Pipoca e Nanquim Visita a MSP – Dia 2

Nosso segundo dia de visitas à MSP começou exatamente igual ao anterior, ou seja, com muito trânsito. Na verdade, não estava em nossa programação voltar à empresa, senão para buscar os autógrafos que ficaram prometidos no dia anterior. Portanto, estávamos aguardando um telefonema do Sidney Gusman.

Pela manhã, comparecemos a uma cabine de cinema organizada pela Califórnia Filmes, na qual conferimos em primeira mão o longa-metragem Melancolia. Estávamos saindo da sessão, quando o celular do Alexandre tocou. Era o Sidney, avisando que poderíamos passar na MSP para pegar as coisas que o Mauricio havia preparado para a gente.

“Que horas vocês vão passar por aqui?”.

Já era quase uma da tarde e o Sidney ia ficar na empresa até aproximadamente 15 horas e depois ia viajar. Sem nem perguntar aos outros, o Alexandre já confirmou: “Sidney, vamos passar aí agora, então!”, e na sequência avisou o Daniel e o Bruno: “Seguinte, vamos ficar sem almoço hoje!”.

Alexandre no volante, perigo constante.

Alexandre no volante, perigo constante.

Beleza. Obviamente, ninguém protestou, pois todos estavam loucos para voltar à MSP. Chegamos em pouco tempo no local e fomos direto para a sala do Sidão, que nos recebeu novamente com um sorriso no rosto e uma sacolinha em cima da mesa. “Isso aqui é para vocês”.

O coração bateu acelerado. O Mauricio havia preparado para cada um de nós um desenho de próprio punho em uma folha de sulfite; um personagem para cada e, de quebra, ainda mais um para o Gabriel, enteado do Alexandre. Além disso, ainda havia separado um Box para cada, também autografado. É sensacional ver pessoalmente aquela assinatura do Mauricio que tanto nos habituamos a ver impressa nas revistas. Lógico que ficamos emocionados, pois o máximo que esperávamos era um autógrafo simples – não um cuidado como aquele.

Depois da comoção, o Sidney tratou de nos mostrar mais algumas imagens do MSP Novos 50, quando uma surpresa nos arrebatou: o Mauricio entrou na sala.

“Olha os pipoqueiros aí!”, brincou ele.

Caramba, ele nos reconheceu e ainda lembrou o nome do programa! Que demais!

Bem mais relaxado que no dia anterior, Mauricio ficou na sala conosco trocando boas ideias. Sobre o que falamos? Um monte de coisas, entre elas, conversamos sobre bebidas e ele nos revelou que adora tomar um bom vinho. Contou sobre situações divertidas que ele e o Sidney passaram, antes de pedir licença para ir resolver algumas coisas.

Logo depois, Sidney perguntou como estávamos de tempo. Como dissemos que estávamos tranquilos, ele alertou: “Então vamos terminar o tour que ficou incompleto ontem!”.

Fomos conhecer algumas coisas bem legais que ficaram faltando no dia anterior. Entre elas, a sala onde são planejados os brinquedos dos parques, apresentações do teatro e do circo. As paredes cobertas de ilustrações e projetos, as pessoas (um grupo pequeno), compenetradas em frente aos seus computadores. Só podíamos imaginar o que estava se passando naquelas mentes criativas.

Mas o ponto alto foi quando visitamos o estúdio de som.

“Sidney, então vocês não terceirizam esse trabalho?”, Alexandre perguntou.

“Não, a empresa é completamente auto-suficiente. Gravamos e editamos tudo aqui mesmo!”.

O estúdio é um pequeno sonho para qualquer músico. Um projeto acústico primoroso, com paredes trabalhadas para valorizar a reverberação sonora, uma bateria Tama montada e um teclado Yamaha. Em um canto bem de frente para a técnica, havia um microfone Sure ainda no pedestal com um roteiro de dublagem na frente. Demos uma lida rápida (e algumas risadas). Do lado de fora, uma mesa digital de última geração. O Sidney nos contou que lá são feitas as dublagens de tudo o que é produzido e também a trilha sonora (inclusive nos revelou que até hoje é o próprio Mauricio quem faz o latido do Bidu). A seguir, nos apresentou aos técnicos, que também são músicos e gravam grande parte do necessário.

Todos bastante simpáticos, assistimos em primeira mão àqueles comerciais produzidos em parceria com a Petrobrás que falam sobre o patrocínio que a empresa destina a produções nacionais de cinema. Rolamos de rir com os personagens da Turma da Mônica interagindo com Wagner Moura, Selton Mello e outros. Logo depois de nossa visita, os comerciais chegaram à imprensa e já podem ser vistos na internet.

Voltamos à sala do Sidão, que nos contou alguns planos seus para 2012 (coisa de arrepiar), mas que ainda não podem ser revelados. Galera, olha só o que vamos dizer: se vocês acham que a coleção MSP 50 era o ápice do trabalho dele, irão se surpreender. Tem muita coisa boa vindo por aí. Ele também abriu seu armário e nos mostrou um livro que datava da década de 1960. “Este foi o primeiro livro ilustrado que o Mauricio lançou!”.

O Bruno segurou o exemplar nas mãos e arregalou os olhos. “Sidão, você não vai acreditar, mas eu tinha isso aqui. Não sei o que aconteceu, mas tenho certeza de que tinha!”. Ficamos na torcida para que ele descubra onde foi parar uma peça rara como aquela. Segundo o Bruno, provavelmente está nos armários da casa de sua tia-avó, que descuido.

Antes de irmos embora, tomamos o habitual cafezinho, regado a bom humor e risadas. De quebra, Sidney nos fez um convite que muito nos honrou: “Querem escrever resenhas para o UHQ?”.

“Sério?”.

“Claro, a casa tá aberta!”. Sentimo-nos nas nuvens (já tem review nosso por lá). Fomos embora felizes como nunca e cientes de uma coisa: O Sidney é um cara nota 10 e a MSP é uma verdadeira fábrica de sonhos.

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  1. Poxa! Conhecer o Maurício e, ainda, bater um papo com ele… O tempo, naturalmente, vai nos levando esses gênios cada vez mais raros, raríssimos. Por mais longas que sejam suas vidas, como o foi com o Will Eisne, por exemplo. O Maurício nos criou um mundo vasto. Não se veem mais talentos como esses surgindo por aí. Vida longa e produtiva e ao Maurício!