Videocast 151 – Melhores Quadrinhos de 2012

Olá a todos!

Feliz 2013!!!

Após uma férias (merecidas, não?), o Pipoca e Nanquim está de volta para arrasar corações (e seus bolsos). Este promete ser um grande ano, com muitos lançamentos cinematográficos de peso e alguns eventos nos quadrinhos que irão sacudir o mercado nacional. E, para começar, nada melhor do que relembrar alguns quadrinhos que consideramos relevantes no ano passado – caso você, leitor, tenha deixado passar. E, coroando nossa volta, fizemos mais um programa gravado na nossa loja parceira, Comix.

Grande abraço a todos e até a semana que vem!

COMENTADO NESSE VIDEOCAST

– Compre seus quadrinhos na nossa loja parceira, Comix!
– Siga o Pipoca e Nanquim no Instagram!
– Sites parceiros: Filmes com Legenda, Super Novo, Mob Ground, Contraversão, Soc Tum Pow, Som Extremo 

PROMOÇÃO MELHORES QUADRINHOS DE 2012 – GANHE A COLEÇÃO SANDMAN DEFINITIVO – RESULTADO!

Conforme explicamos no post desta promoção, elaboramos a lista de melhores quadrinhos de 2012 que mostramos neste episódio se baseando tanto nas nossas predileções quanto nos mais votados por vocês!

E quem nos ajudou nessa empreitada concorreu a uma coleção completa do Sandman com os volumes já lançados pela Panini, cedidos gentilmente pela Comix, a loja mais legal do Brasil!

Recebemos muitas listas, dessa vez vocês participaram com gosto! Pegamos todos os nomes dos participantes, numeramos por ordem de recebimento e sorteamos com o site Sorteador, link aqui.

E o cara mais feliz de 2013 é… (tambores rufando!)…

Participante 37 – Thiago Arruda Pontes!

Parabéns ao ganhador e obrigado a todos que participaram!

 

QUADRINHOS  COMENTADOS

Mundo dos Super-Heróis (Europa)
Pagando por Sexo (Martins Fontes)
Pinóquio (Globo Livros)
V.I.S.H.N.U. (Quadrinhos na Cia.)
Neonomicon (Panini)
Dong Xoai – Vietnã 1965 (New Pop)
Y – O Último Homem Vol. 10 – Não há causa sem porquê (Panini)
Sweet Tooth Vol.1 – Saindo da Mata (Panini)
É um Pássaro (New Pop)
Fierro Brasil Vol.2 (Zarabatana)
Desistência do Azul (Zarabatana)
Astronauta – Magnetar (Panini)
Corto Maltese – Mu, a Cidade Perdida (Nemo)
A Trilogia Nikopol (Nemo)
Monstros (Quadrinhos na Cia.)
Habibi (Quadrinhos na Cia.)
O Eternauta (Martins Fontes)
Gosto do Cloro (Leya/Barba Negra)

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Podcast 78 – O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

Olá a todos, surpreso em ver um podcast aqui no sábado? Pois é, estávamos devendo então adiantamos a publicação para colocar outro no ar ainda essa semana e encerrar o ano com chave de ouro!

O Pipoca e Nanquim está satisfeitíssimo de voltar para a Terra Média e reencontrar alguns rostos conhecidos (e outros novos) e, por isso, resolveu fazer um podcast especial sobre o filme do momento: O Hobbit. Pois é, o diretor Peter Jackson voltou a fazer a alegria dos fãs órfãos da trilogia Senhor dos Aneis – e nós do PN contamos a você tudo o que achamos sobre este primeiro filme. Sem esquecer, é claro, o bom e velho rock n’roll. Dito isso, esperamos sinceramente que, no ano que vem, nosso podcast volte a ter a regularidade que você, ouvinte, merece. No mais, bom Natal e até o próximo programa, que sai ainda esse ano!

E ATENÇÃO: segunda-feira temos uma supresa para você aqui no site, não perca!

 

COMENTADO NESSE PODCAST

Podcast 04 – O Senhor dos Anéis
– O Hobbit: Uma Jornada Esperada, críticas aqui e aqui.
– Artigo: Conselho de Elrond, Sociedade do Anel e Grupos Centrados na Tarefa.
Veja (e compre!) todos os lançamentos de O Hobbit (livros e card game) na COMIX!
Site oficial da Editora La Fonte e seu novo livro Explorando o Universo do Hobbit (LEIA AQUI as primeiras páginas!)
– Assista O Hobbit na Moviecom! Veja os horários das salas 3D!

