Professor Zéfiro

carlos-zefiroPassado pouco menos de uma semana do aniversário do saudoso Alcides Aguiar Caminha, o Carlos Zéfiro, achei pertinente fazer um texto rápido em homenagem.

Para a nova geração, pessoas talvez abaixo dos trinta anos, é possível que a palavra “Zéfiro” passe despercebida, sem nenhum sentido imediato atrelado a ela. Porém, para os jovens do fim da década de 1950, carrega o significado do principal professor de putaria a quem se tinha acesso.

Carlos Zéfiro era o pseudônimo de Alcides Caminha, adotado por causa da questão da censura. Naquelas épocas, a veiculação de quadrinhos pornográficos e eróticos era uma prática subversiva, punível com cadeia. Os gibis de Zéfiro eram, portanto, contrabandeados da maneira que fosse possível. Ironicamente, uma das formas de esconder as publicações era passá-las de mão em mão dentro de folhetos religiosos (um dos motivos pelos quais as publicações ganharam o nome de “catecismo”). Amém.

Não era difícil esconder; possuíam de 24 a 31 páginas, no formato de ¼ de ofício, e todos os garotos tinham (ou queriam ter) o máximo de números possível.

Os desenhos de Zéfiro não eram anatomicamente corretos, nem esteticamente estudados e trabalhados. Porém, além de ser um pioneiro na divulgação da cultura erótica no país, suas histórias possuíam camadas que iam além do puro estímulo sexual, e mostravam nuances do psicológico cultural da época que não eram admitidos por ninguém. Em resumo: o sexo casual era prazeroso, não somente para o homem, mas para todos os envolvidos, fossem eles tios, tias, membros do mesmo sexo, ou a moça recatada.

Além de passar os dias trabalhando (era funcionário público) e as noites desenhando, Caminha foi letrista de músicas conhecidas, como a belíssima A Flor e o Espinho.

Hoje em dia é difícil encontrar “catecismos” originais por aí. Além de tiragem média de 5 mil exemplares na época, as mães, tias e namoradas que encontravam as publicações não pensavam duas vezes antes de jogá-las no lixo.

Zéfiro, em virtude da censura e moral da época, teve pouco reconhecimento durante o período em que sacrificou horas para a criação de seu material, mas seu impacto na cultura é importantíssimo e inegável. Hoje, com a vulgarização de qualquer meio existente pela internet, os quadrinhos que proporcionaram horas de prazer pra garotada, foram objetos de estudo e são obras raras ganham ainda mais força como status de arte.

Algumas mídias de referência e informações sobre o autor:

Um livro sobre o trabalho de Zéfiro foi lançado em 1983 pelo Ota Assunção, chamado O Quadrinho Erótico de Carlos Zéfiro, no qual ele reúne vários exemplares que conseguiu para discorrer sobre o trabalho do autor.

Há também um documentário chamado Zéfiro Explícito, contendo depoimentos da mídia especializada, fãs, amigos, e até do jornalista Juca Kfuri, responsável pela revelação da identidade de Caminha.

Uma bela homenagem foi feita pelo quadrinhista Shiko em sua última publicação, Talvez Seja Mentira.

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Mino, nova editora estreia com álbuns em quadrinhos de talentos brasileiros

mino logo RGBA editora Mino estreia no mercado nacional com a HQ de Luciano Salles, L’Amour: 12 Oz., (72 páginas). Uma história sobre o amor que bate forte, sobre romances envoltos por golpes violentos que repercutem em diversos momentos da vida dos personagens. Com cores de Marcelo Maiolo e participações especiais de Gustavo Duarte, Marcelo Braga e Rafael Albuquerque.

Além de L’amour: 12 oz., a editora anuncia também a HQ Lavagem, de Shiko, autor de Piteco: Ingá e O Azul Indiferente do Céu. A obra é uma adaptação do curta-metragem de terror dirigido pelo próprio artista.

 

Luciano Salles

Nascido em 1975, no interior de São Paulo, Luciano Salles sempre teve a vida entremeada às artes. Em 2012, lançou a HQzine Luzcia, a Dona do Boteco. No ano seguinte lançou a HQ O Quarto Vivente, indicada ao 26º HQ Mix, o prêmio máximo do quadrinho nacional, na categoria Publicação Independente Edição Única e também foi um dos selecionados como Novo Talento: Desenhista. Colaborou com o livro Mônica(s), em homenagem ao Mauricio de Sousa, e também com o catálogo da exposição Ícones dos Quadrinhos, do FIQ 2013. L’Amour: 12 oz. é seu terceiro álbum em quadrinhos.

