Minha Estante #58 – Leonardo Dantas

Olá, colecionadores do Brasil!

Depois de um grande hiato, é com muita honra que apresentamos mais uma entrevista da coluna favorita de todos vocês! Dessa vez batemos um papo muito legal com Leonardo Dantas, um grande fã da nona arte, com uma predileção por quadrinhos do selo Vertigo. Provavelmente uma das maiores coleções desse tipo que já mostramos por aqui.

Quer ver mais edições de Minha Estante? Então no ajude a espalhar a notícia sobre esse espaço. Quem tiver uma coleção de gibis bem bacanuda pode nos mandar um e-mail ([email protected]) para combinarmos a participação. É isso!

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Olá, Leonardo! Muito obrigado por topar participar dessa entrevista.
Para começar nos conte um pouco sobre você, onde nasceu, mora, o que faz na vida profissional?

Nasci em Salvador, vim para São Paulo com quatro anos e fiquei por aqui mesmo, moro num bairro chamado Vila Diva na Zona Leste (Lost), entre o Anália Franco e Tatuapé. Trabalho na Oi Wifi como analista de sistemas.

Quando você começou a se interessar por quadrinhos? 

Comecei a ler mesmo com 13 anos, há 16 anos atrás, e o meu começo nos quadrinhos foi inverso de qualquer pessoa normal, aos 13 anos tudo que eu conhecia e lia um pouco era Turma da Mônica em geral, não me interessava por HQs de heróis, achava que tudo era muito americanizado e clichê, estava entrando na era punk e como toda criança juvenil me achava muito adulto para esse tipo de coisa.
Quando, um dia andando pela rua, vi na banca a revista Almanaque Vertigo, com a capa do Preacher, aquele que só saiu a primeira edição, dei uma folheada e vi uma violência maravilhosa e como qualquer criança, li e adorei! Então você imagina ler Preacher, Homem-Animal e Shade na época de ouro da Vertigo, com 13 anos de idade.
Realmente foi um marco, e comecei minha carreira lendo apenas revistas supostamente para leitores maduros e depois fui abrindo a mente para comics e mangás, acho que 90% do que a DC e a Marvel lançam, são lixos comerciais mas dentro desses 10% temos muitas revistas e sagas excelentes, é só saber procurar e não ficar com preconceito sem antes conhecer.

Você se lembra da primeira vez que se viu fascinado por uma HQ? Qual foi a história ou revista?

A primeira revista que eu tive contato foi Preacher, depois, outro grande clássico: Sandman. 

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Quando aconteceu a mudança de leitor ocasional para colecionador inveterado?

Bom, com 13 anos já era um colecionador inveterado, pois comprava tudo que o dinheiro que uma pessoa dessa idade consegue ganhar. Como gostava de ler e tinha poucas revistas, vendia muita coisa para conseguir outras e ter sempre revistas novas para ler e tive um ótimo mentor nessa área: o Ricardo da LucaHq; ele me mostrava tudo que saiu ou já tinha saído, e sempre me incentivava a ler qualquer tipo de HQs indiscriminadamente.

Quantas HQs você tem? 

Algo entre 2000 há 2500, nunca cheguei a contar.
A maioria Vertigo e séries fora do eixo da DC e da Marvel.

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Quais são os principais itens de sua coleção, séries e minisséries completas, encadernados de luxo, edições raras, etc?

Tenho alguns encadernados de luxo como, Watchmen, Preacher, Transmetropolitan, Os Supremos, X-men: Messiah Complex, Eu sou Legião, Tom Strong, Promethea…
Tenho coleção importada completa do Invisibles, Chosen (do Mark Millar), umas 200 HQs em grampo do Hellblazer e, infelizmente, vendi há algum tempo a coleção completa do The Books of Magic, a série mensal.

De raridade pode-se dizer que tenha a edição 10 do Spawn original americano e o primeiro TP de Doom Patrol. E Hérois em Ação 4 e 5 com a origem do Homem-Animal.

Qual o item mais raro de todos?

Não saberia dizer qual é o item mais raro entre todos, como não coleciono Ebal ou Abril, não tenho nada muito raro.

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E qual foi a maior raridade que já comprou pelo menor preço?

Akira 31 por 1 real, Sandman: Préludios e Noturnos (editora Globo) do 1 ao 9 por 20 reais.

Você compra HQs importadas?        

Antigamente pegava bastante, pois a situação aqui era caótica, principalmente para quem gosta de quadrinhos subversivos e, consequentemente, tem bem menos leitores.
Hoje em dia, a Panini e a Mythos estão fazendo um ótimo trabalho com encadernados e muitos lançamentos bons.

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Onde costuma comprá-las?

Encomendava com o Celso, da Comic Hunter, e alguns na Super. Às vezes encontro algo no Mercado Livre, mas faz uns bons anos que não pego nada importado.    

Possui algum item autografado? 

Tenho alguns do Nanquim Descartável, com dedicatória do Daniel Esteves, que sempre que pode, pede para eu parar de ler Vertigo e ler coisa boa nacional. (risos)       

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Como você guarda sua coleção de HQs? E qual técnica usa para conservá-las?