Músicas

Bloco 01
The Man In Me Bob Dylan
Free BirdLynyrd Skynyrd

Bloco 02
Step Lightly – Bill Ward
LullabyThe Cure

Bloco 03
All Souls NightLoreena McKennitt
Let’s Stay Together – Al Green

Bloco 04
More Human Than Human – White Zombie

 

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OUÇA AQUI A VERSÃO SEM BLOCOS MUSICAIS
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O Hobbit: Uma Jornada Inesperada – Crítica

Hobbit (1)É impossível não comparar Uma Jornada Inesperada, primeiro capítulo da adaptação para os cinemas do clássico O Hobbit, que será divido em três partes, com o A Sociedade do Anel, primeiro capítulo da trilogia O Senhor dos Anéis, lançado 11 anos antes. Além de se ambientarem no mesmo universo e contarem com alguns dos mesmos personagens, ambos são dirigidos por Peter Jackson, o que faz com que esse aguardado retorno à Terra-Média seja também um exercício de nostalgia para aqueles que, como eu, passavam os finais de ano dentro da sala de cinema. Entretanto, Uma Jornada Inesperada não serve apenas para matar saudades de nossos personagens queridos, mas também para contar os feitos e façanhas de Bilbo Bolseiro em sua juventude, inclusive seu fatídico encontro com o Um Anel… ou assim era para ser. O problema é que, em meio a uma realização equivocada e um resultado apenas positivo, as comparações mencionadas anteriormente acabam servindo mais para acentuar os defeitos desse novo longa do que para equipará-lo aos anteriores.

Iniciando a projeção com a já clássica imagem do Condado, o roteiro – escrito pelo próprio Jackson em parceria com Fran Walsh, Philippa Boyens e Guillermo del Toro (este último, por muito tempo foi cotado para dirigir o filme, mas teve que sair por conta dos atrasos da produção) – mostra Bilbo escrevendo o seu livro de memórias pouco antes da sua festa de aniversário de 111 anos (festa essa que marca o início de A Sociedade do Anel). É então que, através das memórias de Bilbo, somos apresentados à história dos anões da Terra-Média que, liderados pelo rei Thor, levam uma vida de trabalho e riqueza. Porém, sua extensa fortuna em ouro chama a atenção do temível dragão Smaug, que faz um ataque cruel à fortaleza dos anões e expulsa os sobreviventes daquele lugar. Sem rumo e sem liderança, a raça se dispersa pela Terra-Média. É então que um pequeno grupo é formado para tentar reaver o seu lar. O grupo é liderado por Thorin, neto do antigo rei, e conta com a ajuda do mago Gandalf. E quando a empreitada precisa de alguém com habilidade de passar despercebido, entra em cena o pequeno e até então desconhecido hobbit.

Apresentando desde o início sérios problemas de ritmo – como quando Bilbo termina a introdução da história dos anões e fala “e é aí que eu entro” e ao invés da história de fato começar, ele fecha o livro inicia um diálogo completamente desnecessário com Frodo – Jackson se assemelha aos anões mostrados em seu filme ao se tornar vítima da sua própria “ganância”, realizando uma nova trilogia com base em uma história que, claramente, não tem necessidade de tanto. Sendo assim, toda a trama do primeiro capítulo se resume a Bilbo ser aceito no grupo e aos anões conseguirem ler um mapa que possibilitaria (no futuro, não agora) a sua entrada na caverna de Smaug (isso em quase 3 horas de duração!).

hobbit

The Hobbit: An Unexpected Journey

E quando me refiro a “os anões”, surge aí o segundo grande problema de O Hobbit: a falta de cuidado com os personagens. Dos 13 membros do grupo, terminamos o filme conhecendo apenas um, o líder. Ainda que as características físicas de alguns outros se sobressaiam, o fato de nenhum deles ser devidamente desenvolvidos acaba prejudicando a narrativa, visto que não cria simpatia com o público que, consequentemente, acaba não temendo por eles quando estes são colocados em situações de perigo – e o mesmo pode ser dito de Bilbo, já que sabemos que ele escapará de qualquer ameaça que enfrente. Na verdade, só temos conhecimento de que todos os anões estão presentes nas cenas porque Gandalf faz questão de contar cada um deles quando se reencontram depois da ação – algo que não era necessário na trilogia original, quando o cineasta soube desenvolver (em apenas um filme) cada membro da sociedade.

