Os 10 Melhores Filmes de Lobisomem da História

 

Eles já tiveram fases melhores, é verdade, mas é só uma questão de tempo até os lobisomens tornarem a apavorar multidões no cinema e arrastarem as massas para ver a clássica história de um homem que se transforma em um lobo. Tudo indicava que a grande volta do gênero seria com O Lobisomen, de Joe Jonhston, que trazia no elenco estelar Anthony Hopkins e Benício Del Toro. Bem, o filme acabou sendo bastante fraco e não empolgou o público, porém, como todos amam uma boa história de monstros, permanecemos na torcida para que o revival aconteça logo – de preferência, sem aquelas criaturas ridículas em CGI, que marcaram produções como Underworld. É isso aí, nós queremos a boa e velha maquiagem. Mas enquanto nada disso ocorre, vamos então ao que interessa: meu ranking com os 10 melhores longas já produzidos.

10 – Lua Negra (Bad Moon) – 1996

Michael Paré (Ruas de Fogo) vive a fera neste filme dirigido por Eric Red. Eric é mais conhecido como roteirista do que diretor (textos consagrados como A Morte Pede Carona têm o seu dedo), porém ele não decepciona e entrega uma aventura tensa e coesa, que gira em torno de uma visita que o protagonista contaminado pela maldição do lobo faz à sua irmã Janet (Mariel Hemingway). O ponto mais alto deste filme – e que o destaca dos demais – é o papel fundamental que o cachorro da família, Thor, tem na trama (há inclusive sequências inteiras que são contadas do ponto de vista dele).

09 – Sangue & Chocolate (Blood and Chocolate) – 2007

Um filme adolescente no nono lugar da lista? Pessoas que viram lobos em raios luminosos? Olivier Martinez é o vilão bad-ass-motherfucker deste longa? Será que eu estou tendo lampejos de insanidade? Na verdade, não. Eu diria que para a sua proposta (ser um filme adolescente), Sangue & Chocolate se saiu muito bem – inclusive superando de longe o desastre Crepúsculo, cuja proposta é similar. Ele reestrutura a lenda com alterações sutis, consegue estabelecer um grau de tensão em duas ou três cenas, acerta na escolha da atriz principal Agnes Bruckner e, por incrível que pareça, não insulta sua inteligência SE (notou a letra maiúscula) você entrar na sua onda. Dirigido pela alemã Katja von Garnier, que na verdade nunca mais fez nada que prestasse.

08 – A Companhia dos Lobos (The Company of Wolves) – 1984

Este filme sensacional do diretor Neil Jordan (que anos depois nos traria duas obras primas, Traídos Pelo Desejo e Entrevista com o Vampiro) é uma pérola que merece ser descoberta. De difícil digestão, o longa trabalha o tempo todo com metalinguagem e é basicamente uma metáfora fortíssima para o “desabrochar da mulher” após a adolescência. Para narrar seu ponto de vista, Jordan recorre ao recurso de contar histórias dentro de histórias, de forma não linear, sendo que o ponto apoteótico do filme é uma recriação da fábula da Chapeuzinho Vermelho. O forte elenco inclui David Warner, Stephen Rea e Angela Landsbury, e a cena da transformação tornou-se uma das mais famosas do cinema.

07 – A Fera Assassina (Big Bad Wolf) – 2006

Este é um filme com evidentes restrições orçamentárias, porém seu bom humor (negro) tornou-o obrigatório nesta lista. Ora, e se uma pessoa, ao se transformar na fera, mantivesse suas plenas faculdades mentais e controle dos próprios atos – e inclusive falasse? E se essa mesma pessoa fosse um assassino sádico que adorasse estripar jovens adolescentes desavisados que insistem em ir para cabanas isoladas na floresta para farrear? Bem, se você se diverte com trash movies que têm sacadas inteligentes, este filme é a resposta para sua preces. Se não está convencido ainda, que tal imaginar o lobisomen dando uma “bimba” com sua vítima, antes de devorá-la? A fera é interpretada por Richard Tyson (coadjuvante de milhares de filmes, que inclusive chegou a ter alguns bons momentos no cinema) e a direção é do inexpressivo Lance W. Dreesen.

06 – Lobo (Wolf) – 1994

Ok, eu sei que este filme era “a” oportunidade para termos um terror de arrepiar até os pelinhos da nuca – e a promessa não se cumpriu. Mas fala sério, como deixar de fora da lista um lobisomem interpretado por Jack Nicholson? E de quebra, ainda temos a beleza estonteante de Michelle Pfeiffer e a presença agradável de James Spader, que nos dá a oportunidade de ver uma interessante luta entre lobos, numa clara homenagem aos antigos filmes em preto e branco que atiçavam o público ao colocar monstros se enfrentando. O diretor Mike Nichols (que acertou a mão várias vezes em filmes como Closer, Uma Secretária de Futuro e A Gaiola das Loucas) aposta no carisma de Jack ao trabalhar com pouca maquiagem e nos impressionantes saltos que as criaturas dão nas cenas de ação, que promovem um efeito impressionante até hoje.