Todas ficam dentro do armário, em pé, para fácil retirada (quem guarda em pilha sabe o trabalho que dá buscar algo em especial), lacradas com plástico normal para conservar de qualquer tipo de problemas como, mofo, traça e pó. Tem quem diga que isso causa amarelamento, mas depende muito do papel, e ele ficará assim com ou sem plástico. Tira um pouco da vivacidade e nas fotos não ficam tão legal, mas prefiro não arriscar possíveis acidentes.

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Todo colecionador tem manias, seja um ritual para leitura, uma bela cheirada na revista nova ou nunca se desfazer de nada… qual é a sua?

Minha mania deve ser emprestar revistas, ao contrario da maioria dos colecionadores que não gostam de emprestar nada, eu gosto de emprestar para pessoas de confiança conhecerem e não precisarem gastar para apreciar uma boa leitura, claro que isso já me causou bastante aborrecimentos, porque só um colecionador sabe como é importante cada revista e sabe cuidar.
Também gosto de ler e guardar na hora, sou bastante organizado nos títulos, dividindo eles em categoria e nada de deixar jogado pela casa.
Como gosto de tatuagem, fiz uma em homenagem ao Spider Jerusalém (protagonista de Transmetropolitan), cheguei a mandar para o Ellis e o Robertson e recebi uma resposta do desenhista agradecendo o apoio ao trabalho dele, já o bastardo do Ellis nunca me respondeu, também não esperava menos dele. (risos)

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Tem algum item que quer muito ter, mas está praticamente impossível de encontrar?

O Fábulas 4 da Panini tá quase impossível, eu tenho o importado, mas agora vou completar a nacional mesmo. The Filfh do 5 ao 13. E também o Doom Patrol: The Painting That Ate Paris.

Qual foi sua última leitura e qual está sendo a atual?

Juiz Dredd – Origens e estou lendo Fábulas. 

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Quais são seus 10 quadrinhos Vertigo favoritos?

Os Invísiveis;
Sandman;
Preacher;
Transmetropolitan;
Monstro do Pântano;
Homem-Animal;
Hellblazer;
100 Balas;
Os Livros da Magia;
V de Vingança.

Hey!!! Mas quem disse que eu só gosto de Vertigo?

Da DC:

Grandes Astros: Superman;
O Cavaleiro das Trevas.

Da Marvel:

Os Supremos;
Os Novos X-men, por Grant Morrison;
Poder Supremo.

Nacional:

Todos do Mutarelli;
Material do pessoal do Petisco.

Mangá:

Vagabond;
Blade – A Lâmina do Imortal;
Homunculus.

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Além de quadrinhos, você também possui outras coleções? 

Coleciono livros e tenho alguns bonecos como mostrado nas fotos.

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Obrigado pelo papo, Leonardo! Para finalizar, deixe um recado para os leitores do Pipoca e Nanquim e colecionadores do Brasil.

Primeiramente, espero que para quem tem a mente fechada para a leitura, como eu quando comecei a ler,  veja por meio dessa história, que temos uma gama mas diversificada e consiga sair um pouco do eixo Marvel, DC ou mangá.
Temos muitas histórias boas para ficarmos limitado, e não ligue para críticas que outras pessoas fazem para certas histórias ou editoras e selos, leia e faça sua própria crítica.
E que sempre continuemos com essa que é e sempre será o melhor tipo de coleção.
Um ótimo natal e ano-novo!!! Abraços para os amigos da Bacia!

David,Ricardo,Leo,Daniel Leo&Jad2325 2627 2837 4552 66693567 65 64 62 55 54 51 50 48 47 41 40

 

 

read-comicsMinha Estante é um espaço pra você, colecionador de HQs, mostrar sua coleção, falar sobre prazeres e vicissitudes desse hobby, conhecer outros fãs e proporcionar aquela inveja boa.

Convidamos a todos que possuem belas coleções de quadrinhos a mostrarem elas aqui!

É só mandar um e-mail para [email protected] dizendo alguns detalhes (números de revistas, itens raros e particularidades) que em seguida combinamos a entrevista.

Até a próxima!

 

Minha Estante #46 – Tiago da Rocha

Olá, amigos do PN!

Como vamos furar com o videocast de hoje (semana que vem ele volta! Calma.), achamos de bom grado trazer um dos pesos pesados do site para vocês.

É com prazer que apresentamos uma nova entrevista da série Minha Estante.

Dessa vez conversamos com o camarada Tiago da Rocha, lá de Porto Alegre, que além de uma bela coleção de quadrinhos nacionais, tem a mania de colecionar quadrinhos em outros idiomas. Dá só uma olhada na coleção dele.

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Olá, Tiago! Valeu por aceitar participar dessa entrevista e mostrar sua coleção. 

Para começar nos conte um pouco sobre você, onde nasceu, mora, o que faz na vida profissional?

Me chamo Tiago da Rocha, tenho 28 anos, nasci no interior do RS, em uma cidade chamada Sapiranga e estou vivendo a três anos em Porto Alegre com minha namorada.

Sou publicitário, trabalho em uma agência, mas aceito freelas se alguém precisar (risos)

Também mantenho o blog Palitos Nerds (bom, tento manter (risos), onde falo sobre nerdices em geral.

Quando você começou a se interessar por quadrinhos?

Bom, os quadrinhos fazem parte da minha vida desde pequeno. Meus pais sempre me davam HQs e meu pai e tios tinham vários quadrinhos da época de infância deles guardados, que eu vivia folheando mesmo antes de saber ler.

