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Conan

The Adventures of Conan: A Sword and Sorcery Spectacular

O sucesso do primeiro filme com Arnold Schwarzenegger alavancou na década de 1980 o que ficou conhecido posteriormente como ConanMania. A febre em torno do cimério se espalhou por países da Europa, América do Sul, Ásia (principalmente Japão, e claro, Estados Unidos.

Foram milhares de produtos relacionados ao bárbaro e a Universal Studios achou que poderia fazer um bom dinheiro com um show temático em seu parque. Assim, com o orçamento portentoso de cinco milhões de dólares, muito efeitos especiais e um alarde enorme, eles lançaram The Adventures of Conan, com o subtítulo A Sword and Sorcery Spectacular. A peça foi uma das iniciativas para celebrar os 20 anos de Tour nos Estúdios da Universal.

A peça tinha vinte minutos de duração e foi livremente baseada na história do filme. O palco foi preparado para se parecer com a Montanha da Perdição de Thulsa Doom. O par romântico de Conan foi substituído e Valéria cedeu lugar a Red Sonja, que na época estava fazendo relativo sucesso com suas HQs.

A história é simplesmente medonha, e envolve um mago e a tentativa de roubar seus tesouros. Uma confusão libera na terra um antigo demônio que parece invencível e só poderá ser detido por um homem: Conan, o Bárbaro. Incrivelmente, Conan não está presente na história desde o começo. O templo é invadido por Red Sonja e um jovem magrelo e só no meio da peça, após a libertação do demônio, é que esse jovem apanha uma espada mágica e ela o transforma no maior guerreiro de todos os tempos! O defeito especial é particularmente tosco, quando o rapaz é envolto por uma nuvem de gelo seco e desaparece, dando lugar a um ator forte e musculoso.

A peça estreou no Castle Theatre (local que já apresentou diversas montagens, incluindo Castle Dracula e Spiderman Rocks) em junho de 1983 e foi um grande sucesso, sendo encenada por mais de dez anos, até maio de 1994, quando foi substituída por Cinemystique: Illusions of the Night (que não durou muito) e depois por Beetlejuice Graveyard Revue.

A peça foi produzida pela empresa Landmark Entertainment, que preparou um espetáculo com lasers e personagens animatrônicos gigantescos, controlados por computador. Apesar do esmero visual, é uma pena que a história não ajudasse. O elenco era composto por oito pessoas. Como o cast era rotativo, não há nomes divulgados sobre quem foram os atores que interpretaram os personagens. O ponto mais sensacional de tudo é que o músico Basil Poledouris, responsável pela trilha sonora dos dois longas-metragens originais do cimério, também criou a trilha para esta peça – que é sensacional. O raríssimo CD com a trilha está disponível hoje somente através do selo Super Tracks e contém duas músicas:

  1. The Adventure Of Conan (8:03)
  2. Sword And Sorcery Spectacular (16:32)

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Sobre o autor

Alexandre CallariGraduou-se em Letras. É escritor, tradutor, palestrante, aficionado por cinema e quadrinhos e atualmente é editor da DC Comics no Brasil. No passado também trabalhou com música e artes marciais. Autor de vários livros, dentre eles Apocalipse Zumbi – Os Primeiros Anos, Branca de Neve, Desvendando nelson Rodrigues e da série Quadrinhos no Cinema, ao lado de Daniel e Bruno. Proprietário de uma coleção de 15.000 quadrinhos antigos, Callari viaja frequentemente pelo país fazendo exposições das suas edições raras.Ver todas as publicações de Alexandre Callari →

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  1. EryveltonEryvelton07-16-2012

    Parece que não é de hoje que o cimério sofre com adaptações injustas. Quem dera um Peter Jackson se interessasse pela obra do Grande Howard!!!!!!!!! Fico na eterna espera…

  2. Bruno nutilidadeBruno nutilidade07-17-2012

    Opa, tudo bem? Sou o Bruno Inutilidade. Criador do Blog Inutilidade Publica( http://inutilidadexpublica.blogspot.com.br/).
    Minha historia é realmente estranha o modo que eu cheguei a esse site fabuloso e com perdão da palavra: Foda!
    Muito simples e gostável de primeira. Alias, sou seu fã depois que eu li.. ou melhor, Estou lendo seu livro: Apocalipse Zumbi: Os primeiro anos.

    Vou trazer aqui o comentário que eu tinha feito no Facebook. Comentei a parte da pagina 49, onde tinha a ilustração do Trem.

    Estou lendo Apocalipse Zumbi: Os primeiros anos. O livro que eu postei recentemente aqui no Facebook. Estou na pagina 53/333 do Capitulo 5. O livro é bom, apesar do clichê que todos conhecem. Essa imagem que eu estou postando, me chamou muita atenção. O infectado entra normal e os sintomas começam aparecer de pouco a pouco. Alexandre Callari mostra isso perfeitamente. A pessoa, mutação e a morte. Nessa cena é mostrado uma cena cruel e muitos iriam pular essa parte se fosse um filme.

    O Zumbi, infectado. como o autor prefere os chama, mata todos no vagão e Alexandre descreve o bebê , morto pelo infectado assim: Pescoço retorcido com a cabeça voltada para trás e o bracinho quebrado como um galho de árvore que estava bem mole. Nunca tinha lido ou visto( em séries e filmes) um bebê morto sendo morto brutalmente e com isso pude ver direitinho.Tenso? Muito, mas faz parte da realidade se isso acontecesse no mundo real.

    Alexandre, quero falar que sou seu fã! Continue escrevendo livros e seu blog já está no meu favoritos. Sempre esperando novidades. Abraço!