Conan: o Libertador – O Maior Lançamento do Ano

Demorou, mas enfim coloquei minhas mãos naquele que é de longe o maior lançamento do ano, Conan: o Libertador. É até sacanagem chamar esta edição de quadrinhos, gibi ou mesmo Graphic Novel. Trata-se, na verdade, de um dos poucos casos em que o produto é um “tomo”! Sei que tem gente que vai reclamar por causa do que acabei de falar, mas não estou brincado. Um lançamento como este catapulta a Nona Arte a outros patamares.

Conan: o Libertador é um capa-dura espetacular publicado pela Mythos (de longe o maior lançamento da editora), que coloca todas as outras compilações já feitas no chinelo em todos os sentidos. Primeiro, contém um dos materiais mais especiais produzidos pela Marvel Comics durante a fase de Conan na editora. Segundo, o requinte é singular a ponto da edição parecer uma enciclopédia. Terceiro, temos compilações de capas em cores e diversos textos do próprio Roy Thomas entre as histórias que contextualizam o leitor e explicam o que estava ocorrendo na época, dentro e fora dos bastidores. Com 500 páginas (é isso aí, você não leu errado), papel de primeiríssima qualidade e impressão perfeita, o tomo é um material que precisa estar na estante de todo apreciador não só de Conan, como de qualidade!

O tomo reúne as edições que marcam o caminho de Conan até a conquista do trono da Aquilônia. A primeira história Além do Rio Negro é um primor em si e só ela já valeria a compra. Tive o privilégio de traduzir o conto de Robert Howard para o livro Conan: o Bárbaro e reler esta versão foi uma grata surpresa ao identificar o tanto que Roy Thomas e John Buscema foram fieis ao original. Buscema, aliás, está no auge de sua arte – mas ele não está só. Dê uma olhada no time de desenhistas e arte-finalistas que participam do tomo: Além de Buscema, Gil Kane, Ernie Colon, M. C. Wyman, Dave Simons, Tony DeZuniga, Joe Rubinstein, Klaus Janson e Rick Bryant. Só gente fraca, não?

Conan vai, ao longo da história, construindo com sangue e suor o caminho árduo que o levará, de forma totalmente inusitada, a vestir a coroa da Aquilônia, tomando-a do corpo sem vida do tirano Numedides, estrangulado pelas próprias mãos do cimério.

Embora seja uma edição cara (na verdade, caro é relativo, já que qualquer livro vagabundo custa 60 pilas e pela qualidade oferecida aqui, este tomo poderia custa fácil, fácil 200 contos), vale a pena guardar um dinheiro e se dar de natal esta obra prima da produção de quadrinhos no país! Nota 10!

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  1. O preço é um pouquinho salgado, mas como o Alexandre disse, essa é uma obra que realmente vale a pena ter em casa, não apenas para os fans de Conan, mas para todos que curtem uma ótima aventura e muita ação.

  2. Alo Alexandre, vocês não topariam fazer um podcast, ou videocast, sobre os XMen do Claremont não, antes da tranqueira que ficou?

    Seria bom um cara com a sua experiência, que viveu bem a época, falar o que que eram os XMen, e porque ninguém imaginava, na época, que eles virariam essa mala sem alça que viraram.

    Assim, para dar uma sugestão, uma boa seria falar de como os mutantes encaravam com um certo bom humor sua condição de diferentes e perseguidos pela sociedade, ao invés do chororô vitimizador e chato das histórias atuais.

    Abração.

  3. Eu reservei a minha quando saiu o lançamento, só estou esperando chegar, estou até com água na boca.

  4. este eu comprei na pre-venda na Comix foi foda que uns dias apos a compra achei em outros sites o mesmo mais barato e ainda com frete gratis

  5. O meu chegou! Lindo mesmo! Dá um banho em qualquer encadernado definitivo da panini. Tomara que lancem mais volumes.