Tanto é que meu TCC na faculdade foi sobre e eu já tinha o tema em mente antes mesmo de fazer o vestibular. Me formei com um trabalho sobre quadrinhos e zumbis. Se alguém estiver a fim de dar uma olhada nele aqui vai o link. 

Você se lembra da primeira vez que se viu fascinado por uma HQ? Qual foi a história ou revista?

Cara, não lembro exatamente qual foi a HQ, meus pais me davam várias do Bolinha e da Disney. Mas lembro bastante de uma edição de Mestre do Kung Fu que eu achava muito legal, tanto pela arte quanto por uma história que me marcou muito. A história contava a lenda de um Jiang Shi, os vampiros chineses que sugam as almas de suas vitimas. Como sempre gostei de histórias de terror e monstros, isso abriu minha mente para pesquisar outras culturas e outras histórias.

Outra revista que me lembro muito é a Mickey #485. Neta tinha uma história que eu gostava muito. Não tenho mais esta edição, mas estou procurando. Até encontrei ela em um sebo anos atrás, mas estava com uma qualidade muito ruim, então não peguei.

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Quando aconteceu a mudança de leitor ocasional para colecionador inveterado? Conte-nos sobre como começou a sua coleção.

Desde pequeno gostava de colecionar coisas, sempre guardava os quadrinhos que ganhava, mas não lembro exatamente quando comecei a colecionar de verdade, comprando todo mês. Acredito que foi por volta do ano de 1992, por aí, quando conheci um amigo que era fã do Homem-Aranha e tinha várias revistas dele.

Aí eu comecei a comprar também, juntava dinheiro sempre que podia para conseguir alguma edição que eu queria e também lia bastante na casa de outro amigo que tinha a assinatura das revistas de heróis da Abril Jovem na época.

Na época, minha coleção era sustentada pelos meus pais e mesmo tendo sido eles que me levaram a isso, não gostavam que eu comprasse  (ainda não gostam na verdade, mas… (risos)). Colecionava basicamente Homem-Aranha naquele tempo. Depois que consegui meu primeiro emprego foi que comecei a conseguir comprar outras coisas e isso me levou até a coleção que tenho hoje.

Quantas HQs você tem?

No momento, tenho em torno de 3000 revistas, sendo que mais ou menos metade delas está catalogada no Guia dos Quadrinhos. Estou catalogando aos poucos. Minha coleção aumentou bastante quando um amigo saiu do país e me deu toda a coleção dele. Mas isso causou um problema bem comum de colecionadores, a falta de espaço crônica.

Minha coleção esta quase toda lacrada e espalhada pela casa dos meus pais, dos meus avôs e aqui no apartamento. Sorte que minha namorada aceita (+ ou -) dividir espaço com as revistas. Por isso não tenho bem uma estante com a coleção, como podem ver pelas fotos. (risos)

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Quais são os principais itens de sua coleção, séries e minisséries completas, encadernados de luxo, edições raras…

Bá, tem vários.
Watchmen em 12 edições da Abril, Cavaleiro das Trevas, Liga Extraordinária, míni Camelot 3000, o encadernado de A Guerra de Luz e Trevas, Orquídea Negra, Surfista Prateado –  Edição Histórica, as três edições do mangá Preto e Branco, a Saga do Tio Patinhas, as três edições de Marvel Apresenta do Punho de Ferro e as seis edições de Gotham City Contra o Crime (que nomezinho! (risos)), El Eternauta original, Marvels completa, Cavaleiros do Zodíaco completa e por aí vai.

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Qual o item mais raro de sua coleção?

Não tenho certeza.

Talvez possa dizer que são as edições 13, 14 e 15 de Zorro Em Cores do ano de 1972 e o Super Almanaque Especial da RGE do mesmo ano. Tem também a Jonah Rex 12 de 1978 e o suplemento comemorativo de 25 anos do Pato Donald de 1975.

Tenho também a edição 39 da Shonen Jump japonesa de 1986 com capítulos de Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco, não sei se ela é rara, mas vi poucas na minha frente.

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Que tipo de quadrinho você mais gosta de comprar e ler? Seu gosto permanece o mesmo desde o início ou passou por mudanças ao longo do tempo?

Meus gostos são basicamente os mesmos até hoje, o que mudou é que nos últimos tempos estou procurando coisas fora do eixo Marvel/DC e mangás. Voltei ler Disney e sempre que posso leio alguma coisa europeia ou mais alternativa, assim como fanzines.

Atualmente estou comprando mensalmente Homem-Aranha, que apesar de todas as mudanças que fizeram com ele, continua meu personagem favorito, One Piece e Dark, da DC. Estou pensando em começar com Monster e 20th Century Boys, que são muito boas.

Conte-nos como começou seu interesse em conseguir HQs importadas de diversos países e idiomas.

Cara, sempre gostei de história e colecionismo. Pode não ter nada a ver, mas foi isso que me levou a querer ter pelo menos um edição de cada lugar do mundo. A primeira que lembro foi uma edição de terror alemã, depois dela não parei mais. Geralmente tento encontrar alguma edição natural do país mesmo e não traduzidas. Não é muito fácil, até por que não viajo muito, mas tenho bons contatos e grandes amigos que sempre me trazem as edições.