Entretanto, se narrativamente sua concepção falha, esteticamente ela continua excepcional. O brilhantismo do diretor é notado em sequências exuberantes como o belíssimo flashback da batalha dos anões pelo controle das minas de Moria ou na ótima (ainda que desnecessária) briga dos gigantes de pedra. E tecnicamente o longa também merece destaque. Além da captação e projeção em 48 quadros por segundo que possibilita uma qualidade de imagem infinitamente superior (ainda que cause estranhamento), os efeitos digitais tornaram-se mais realistas: reparem como Gollum está muito mais detalhado, tendo inclusive certas feições do ator Andy Serkis. Além disso, o design de produção também merece menção, principalmente nas diferenças na criação das cavernas dos anões – rica e iluminada – e dos goblins – sombria e assustadora.

Film Review The Hobbit.JPEG

Apesar de algumas sequências mais pesadas, Jackson opta por um clima descontraído e mais leve na trama, algo auxiliado pela escolha de Martin Freeman para o papel principal. O Bilbo Bolseiro de Freeman lembra bastante seu papel em O Guia do Mochileiro das Galáxias, sendo alguém que é levado pela situação mas que não hesita em, quando é preciso, mostrar o seu valor – sem nunca perder o bom humor inglês, é claro. Dentre os demais atores, além do retorno dos sempre competentes Ian McKellen, Hugo Weaving, Cate Blanchett e Christopher Lee, o grande destaque fica mesmo para Richard Armitage. Sendo o único do grupo a ser propriamente desenvolvido – com direito a um flashback para mostrar suas motivações e o ódio que sua raça nutre pelos elfos –, o líder dos anões mostra-se um guerreiro imponente e corajoso, capaz de utilizar um tronco de árvore como escudo apenas para não ter que fugir da batalha.

Por mais que funcione como exercício de nostalgia para os fãs que passaram quase uma década órfãos de O Senhor dos Anéis  – pessoalmente, senti uma emoção enorme ao ver um simples plano dos personagens caminhando pelo campo enquanto a câmera aérea os ultrapassava –, O Hobbit: Uma Jornada Inesperada não se sustenta como um filme único e marca o início apenas bom de uma franquia que tinha potencial para ser inesquecível. Ainda que não seja necessariamente ruim, não deixa de ser um resultado decepcionante se levarmos em consideração o material em que se baseia e a experiência da equipe envolvida.

P.S: Não chega a ser um defeito, mas achei estranho que a cena em que Bilbo encontra o Um Anel seja mostrada de maneira diferente daquela mostrada no prólogo de O Senhor dos Anéis. Era de se esperar que Peter Jackson fosse fiel ao universo cinematográfico que ele mesmo criou.

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The Hobbit – An Unexpected Journey – Nova Zelândia/EUA – 2012 – 169 min. 

Direção: Peter Jackson
Roteiro: Peter Jackson, Fran Walsh, Philippa Boyens, Guillermo del Toro
Elenco: Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, James Nesbitt, Adam Brown, Aidan Turner, Dean O’Gorman, Graham McTavish, John Callen, Stephen Hunter, Mark Hadlow, Manu Bennett, Peter Hambleton, Ken Stott, Jed Brophy, William Kircher, Jeffrey Thomas, Mike Mizrahi, Cate Blanchett, Hugo Weaving, Elijah Wood, Andy Serkis.

Sonho de Consumo #09 – Agosto 2012

A coluna atrasou, e atrasou bonito! Estamos no começo de dezembro de 2012 e nossa última edição da “Sonho de Consumo” foi em julho! Mas, como não queremos pular nem um mês, voltamos no tempo até agosto para listar as melhores HQs que foram lançadas naquele mês! E teve bastante coisa legal!

Em agosto a Panini inundou as livrarias com títulos bem legais! O melhor de todos foi, sem dúvida, o terceiro volume da Edição Definitiva de Sandman, com mais de 600 páginas! Que bom que a editora vai completar a série por aqui neste formato. E falando em completar séries, também saiu a segunda edição luxuosa de Novos Vingadores, a quarta edição de Biblioteca Histórica Marvel – Homem Aranha (que parecia estar abandonada), o último volume da Coleção Histórica Marvel, dessa vez com aventuras clássicas dos Vingadores (foi uma excelente coleção), outra edição da linha Marvel Noir, com Wolverine, mais um volume de Fábulas e o segundo encadernado de Batman por Tim Sale e Jeph Loeb, o Vitória Sombria, uma “continuação” de O Dia das Bruxas lançado pouco tempo antes. Só que o destaque do mês nem foi pra esses lançamentos luxuosos de coleção, mas sim pra uma polêmica HQ de Alan Moore, a Neonomicon, baseada no universo de H.P. Lovecraft! Outro destaque foi Ouro da Casa, projeto de Sidney Gusman com os personagens do Mauricio de Sousa!

