrador José Aguiar, autor de Folheteen (Editora Devir), Quadrinhofilia (HQM), e do recente Vigor Mortis Comics (Zarabatana), ilustrador de dois álbuns da série de aventura Ernie Adams (Editions Paquet – França),  A Revolta de Canudos (Escala Educacional) e Ato 5 (Quarto Mundo). Além disso tudo, publica sua tira Folheteen no jornal Gazeta do Povo e é coordenador da Gibicon – Convenção Internacional de Quadrinhos de Curitiba.

Então não perca tempo e conheça melhor esse grande quadrinista e seus trabalhos sensacionais!

Conta pra gente um pouco da sua história. Como foi seu começo de carreira? De onde surgiu a decisão de fazer quadrinhos?

Eu sempre quis fazer quadrinhos. Sem exagero algum, nunca quis fazer outra coisa na vida, embora tenha feito uma ou outra meio diferente. O começo se deu quando publiquei aos 14 anos num suplemento infantil num jornal daqui de Curitiba. Aos 16 publiquei minha primeira tira remunerada. Desde então sempre publiquei em jornais locais. Mas a minha “virada” foi em 2004 quando ilustrei Ernie Adams, álbum escrito por Wander Antunes para a França. Depois veio Folheteen, o segundo volume de Ernie Adams, Revolta de Canudos, Quadrinhofilia, Ato 5 e agora Vigor Mortis Comics.

Você já fez fanzine, publicou em revista de coletâneas, pequenas e grandes editoras, aqui no Brasil e no mercado Francês e Espanhol e também publica tiras no seu blog. Com toda essa bagagem acumulada, como você avalia o mercado de quadrinhos nacional atual?

Lendo a sua pergunta parece que tenho muita coisa feita, mas pessoalmente acho que  ainda  estou no começo. As experiências fora foram pontuais, mas me fizeram amadurecer um pouco, e até me deram certa visibilidade em casa. Creio que enfim nosso “mercado”está começando a acreditar em si mesmo. Tem surgido  mais editoras com propostas sérias e os veículos de comunicação tem dado mais relevâncias às HQs. Só nos falta conquistar mais leitores. Mas esse é um processo que virá. Nos últimos cinco anos mudamos radicalmente para um rumo melhor. Há muito a  amadurecer ainda, mas há espaço para inovação e profissionalismos. Tanto de editores, quanto de autores.

Os incentivos culturais também ajudam muito não é? Você publicou Folheteen com a ajuda I Concurso de Histórias em Quadrinhos do Senac-SP e Vigor Mortis também contou patrocínio do Mecenato Municipal da Fundação Cultural de Curitiba. Que dica você pode dar aos quadrinistas que almejam patrocínios como estes?

No caso de Folheteen, o prêmio me abriu as portas na Devir. Não houve um incentivo fiscal ou financeiro. Mas, claro, foi um ponto de virada importante para que eu pudesse concretizar meu ideal de fazer um trabalho solo. Sou muito grato à Devir pela oportunidade. No caso de uma lei de incentivo, como a que viabilizou Vigor Mortis Comics temos uma situação ideal de produção, onde o artista pode receber durante o processo criativo. Não só um adiantamento de direitos autorais, que normalmente não cobre os custos de produção, como é usual. Além disso, por se tratar de um projeto que envolve cronogramas, orçamentos e apoiadores, implica em maior responsabilidade e também profissionalização do artista. Vigor Mortis Comics foi o primeiro projeto que administrei como editor além de autor. Foi uma grande responsabilidade e satisfação exatamente por isso.

As histórias da jovem Malu, mostradas na tiras Folheteen são muito bem construídas e refletem como poucas os anseios adolescentes, em quem você se inspira pra fazer essas tiras?

Obrigado! Fico muito contente em saber que outro pós-adolescente se identifica com a tira além de mim!  Espero que os “teens” também gostem! Por sinal, muito dela vem da minha vida pessoal, do que me lembro dessa fase. A tira é um lugar onde falo um pouco de mim misturando com as experiências de amigos e familiares. Assim ninguém se compromete 🙂
Espero que, quando tiver  um bom número de tiras acumuladas, lançar uma coletânea. Mas antes tenho o projeto do novo álbum com uma HQ longa de Folheteen em processo de captação de recursos. É algo que espero viabilizar logo.

Agora vamos conversar um pouco sobre a acachapante Vigor Mortis Comics

Para José Aguiar, o que é Vigor Mortis Comics?

Acachapante? Só um “marvete” poderia dizer algo assim!

Puxa vida, para mim Vigor Mortis Comics é  uma mistura improvável, porém sincera, de elementos insanos e doentios com um amor sem limites pelos quadrinhos e pelo teatro.

Vigor Mortis Comics também conta com a arte do excelente DW Ribatski, qual foi o motivo de chamar mais um artista para o projeto?

