É fácil pagar mico em filme de herói!

Vivemos o auge das adaptações de HQs para o cinema. Os estúdios bancam filmes exorbitantes sem piscar, sabendo que mesmo que eles sejam ruins (Quarteto Fantástico, Motoqueiro Fantasma, Demolidor, O Incrível Hulk…) darão um bom retorno de bilheteria. Na verdade, nem sempre foi assim. Na década de 90, filmes de heróis sofriam com orçamento que se comparados com os de hoje, são risíveis. Por exemplo, o Justiceiro com Dolph Lundgreen custou 10 milhões de dólares e o próprio Batman de Tim Burton, 48 milhões. Passa longe de quantias como O Cavaleiro das Trevas e Watchmen, não é verdade?

Mas este post não é para discutir orçamento, e sim para mostrar que desde a década de 30, a galera sempre pagou mico fazendo filme de super-herói – o que prova que eles não são assim tão simples de serem feitos. Então vamos lá, aos micos:

Sylvester Stallone – O Juiz

A intenção era boa. Após um período de baixa em sua carreira no final da década de 1980, Stallone voltou com tudo em 1994 e engatou bons filmes que fizeram bastante sucesso, como Risco Mortal e O Demolidor. Aí alguém deve ter falado para ele que existia um policial inglês, sucesso entre o público underground, que vivia num mundo maluco onde policiais são juízes, júris e executores. Bela premissa, não? Assim, em 1995, Sly lançou esta bomba – e de quebra conseguiu arrastar alguns atores de respeito, como Armand Assante, Max Von Sydow e Diane Lane. E, claro, um ator do quilate de Stallone jamais poderia ficar sem mostrar o rosto, então lá está ele sem máscara durante metade do filme – o que nunca aconteceu nas HQs.

Billy Zane – O Fantasma

Ok, você vai dizer que a carreira inteira de Billy Zane é um mico completo – e eu vou ter que concordar. Mas também vamos dar um desconto para o cara, pô. Sem ele, Titanic não teria sido a metade da diversão que foi e ele conseguiu contracenar com Tom Berenger em O Atirador nos bons tempos do homem! Isso quase apaga as outras 100 porcarias que ele estrelou (eu disse quase), mas neste O Fantasma ele realmente conseguiu se superar. Nada, sem brincadeira, nada se salva nesta incrível porcaria, dirigida por Simon Wincer, em 1996. E ele levou consigo para o buraco Treat Williams, Kristy Swamson e uma Catherine Zeta-Jones ainda em começo de carreira.

Christopher Reeve – Superman IV: Em Busca da Paz

Sabe aquela famosa história sobre relacionamentos? Os primeiros anos são maravilhosos, de repente tudo começa a dar uma estremecida, até entrar naquela fase terminal em que a coisa simplesmente explode? Pois é! Foi o que aconteceu aqui. Esta porcaria sem igual produzida pela Golan-Globus (na boa, essa dupla de judeus picaretas ainda vai ganhar um post só seu aqui) faz com que Superman III pareça uma obra de arte. E olha que naquele tinha até Richard Pryor como alívio cômico… Bom, esta bomba de 1987 não fez Reeve pagar mico sozinho, o elenco principal dos outros filmes veio junto, inclusive Gene Hackman e Margot Kidder. E o fracasso foi tão grande que foi a partir dela que os estúdios começaram a ficar reticentes em apostar em produções baseadas nos filmes de heróis.

Talisa Soto – Vampirella

Quando anunciaram o filme da Vampirella, eu fui o primeiro a dar pulos de alegria. Pena que as notícias seguintes não foram nem um pouco animadoras. No papel principal, Talisa Soto. Ok, ela tem um rosto bonito, porém estamos falando de Vampirella, caramba, e todos sabem que 90% dos quadrinhos dela se baseiam em, bem, em certos atributos que Talisa não tem. Mas tudo bem, vamos dar crédito. Aí anunciam o vilão, Roger Daltrey, do conjunto The Who. Cacete, fala sério. Então sai a primeira foto de Talisa e vemos que qualquer cosplay vagabundo é melhor desenhado que o uniforme da alienígena vampira. O diretor é Jym Winorski que conseguiu a façanha de dirigir mais de 80 títulos na carreira – todos pérolas. Enfim, nada se salva neste lixo incomensurável de 1996, com uma história ridícula, que se leva a sério e nem sequer tem os momentos divertidos dos filmes trash.