Tirando a Panini, a Devir trouxe dois excelentes títulos: Creepy, reunindo antigas HQs de terror que publicadas na lendária Creepy Magazine, que já estavam mais do que na hora de serem compiladas por aqui; e também relançou o primeiro volume de Sin City, que estava esgotado. Leituras obrigatórias! Outro relançamento marcante foi Estórias Gerais, publicado originalmente pela Conrad em 2007 e agora nas mãos da editora Nemo, um quadrinho nacional excelente!

E nada menos que dois dos melhores quadrinhos de 2012 foram lançados em agosto,: Pinóquio, pela editora Globo, e Habibi, pela Quadrinhos na Cia! Podem esperar as duas figurando na maioria das listas de Top do ano que vão começar a sair agora em dezembro! Todos precisam ler!

E todos também precisam ler o livro EXCEPECIONAL que foi publicado em agosto durante a Bienal Internacional de São Paulo: Quadrinhos no Cinema Vol.2, de autoria do trio Pipoca e Nanquim! Aoooo aí sim, hein? Vingadores, Homem-Aranha, Batman e Juiz Dredd, saiba tudo sobre esses personagens nessa obra totalmente ilustrada e em cores! Compre, compre, compre, rsrs.

Enfim, fiquem com a lista toda:

 

Creepy – Contos Clássicos do Terror – Volume 1 (capa dura)

Editora: Devir

Autores: Vários Autores

Preço: R$60,00 (capa dura), R$49,00 (capa cartonada)

Número de Páginas: 240

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Sin City – A Cidade do Pecado

Editora: Devir

Autor: Frank Miller (roteiro e arte)

Preço: R$39,00

Número de Páginas: 216

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Quadrinhos no Cinema – O Guia Completo dos Super-Heróis – Volume 2

Editora: Generale

Autores: Alexandre Callari, Bruno Zago, Daniel Lopes

Preço: R$69,90

Número de Páginas: 336

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Pinóquio (capa dura)

Editora: Globo

Autor: Winshluss (roteiro e arte)

Preço: R$75,00

Número de Páginas: 192

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Os Cavaleiros do Zodíaco – Saint Seiya – The Lost Canvas Gaiden #01

Editora: JBC

Autores: Masami Kurumada (roteiro), Shiori Teshirogi (arte)

Preço: R$12,90

Número de Páginas: 200

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20.000 Léguas Submarinas em Quadrinhos

Editora: Nemo

Autores: João Marcos (roteiro), Will (arte)

Preço: R$19,80

Número de Páginas: 64

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Estórias Gerais (Relançamento)

Editora: Nemo

Autores: Wellington Srbek (roteiro), Flavio Colin (arte)

Preço: R$48,00

Número de Páginas: 160

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Grandes Astros do Faroeste – Volume 1 – Onde Começa o Inferno

Editora: Panini

Autores: Justin Gray e Jimmy Palmiotti (roteiro), Jordi Bernet e Phil Winslade (arte)

Preço: R$21,00

Número de Páginas: 176

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Sandman Apresenta – Volume 5 – Contos Fabulosos (capa dura)

Editora: Panini

Autores: Bill Willingham (roteiro), Mark Buckingham e outros (arte)

Preço: R$20,90

Número de Páginas: 128

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John Constantine – Hellblazer – A Cidade dos Demônios

Editora: Panini

Autores: Si Spender (roteiro), Sean Murphy (arte)

Preço: R$18,90

Número de Páginas: 128

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Sandman – Edição Definitiva – Volume 3 (capa dura)

Editora: Panini

Autores: Neil Gaiman (roteiro), Jill Thompson, P. Craig Russel, Tony Harris, Vince Locke, Mark Buckingham, Bryan Talbot e outros (arte)

Preço: R$145,00

Número de Páginas: 616

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Fábulas – Volume 12 – A Era das Trevas

Editora: Panini

Autores: Bill Willingham (roteiro), Mark Buckingham e outros (arte)

Preço: R$24,90

Número de Páginas: 180

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Batman – Vitória Sombria (capa dura)

Editora: Panini

Autores: Jeph Loeb (roteiro), Tim Sale (arte)

Preço: R$96,00

Número de Páginas: 396

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Wolverine Noir (capa dura)

Editora: Panini

Autores: Stuart Moore (roteiros), C. P. Smith (arte)

Preço: R$19,90

Número de Páginas: 104

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Biblioteca Histórica Marvel Homem-Aranha – Volume 4 (capa dura)

