Para ver: Homeland – Primeira Temporada

Um soldado americano dado como morto volta para a casa depois de oito anos cativo em território inimigo. Recebido como herói pelo seu governo, tem a chance de reencontrar sua família e prosseguir em sua vida. Mas para Carrie Mathison (Claire Danes, vencedora do Globo de Ouro pelo papel), uma prodigiosa agente da CIA que cresceu sob a nuvem negra e ameaçadora do terrorismo, o retorno do Sargento Nicholas Brody (Damian Lewis) não aparenta ser apenas uma segunda chance, fazendo soar a possibilidade de um novo e eminente ataque terrorista.

“Nós devemos, e continuaremos vigilantes”
– Barack Obama, da abertura de Homeland

Baseado no seriado israelense Hatufim, Homeland, série americana produzida pela Fox 21 e exibida pelo canal Showtime, não é tão simples como a breve sinopse acima faz parecer. Através de elementos que, em uma precipitada análise poderiam fazer com que descartássemos a produção por completo, há um subtexto muito mais interessante e complexo.

Por detrás dessa vitrine de “soldado herói” e “guerra ao terror”, existe uma densa camada de detritos; um cenário onde as várias faces da verdade são manipuladas, e a mentira, alcança status de “canção favorita” para toda uma nação, se tornando parte natural das pequenas coisas que motivam os indivíduos.

“Não vou… Não deixarei acontecer novamente”
– Carrie Mathison

Durante os doze episódios que formam a primeira temporada da série, somos confundidos por uma narrativa “ilusionista”, que nos faz olhar sempre para a “mão errada”, e contribuí para o ótimo clima de drama e suspense que a trama possui.

”[…]como fuzileiro naval, eu jurei, defender os E.U.A., contra inimigos externos e internos”
– Nicholas Brody

Sem apontar um “dedo acusador”, o inseguro soldado e a problemática agente são “faces da mesma moeda”; vítimas de discursos obsoletos, a partir dos quais decisões são tomadas com o aval de “crenças poeirentas” ou “danos colaterais aceitáveis”. Nestes casos, como diz o bordão da série, “mais perigoso que as mentiras, é a verdade”.

O radicalismo não é privilégio de um só lado.

Semper fi.

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