Shiko

Nascido e criado no sertão paraibano, Shiko é ilustrador, grafiteiro, diretor de curta-metragem e autor de quadrinhos. Sua arte foi exposta em Portugal, Itália, Holanda, França e Recife. Como autor de quadrinhos produziu Marginal Zine, Blue Note, O Quinze – adaptação do romance de Rachel de Queiroz –, entre outros. Em 2013 participou do projeto Graphic MSP com a HQ Piteco: Ingá e também lançou O Azul Indiferente do Céu. Recentemente lançou o quadrinho erótico Talvez Seja Mentira.

Editora MINO

A editora Mino surge no espaço editorial brasileiro com a proposta de publicar quadrinhos autorais que possuam em comum uma personalidade marcante tanto de traço quanto de narrativa. Sabendo que a arte sequencial é campo fértil para criar mundos e invadir cabeças, a Mino chega fincando sua bandeira no território do quadrinho nacional.

Mais informações: https://www.facebook.com/editoramino

Contato: [email protected]

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Se não leu, leia: A Vida de Jonas

VidaDeJonas“O Brasil tem excelentes desenhistas, mas faltam escritores.”. É uma frase bem comum nos meios em que as publicações independentes e de editoras da casa giram. De fato, não chega a ser uma completa falácia. Dá pra dizer que a situação seja, talvez, um meio a meio. Mas como não poderia ser diferente, as coisas estão mudando.

Da lista de nomes de autores que já produziram trabalho de destaque na seara dos roteiros (Luciano Salles, Camilo Solano, Bruno Azevêdo, André Diniz e outros), Magno Costa entra para o time.

Costa já é responsável por outros trabalhos que valem a atenção, como Matinê e Oeste Vermelho, em parceria com seu irmão Marcelo, e Mary, da coleção Zug, publicado pela Balão Editorial. Nessas obras já provou o talento, especialmente em relação à narrativa visual das HQs.

Um bom escritor de quadrinhos não sabe apenas trabalhar os recursos linguísticos; deve saber contar visualmente sua história, façanha muitas vezes mais complexa do que o uso de palavras, mas que é executada com competência por Costa, e garante ao gibi um festival estético.

O autor escolheu uma forma curiosa de contar a história: os personagens são representados por bonecos estilo Vila Sésamo.

Essa opção é a carta na manga do gibi, e transmite uma sensação extremamente agradável e cativante em contraste ao pesado enredo. Só a capa já atesta o fato.

A HQ é sobre um alcoólatra que perdeu a mulher por causa do vício e agora se encontra num contexto de intensa batalha para manter-se sóbrio.

Uma história simples, mas que apoiada na linguagem visual proposta por Costa, se transforma num conto de forte carga emocional.

A vida de Jonas (tchã) é afetada basicamente  por três pessoas: Júlia, sua ex-mulher, com quem deseja reatar; Tony, o responsável pelo seu grupo de apoio no A.A.; e Mauro, o novo namorado de Júlia.

Já nos personagens refletem os recados visuais escolhidos pelo autor. Mauro com seus dentes sempre aparentes, mostrando que não é com cara com quem deve se mexer, e sua monocelha, que lhe atribui um aspecto enfezado o tempo todo. Já Tony tem uma cor azulada, pacífica, e seu óculos enormes asseguram-lhe um semblante paternal.

Na folha de rosto, logo abaixo do título do gibi, vemos a imagem realista de um coração, que se repetirá na página 15 em um painel próprio, e que serve tanto como prenúncio da banda da ex-esposa de Jonas, a Lonely Hearts, como para explicitar o foco emocional e frágil do enredo. O coração volta a aprecer em um painel só para ele na página 19, logo depois que Jones vê Júlia no palco.

Outro aspecto estilístico de destaque são as cores do irmão de Magno, Marcelo. Elas também são usadas como ferramenta para expressar o clima e a ambientação do estado de espírito do personagem. Não é um recurso novo, porém novamente a competência na execução pede destaque.

Talvez os momentos mais evidentes do uso da ferramente sejam no bar, quando Jonas vê a banda de Júlia, e as cores ganham um tom avermelhado (sim, como é de praxe em muitos bares, mas nada é coincidência) e principalmente no momento da recaída de Jonas. Ao passar a madrugada bebendo, ele volta para casa ao amanhecer. Em três belíssimos painéis o sol matinal se espalha pela cidade e chega ao apartamento de Jonas. Porém, do lado de dentro, a penumbra e as cores pálidas permanecem, e acompanhamos os quadros nos guiarem até o banheiro, onde Jonas está no chão bebendo um Jack Daniels, num painel horizontal centralizado na página. As partes superior e inferior da página estão em branco, outro recurso utilizado para representar o vazio na vida de do protagonista neste momento.