Editora: Panini

Autores: Stan Lee (roteiros), Steve Ditko e John Romita (arte)

Preço: R$65,00

Número de Páginas: 240

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Coleção Histórica Marvel – Volume 4 – Os Vingadores

Editora: Panini

Autores: vários autores

Preço: R$22,90

Número de Páginas: 160

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Os Novos Vingadores – Volume 2 – Guerra Civil (capa dura)

Editora: Panini

Autores: Brian Michael Bendis (roteiro), Steve McNiven (arte)

Preço: R$78,00

Número de Páginas: 294

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Neonomicon

Editora: Panini

Autores: Alan Moore (roteiro), Jacen Burrow (arte)

Preço: R$24,90

Número de Páginas: 184

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Ouro da Casa (capa dura)

Editora: Panini

Autores: Vários autores

Preço: R$64,00 (capa dura), R$49,90 (capa cartonada)

Número de Páginas: 200

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O Vira Lata

Editora: Peixe Grande

Autores: Paulo Garfunkel (roteiro), Libero Malavoglia (arte)

Preço: R$69,00

Número de Páginas: 440

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Habibi

Editora: Quadrinhos na Cia.

Autor: Craig Thompson (roteiro e arte)

Preço: R$57,00

Número de Páginas: 672

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Minha Vida Ridícula

Editora: Zarabatana

Autor: Adão Iturrusgarai (roteiro e arte)

Preço: R$39,90

Número de Páginas: 64

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Mas Podemos Continuar Amigos…

Editora: Zarabatana

Autor: Mawil (roteiro e arte)

Preço: R$31,00

Número de Páginas: 64

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Tune 8 #02

Editora: Independente

Autor: Rafael Albuquerque (roteiro e arte)

Preço: R$12,00

Número de Páginas: 32

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O Turno da Noite – Escuridão Eterna

Editora: Novo Século

Autores: André Vianco (roteiro), Santtos (arte)

Preço: R$39,90

Número de Páginas: 126

Compre aqui!

Conselho de Elrond, Sociedade do Anel e Grupos Centrados na Tarefa

Existe coisa mais polêmica do que falar de O Senhor dos Anéis ou Guerra nas Estrelas em um site, blog ou afim que tem como público alvo Nerds??? Galera muita calma nessa hora, vamos lembrar que temos uma sequencia vindo por aí e que cada vez mais começaram a falar sobre as obras de Tolkien de novo. O filme O Hobbit – uma Jornada Inesperada estreia no Brasil dia 14/12 e estamos todos ansiosos para voltar a Terra-Média. Assim, pensando em fazer um “esquenta” resolvi escreve esse texto para falar não necessariamente sobre O Hobbit, mas para dividir uma leitura psicológica sobre eventos do Senhor dos Anéis. Este texto, portanto, trabalhará com a teoria de grupos pensada pelo Psicanalista Argentino Pichon Rivière. Os grupos: Conselho de Elrond e Sociedade do Anel serão argumentados como representações interessantes de dinâmicas que ocorrem em grupos para a Psicanálise. Quem gostar do tema aproveite e visite o  Podcast 04 – Senhor dos Anéis das antigas e o recente Videocast 142 – RPG

Primeiro um pouco sobre o autor (mil perdões para aqueles que já conhecem sua biografia). J.R.R. Tolkien é atualmente uma das grandes referências da literatura fantástica no mundo. Escritor inglês nascido em 1892 ganhou destaque no cenário literário mundial quando publicou em 1937 o livro O Hobbit. O enredo consistia em uma aventura fantástica recheada de criaturas mitológicas como, por exemplo: Orcs, Elfos, Trolls, Magos, Anões, Dragões e Hobbits. A inspiração de Tolkien advinha da literatura nórdica e literatura inglesa, temas de Sociedades que o escritor frequentava – funcionavam como grupos de estudos universitários – sendo que um dos que mais ficou famoso foi a Coalbiters, grupo que contava com a participação de C. S. Lewis, criador da famosa epopeia As Crônicas de Nárnia.