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Onde você costuma comprar seus quadrinhos? Livrarias, bancas, assinaturas, internet…? 

Em todas as citadas na pergunta, mas ultimamente compro mais em bancas e ainda com meus amigos que me mandam de fora do país. Atualmente só não tenho ninguém na Ásia para me mandar encomendas.

Onde e como você guarda sua coleção de HQs? Utiliza-se de alguma técnica para conservá-los ou não leva isso muito a sério?

Como minha coleção esta divida em três casas, a grande maioria esta guardada em caixas lacradas. Deixo somente as que tenho mais apego e as novas comigo.

O que faço para manter elas longe da umidade e de seres sedentos por roer suas páginas é colocar dentro das caixas e dos armários que elas estão, saquinhos anti-umidade e galhos e folhas de louro secos que espantam traças, aranhas e outros bichos que podem atrapalhar e deixam um cheiro bom na coleção. (risos)

Não tenho o costume de guardar minhas edições em saquinhos, somente aquelas pelas quais tenho mais apego. Mas estou repensando isso ultimamente.

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Todo colecionador tem manias: cheirar os quadrinhos novos, catalogar os itens novos bem na hora que compra, nunca se desfazer de edições repetidas, etc. Você também tem alguma mania?

Não sei, não sou muito fã de emprestar minhas revistas e livros, já tive experiências bem desagradáveis com isso e hoje em dia evito.

O que normalmente faço também é não abrir as revistas que vem lacradas até eu ler, mesmo estando curioso. Estou com um grande fila de leitura e tem algumas ali que ainda estão lacradas.

Cheirar os quadrinhos novos não é uma das coisas que faria, até por que tenho rinite, só de pensar nisso meu nariz coça aqui.

No momento, qual seu maior sonho de consumo, título(s) que você deseja muito adquirir e que está demorando a conseguir?

No momento tenho vários sonhos de consumo nerd.

Quero completar minha coleção de Sandman da Conrad, me arrependo de não ter colecionado Y – O Último Homem e de não ter continuado a coleção de Os Morto-Vivos. Quero ter a coleção completa de Holy Avenger também e a coleção completa do mangá Yu Yu Hakusho. Bone completo e Usagi Yojimbo também, têm uns volumes importados destas séries que estão me chamando.

Mas meu maior sonho de consumo nerd no momento e que está bem difícil de conseguir é ter a coleção completa do Akira. Se alguém aí tiver ela por um precinho camarada ou quiser fazer uma doação pode entrar em contato.

E ainda tenho a meta de ter tudo que saiu do universo do Hellboy no Brasil, uma meta que infelizmente esta esbarrando nos preços dos álbuns por aqui. Mas pelo menos tenho toda a primeira fase do personagem por aqui.

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Se tivesse que levar 10 HQs para uma ilha deserta, os únicos quadrinhos que poderia continuar lendo pelo resto da vida, quais seriam? 

Só dez é sacanagem!
Mas vou tentar levar as que mais reli até hoje.

Maus;
Preto e Branco;
A Saga do Tio Patinhas;
Liga Extraordinária (Qualquer edição);
Surpreendentes X-men;
A Última Caçada de Kraven;
Punhos de Ferro, do Ed Brubaker & Matt Fraction;
Reino do Amanhã;
Liga da Justiça e Vingadores;
Batman – Cavaleiro das Trevas (com o 2 talvez dê pra fazer fogo).

Se eu puder escolher mais alguma seriam: Marvels, Hellboy (qualquer uma), Gotham City Contra o Crime e A Era Metalzóica.

Além de quadrinhos, gosta de manter mais alguma coleção?

Também coleciono livros relacionados a quadrinhos e de ficção e fantasia em geral. Sou um grande fã do Stephen King, especialmente dos seus contos. Foi lendo os contos dele que comecei a criar alguns também.

Tenho também uma pequena coleção de bonecos (action figure é o caramba!) e miniaturas de RPG, assim como dados de RPG e cards de Magic e outros. Antigamente eu jogava Magic, mas hoje em dia eu só coleciono os cards, especialmente os dragões. Se alguém aí leu até aqui e quiser me dar ou vender algum card de dragão, me avise.

DSC00636DSC00663DSCN0462DSCN0463DSCN0548darth maul vader loganDSC00646DSCN0570DSC00641alguns dvdssó falta o camaleão, se alguém tiver ele e quiser doar eu fico bem feliz hehehe

sei que não é quadrinhos, mas é massa e ainda funciona hehe

Não é quadrinhos, mas é muito legal e ainda funciona! (risos)

Muito obrigado pelo papo, Tiago! Para finalizar, deixe um recado para os leitores do Pipoca e Nanquim e colecionadores do Brasil.

Bom, não consegui mostrar tudo que queria, mas fica para uma próxima.
E que não se preocupem se alguém esta enchendo o saco por você manter uma coleção de quadrinhos, se isso ainda esta dando prazer e não esta atrapalhando ninguém, continue firme.
Seja você mesmo e seja feliz. (risos)
E se por um acaso, um dia quiser se livrar da coleção, pode falar comigo.
Valeu pelo convite e espero que tenham gostado. Até mais.