Tudo isso nos é apresentado através da narrativa cinematográfica de Costa, que mostra com eficiência os momentos de tensão vividos pelo protagonista na guerra diária para manter a mente ocupada e a bebida afastada.

Publicado pela Zarabatana, A Vida de Jonas é possivelmente o trabalho mais honesto de Costa. É um gibi emocional, mas sem ser brega, é intimista, mas sem ser xarope ou lento, é forte, mesmo para quem não tenha passado pela experiência do personagem, é otimista sem ser piegas.

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Ugra Zine Fest 2014

Confirmada para os dias 20 e 21 de setembro, a quarta edição do Ugra Zine Fest acontecerá no Centro Cultural São Paulo e promete reunir o que há de melhor no panorama dos zines, dos quadrinhos independentes e da cultura alternativa atuais em uma programação intensa e diversificada. Ao todo serão 4 palestras, 2 debates, 2 oficinas 2 exposições, 2 shows e, obviamente, uma deliciosa feira de publicações. Detalhes sobre as atividades e sobre a participação na feira serão divulgados em breve. O Ugra Zine Fest (ou simplesmente UZF) é um evento anual idealizado e organizado pela Ugra Press – editora, loja virtual e produtora paulistana com foco na fomentação e divulgação da cultura independente. Sua primeira edição, em 2011, foi realizada praticamente sem recursos, contando apenas com a ajuda de amigos inspirados pela máxima punk do “faça você mesmo”. Desde a sua terceira edição, o Ugra Zine Fest mantém parceria com o Centro Cultural São Paulo, um dos mais tradicionais pontos de cultura da cidade. O UZF foi duas vezes indicado ao Troféu HQ Mix na categoria Evento. teaser_1_para_blog

Troféu HQ Mix divulga lista de indicados deste ano

O 26º Troféu HQ Mix divulgou nesta segunda (19) a lista de indicados para o prêmio deste ano.

HQ Mix é o mais importante prêmio relacionado a quadrinhos do Brasil. A comissão organizadora deste ano é formada por Daniel Lopes, Heitor Pitombo, Marcelo Naranjo, Télio Navega, Michelle Ramos e Jota Silvestre, presididos por Will.

Em breve será divulgado informações de como se dará o processo de votação deste ano e também sobre qual será a estátua que representará o prêmio. Para mais informações, visite o site: http://trofeu-hqmix.blogspot.com.br/

ADAPTAÇÃO PARA OS QUADRINHOS
A Mão e a Luva (Peirópolis)
Eu, Fernando Pessoa (Peirópolis)
Hamlet (Nemo)
O Maravilhoso Mágico de Oz (Panini)
Peter Pan (Nemo)
Dom Casmurro (Devir)
Pobre Marinheiro (Balão)

DESENHISTA ESTRANGEIRO
Eduardo Risso (100 Balas)
Enki Bilal (Tetralogia Monstro)
John Cassaday (Planetary)
Paolo Rivera (Demolidor)
Sylvain Vallée (Era uma vez na França – vol.1)
Skottie Young (O Maravilhoso Mágico de Oz)
Yuji Iwuhara (O Senhor dos Espinhos)

DESENHISTA NACIONAL
Alex Genaro (A Mão e a Luva e Válkiria)
Gustavo Duarte (13 e Chico Bento – Pavor Espaciar)
Magno Costa (Mary e 2028)
Mario Cau (Terapia e Dom Casmurro)
Rafael Coutinho (Beijo Adolescente 2)
Shiko (Piteco – Ingá e O Azul Indiferente do Céu)
Vitor Cafaggi (Turma da Mônica – Laços e Valente Por Opção)

DESTAQUE INTERNACIONAL
André Diniz (Duas Luas)
Cris Peter (Casanova, Hinterkind e Astronauta – Magnetar)
Danilo Beyruth (Astronauta – Magnetar)
Ivan Reis (Liga da Justiça)
Mike Deodato (Avengers e New Avengers)
Rafael Albuquerque (Vampiro Americano)
Rafael Grampá (Batman Black & White #2)

