Para ver: The Killing (2011)

Colaborador: Willian blackwell (@blackwill)

Eu sei, eu sei! A primeira coisa que vem na cabeça é: “Twin Peaks?” – a resposta é: “Não!”The Killing presta uma homenagem ao seriado da década de 90 criado por  David Lynch e também ao filme Silêncio dos Inocentes – ou você acha que o  nome da melhor amiga de Rosie ser Sterling é mera coincidência? Eu acredito que não! Mas, as comparações não passam do campo da homenagem. Não temos surrealidades e muito menos doutores canibais ajudando no caso. 🙂

The Killing é baseado em uma série da TV dinamarquesa chamada Forbrydelsen (The Crime), que atualmente está com a sua terceira temporada no forno. Enquanto isso nos USA , a primeira temporada da versão americana, produzida pelo canal AMC (o mesmo de Walking Dead) teve a sua estréia no dia 03 de Abril de 2011 com 13 episódios confirmados.

 “…A série amarra três histórias que existem em torno de um único assassinato, incluindo os detetives acionados no caso, a família da vítima, e os suspeitos. A história se passa em Seattle, e também explora a política local, seguindo políticos ligados ao caso. No desenrolar da história fica claro que não existem acidentes; todos tem um segredo, e enquanto os personagens acham que podem seguir em frente, o passado aparece não ter terminado com eles ainda…”. Trecho da sinopse oficial

O interesse e o brilho da série se intensificam exatamente ao acompanhar toda a avalanche de consequências que um único fato pode causar na vida de pessoas aparentemente diferentes, porém ligadas direta ou indiretamente ao caso. Alguns pilares da sociedade – igreja, lei, família, política –  são discutidos e retratados durante o desenrolar da trama, conforme questões de fé são colocadas à prova, interesses pessoais começam a colidir com algumas decisões tomadas e erros cometidos, e todo o contexto do assassinato sendo usado em prol de campanhas políticas.

E como isso serve para mim? Ela não deveria estar com Deus,
deveria estar comigo.” – Mitch Larsen, mãe da vítima

Particularmente gosto muito quando o caminho escolhido pelo roteiro é o de mostrar o lado humano da coisa  – não querendo tomar partido de nada, não escolhendo de que lado está, sem definição de bem ou mal. As personagens são ambíguas num sentido anti-heroico; é notável que todos tem uma criatura no sotão para esconder. O núcleo político do seriado me fez lembrar uma outra obra que gosto muito: a HQ Ex-Machina – nela o atual prefeito da cidade de Nova Iorque é Mitchel Hundred, um super herói aposentado denominado A Grande Máquina. Assim como nos quadrinhos, o passado do candidato a prefeito Darren Richmond (Billy Campbell) não para de bater à porta e lhe trazer repercussões. Outra figura interessante na série é Stephen Holder (Joel Kinnmaman), um ex detetive da narcóticos e futuro substituto/parceiro da detetive Sarah Linden (Mireille Enos). Com seu visual junkie e métodos nada ortodoxos, ele vai ajudando na investigação do assassinato da adolescente Rosie Larsen.

“Aquele viciado parece melhor que você. Por que não se limpa
e veste um terno?”
tenente para detetive Holder

The Killing é uma obra para ser apreciada com calma, analisando todos os detalhes e sabendo sempre que nada é o que realmente aparenta ser. O roteiro não se apressa em esclarecer fatos, trabalhando de maneira cautelosa e minuciosa todas as personagens e nuances possíveis.

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