Josh Brolin – Jonah Rex

Caraca, o que poderia dar errado? Brolin interpretando um pistoleiro durão e desfigurado. A gostosa do momento Megan Fox para encher os olhos do público masculino. John Malkovich de vilão. Um dos mais amados personagens secundários da DC Comics? Bem, por mais que a fábula pareça bonita, tudo deu errado neste equívoco de 2010. Roteiro? Bad! Atuações? Bad! Figuro? Bad! Direção? Bad! Fotografia? Bad! Trilha Sonora? Bad! Cara, na boa, poupe a si próprio duas horas de nervosismo e jamais assista este lixo!

Jennifer Garner – Elektra

Quando o filme do Demolidor estreou, mesmo as pessoas que falaram mal (e olha que foram muitas) concordaram em uma coisa: se tinha algo que se salvava era a escolha de Jennifer para o papel de Elektra. Quando a Marvel deu sinal verde para o filme solo da ninja, eu imagino que ela deve ter dado pulos de felicidade. O diretor era Rob Bowman que vinha do sucesso Reino de Fogo (um bom filme de dragões) e estava querendo dar o pulo para fora da televisão, pois ele sempre foi um desses diretores anônimos de séries de TV. Ledo engano – o filme Elektra sepultou as chances dele e o arremessou diretamente de volta para a telinha. O mais incrível é que o cara se diz fã da personagem, e conseguiu transformar a maior ninja assassina da história dos quadrinhos em uma menina chata e chorona. E até Jennifer (normalmente competente), por mais perfeita que estivesse fisicamente, está canastrona ao extremo neste filme de 2005. Quem mais foi arrastado para esta vergonha alheia? Nada mais, nada menos que Terence Stamp – um daqueles atores soberbos e sérios que chega numa determinada altura da carreira e não sabe mais o que fazer!

Shaquille O’Neal – Aço

Tudo bem, ele pode ter sido um dos grandes gigantes do basquete de todos os tempos. E pode até ser que nas quadras, Shaquille nunca pagasse mico. Mas aqui… Bom, dá para sentir que é uma ideia de girico desde o começo, um filme de um personagem de quinta categoria, dirigido por um diretor de quinta categoria (Keneth Johnson, que praticamente só fez séries de TV na vida), com um ator que não é ator. É, meus caros, o resultado: um orçamento de 16 milhões de dólares e uma renda de… 1 milhão e setecentos. Pois é, mais um chute no saco que a Warner deu em si própria.

Lou Ferrigno – Hércules

Todo mundo se recorda de Lou no papel do Hulk, na série de TV, mas na verdade ele fez muitos filmes de ação. Foi Simbad no cinema, chegou a fazer uma ponta na série do Conan e tem um filme verdadeiramente ótimo, Cage, no qual contracena com Reb Brown (o Capitão América da década de 70). Mas ele teve a infelicidade de se envolver com o “diretor” italiano Luigi Cozzi que, em 1983, queria dar a sua versão do mito do mais famoso herói grego. E sabe do que mais? Hércules é ruim de doer, mas até que dá para se divertir. Mas o pior ainda estava por vir… Dois anos depois, aparentemente Lou e Luigi acharam que o filme anterior não foi ruim o suficiente e resolveram filmar uma sequencia: As Aventuras de Hércules.