EDIÇÃO ESPECIAL ESTRANGEIRA
Azul é a Cor Mais Quente (Martins Fontes)
Crônicas de Jerusalém (Zarabatana)
Era uma vez na França – vol. 1 (Galera/Record)
O Boxeador (8inverso)
Pobre Marinheiro (Balão)
Você é Minha Mãe? (Quadrinhos na Cia.)
Tetralogia Monstro (Nemo)

EDIÇÃO ESPECIAL NACIONAL
Chico Bento – Pavor Espaciar (Panini)
BioCyberdrama Saga (Editora UFG)
Parafusos, zumbis e monstros do espaço (Veneta)
Piteco – Ingá (Panini)
Sabor Brasilis (Zarabatana)
Terapia (Novo Século)
Turma da Mônica – Laços (Panini)

EDITORA DO ANO
Balão
HQM
JBC
Mythos
Nemo
Panini
Zarabatana

EVENTO
Brasil Comic Con
Comic Mania XV
FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos
III FLIQ – Feira de Livros e Quadrinhos de Natal
III Ugra Zine Fest
Mercado de Pulgas
Multiverso Comic Con

EXPOSIÇÃO
Abobrinhas da Brasilônia (Caixa Cultural, SP)
Entre Ideias e Rascunhos (Sesc Palladium, Belo Horizonte)
Exposição Lelis (FIQ 2013)
HQBR21 – O Quadrinho brasileiro no Novo Século (Sesc Belenzinho – SP)
Ícones dos Quadrinhos (FIQ 2013)
Mônica Parade (Exposição de rua – SP)
Tezuka, O Rei do Mangá (Castelinho do Flamengo, RJ)

LIVRO TEÓRICO
Anuário dos Fanzines 2013 (Independente)
A arte de Ozamu Tezuka – Deus do Mangá (Mythos)
A arte de quadrinizar. Filosofia e prática (WMF Martins Fontes)
Marvel Comics. A História Secreta (Leya)
Os Pioneiros no Estudo dos Quadrinhos no Brasil (Criativo)
Os quadrinhos na era digital. HQtrônicas, webcomics e cultura participativa (Marsupial)
Will Eisner. Um sonhador dos quadrinhos (Editora Globo)

NOVO TALENTO – DESENHISTA
Alcimar Frazão (Me & Devil)
Camilo Solano (Inspiração – Deixa entrar Sol nesse Porão)
George Schaal (Moschitto e Sabor Brasilis)
João Azeitona (Imaginários em Quadrinhos)
Juscelino Neco (Parafusos, Zumbis e Monstros do Espaço)
Lu Cafaggi (Turma da Mônica – Laços)
Luciano Salles (O Quarto Vivente)

NOVO TALENTO – ROTEIRISTA
Brão Barbosa (Feliz Aniversário Minha Amada)
Camilo Solano (Inspiração – Deixa entrar Sol nesse Porão)
Emilio Fraia (Campo Branco)
Fabio Coala (O Monstro)
Juscelino Neco (Parafusos, Zumbis e Monstros do Espaço)
Liber Paz (As Coisas que Cecília Fez)
Pedro Cobiaco (Harmatã)

PRODUÇÃO PARA OUTRAS LINGUAGENS
Arrow (Série de TV)
Azul é a Cor mais Quente (Filme)
Batman – Arkham Origins (Game)
Cena HQ (Caixa Cultural)
Luz, Anima, Ação (Documentário dirigido por Edu Calvet)
Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. (Série de TV)
Vida de Estagiário (Série de TV)

PROJETO EDITORIAL
Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel (Salvat)
Coleção Moebius (Nemo)
Coleção Zug (Balão Editorial)
Combo Rangers (JBC)
Graphic MSP (Panini)
Ícones dos Quadrinhos (Independente)
Mônica(s) (Panini)

PUBLICAÇÃO DE AVENTURA/TERROR/FICÇÃO
20th Century Boys 3-8 (Panini)
Demolidor (Panini)
J. Kendall 98-106 (Mythos)
Piteco – Ingá (Panini)
Sweet Tooth 3-4 (Panini)
Old Boy (Sampa)
Os Mortos-Vivos (The Walking Dead) vol. 11-12 (HQM)

PUBLICAÇÃO DE CLÁSSICO
As Diabruras de Quick e Flupke Vol.1 (Globo)
Os Companheiros do Crepúsculo (Nemo)
Death Note: Black Edition (JBC)
Fradim (Henfil – Educação de Sustentabilidade)
Luluzinha: Quadrinhos Clássicos dos Anos 1940 e 1950 (Pixel)
Monstro do Pântano – Raizes Vol. 1 (Panini)
Tiki, o Menino Guerreiro (Quadro a Quadro)