Além de que gosto do trabalho do DW desde os tempos em que era meu aluno na Gibiteca de Curitiba? Ele havia criado morto-vivo Oswald para a peça Morgue Story – Sangue, Baiacu e Quadrinhos, do Paulo Biscaia. Não haveria por que deixá-lo de fora desse caldeirão sangrento. A idéia sempre foi ter um contraponto ao meu trabalho. Creio que essa soma de estilos tão distintos é um dos charmes do livro.

Sem dúvida que é um dos charmes, a arte dele é sensacional!

Como surgiu a idéia de transpor o universo teatral criado por Paulo Biscaia para os quadrinhos?

O repertório das peças da Vigor Mortis sempre foi feito de elementos pop, seja nas músicas, nas referências ao cinema ou às HQs. Mas a idéia de migrar de uma linguagem para outra só veio depois de 2007, quando o diretor da companhia, Paulo Biscaia, me chamou para trabalhar na peça Graphic. Lá surgiu o personagem Artie, um ex-aluno de oficina de quadrinhos que se tornou um frustrado desenhista de manual de instruções. Ele criou um personagem chamado de Homem-Sombra, um amontoado de clichês de quadrinhos de super-heróis.  Mas muito divertido de desenhar
Nessa mesma peça o DW fazia os desenhos de outra personagem. Sem falar que ele já tinha criado Oswald – O Morto-Vivo para a peça Morgue Story – Sangue, Baiacu e Quadrinhos. Como ele era criação de uma quadrinista bem-sucedida tínhamos uma oposição de personagens bem bacana  que dava base para um universo coeso. Coisa que Biscaia já fazia ao colocar referências comuns a lugares, personagens e situações em seus espetáculos.
Chegamos à conclusão de que os quadrinhos poderiam ser uma maneira de mostrar um lado desse universo que seria impossível nos palcos. Uma maneira de dar sobrevida aos personagens. Formulei um projeto que inscrevi na Lei do Mecenato Municipal de Curitiba. Depois de aprovado e feito a captação de recursos iniciamos o projeto em 2010 através da minha empresa Quadrinhofilia Produções Artísticas.

Mas essa relação quadrinhos-teatro não é tanta novidade pra você né, pois 2005 seus roteiros para o herói Gralha foram transpostos para os teatros, o inverso do que aconteceu com Vigor Mortis. Conta um pouco pra gente um pouco sobre isso.

Foi uma experiência estranha. Eu estive longe do processo. Me senti como um Stan Lee durante as adaptações Marvel dos anos 70 e 80.

E o livro Reisetagebuch – Uma Viagem Ilustrada pela Alemanha vai ser publicado? Pode contar pra gente alguns planos futuros próximos de serem realizados?

Esse projeto também foi aprovado na mesma lei do Mecenato Municipal que Vigor.  Assim como Folheteen está buscando empresas locais que apóiem sua realização.  Espero ter boas novas para  ambos os projetos até o fim deste ano.

Pela Editora Nemo estou ilustrando Dom Casmurro com texto de Wellington Srbek e depois farei sozinho 20 Mil Léguas Submarinas para a Leya.

Mais de imediato, para julho, estou na curadoria do evento Gibicon – Convenção Internacional de Quadrinhos de Curitiba.  Ou seja, trabalho não falta!

Ilustração do projeto Reisetagebuch - Uma Viagem Ilustrada pela Alemanha

Ilustração do projeto Reisetagebuch - Uma Viagem Ilustrada pela Alemanha

Quais sãos os quadrinhos que leu e pensou “Putz que obra! Queria ter escrito isso”, aqueles que mais gostou de ler na vida?

Das que gostaria de ter escrito posso citar as tiras do Calvin, Superman – Identidade Secreta, Ken Parker,  A Queda de Murdock,  Lobo Solitário

Uma que queria ter desenhado, só por diversão, era Marvel Zombies. Outros personagens que gostaria de poder desenhar são o Dr. Estranho,  Sandman e Dylan Dog. Na verdade o Dylan eu já desenhei numa das HQs do meu álbum Quadrinhofila. Mas coloquei um bigode nele para disfarçar. E raspei o do seu ajudante, o Grouxo. Confere lá, na HQ “Pirata!

Muito obrigado pelo papo, José! Por último deixe uma mensagem para os leitores do Pipoca e Nanquim.

Que posso dizer além de que pipoca e nanquim combinam mesmo! Continuem nessa mistura improvável e dêem aquela força que o quadrinho nacional merece! Obrigado a vocês pela deliciosa entrevista, mas agora com licença que tem nanquim escorrendo de minha boca.

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Para conhecer mais trabalhos do José Aguiar visite seu blog, clicando aqui!

Ou siga-o no twitter: @quadrinhofilia