(Pausa para um silêncio constrangedor)

Meu amigo, vou te contar uma história… Esse filme é horrível. Terrível. Pavoroso. Lamentável. Os críticos no mundo inteiro ficaram tão abalados que o longa é comumente citado entre os primeiros lugares em listas de piores filmes da história!!!  A coisa foi tão feia que Luigi foi literalmente arremessado para a televisão depois dessa porcaria – e lá permaneceu por um bom tempo; ele ficou tão marcado que seus filmes seguintes não foram creditados e depois ele passou a usar um pseudônimo.

Buster Crabbe – Buck Rogers

Novamente uma ideia que parecia boa. Em meio ao grande boom que houve a partir do final da década de 30, no qual quase todos os heróis da época foram levados ao cinema, tivemos pelo menos uma obra prima: Flash Gordon, com Buster Crabbe, de 1936. Tudo funcionou naquela série – atuações, roteiro, diálogos, efeitos – então nada mais lógica que repetir a fórmula usando o mesmo galã três anos depois, num personagem parecido. Mais uma vez me pergunto se produtores tem, de fato, cérebro. Afinal o que os faz pensar que tudo o que funcionou anteriormente daria certo novamente em uma cópia deslavada, com o orçamento pela metade? Crabbe (que inclusive já tinha vivido outro ícone, Tarzan), pagou um mico violento nesta série ridícula.

David Hasselhoff – Nick Fury: Agente da Shield

Um cara como David com certeza nunca se preocupou muito com canastrice, afinal ele era o astro de Baywatch! Mas neste filme feito para a televisão em 1998, ele realmente se supera. O interessante é que está na cara do astro que ele achava que realmente estava fazendo algo bom – e o tanto que leva a sério seu papel torna-se um atrativo a parte no filme. Se você estiver disposto a dar umas boas risadas, só as caras e bocas dele já valem a sessão, que precisa ser regada a pipoca e guaraná. Se você for um daqueles fãs xiitas do personagem, passe longe, pois só irá se irritar.

Brigitte Nielsen – Guerreiros de Fogo

Tive a chance de rever este filme recentemente e cheguei a uma conclusão: apesar de guardar imagens de minha adolescência de que havia algumas coisas de divertido nele, nada mais era que uma projeção (sei lá do que). Não tem nada de bom neste filme. Nada. Necas. Pitica de nada. O filme é uma merda do começo ao fim. Não vale nem para ver Sandhal Bergman usando roupas de guerreira (para ver isso eu assisto Conan, o Bárbaro, oras). Este filme desvirtua completamente a caracterização da Red Sonja, personagem de Howard dada por Roy Thomas e foi uma “bela” estreia para Brigitte Nielsen, que depois fez um monte de filmes “bons”, como Stallone Cobra e Assassinato na Lua. Minha nossa, o filme tem também Schwarzenegger em um de seus piores momentos, no papel de Kalidor (um bárbaro genérico). Uma bomba de 1985 dirigida por Richard Fleischer que, em sua carreira, teve momentos brilhantes, como Viagem fantástica, O Homem que Odiava as Mulheres, Tora! Tora! Tora!, e Barrabás.

Dolph Lundgreen – Mestres do Universo

Ele chamou a atenção como o russo indestrutível que dá uma surra em Stallone em Rocky IV, então a Golan-Globus (de novo eles) acharam que este gigante seria a escolha certa para viver nas telas o personagem He-Man – então no auge de seu sucesso. Não me levem a mal, Lundgreen teve seus bons momentos e alguns filmes de respeito, como Homem de Guerra.  Na verdade, por um momento, eu até cheguei a pensar que ele daria um passo acima na carreira e conseguiria deixar de ser só um brucutu, pois o cara parecia estar se esforçando mesmo para atuar. Seu Justiceiro, apesar de ruim prá diabo, foi o primeiro passo, mas depois ele criou um psicopata interessante em Soldado Universal, e principalmente, em Johnny Mnemonic, ele surpreendeu como o Profeta. Mas depois tudo deslanchou. E quer saber, não dá para esquecer a imagem dele com aquele cabelinho cheio de água oxigenada e correndo num figurino ridículo. Mestres do Universo (que incrivelmente eu adoro – afinal todos temos os trashs que amamos) é ruim de doer, e muita gente boa colapsou neste embaraço de 1987: Courteney Cox (antes de seu sucesso com Friends), Chelsea Field (que daí para frente só conseguiu participar de produções C), Meg Foster e incrivelmente Frank Langella – um dos grandes atores de sua geração, excepcional em Frost/Nixon, que até que convence no papel de esqueleto.

