Os quadrinhos vintage de Francesco Francavilla

Francesco Francavilla se destaca em meio ao grande número de desenhistas talentosos do mercado de quadrinhos norte-americano devido a seu gosto por histórias noir e pulp, que influencia muito o seu traço. Confiram só o estilo vintage que esse cara emprega em suas ilustrações, é muito legal. Sempre gostei de arte com design retrô, adoro cartazes de filmes antigos, capas de livros, pinups, propagandas, enfim, sou um grande admirador desse estilo antigo que voltou à tona de uns tempos pra cá, portanto logo que descobri esse artista ele já ganhou lugar no hall dos meus preferidos da atualidade.

O desenhista foi revelado em 2007 pela editora Dynamite graças ao seu trabalho com os quadrinhos do Zorro. Ano passado ele foi contratado pela DC Comics para aplicar sua perícia em uma nova série do selo Wildstorm, chamada Garrison (inédita no Brasil), ao lado do escritor Jeff Mariotte, e depois passou a desenhar um segmento de histórias do Comissário Gordon dentro da revista Detective Comics. Além disso, todos puderam conferir seu traço nas ilustrações de divulgação da nova fase do Demolidor na Marvel, Shadowland, que lançou a pergunta “Quem será o novo homem sem medo?” e apresentou alguns possíveis candidatos.

Francavilla ainda é um pouco desconhecido no Brasil, mas lá fora já passou pelas principais editoras em vários quadrinhos, obtendo cada vez mais renome. Participou de uma excelente graphic novel chamada Crying For a Vision, desenhou Left On Mission para a Boom, colaborou com o excelente livro The Fantastic Worlds Of Frank Frazetta da Image (se puder importar, faça!), foi desenhista de alguns números de Scalped, da Vertigo, fez a (lindíssima) capa da edição limitada do livro de Stan Lee sobre produção de HQs, chamado Stan Lee’s How To Draw Comics, fez também várias capas da série do Besouro Verde para a Dynamite e escreveu e ilustrou um título próprio, o Black Beetle.

 

Tomara que ele seja chamado para trabalhos cada vez mais maiores e que um dia sua arte aporte com tudo em nossas bancas e livrarias. Vejam o que o artista já comentou sobre seu estilo:

Quando as pessoas se deparam com meu trabalho muitos nomes vêm à sua mente. Eu já ouvi compararem o meu traço com o de Al Williamson, Alex Raymond, Alex Toth, Joe Kubert, etc. É totalmente incabível me comparar com esses mestres, mas acho que os leitores vêem um pouco de sensibilidade da “antiga escola” em meus quadrinhos. É verdade que eu admiro muito todos esses artistas, eles definitivamente exerciam uma influência sobre mim quando eu era jovem. Mas, também fui influenciado pelo trabalho de vários artistas italianos, como Minara, Toppi, e outros.

Eu nem conseguiria citar todos os Fumetti italianos que já li nessa vida, eu fui fortemente influenciado por esta tradição em preto e branco. Eu também adoro outros quadrinhos europeus, me inspiro muito em artistas como Moebius, Bilal, Bernet e Pratt, e nas coisas de Breccia (que é da América do Sul). Eu sempre odeio fazer listas de influências e gostos, porque acabo deixando de fora 95% das coisas que eu leio e me inspiro (e ainda nem mencionei Miller e Mignola!). O que posso dizer, eu realmente sou apaixonado por quadrinhos!

Sem mais delongas, fiquem com sua galeria de ilustrações. Para mais conteúdo, acesse o website do artista e seus dois blogs, The Art of Francavilla e Pulp Sunday.

 

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  1. Voltei no tempo com estas capas. A minha preferida foi a do Hellboy The Fury. É impressionante como um artista pode apreender a arte de uma época e reproduzi-la nos dias de hoje. Certamente não é fácil. Um grande talento sem dúvida.