As obras de Tolkien foram reconhecidas, principalmente nos anos 1960 como clássicos da literatura inglesa, principalmente por cumprirem o objetivo maior do escritor: Inventar uma literatura folclórico-mitológica inglesa – literatura essa que, segundo afirmavam as Sociedades de qual participava, praticamente não existia. A nonologia O Senhor dos Anéis (The Lord of The Rings, 1954-55) ganhou bastante destaque na cultura mundial, pois era constantemente referenciada em letra de músicas por bandas como Led Zeppelin e Blind Guardian. Porém, foi em 2001 que a obra de Tolkien alcançou o apogeu de seu sucesso, transformando-se em um ícone indispensável da cultura cult, através dos filmes homônimos dirigidos por Peter Jackson. Por tanto, se você está lendo isso e não faz ideia do que seja O Hobbit ou O Senhor dos Anéis, por favor, VÁ AGORA ASSISTIR OS FILMES E LER OS LIVROS, quando acabar volte e termine o texto.

Uma das coisas mais legais – dentre várias – que Tolkien inseriu em sua epopeia é sem dúvida o elemento que dá o nome da primeira parte da trilogia – inicialmente eram nove livros que foram copilados em três volumes. A Sociedade do Anel trata-se de um grupo que dá certo na perspectiva psicológica, pois estava centrado em sua tarefa. Para Pichon Rivière a eficiência de um grupo está em sua capacidade de manter-se focado na tarefa a que o grupo se propõe. Espera-se que o grupo desfoque e fique resistente frente à tarefa, mas para “dar certo” o grupo precisa sempre reencontrar o seu caminho para a centralidade na tarefa. Na história, a Sociedade do Anel inaugura-se no início do segundo livro em um evento chamado Conselho de Elrond, em um lugar paradisíaco chamado Valfenda. Lá se reuniram representantes de várias raças fantásticas: Anões, Elfos, Elfos da Floresta, Homens, Hobbits e Magos. Este conselho coordenado pelo anfitrião, Elrond tinha como objetivo discutir o destino do Um Anel – anel poderoso criado pelo senhor das trevas Sauron e que apenas pode ser controlado por seu dono. Então o que temos neste conselho é algo como uma reunião de guerra, em que um de seus integrantes está em posse da arma mais poderosa do exército inimigo, só que além de não conseguir utilizá-la, quanto mais o grupo mantêm a posse desta arma mais prejuízos ela traz para o grupo.

Na cena os integrantes do conselho sentam-se envolta de uma “mesa” onde está o anel. A tarefa deste grupo é o lidar com o Anel e é o que fazem, ou ao menos tentam, pois este anel exerce algum tipo de poder sobre a mente de quem o deseja, tal como o Anel dos Nibelungos da Ópera de Richard Wagner: O Anel dos Nibelungos. O anel é o representante do desejo em sua forma mais obscura. A vida em grupo traz a questão do manejamento dos desejos narcísicos, ou seja, pessoais em oposição ao desejo do grupo. A vida em sociedade não aceita que cada indivíduo faça o que bem entender de seus desejos, pelo contrário a vida em grupo exige a abdicação de certas regalias para que possamos viver bem organizados. Nietzsche exemplifica esta questão do grupo de maneira interessante, quando diz que somos “porcos-espinhos na neve”, ao mesmo tempo queremos ficar juntos para ter o acalento do grupo, mas se ficamos próximos demais nos espetamos. O Anel representa a sedução, o desejo de cada integrante do grupo, desejo este que os afasta da possibilidade de viver em uma horizontalidade com os demais integrantes do grupo. O Um Anel representa um vácuo de desejo que tende a todo o momento sugar o grupo para a autodestruição.

Desta maneira, temos um grupo e temos uma tarefa: pensar o destino do Anel. A horizontalidade deste grupo é a que todos estão ameaçados pelo inimigo Sauron, portanto, desejam destruí-lo. Mas o Anel tem o poder – e ele parece ter vida própria mesmo – de trazer à tona em cada discurso a verticalidade de cada sujeito a discursar. A fala de Elrond está pautada em sua necessidade de tirar o Anel de seu território. No caso, Elrond estava prestes a “deixar o mundo” junto com sua linhagem de Elfos, mas a presença do Anel em Valfenda o fez ter de atrasar sua partida. Após sua partida, a guerra com Sauron deixaria de ser seu problema e de seus familiares, pois há muito tempo atrás o próprio Elrond já havia estabelecido sua guerra contra o senhor sinistro.