05 – O Lobisomen (The Wolfman) – 1941

O pai de todos os filmes de lobos. É claro, ao assistir o filme com os olhos aguçados de hoje e acostumados a todos aqueles efeitos especiais, fica difícil de entender sua relevância, porém lá na década de 40, o roteiro ousado e original, a ambientação acertada (com pitadas góticas e sinistras) e a atuação seminal de Lon Chaney Jr. simplesmente arrepiaram plateias no mundo inteiro. O filme foi dirigido por George Waggner, famoso por seus trabalhos em séries de TV de ação como Batman e Besouro Verde, e ainda trazia no elenco o carisma de Claude Rains, no papel de Sir John Talbot. Todos os elementos que procuramos em um filme de lobisomens hoje em dia já se encontravam presentes naquela época, neste longa metragem que foi um divisor de águas tão importante quanto Nosferato e o Drácula de Bela Lugosi.

04 – Bala de Prata (Silver Bullet) – 1985

Uma das poucas adaptações para o cinema de um livro de Stephen King que realmente se deram bem. Tudo neste filme funciona bem. O personagem central, um jovem paraplégico interpretado por Corey Hamm (Garotos Perdidos), leva o filme nas costas; Everett McGill, que faz o papel do Reverendo Lowe (e da fera) está para lá de sinistro, e Gary Busey manda muito bem no papel do Tio Red, o único que acredita no garoto. A sequência nos pântanos, quando um bando de caipiras resolve ir atrás do “animal” é tensa, assim como outras cenas como a fuga da cadeira de rodas quando o carro a persegue e o próprio final claustrofóbico. Uma bola no ângulo do diretor Daniel Attias, que posteriormente se destacou na TV fazendo de tudo, de Alias a Ally McBeal, passando por Buffy, A Sete Palmos, Heroes e até Lost.

03 – Um Lobisomem Americano em Londres (An American Werefolf in London) – 1981

Tudo bem, pode até ser que revisto hoje o filme não seja lá essas coisas mesmo (ele definitivamente não é e seus defeitos são muitos). Então por que em todas as listas de filmes de lobisomens, ele sempre teima em ocupar as primeiras posições? Ora, em primeiro lugar, dá para resistir a um longa com um título tão original quanto esse? E que de quebra trata-se de o melhor momento da carreira do maquiador Rick Baker, que nos deu uma transformação que continua insuperável até os dias de hoje. Não, com certeza não dá para deixá-lo de fora. O diretor John Landis, mais famoso por comédias como Trocando as Bolas e Os irmãos Cara de Pau, obteve um enorme êxito de bilheteria com este seu filme, que acompanha a trajetória de um turista americano na Inglaterra, após ser atacado (e contaminado) pela fera.

02 – Dog Soldiers – Cães de Caça (Dog Soldiers) – 2002

Cara, este filme do director Neil Marshall (dos excelentes Abismo do Medo e Juízo Final) é o típico “se não viu, veja”! E esteja preparado para um banho de gore, interpelado por muita, muita tensão mesmo. Basicamente não há muita história: um exercício de rotina militar nas florestas escocesas acaba terrivelmente mal quando o grupo de soldados descobre que eles não estão a sós na floresta. Mas é só isso? É, só isso. E ainda assim, é um filme que você não pode perder! Afinal, como você acha que militares experientes iriam se sair contra uma família de criaturas? Detalhe para o visual das criaturas que chega a ser quase “fofinho”, se elas não tivessem, é claro, prontas para estripar quem estiver na frente.

01 – Grito de Horror (The Howling) – 1981

Este filme acabou virando uma série após várias continuações descartáveis serem produzidas na tentativa (frustrada) de recuperar a magia do longa original. Ignore tudo o que veio depois, mas de forma alguma deixe de assistir a esta sensacional produção do diretor Joe Dante (o mesmo de Gremlins e do Piranha original). Cenas fortes, sanguinolentas e picantes se alternam com um bom humor negro nesta história intrigante, na qual uma repórter de televisão (Dee Wallace) sofre de amnésia após ser atacada por um serial killer. Eventualmente, os eventos de seu processo de recuperação do trauma a levam até uma cidadezinha que é um reduto para lobisomens. Imperdível para qualquer fão do gênero.

Menção Honrosa: Possuída – a Trilogia (Ginger Snaps) – 2000, 2003, 2004

Dificilmente uma série consegue manter o mesmo padrão do filme original, mas felizmente, Ginger Snaps foi uma grata surpresa a todos os fãs do gênero. O que pode parecer a princípio um besteirol adolescente se revela um baita filmaço sério de terror, cheio de gore e sustos, com performances excelentes da dupla de garotas central, Emily Perkins e Katharine Isabelle. O segundo filme é uma continuação direta dos eventos do primeiro, porém o terceiro, apesar de contar com as mesmas atrizes, de forma inusitada se passa nos anos de 1800s e mostra a origem da maldição. John Fawcett dirigiu o primeiro, Brett Sullivan o segundo e Grant Harvey o episódio final. O interessante é que apesar da troca de forças criativas por trás de cada longa, a peteca não cai em momento algum e a coesão se mantém, com cada diretor respeitando o material que o precedeu. Obrigatório!