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Agora, alguns autógrafos!

autografo da Lu Cafaggi autografo do eduardo medeiros autografo do Ivan Reis autografo e scketch do marcelo braga autografo Eddy Barrows autografo Eduardo Risso autografo Vitor Cafaggi carlos ruas erica awano no meu a arte de holy avenger gustavo duarte eduardo damasceno no ótimo achados e perdidossckeths rafael albuquerque

 

yc_065Minha Estante é um espaço pra você, colecionador de HQs, mostrar sua coleção, falar sobre prazeres e vicissitudes desse hobby, conhecer outros aficcionados e proporcionar aquela inveja boa.

Convidamos a todos que possuem belas coleções de quadrinhos a mostrarem elas aqui!

É só mandar um e-mail para [email protected] dizendo alguns detalhes (números de revistas, itens raros e particularidades) que em seguida combinamos a entrevista.

Até a próxima!

Minha Estante #06 – Alexandre Callari

Olá, pessoal!

Até que enfim!! Essa semana vocês irão conhecer com mais detalhes a sensacional estante de quadrinhos do nosso apresentador e editor Alexandre Callari! Finalmente ele abriu as portas de sua casa para todos conhecerem seus 11 mil gibis e muitas raridades!

Além de trabalhar com o Pipoca e Nanquim, ele também é escritor, tradutor, ex-músico de heavy metal, organizador de exposições de Quadrinhos e  muito gente fina (mas meio ranzinza as vezes, o Bruno que o diga).

Saiba quais são as suas principais edições, os itens mais raros, como os conserva, por quanto venderia toda a coleção e muito mais, agora!

P&N: Olá, Alexandre! Conta pra gente como começou a se interessar por quadrinhos?

Alexandre: Meu tio colecionava revistas e sempre que eu ia na casa dele, lia tudo que podia. Comecei a comprar por influência dele. Ele as guardava em um armário e num baú e eu comecei guardando em uma caixa de sapatos – lembro claramente da sensação que tive quando elas começaram a formar um montinho. Logo descobri que gostava tanto de colecionar, quanto de ler. Isso significa que tenho prazer em ler a história, mas também adoro pegar aquela revista, colocar em um saquinho plástico, catalogá-la em meu database e direcioná-la para a pilha que ela ficará. Adoro fazer isso, completar coleções, procurar o que não tenho, deixar tudo arrumadinho e em ordem – tenho ódio de gente que deixa as revistas jogadas e de qualquer jeito. Encaro as revistas como documentos históricos – elas contam parte da história da humanidade, da nossa História – e precisam ser cuidadas e respeitadas.

Bem, minha caixa de sapatos virou uma prateleira no armário, depois um armário inteiro, aí dois armários… Já deu para entender onde isso tudo vai chegar, né?


Qual foi seu primeiro personagem favorito?

Difícil responder, mas tenho até hoje uma queda especial por alguns. Batman, Conan, Wolverine e Capitão América estão entre meus favoritos. Mas essa é uma pergunta capciosa, por que, por exemplo, o Monstro do Pântano de Alan Moore está entre meus personagens favoritos, assim como o Constantine de Delano e Ennis, o Thor de Simonson, o Quarteto de Byrne, o Demolidor de Miller e Bendis… Na verdade acho que gosto de boas histórias no final das contas. Não existe personagem que seja ruim, todos eles têm seus pontos fortes e potenciais a serem desenvolvidos – basta um escritor foda para fazer isso acontecer.

Lembra-se quando passou de apreciador ocasional de HQ para um colecionador viciado que torra a maior parte da sua grana com isso?

Não. Um belo dia contei minhas revistas e tinha por volta de 800. No dia seguinte, meu tio casou e me deu a coleção dele. Passei a 2.000 de um dia para outro. Naquela época já me julgava um super-colecionador (eu tinha os formatinhos da Abril e me achava importante, he-he-he). Mas não sei dizer quando exatamente me olhei no espelho e falei: “Cara, você é um colecionador!”.

A pergunta que a galera mais gosta nessa coluna, quantas HQs você tem?

Tá chegando em 11.000.

Quais são os principais itens da sua coleção, aquelas séries ou volumes que você tem muito orgulho de ter?

Uns 11.000. Brincadeira. Sim, claro que me orgulho de tudo, mas tem coisas que sei que são raríssimas e difíceis de serem encontradas.

Tenho por exemplo as edições da Minami & Cunha na década de 70 que trouxeram Conan ao Brasil pela primeira vez. Tenho a revista solo do Luke Cage (Gorrion), Ka-Zar e Sargento Fury (ambas da Paladino), X-Men (GEP), Koll – O Conquistador (Roval), Vampirella (Noblet) e também a fase Marvel da GEA. Tem muita coisa da Ebal, inclusive Edição Maravilhosa quase completa e Superman #2. Muitos almanaques desde a década de 40, edições do Suplemento Juvenil da década de 30 e a revista SOS #2, da editora Orbis, que publicou a Mulher-Maravilha no Brasil pela primeira vez. Nas importadas tenho uma Barbarella original da década de 60, os primeiros números de Kazar, o Namor do John Buscema, Mulher-Hulk do John Byrne, Dreadstar do Starlin quase fechada, Defensores do Sal Buscema…

Cara, sou meio compulsivo, se não tenho e estou com grana, eu compro!

Já fez alguma loucura para conseguir algum exemplar?

Já dispus de altas quantias monetárias por um exemplar. Mas nunca me arrependi.