Os Anões e os Elfos da floresta presentes no conselho mostram-se extremamente resistentes ao trabalho em conjunto, devido às históricas divergências políticas entre estas raças. Os homens são representados pelo personagem Boromir, que traz para questão detalhes sobre o front de batalha, nos limites entre o reino dos homens – Gondor – e o reino do Sauron – Mordor. O discurso de Boromir mostra-se como o mais egoísta do conselho, pois relata que o Anel deveria ser uma recompensa pelos anos de proteção oferecidos pelos homens que enfrentam diariamente as investidas de Sauron para dentro do território dos “aliados”. Este discurso egoísta aparece como disfarçado de benevolência perante aqueles que protegem a Terra-Média. Segundo Boromir, de posse do Anel o reino dos homens poderia acabar com o exército negro de uma vez por todas. As proposições de Boromir fazem com que todo o conselho entre em crise e comece um debate acalorado e desrespeitoso dentro da resistência frente à tarefa de decidir o destino do Anel. Cada um começa a falar dos motivos pessoais pelo qual deveria possuir o Anel, já que os outros não seriam dignos de tê-lo. A verticalidade e o narcisismo tomam os integrantes do conselho que entram em um momento de pré-tarefa, ou seja, evitam o duro e angustiante fardo de centrar o grupo na tarefa. Assim, o grupo fez-se massa e alienou-se no desejo do Anel de destruí-los.

A questão que se põe é que a única maneira de destruir o anel é leva-lo por dentro do reino de Sauron e jogá-lo no fogo onde foi inicialmente forjado – tarefa que ninguém deseja realizar, muito menos deixar outros realizarem. Frodo, um Hobbit, traz o grupo de volta para a tarefa quando diz: “Levarei o Anel […] embora não conheça o caminho.”. Frodo faz um traço importante no grupo para trazê-lo de volta a tarefa: “desverticaliza-se”, se coloca em uma posição de “não saber”. Abandona seu narcisismo e se incumbe da tarefa do grupo, não por acreditar ser o melhor para a missão e nem por pessoalmente precisar que a solução resolva-se, mas sim por saber que nada sabe. A posição de Frodo neste debate assemelha-se a de Sócrates em O Banquete de Platão. Quando o pensador é convocado a fazer seu elogio a Eros – o Amor, opta por trazer o discurso de outra pessoa no seu lugar, traz o saber de Diotima, uma mulher que havia sido negada no banquete, pois Sócrates “Sabe que nada sabe”. O Anel assim é o depósito de toda a angústia deste Conselho de Elrond. Mesmo assim, Frodo decide ser o portador da angústia do grupo – é o que Pichon chama de Porta-voz.

Uma ótima representação de um grupo centrado na tarefa como propõe Pichon Rivière é a Sociedade do Anel. Quando Frodo assume para si a tarefa de levar o Um Anel até a Montanha da Perdição, os companheiros do Conselho de Elrond decidem por acompanhá-lo. Legolas um Elfo da floresta, Gimli um Anão, Aragorn e Boromir Homens, Gandalf um mago e Sam, Merry e Pipin – Hobbits. No filme de Peter Jackson o momento de união desta comitiva mostra-se de maneira interessante. Aragorn oferece a Frodo sua espada, Legolas o arco, Gimli o machado e Boromir sua proteção (escudo). Há uma resignação de quem “são” e o que representam. Não se tratam mais de raças diferentes, mas sim de “meros instrumentos” que juntos favorecem a realização da tarefa. Assim, neste momento há uma atenuação da verticalização que os dominava no Conselho de Elrond e todos se identificam com o grupo na horizontalidade.

O grupo intitulado a Sociedade do Anel tem a tarefa de auxiliar Frodo em sua jornada para destruir o Anel. O êxito desta tarefa mostra-se como impossível, como o próprio Boromir afirma: “Ninguém simplesmente entra em Mordor”. De imediato o cumprimento da tarefa mostra-se impossível. Pichon indica a impossibilidade de manter-se o grupo centrado na tarefa. O que os mantém unidos como grupo? O que os faz manter-se focados em uma tarefa impossível? A proposta possível é a de que há um deslocamento da tarefa. A tarefa de destruir o anel passa a ser somente de Frodo, o que o torna completamente responsável por ela e o faz sofrer todo o peso desta demanda. A Sociedade do Anel assume assim a tarefa de auxiliar Frodo na realização de sua tarefa. O grupo reconhece assim o vazio existente na centralidade deste grupo, pois não há indicativo nenhum de que Frodo será bem sucedido, mas o grupo suporta esta angústia e confia no pequeno Hobbit. Aragorn e os outros dão um “salto” neste vazio, um salto de confiança que é o que mantém este grupo unido – mesmo estando a léguas de distância. O salto só torna-se possível a partir do momento em que se é “tecida” uma rede de vínculos afetivos no grupo. Esta rede oferece um suporte de segurança para o grupo, indicando que “tentaremos realizar esta tarefa juntos, caso falhemos, falharemos juntos” – assim o vínculo sempre é um ganho.