Gerard Christopher – Superboy

Se muita gente acha ruim Smalville hoje em dia, tenho que dizer uma coisa: esta série faz com que o atual seriado do homem de aço (e até mesmo As Aventuras de Lois & Clark) seja uma obra prima. Sério. E incrivelmente esta tranqueira durou quatro anos, de 1989 a 1992. Bom, desnecessário dizer que a filmografia do ator, daí para frente, foi ladeira abaixo. Na verdade a série começou um ano antes, com John Newton no papel principal, porém após 26 episódios o cara foi despedido alegadamente por motivos contratuais e Gerard assumiu. Graaaande mérito. No papel de Lana Lang, a igualmente bela e desprovida de talento, Stacy Haiduk, que até hoje tenta se destacar na TV.

Sean Connery – A Liga Extraordinária

Pode um filme ser tão ruim, mas tão ruim, mas tão ruim a ponto de jogar um dos maiores atores da história do cinema para a aposentadoria e o deixar tão traumatizado que ele se recusou de sair dela até para estrelar o novo Indiana Jones (não que ele estivesse de todo errado)? Pois é, este filme conta com um bom elenco incluindo Stuart Townsend e uma de minhas favoritas Peta Wilson (reconheço que tenho o DVD só por causa dela), porém a verdade é que ele parece uma piada de mau gosto. Produzido em 2003 e “baseado” nos quadrinhos sensacionais de Alan Moore, o filme literalmente sepultou a carreira de Connery e também do aspirante a diretor Stephen Norrington, que havia acertado a mão no primeiro Blade (em 1998), mas de lá para cá não conseguiu dirigir mais nada. O mais triste foi escutar uma declaração de Connery antes do lançamento do filme dizendo que ele havia recusado papéis em Matrix e O Senhor dos Anéis, então desta vez não ia deixar passar um mega-sucesso! Coitado, fala sério se isso é forma de terminar uma carreira tão incrível quanto a dele?

Frank Miller – Spirit

Putz, não podia deixar de citar esse, não é? Vamos ser sinceros, quanto tempo faz que Miller não cria algo que preste. Todos são coniventes e pacientes com ele por causa de tudo que ele fez no passado – que é espetacular – mas acho que a última coisa boa que ele fez de verdade foi Sin City (a HQ). Aí ele se mete a diretor (só por que Robert Rodriguez, dando uma de fã babão, lhe deu a cadeira de co-diretor no filme Sin City) e pior, resolve adaptar um dos melhores quadrinhos da história: The Spirit. O resultado? Pavoroso. Ele consegue de uma só vez criar (mais) um momento constrangedor para Samuel L. Jackson, queimar as divas Scarlett Johansson, Eva Mendes e Jaime King, implodir a carreira do ator principal Gabriel Macht e ainda vetar todas as suas chances de continuar atuando como diretor em Hollywood. E não é para menos, esta porcaria de 2009 faz com que o longa-metragem feito para a televisão em 1987 com Sam Jones seja uma obra prima. Tiveram poucos filmes que eu desliguei na metade (odeio fazer isso por questão de princípios, não se deve criticar algo que você não viu), e este foi um deles. Na boa, eu já tinha visto o suficiente.

