A HQ do Homem-Aranha que vendeu MILHÕES!!! | PN Especial #78

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Houve uma época em que revistas em quadrinhos de super-heróis vendiam na casa dos milhões de exemplares. Uma Era de Ouro na qual esses personagens encantaram toda uma geração. Porém, com o tempo, essa febre foi passando e, as vendas, minguando até estabilizarem na casa das centenas de milhares de exemplares. Mas o início da década de 1990 foi um momento singular na produção de HQs, quando alguns artistas despontaram como rock stars da indústria e as vendas voltaram à casa dos milhões (embora o mercado tenha gerado uma bolha que quase levou a indústria à falência nessa época, mas isso é outra história). Capitaneado pelo cultuado artista TODD McFARLANE e sua emblemática revista SPIDER-MAN #01, esses artistas revolucionaram a maneira de fazer quadrinhos de super-heróis e quebraram todos os recordes de vendas.

No programa de hoje discutimos justamente esse momento, desmembrando a HQ do Aranha que foi a primeira do período a bater esse recorde de vendas e que é, até hoje, a quarta mais vendida da história dos comics de super-heróis.

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O quadrinho MAIS CARO da coleção do Danielzinho! | Vlog do PN #239

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Danielzinho abre o cofre escondido atrás de suas estantes e mostra um dos itens mais preciosos e interessantes de sua fabulosa coleção: o Marvel Famous Firsts: 75th Anniversary Masterworks Slipcase Set! É uma caixa enorme (em forma de Mansão dos Vingadores) com 11 encadernados em capa dura que compilam as primeiras histórias dos principais personagens da Casa das Ideias.

Capitão América, Demolidor, Doutor Estranho, X-Men, Homem-Aranha, Hulk, Vingadores, Quarteto Fantástico, Thor, Homem de Ferro e… Homem-Fuleiro!

“Homem-Fuleiro”? Isso mesmo, ou Forbush Man, o “astro” de uma série de paródia feita pelos próprios artistas da Marvel tirando sarro do universo dos super-heróis, a Not Brand Echh.

E essa primeira edição dele ainda vem com uma GRANDE surpresa! Sensacional!

Pra matar de inveja qualquer fã do Stan Lee.

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Capitão América: Guerra Civil – Crítica

Por Jefferson José

Capitão América: Guerra Civil é engenhoso dentro do Universo Cinematográfico Marvel e do gênero ação.

Partindo do ponto de vista dos próprios heróis (aprende Warner) e de que não há um vilão típico, os irmãos Russo são inteligentíssimos ao aplicar o conceito de mise-en-scène nos diálogos muito bem escritos em cenários condizentes com a narrativa – ressalto às atuações de Chris Evans e Robert Downey Jr. – como em desenvolver magistralmente a ação e mais uma vez surpreender o expectador com uma visão espacial de deixar qualquer um que aprecie o gênero de queixo caído – o que nos deixa curiosos para saber o que os roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely criarão em Vingadores: Guerra Infinita. O feitio de explorar os combates individuais e locomover a atenção entre os conflitos exige uma direção impecável, a dificuldade aumenta quando os conflitos interagem e no centro da ação são os poderes de cada um que desenrola os eventos. Dá aquela rara sensação de que a ação tem propósito, o último a conseguir isso foi Mad Max: Estrada da Fúria. Ao mesmo tempo que Guerra Civil pinça referências da HQ homônima, o longa cria momentos antológicos como a batalha no aeroporto.

Hoje, grande parte dos melhores especialistas de Hollywood, dos roteiros à equipe técnica, estão envolvidos em filmes de heróis, então é lógico que esses filmes estão revolucionando e combinem tão bem efeitos especiais com sets práticos, e esse é o maior mérito dos diretores porque a interação dos personagens são bem trabalhadas entre si como os cenários que os rodeiam. É inegável o domínio de narrativa dos realizadores ao desenrolarem uma narrativa à partir de um personagem (Capitão) e durante a projeção incumbir o expectador de decidir em meio há cisão qual lado está certo, sendo que no fim ambos tens ótimos argumentos e nos deixam a dúvida de quem estaria ‘certo e errado’. Aqui está um conceito sociológico muito debatido no filme – e ainda tem gente achando que filme de herói é coisa de criança, Guerra Civil prova que diversão e reflexão podem coexistir.

De fato, para entender melhor todo o peso dramático dessa tensão entre heróis/amigos carece de informações passadas sobre os filmes da Marvel, todavia, essa árvore de acontecimentos que eles estão construindo já é revolucionária o suficiente pra influenciar todo o cinema de agora em diante – não é por menos que Batman Vs Superman tentou fazer isso num só filme e falhou. Cabe aqui uma ressalva, como Nick Fury foi um dos responsáveis por unir os Vingadores foi uma decisão ilógica deixa-lo de fora desse conflito.