E qual foi o máximo que chegou gastar por apenas um exemplar?

Segredo. Vai que aqueles mercenários do Mercado Livre estão lendo isso.

Hahahaha, Malditos Mercenários Livres!

Onde você costuma comprar?

Qualquer lugar que acho algo que não tenho. Hoje em dia, a coisa está muito mais fácil para quem sabe onde procurar. Quando era jovem, eu era limitado pela geografia. Tinha uma meia dúzia de sebos que frequentava em SP, mas era só. Com a internet, hoje tenho acesso ao Brasil inteiro – o que aumenta as chances de encontrar “aquela” revista. Infelizmente, a especulação tá dando uma detonada no mercado. Já vi vendedores que tentam empurrar coleções a valores como 10.000 ou até 20.000 reais. Não sei onde os caras pretendem chegar com isso (vender uma coleção ao preço de um carro), mas espero que as pessoas não comecem a pagar quantias assim por uma revista – mesmo que tenham dinheiro sobrando.

Como você as guarda? E quais técnicas usa para conservá-los?

Tudo em saquinho plástico. É a melhor solução. Sim, eu sei que isso acelera o amarelamento do papel, mas dos males o menor. Protege contra umidade, poeira e, principalmente, traças. Se você guarda suas revistas em um armário, por exemplo, e uma tracinha entra lá (uma única tracinha), em uma semana ela faz um estrago fenomenal. Imagina a traça resolver comer minha edição de 1936 do Suplemento Juvenil? Ou então o Gibi #5? Ou Shazam #3? São coisas que você não acha nunca mais!!!

Então o lance é esse, traça, formiga ou cupim… Todos irão fugir de plástico – o que é bom para o papel! Se você as mantiver protegidas por um saquinho plástico, até naftalina pode colocar dentro do armário, que o papel não pega cheiro. Fora isso, é uma terapia legal colocá-las nos saquinhos; é um momento intimista só seu e da coleção (e de mais ninguém). Coloque uma música para rolar, pegue um rolo de durex e passe duas ou três horas desligado do mundo. O problema é que quando eu começo a fazer isso, levo o dobro do tempo, pois acabo lendo tudo de novo…

Se você já tem a história que adora publicada em formatinho e ela é lançada em álbum de luxo, você a compra novamente? Depois vende a primeira ou fica com as duas?

Fico com as duas. Como disse, sou colecionador. Não me desfaço de minhas revistas, pois dou valor ao original. Porém quero ter também uma edição caprichada e em capa dura. O que ocorre é que de uma forma geral, acabo dando prioridade a coisas que ainda não tenho, ou seja, material inédito que ainda não li. Mas tem muita coisa que não dá para resistir, como os álbuns que a Panini vem lançando.

Quais são suas “manias de colecionador”, seja para guardar, emprestar ou mesmo na hora de comprar?

Não leio deitado, só sentado. Não empresto minhas revistas. Meu avô dizia: Só empreste algo se você não liga de não tê-lo de volta. Eu empresto CDs e livros na boa, mas não meus gibis!

Quais são seus roteiristas favoritos?

Alan Moore. O resto vem depois. Tenho um enorme respeito por Gaiman, Berardi, Kazuo Koike, Miller, Ellis, Morrison…

Quais são seus desenhistas favoritos?

Nossa, é difícil. Gosto muito de alguns caras das antigas. Joe Kubert é subestimado no Brasil (não entendo) e ele é um dos que mais gosto. Neal Adams com certeza está entre os top five, acho que John Buscema também. Adoro arte pintada na linha John Bolton e Joe Jusko, e Eisner me enche os olhos até hoje; putz, é muita gente. Mais fácil falar o que não gosto – aquelas tentativas de americanos de imitar mangá na década de 90 e o estilo Image.

Você também compra HQ importada?

Ultimamente tenho comprado coisas que não saíram aqui.

Qual o item mais raro da sua coleção?

Como mencionei lá em cima, tenho algumas das primeiras edições de Gibi e Shazam, material de editoras pequenas que faziam tiragens mirradas como Orbis, Paladino, GEA, GEP, Minami & Cunha, Gorrion e Roval. Me orgulho mais desse material que muitas das coisas da Ebal e RGE.

Que são as cinco HQs que levaria para o céu e reler durante toda a serena eternidade?

Watchmen, Cavaleiro das Trevas, Sandman, Lobo Solitário e X-Men (fase Byrne-Claremont). Mas pode apostar que eu passava na revista com Ken Parker debaixo do braço também!

Que são as cinco HQs pecaminosas, sujas e podres que levaria para o inferno?

Heróis Renascem, Justiceiro angelical, as besteiras da DC (Crise Infinita, 52, Crise Final, etc.), grande parte de Spawn e Homem-Aranha e pacto babaca com Mefisto.

Tem algum item que é seu maior objeto de desejo, seu “cálice sagrado”?

Vários. Gostaria de obter a edição do Correio Universal de 1937 (com o Fantasma). Fechar a coleção Biblioteca Mirim (década de 40). Adquirir a edição pirata de Conan da Graúna, chamada Hartan. Tem muita coisa que ainda preciso correr atrás…

Você venderia sua coleção de quadrinhos por 1 milhões de dólares e 2 coelhinhas da playboy?