MENÇÃO HONROSA:

Halle Berry – Mulher-Gato

A síndrome do Oscar… Acontece sempre. Atores e atrizes ganham o cobiçado prêmio e de repente começam a fazer as piores escolhas possíveis na carreira (e entregar também as piores atuações). Mas não vou me alongar muito falando sobre Mulher-Gato aqui, afinal todos vocês conhecem essa bomba. De quebra Sharon Stone pagou um micaço nesse longa e também Benjamin Bratt (e eu que o respeitava por causa de Lei e Ordem…). Bom, mas o que esperar de um diretor chamado Pitof? Sabe o que mais, esse maluco conseguiu dirigir mais um filme para a televisão em 2008, quatro anos após ter assassinado a inimiga mais legal do Batman (algum louco deu a ele outra chance) – e ele fez uma porcaria tão grande quanto. Fire and Ice – The Dragon Chronicles faz com que os filmes de Uwe Boll tenham algum sentido.

E O PRÊMIO VAI PARA… JOEL SCHUMACHER

Batman Eternamente/Batman & Robin

Pois é, imagina que você junta para o elenco de um filme Val Kilmer (em seu auge), Jim Carrey, Tommy Lee Jones, Nicole Kidman, Michael Gough, Drew Barrymore e, ok, comete uma gafe e chama Chris O’Donnell.

E aí para o filme seguinte consegue George Clooney, Arnold Schwarzenegger, Uma Thurman, parte do elenco anterior, e ainda a linda Elle Macpherson e Alicia Silverstone para agradar os adolescentes da época (ei, ela fez até clipe do Aerosmith).

Fenômeno similar ocorreu com Supergil, de 1984, que juntou no mesmo lixo Peter O’Toole, Mia Farrow, Faye Dunaway e Brenda Vaccaro (todos iludidos pelo sucesso de Superman), mas os feitos de Schumacher tornam este longa uma verdadeira obra de arte.

 Pois é, ele conseguiu fuzilar todos aqueles nomes ao mesmo tempo e de quebra consegue sepultar no cinema por uma década um dos maiores personagens de todos os tempos, o homem morcego e como se não bastasse, cria nos estúdios um medo maior de investir em filmes de heróis do que aquele causado por Superman IV. E o mais abismal é que essas duas porcarias deram lucro! Isso mesmo, os filmes foram bem de bilheteria. Schumacher pode ter muitos acertos na carreira, como Os Garotos Perdidos, Por um Fio, Tigerland, 8mm, Tempo de Matar e Um Dia de Fúria, mas mesmo que ele filmasse um novo Cidadão Kane, nada conseguiria apagar o constrangimento que esses dois filmes causaram.

Não concorda com algo? Esqueci de alguém? Pô, comenta abaixo sua opinião.

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  1. Alexandre, acho que faltaram alguns:

    Esse com certeza: aquele filme feito para a TV, da Liga da Justiça. Embora seja um piloto de um seriado, não deixa de ser um longa.

    Outros que na minha opinião são ruins (em muitos pontos, mas alguma coisa se salva):

    Ambos os filmes do Quarteto.
    Homem-Aranha 3.
    O segundo longa do Justiceiro; o primeiro me diverte até.
    X-Men 3, alguém?

  2. Hum, pegando a deixa desse artigo com o do Bruno sobre tranqueiras, devo admitir que mestres do universo e tranqueira mas eu gosto, hehehehe.

  3. O artigo foi legal e concordo com a escalação de todas essas pérolas (também revi "Guerreiros de Fogo" recentemente… porra, o que diabos eu via nesse filme quando era moleque?) mas preciso fazer um desabafo: é muito chato ver o povo sempre citar o Hulk do Ang Lee junto com filmes realmente ruins, como Motoqueiro Fantasma. Imagino quanto tempo ainda vai levar para o filme ser redescoberto. Hulk parece ser um filme que convencionou-se não gostar. Lembro que, na época, a tendência era as pessoas falarem mal antes mesmo de ver, resultado de uma onde de boatos que acompanhou o vazamento de um trailer com efeitos especiais mal acabados. Pra mim Hulk é um dos filmes mais injustiçados da história do cinema. Um filme notável em inúmeros aspectos, certamente um dos meus filmes de super herói favoritos, ao lado de Hellboy 1 e 2, X-Men 2 e Cavaleiro das Trevas.