Sê o êxito de criar relações interessantes entre os personagens já eram comuns, a Marvel faz questão de apresentar dois novos personagens nesse filme e mais uma vez dar aula de desenvolvimento narrativo e, a Casa das Ideias tem uma sensibilidade para o humor que nenhum outro estúdio tem para as adaptações. A adição do Pantera Negra condiz com à situação antes apresentada em Era de Ultron e serve como catalisador da trama, que por sua vez os roteiristas com toques sutis conseguem expressar através da personalidade dos personagens porque cada um decide escolher seu lado. O que nos leva ao Queens, em Nova York.

Sem dúvida o Homem-Aranha é o herói mais pop do planeta e este já estava farto de tantos filmes medianos na Sony. Após a Marvel realizar o acordo e trazer para si a responsabilidade criativa dos filmes do Aranha (eis outro paradigma quebrado, a Marvel não só uniu vários personagens de franquias solos como unificou a produção de filmes entre dois estúdios distantes) ficou a dúvida de como ele seria inserido nesse universo. Sendo assim, não só resolveram rapidamente o reboot como utilizaram do próprio universo já estabelecido para criar uma teia em que o Aranha se conecta com os outros heróis, especialmente Tony Stark, que claramente será o professor/tio do garoto.

O visual do Aranha remete fielmente ao criado pelo Steve Ditko e assim como nos quadrinhos seus diálogos, movimentos e interações fizeram todos os fãs se sentirem realizados em finalmente verem uma adaptação digna no cinema. Como também são fãs que estão fazendo os filmes (cabe aqui uma salva de palmas para o produtor condutor de tudo isso, Kevin Feige, esse merece respeito!) eles entendem o âmago do Aranha, o cerne que o torna fascinante. Também foram certeiros em escalar Tom Holland, ele tem o talento e o físico para começar uma franquia e envelhecer junto com o personagem. Eles sabem o que tem em mãos. O diálogo na casa de Peter em que ele diz ao Tony que não pode viajar porque tem dever de casa resume o quão humano ele é, pois o Aranha é identificável porque tem problemas comuns como os nossos apesar de ser um super-herói, eis o motivo que ele necessita de histórias minimalistas. Acertadamente Spider-Man: Homecoming se passará no colégio e terá o Abutre como vilão, o que a Sony com suas adaptações exacerbadas não entendiam é que é o Peter que move o Aranha, e não o Aranha que move o filme. Compreender o ‘monomito’ de Joseph Campbell é obrigação de um realizador cinematográfico, ainda mais nesse caso que o arquétipo de superação é o que move o personagem. O Aranha já é mito dentro e fora das páginas, em 2017 vamos ver sintetizado na tela porque o amamos tanto.

A beleza de Guerra Civil é que no fim continua sendo um filme do Capitão!

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A nova revista do Homem-Aranha em 4 versões | Vlog do PN#90

A fase do Homem-Aranha Superior terminou e Peter Parker tem sua volta triunfal em uma nova revista mensal, que estreia com quatro versões diferentes em bancas!! Bruno Zago mostra as diferenças de todas essas versões. Qual você vai acompanhar?

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O Espetacular Homem-Aranha é a melhor adaptação do herói?

 A trilogia dirigida por Sam Raimi não tinha começado respeitando o material original e ao longo dos filmes se distanciava ainda mais. Os produtores da Sony observando isso foram muito corajosos em aplicar um reboot tão cedo, admitiram os erros e procuraram uma nova abordagem para o personagem.
 
Começaram pelo diretor Mac Webb, que sabe extrair ótimas atuações e diálogos e seguiram pela incrível escalação do elenco. Nunca o Peter Parker e a Gwen Stacy foram tão verossímeis e bem interpretados. A história de origem que antes fora ignorada, agora foi vista como prioridade. Quase metade do filme é pensado para o desenvolvimento da origem. E que origem! Vale evidenciar uma drástica e infeliz mudança na essência do personagem. Nos quadrinhos depois de adquiridos os poderes e com a morte do tio, Peter percebe que ‘com grandes poderes vêm grandes responsabilidades’. No filme, querendo uma nova versão, Webb deixa explícito que Peter, mesmo antes desses acontecimentos, já era uma pessoa altruísta, algo que nos quadrinhos só ocorre depois. Os fãs de HQs odiaram, mas o grande público nem notou.
 