Sim. Por um milhão eu comprava o quíntuplo de quadrinhos que tenho e ainda mandava ver nas duas coelhinhas!

Ao contrário da maioria dos colecionadores, você conseguiu “fazer” dinheiro com sua coleção e não foi vendendo, mas sim as expondo, conta um pouco disso pra gente.

A coisa começou via SESC São Paulo. Fiz três exposições e descobri que mais gente se interessa por HQs do que eu pensava. Expus na Comic Fair, em secretárias da cultura e eventos particulares. Tenho dificuldade em chegar nas pessoas que organizam os eventos pois não sou do meio (não sou jornalista ou trabalho para alguma editora), por isso sempre que posso falo a respeito, pois não cobro caro, levo muito gibi e otimizo ao gosto do cliente. É algo que valoriza qualquer tipo de evento.

Alexandre, muito obrigado pela entrevista! Não precisa deixar recado para os leitores do Pipoca, por que todo mundo já te conhece, rs rs, to brincando, pode falar…

Beijunda a todos.

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Minha Estante é um espaço pra você, colecionador de HQs, mostrar para todo mundo sua coleção, falar sobre prazeres e vicissitudes desse hobby, conhecer outros aficcionados e sentir aquela inveja boa.

Então convidamos a todos que possuem belas coleções de quadrinhos a mostrarem elas aqui!

É só mandar um email para [email protected] dizendo alguns detalhes (números de revistas, itens raros e particularidades) que em seguida combinamos a entrevista.

Minha Estante #01- Ulisses Romão

É com muito orgulho que apresentamos a vocês essa nova coluna do Pipoca e Nanquim, Minha Estante, inspirada na coluna Minha Coleção do melhor blog sobre música da atualidade, o Collector´s room

Minha Estante será um espaço pra você, colecionador de HQs, poder mostrar para todo mundo sua coleção, falar sobre prazeres e vicissitudes desse hobby, conhecer outros aficcionados e sentir aquela inveja boa.

Então convidamos a todos que possuem belas coleções de quadrinhos a mostrarem elas aqui!

É só mandar um email para [email protected] dizendo alguns detalhes (números de revistas, itens raros e particularidades) que em seguida combinamos a entrevista.

Estreando a coluna, vamos conhecer a fantástica coleção de nosso leitor Ulisses Romão:

Ulisses: “Minha coleção é como um filho de 18 anos: dá trabalho pra cacete, exige gastos todos os meses e precisa de um quarto só dele”.

Ulisses: “Minha coleção é como um filho de 18 anos: dá trabalho pra cacete, exige gastos todos os meses e precisa de um quarto só dele”.

P&N: Olá, Ulisses! De onde você é e o que você faz?

Nasci e moro em Araraquara, interior de São Paulo. No momento estou exercendo a função de Analista de Recursos Humanos, mas profissionalmente sou Contador.

P&N: Quando você começou a se interessar por quadrinhos?

Acho que desde que comecei a ler, lá pelos meus 7 anos, antes disse adorava as figuras e tal. Meu pai viajava muito e sempre trazia gibis dos sebos onde passava, lembro que ele trazia vários e eu e meus irmãos tirávamos “2 ou 1” para escolher as revistas.

P&N: Você se lembra da primeira vez que se viu fascinado por uma HQ? Qual foi a história ou revista?

Eu vivia na casa do meu vizinho, e o pai dele lia e lê gibis até hoje e incentivava muito a gente a ler, e fui em uma dessa lidas que me foi apresentado o gibi Superaventuras Marvel #31 ou 32, em uma história clássica dos X-men escrita por Chris Claremont e desenhada pelo John Byrne, nessa história os X-men tinham acabado de levar um cacete federal do Clube do Inferno, e só sobrou o Wolverine para acabar com a raça do grupo. Essa história é fantástica e foi através dela que fiquei “fascinado” pelas HQs e por causa dela Wolverine se tornou meu personagem preferido até hoje, outro gibi que me marcou foi Heróis da TV #83 que tem a história Vingadores X Ultron desenhado pelo George Pérez, uma das melhores histórias da equipe que li até hoje.

P&N: Se lembra quando passou de apreciador ocasional de HQ para um colecionador viciado?

Sim foi entre meus 10 e 12 anos, alem dos gibis que meu pai trazia minha mãe quando ia para o centro da cidade sempre me trazia um ou outro, fui acostumando e quando fui ver já estava colecionando, comecei a entender que os gibis vinham mensalmente para as bancas e sempre dava um jeitinho de ir ou pedir para minha mãe comprar certo gibi pra mim.

Os gibis que na época eu mais gostava e comprava mensalmente era: Heróis da TV, Superaventuras Marvel e Superamigos. Depois vieram X-men, Batman, Novos Titãs e por ai vai.

P&N: Quantas HQs você tem?

É difícil dizer pois nunca contei, tentei várias vezes e nunca consegui terminar, mas acho que é entre 5 e 6 mil.

P&N: Quais são os principais itens de sua coleção, séries e mini-séries completas, encadernados de luxo, edições raras, etc.