    Algum dia, quando eu tomar vergonha na cara e retomar o meu blog, vou começar uma série de artigos sobre filmes injustiçados e Hulk com certeza será o primeiro. Mas, enquanto isso, só pra que não pareça que eu sou maluco ou algo assim (sempre que eu falo pra alguém que adoro o filme do Hulk a pessoa fica me olhando com cara de assustado) vou deixar aqui os links para textos de três críticos super diferentes entre si, mas que concordam que Hulk, de Ang Lee, é um grande filme:
    http://www.cinereporter.com.br/criticas/homevideohttp://www.cinemaemcena.com.br/FICHA_FILME.ASPX?Ihttp://www.omelete.com.br/cinema/critica-hulk/

  4. Muitos justificam que as adaptações de heróis eram ruins porque não havia tecnologia para dar o suporte necessário para levar as telas as coisas fantásticas dos quadrinhos, porém, os primeiros filmes do Superman são "assistíveis".

  5. Vocês esqueceram vcs deveriam ter colocado a série (sei que esse post é sobre filmes) Birds of Prey (traduzida como Mulher-Gato). Aquilo sim é pérola, das piores que existem.

  6. Eu gostei do Jim Carrey no Batman, acho que ele é o que tem de melhor e o que salva.
    Quanto ao resto, Lou como Hulk é muito feio cara, a série em si é muito chata.

  7. Concordo com o Rodrigo Emanoel. Pode-se não gostar do Hulk do Ang Lee, mas colocá-lo no mesmo saco que Demolidor, Motoqueiro Fantasma e outras aberrações é demais…

    Por outro lado, é bom ver que dessa vez não pegaram para Cristo um outro bom filme (na minha opinião) que todo mundo adora malhar, X-Men 3 – que realmente não é do nível do X2, mas está longe de ser ruim.

    E acho que, nessa lista, dava pra incluir Wolverine. Terrível, terrível esse filme.

  8. Pessoal, vocês me desculpem, mas os poodle-hulk colocam aquele filme do Ang Lee no nível das demais aberrações. Na boa, achei aquilo horrível demais, um filme chato e pretencioso, com um personagem central mal-feito e um elenco sensacional mal aproveitado. Mas sei que tem gente que o defende, tudo bem. Só o acho ruim de doer…

  9. Não é fácil acertar filmes de heróis, contudo tem diretor que caga nos personagens q dá raiva!

    Desses filmes comentados apesar dos erros muitos dá para aceitar como o Fantasma, Hércules e a Mulher Gato. Agora o Batman foi uma merda atrás da outra com atores consagrados q só deturparam os personagens.
    Depois de ter assistido os três filmes do Batman fiquei com trauma q levei tempo pra tomar coragem e assistir o Batman Begins ainda bem que Christopher Nolan salvou o morcegão…hhehehe

  10. Eu vi Mestres do Universo no cinema, pô!
    Quando a gente é mais jovem, tudo parece bom, mas aí crescemos e nos damos de conta do lixo que assistimos.
    Golan-Globus sem dúvida é uma dupla de picaretas.
    Não consigo lembrar de nenhum filme decente deles.
    E a briga do Super Homem com o Homem Nuclear na Lua entrou pra história do trash involuntário.
    Valeu.

  11. Cara de todos esses o pior mesmo foi o filme da Mulher Gato, eta filminho chato, mas eu gostei de He-man hehehehhe.
    E também teve o horrível Street Fighter do Van Dame.

  12. Ae cara parabens pelo texto! Curti relembrar alguns desses clássicos, embora alguns devessem permanecer esquecidos. Só discordo do Juiz Dred e do Fantasma, eu curtia bastante esses filmes quando era moleque e menos crítico, heheh.. Achava viajante total o cenário do Juiz e a história bacana. O Fantasma era meio macabro mas bacana. Liga Extraordinária também achei legal, uma boa pipoca pra sessão da tarde. Já esses Batmans do Schumacher não tem nem o que falar… Mesmo criança eu já achava alguma coisa errada ali: tudo muito colorido, muito falso, histórinha chata que não acabava e é claro, os Bat-Glúteos, hahahaha… Nada comparado ao CAVALEIRO DAS TREVAS. Concordo também com o colega acima, o Rodrigo, pois Hulk de 2003 não é um filme ruim, acho que é mais incompreendido do que ruim, hehehe… Abraços!