PUBLICAÇÃO DE HUMOR GRÁFICO
A Mente Suja de Robert Crumb (Veneta)
Causos do Santiago (Zarabatana)
…E Depois a Maluca sou Eu (Peixe Grande)
Gervásio e Jandira, 20 anos de Humor (Zappa)
O Lixo da História (Cia das Letras)
Os Grandes Artistas da Mad: Sergio Aragonés (Panini)
Pago Pra Ver (Instituto Estadual do Livro)

PUBLICAÇÃO DE TIRA
Amok  (Mórula Editorial)
Calvin – Existem Tesouros em Todos os Lugares (Conrad)
Coelho Nero (Independente)
Macanudo 6 (Zarabatana)
Níquel Náusea: Siga Seus Instintos (Devir)
O Intestino Eloquente (Independente)
Valente por Opção (Panini)

PUBLICAÇÃO INDEPENDENTE DE AUTOR
Beijo Adolescente 2 (Rafael Coutinho)
Bira Zine # 2 (Bira Dantas)
Feliz Aniversário, Minha Amada (Brão Barbosa)
Nem Morto 2 (Léo Finocchi)
Overdose Homeopática (Marco Oliveira)
Quadrinhos A2 3 (Cris Eiko e Paulo Crumbim)
São Paulo dos Mortos (Daniel Esteves)

PUBLICAÇÃO INDEPENDENTE DE GRUPO
Café Espacial 12
Friquinique
Loki
Máquina Zero
Quad
Surfista Calhorda
Visualizando Citações

PUBLICAÇÃO INDEPENDENTE EDIÇÃO ÚNICA
As Coisas que Cecília Fez (Liber Paz)
Baratão 66 (Bruno Azevêdo e Luciano Irrthum)
Harmatã (Pedro Cobiaco)
O Azul Indiferente do Céu (Shiko)
O Monstro (Fábio Coala)
O Quarto Vivente (Luciano Salles)
Malu, Memórias de Uma Trans (Cordeiro de Sá)

PUBLICAÇÃO INFANTOJUVENIL
Clássicos do Cinema Turma da Mônica (Panini)
Combo Rangers: Somos Heróis (JBC)
Cosmonauta Cosmo! (Mingulin/Quadrinhos Rasos)
Futuros Heróis (Desiderata/Nova Fronteira)
Gigantes, Cuidado! (V&R)
O Amuleto – A Maldição do Guardião da Pedra (Fundamento)
Turma da Mônica – Laços (Panini)

PUBLICAÇÃO MIX
Friquinique! (Independente)
Imaginários em Quadrinhos Vol. 2 (Draco)
Juiz Dredd Magazine (Mythos)
Máquina Zero (Independente)
Surfista Calhorda (Independente)
Vertigo Especial – Atire & Outras Histórias (Panini)
X-O Manowar (HQM)

ROTEIRISTA ESTRANGEIRO
Alison Bechdel (Você é Minha Mãe?)
Naoki Urasawa (20th Century Boys)
Guy Delisle (Crônicas de Jerusalém)
Jason Aaron (Escalpo)
Mark Waid (Demolidor)
Reinhard Kleist (O Boxeador)
Robert Kirkman (The Walking Dead)

ROTEIRISTA NACIONAL
André Diniz (Z de Zelito)
Daniel Esteves (São Paulo dos Mortos)
Estevão Ribeiro (Futuros Heróis)
José Aguiar (Folheteen – Direto ao Ponto)
Shiko (Piteco – Ingá)
Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi (Turma da Mônica – Laços)
Wellington Srbek (Hamlet)

TIRA NACIONAL
Chiclete com Banana (Angeli)
Manual do Minotauro (Laerte)
Níquel Náusea (Fernando Gonsáles)
Os Passarinhos (Estevão Ribeiro)
Preto no Branco (Allan Sieber)
Quase Nada (Fabio Moon e Gabriel Bá)
Valente (Vitor Cafaggi)

WEB QUADRINHO
Bear
Beladona
Era da Ferrugem
Pocket Comics
Robô Esmaga
Quadrinhos Ácidos
Terapia

WEB TIRA
A Vida com Logan
As Traumáticas Aventuras do Filho do Freud
Coelho Nero
Mentirinhas
Overdose Homeopática
Última Quimera
Um Sábado Qualquer