Tenho várias edições raras do Fantasma, Spirit, Flash Gordon, Príncipe Valente, Gibi (anos 60-70), Batman e Super-Homem em Cores da Ebal e faltando algumas edições especiais, Graphic Novels e Mini-série tenho praticamente tudo da Abril em se tratando de Marvel e DC, principalmente as série mensais:

Capitão América, Homem Aranha, Hulk, Super-homem (1ª série), Batman (todas as séries), X-men, Fabulosos X-men, Wolverine, Dc 2000, Novos Titãs, Superamigos, Herois em Ação, Heróis da TV, Superaventuras Marvel, Grandes Herois Marvel (1ª e 2ª série), Marvel Saga, Marvel especial, Conan o bárbaro, Conan em cores, Rei Conan, Conan o cimério (formatinho – não está completa), Melhores do Mundo, etc…

Tenho também varias outras coleções da Metal Pesado (Hellblazer, Preacher), Opera Graphica (100 Balas), Devir (Liga Extraordinária, Invencível, etc), Conrad (Sandman, Robert Crumb, Will Eisner) e da Panini referente a Marvel tenho tudo, já da DC nem todas pois série como Superman & Batman, Novos Titãs e Universo DC são ruins demais e essas eu não tenho, já outras como Superman, Batman, LJA tenho completas.


P&N: Como você as guarda? E quais técnicas usa para conservá-los?

Todos os meus gibis são ensacados individualmente, no momento além de embalados guardo eles em caixas, mas penso em mudar isso.

P&N: Já fez alguma loucura para conseguir algum exemplar?

Sim, várias aliás. Cheguei a gastar quase R$1.000,00 em uma coleção.

P&N: Sua esposa já brigou com você por causa das HQs?

Todos os dias.

P&N: Se você já tem a história que adora publicada em formatinho e ela é lançada em álbum de luxo, você a compra novamente? Depois vende a primeira ou fica com as duas?

Compro e fico com ambas. Um exemplo:

Tem uma mini série do Wolverine que saiu em 3 ou 4 volumes em formatinho da Abril, tenho ela em mini, em um encadernadinho que a Abril lançou, depois comprei em formato americano quando a Panini lançou e comprei novamente quando ela lançou em formato de luxo e capa dura. Resumindo tenho no mínimo 4 versões da mesma história. Haahahaha

P&N: Todo colecionador tem manias, seja para guardar, emprestar ou mesmo na hora de comprar, quais são as suas?

Sempre cheiro o gibi assim que pego ele nas mãos, adoro cheiro de gibi novo, e já embalo em seguida, morro de medo de traça.

P&N: Quais são seus roteiristas favoritos?

É difícil, mas vou tentar citar alguns:

Hal Foster, Will Esiner, Denny O’Neil, Roy Thomas, Roger Stern, John Byrne, Chris Claremont, Alan Moore, Neil Gaiman, Frank Miller, Marv Wolfman, Garth Ennis, Grant Morrison, Brian Bends, Mark Millar, Josh Whedon, Ed Brubaker, Jason Aaron, Geof Johns e Matt Fracton.

P&N: Quais são seus desenhistas favoritos?

Hal Foster, Will Eisner, Neil Adams, John Romita Sr., John Romita Jr., John Bucema, Frank Frazetta, John Byrne, Frank Miller, George Pérez, John Cassaday, Frank Quitely, JH Willians, Alex Maleev, Steve Mcniven, Brian Hitch, Ivan Reis, Ron Garney, Steve Dilon, Mike Deodato.

P&N: Possui tudo que foi lançado deles aqui no Brasil?

Não.

OS: Tenho um encadernado (caseiro) com toda a fase do Byrne nos X-men, essa é uma revista que seria a única que eu não venderia caso precisasse vender minha coleção de quadrinhos.

P&N: Você também compra HQ importada?

Já comprei, tenho algumas do Wolverine e a primeira temporada do Whedon em Astonishing X-men.

P&N: Qual o item mais raro da sua coleção?

Acho que é a coleção GIBI semanal (1974) Coleção Batman e Super-homem em cores da Ebal, Capitão América da Abril.

P&N: Quais foram as últimas HQs que comprou?

Preacher – volume 8, Fábulas – volume 7 e Justiceiro – Zona de Guerra.

P&N: Quais são as dez HQs que levaria para uma cela de prisão perpétua (não que você mereça ser preso!) para ficar relendo até o fim dos seus dias?

Cavaleiro das Trevas

Watchmen

X-men – A Saga da Fenix

Surpreendentes X-men – vol.1

V de Vingança

Eu, Wolverine

Principe Valente (qualquer volume)

Justiceiro – Bem Vindo de Volta Frank

A Queda de Murdock

Supremos – Vol. 1

P&N: Qual item é seu objeto de desejo, aquele que você sempre quis ter e ainda não conseguiu?

Tem duas série que sempre fui louco para ter:

Akira – Editora Globo.

Os Almanaques da Marvel publicados pela RGE.

P&N: Ulisses, muito obrigado pela entrevista, e deixe um recado para os leitores do Pipoca e Nanquim.

Bom, queria deixar um abraço para a galera que está lendo esse post e principalmente pro pessoal do Pipoca e Nanquim que me deram a oportunidade de mostrar minha humilde coleção, um abraço pra todos e para quem quiser entrar em contato comigo para falar de quadrinhos, vender ou doar está aqui meu MSN/email: [email protected].

Excelsior!!!

E ai o que acharam da coleção?!

Você também pode mostrar a sua!

[email protected]