Boromir sucumbido à verticalidade de querer ajudar seus conterrâneos tenta tomar o Anel de Frodo, o que faz com o que o grupo sofra uma cisão e ocasiona a morte de Boromir. Ao tentar se apoderar do Anel o cavalheiro sacrifica os vínculos estabelecidos entre o grupo e a única maneira de retornar o grupo para a centralidade da tarefa – proteger o Frodo – é através do sacrifício do próprio narcisismo. A morte de Boromir é mais significativa ao grupo do que a sua própria presença, a ausência de um integrante traz de volta ao grupo a existência de um vazio como centralidade da Sociedade. O que parecia estar superado com o deslocamento de uma tarefa para outra, retorna em ato como fatalidade e exige dos integrantes um posicionamento ético frente à tarefa. Neste momento o grupo divide-se em três: Frodo e Sam dirigem-se para Mordor; Merry e Pipin são capturados e são levados para Isengard; e Aragorn, Legolas e Gimli decidem por salvar seus Merry e Pipin.

Inicialmente a opção de Aragorn e os outros pode indicar uma desistência da tarefa de proteger Frodo. Porém, as últimas palavras de Boromir indicam o que pauta a decisão de Aragorn. Boromir afirma em seu último suspiro: “Eu não consegui deixá-lo ir”. O grupo exige perdas, principalmente perdas severas aos pequenos narcisismos. Este ponto talvez seja o que mais atraia a atenção do grande público para estas histórias que contam sobre como os grandes grupos de aventureiros passam por suas desventuras nas relações interpessoais grupais. De Jasão e os Argonautas, Os Vingadores até o Big Brother Brasil a premissa é a mesma: assistir aos processos grupais de um lugar protegido e ser expectador de como os entraves entre o narcisismo e a união grupal se dão. É fascinante por que é extremamente familiar a qualquer pessoa – abdicar-se de suas vontades para uma boa convivência grupal para Freud é esta questão é universal.

Assim, Aragorn compreende que a melhor maneira de proteger Frodo, é separando-se dele. No enredo isso se dá por que Aragorn e os outros utilizam disto como um estratagema para atrair a atenção de Sauron – enquanto o inimigo preocupa-se com esta distração, Frodo encontra um caminho livre. A cena mais representativa talvez seja no final da história quando Frodo finalmente chega a Mordor, mas lá encontra um acampamento de milhares de Orcs. Neste momento Frodo e Sam deparam-se mais uma vez com a angústia perante o vazio grupal. Reconhecem-se como individualmente fracos para enfrentar tamanha tarefa. O que se segue é que paralelamente a isto, Aragorn e os outros fazem uma investida ao reino de Sauron de maneira que o exército acampado a frente de Frodo precisa se deslocar rumo à batalha e Frodo encontra o caminho livre. Gosto desta imagem paradoxal: quando Frodo encontra o campo CHEIO de inimigos depara-se como VAZIO que sua tarefa impõe e quando o campo ESVAZIA-SE o animo retorna e a execução de sua tarefa torna-se possível mais uma vez.

A Sociedade do Anel sabe que esta investida rumo ao exército de Sauron não surtará resultados, mas a comitiva acredita que Frodo terá uma chance melhor se isto acontecer. O interessante é que a Sociedade decide por este sacrifício – todos sabem que iriam perecer frente a este ataque – mesmo sem receber nenhuma notícia de Frodo desde a cisão do grupo. A Sociedade neste momento funciona como um grupo de comandos com ações extremamente cronometradas. Para Pichon o grupo centrado na tarefa poderia dividir-se e mesmo cumprir com a execução da tarefa, desde que cada confie que o seu antecessor e seu sucessor irão cumprir com sua parte do plano. Gandalf e os outros simplesmente confiam que Frodo ainda está vivo e centrado na tarefa. Isto significa que o grupo mantem-se neste salto de fé que apenas é sustentado pelo próprio grupo. Apesar de diversos eventos ocorrerem entre a formação da Sociedade do Anel e esta batalha final a centralidade da tarefa não se perde, pois o grito de guerra puxado por Aragorn na hora da disparada sacrificial em direção a um inimigo invencível é: “Por Frodo!”. Interessantemente Frodo retorna a posição de Sócrates no Banquete, pois também não consegue destruir o Anel. Cabe à criatura Gollum realizar a tarefa. Acredito que isto apenas nos indique que Frodo precisou manter-se nesta posição de não preencher o vazio grupal até o final, deixa que outro o realize para ele. O papel de Frodo é o de Portador da angústia grupal – “ferida esta que nunca cicatrizará”.