A forma com que Peter ganhou os poderes e se tornou o Homem-Aranha ficou incrível! Infelizmente muitos não compreenderam como isso ocorreu, foram acontecimentos sutis e às informações tem que ser pescadas pelo expectador; mas estão todas lá, basta interpretá-las. O filme não fez como Batman Begins dando foco e espaço pra construção do uniforme e heroísmo, mas também não foi caricato e didático como na trilogia do Raimi. As respostas não são superficiais. Por exemplo: Se Peter ganhou poderes após ser picado pelas aranhas então qualquer um ganharia? Não! Peter teve seus sentidos aguçados e ampliados porque a combinação genética das aranhas continham seu DNA. Com o intuito de criar novas curas para o desenvolvimento de membros ou órgãos perdidos, os cientistas Richard Parker (pai do Peter) e Curt Connors criaram as aranhas geneticamente modificadas em laboratório para os experimentos. Mas na criação das aranhas foi utilizada a cadeia genética de Richard Parker, por isso quando Peter tem contato, em vez de ele se deformar como Curt Connors, teve os sentidos aperfeiçoados. Isso só poderia acontecer com ele. Consequentemente o plano do Lagarto é perigoso e as reações negativas infinitas.

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A solução para os cartuchos de teias também é excelente. Com o desenvolvimento das aranhas, a Oscorp percebeu o quanto suas teias eram resistentes, e criou meios de produzi-las e comercializá-las. Conseqüentemente, elas também eram usadas nos aparatos tecnológicos utilizados na manutenção das aranhas no laboratório. Nada mais sábioda parte do Peter de pegar essa novidade e criar o disparador de teias, que por sinal além de fiel, ficou sensacional!

Mas tudo no filme é muito sutil, prova maior disso é a construção do uniforme. Tudo é real e muito funcional, começa com uma improvisação de um capuz vermelho e óculos escuros (que depois as lentes serão tiradas para fazer o olho da máscara) e logo ele já está pesquisando na internet o elastano (filamento sintético conhecido por sua excepcional elasticidade) utilizado pelos ciclistas, em seguida com cortes rápidos o vemos pintando a aranha. O uniforme é simples, mas interessante, nas sapatilhas contem até sucção. O som e pó emitidos pelos disparadores quando são acionados provam o quanto pensaram nos detalhes, nas HQs é de praxe lermos “THWIP!” quando eles são acionados.
 
Mesmo com algumas coincidências e errinhos desnecessários (a Gwen usar saia no laboratório, o operador de grua ser o mesmo que o Aranha salvou o filho) o filme busca uma aproximação dos quadrinhos. O Lagarto está idêntico às primeiras versões, não há o que reclamar, as poses e os movimentos do Aranha são fantásticos. Sem dúvida a melhor seqüência do filme e que mais emula o fascínio pelo herói é a da luta com o Lagarto na escola, e a melhor cena é a que ele encasula o vilão. Faltava exatamente isso nos filmes do Aranha, ‘coisas’ que o aproximasse da narrativa dos quadrinhos, como encasulamentos, armadilhas (linda a que ele constrói no esgoto), e mais ‘diálogo’ com a parte animal do personagem. A transparência dos pequenos detalhes como o envelhecimento do uniforme faz diferença, tornam os problemas reais e um design mais tátil.
 Columbia Pictures releases the first image of Andrew Garfield as Spider-Man.

 

Neste Peter, vemos toda a nerdice e genialidade que estamos habituados a ver nas páginas; há imersão nas interações dos personagens. Os diálogos que Webb extraiu são fascinantes, como a conversa com Gwen no corredor da escola e a discussão na casa dela com o Capitão Stacy. Os diálogos com o tio Ben nem se falam. São personagens carismáticos, interessantes e amados (como não se apaixonar pela Gwen da Stone?), além de um romance muito bem construído como pano de fundo. Um Aranha sacana e visto como um adolescente com poderes, sem glória ou exibicionismo.

Em termos técnicos o filme faz jus ao título de espetacular, os efeitos visuais nos fazem acreditar que o Aranha existe; é um show de dublês. As cenas noturnas ficaram ótimas, muito bem iluminadas e o 3D só melhora tudo. Faltou uma trilha mais icônica, mas por outro lado, a sutileza é o objetivo. Sem contextualizar e com respeito à época que os filmes do Raimi foram feitos, esse novo faz os efeitos da trilogia anterior parecerem videogame. É um filme redondo, estruturado e que dá o devido tempo de tela de cada personagem, apenas com exceção da participação do Dr. Ratha. 
 
O filme carece de cenas diurnas, de mais piadas e descontração, mas se entendermos a proposta, dá pra relevar isso. A ideia era justamente mostrar um início diferente e mais sério, evidentemente provocado pelas perdas do Peter. Nesses aspectos o filme se saiu muito bem, e acima de tudo, deixou tudo muito bem cimentado pra fazer uma continuação digna do legado do herói. A base, a alma, e o amor pelo personagem dentro e fora das telas nunca estiveram tão entusiasmados para construir uma franquia digna! Longe de ser um filme perfeito, ainda mais no caso de um personagem tão popular, depois de tantas lutas no escuro a luz do amanhecer nunca pareceu tão colorida.
 
O futuro do herói está em boas mãos, e apesar de muitas teias, ele trará bastante diversão!

Por Jefferson Madeira
Colaborador aracnídeo