Assassin’s Creed: Revelations – A Batalha entre Templários e Assassinos Continua

O enredo da série Assassin’s Creed fica mais complicado a cada jogo. É difícil estar completamente por dentro do que realmente se passa na Abstergo Industries em uma história que se espalha por várias gerações e personagens. A franquia não só expandiu a premissa geral como também ofereceu novas surpresas na história do jogo e um background que a Ubisoft nunca deixou realmente claro do que se trata. Assassin’s Creed: Revelations foi comercializado como o jogo da série que responde todas as perguntas dos fãs.

Para os gamers que acompanham a série, Revelations é um jogo sensacional. Como dessa vez você tem a possibilidade de controlar Ezio, Desmond e Altair, a experiência do jogo se torna algo mais coeso em relação ao enredo. Mesmo assim, é uma história confusa: o jogo segue uma sequência de flashbacks enquanto você, como Ezio, procura por pistas sobre sua genealogia, na maioria das vezes controlando Altair, protagonista do primeiro AC. Em Revelations, você terá as respostas para os eventos durante a transição de AC1 para AC2, tudo isso dentro do progama Animus no qual, atualmente, Desmond está preso ao sistema em uma espécie de limbo no âmago do computador fragmentado. Sacou?

Em Revelations, Ezio é um assassino muito mais sagaz. A batalha incansável entre os templários e os assassinos continua no auge e muito da jogabilidade voltou ao destaque nessa guerra. Assim como a própria franquia, as possibilidades dentro do jogo estão ainda mais expansivas: controlar as várias associações de assassinos, promover e treinar novos recrutas e aprimorar o arsenal de Ezio são exemplos de aspectos que fortalecem Assassin’s Creed: Revelations. As várias side quests oferecem um bom descanço da história central.

Como experiência faz a diferença, Ezio, o mais velho e sábio do grupo, tem excelentes benefícios. Ele agora pode comandar seus recrutas nas batalhas, pagar assassinos para eliminar ameaças e guiá-los à guerra em um modo chamado Den Defense. Esse modo segue o esquema de estratégia dos jogos de RTS em menos escala: você decide o lugar onde seus companheiros ficam enquanto prepara os arqueiros, pistoleiros e canhões contra o exército incansável de templários. O único problema com esse modo é que a Ubisoft não inseriu um sistema de câmera livre e os ângulos esquisitos e mal escolhidos tiram um pouco a diversão desse modo, que poderia ser totalmente inovador na série Assassin’s Creed.

Mesmo que esse modo tenha deixado a desejar, as novas opções de combate e de equipamento se destacam. Entre várias surpresas, a nova lâmina/gancho foi uma a mais útil,  ajudando Ezio a atravessar os cenários utilizando cabos e permitindo um alcance maior quando o mesmo encontra-se escalando torres.  Fuçar cadáveres e cofres lhe mantém com provisões úteis durante todo o jogo e podem também proporcionar uma rota diferente para completar um objetivo específico. Se você seguir o enredo principal, vai perceber que Revelations é uma experiência cinematográfica e emocionante que seu predecessores.  Novos ângulos de câmera rendem às missões uma extensão inovadora dentro da franquia e também um multiplayer mais elaborado com novos modos incluindo o deathmatch e um ao estilo capture-the-flag.

Assassin’s Creed: Revelations não é um avanço monumental desde Brotherhood, mas é um jogo melhor como um todo. Aqui o verdadeiro vício fica por conta do enredo revelador no qual, como prometido, a Ubisoft deixa “tudo” mais claro. Os gráficos são praticamente os mesmos e a jogabilidade sofreu alterações que, na minha opinião, são bem-vindas. Trata-se mais de um estilo de aventura do que stealth em comparação com AC1. Se você seguiu esses momentos complicados da vida de Altair e Enzio até aqui, é uma obrigação sua conferir suas “últimas” aventuras em Revelations.

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Leonardo Chacel é formado em Publicidade. Depois de cinco anos como livreiro, chutou o pau da barraca e virou tatuador e gamer porque jogar e desenhar é o que faz de melhor. Além de escrever sobre games para o PN escreve sobre música (só as boas) em seu blog Overdose Contínua.

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    • Lucifer (haha),

      Essa sessão fica mais por conta de resenha de JOGOS idependente de plataforma.

      O que você gostaria de ouvir sobre a Nintendo aqui? Mais jogos pro 3DS e Wii?

      Abraço.

        • Beleza então meu caro Lucifer!

          Vou preparar uma resenha de clássicos da Nintendo aqui pq o 3DS e Wii estão “fracos” de lançamentos. Por isso a enxurrada de jogos para PC, PS3 e XBOX360.

          Valeu pela sugestão,

          Abraço!

  1. muito bom,assassins creed e uma grande serie com uma historia detalhadíssima,o livro que tambem saiu aqui no brasil tambem e otimo,uma pena a ubisoft ter esquecido o prince of persia depois do sucesso de assassins,a trilogia prince de ps2 e fenomenal.