  13. Agora recem saído do forno hiboriano, temos Conan – o Barbaro. Lamentável, mas esse filme faz o de 82 ser uma obra prima. Maldito seja Marcus Nispel

  14. Ainda que com títulos diferentes, todos os filmes citados no artigo foram lançados em Portugal e eu tive o desprazer de vê-los todos. Felizmente, vi a maior parte deles em casa (na TV ou em DVD) e não no cinema. Concordo com quase todas as escolhas do autor, e elegeria “Steel” como o pior filme de super-heróis alguma vez produzido. É uma aberração cinematográfica que envergonha qualquer fã de comics. Se me é permitida a sugestão, acrescentaria à lista de adaptações falhadas, as duas longas-metragens produzidas a partir da série televisiva do Homem-Aranha da década de 1970, com Nicholas Hammond no principal papel. O último mau filme de super-heróis que vi no cinema (e arrependo-me amargamente disso!) foi “Green Lantern” que, além de um enredo infantil e de uma prestação inenarrável de Ryan Reynolds, é um falso filme em 3D.

  15. Pô mané , as vezes depende da escolha de cada um gostar ou não. As vezes o filme não é tão ruim.O ser humano não é
    perfeito. muito menos suas obras.Vou ser sincero , existem filmes sim , que são uma merda , e por incrivel que pareça, ganham até algum prêmio.Não fiquem tristes é só Pavê…rsrsrsrs.

  16. O Demolidor interpretado por Ben Afleck leva o canastrismo a niveis estratofericos!! Cinema, assim como o futebol, e uma bencao.

  17. Os dois filmes do Hulk ; os dois do Motoqueiro também faltaram !!!! Porra, o Motoqueiro tomando jujbas num taça é de matar, e o Hulk parendo um adolecente apaixonado no filme mais recente é ridiculo !! Mas, relamente, ninguém supera Schumacher nos filmes do Batman. Gotham parece uma boite gay de tão colorida e o batman ta parecendo o pitbicha. Ridículo !!!

    • Também concordo. Assisti ao filme e gostei muito, bela interpretação dos atores, sonoplastia, continuidade, efeitos visuais… é claro que não sou nenhum crítico de cinema, mas nem tudo que eles aprovam cai no gosto do povão e vice-versa.

  18. Callari, acho que você deixou de fora o fato mais importante sobre Liga Extraordinária: ele sepultou qualquer chance de fazer Alan Moore participar da produção de filmes feitos sobre personagens dele ou escrito por ele. Foi nesse filme que ele foi processado, junto com o os produtores, por ter usado o personagem de Mark Tawain. Tom Sawyer ainda não estava em domínio público, tal qual os demais. Quando Alan Moore fez o gibi da Liga, ele se atentou para esse detalhe para evitar futuros problemas, coisa que os produtores nem se preocuparam em pesquisar. E Moore é muito cioso com relação aos direitos autorais.

  19. Esqueceu sim Alexandre… A versão para o cinema de um dos meus quadrinhos preferidos, V de Vingança e o EXTREMAMENTE MEDONHO SUPERMAN, O RETORNO…. QUANTO Á SUA RELAÇÃO, OS FILMES THE SPIRIT, BATMAN E ROBIN, FANTASMA E MULHER GATO SÃO TÃO HORRÍVEIS , QUE ME DÁ VONTADE DE CHORAR DE DEPRESSÃO…LIXOOOOOOOOOOOSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS

  20. Adorei seus comentários, alguns filmes até divertem mas todos acabam sendo uma porcaria, que ao passar dos anos a gente não aguenta mais nem ver. Continue nos dando mais críticas.