The Sopranos – a melhor série já feita?

Há pouco tempo, terminei de assistir na íntegra as 6 temporadas que compõe a série Os Sopranos (vou me referir a ela dessa maneira neste artigo, já que não gosto da forma com que foi batizada no Brasil, Família Soprano).

Gostaria de começar com alguns questionamentos “filosóficos”, presentes no próprio título deste texto. O que caracteriza algo como “o melhor”? Ou mesmo “um dos melhores”? Decerto, quando pensamos no enorme espectro de produções que existe, seu escopo, as variadas temáticas, o contexto, a única conclusão razoável que se pode chegar é que não se compara maçã com banana. Ou seja, apesar de as duas serem frutas, ambas são completamente diferentes. O mesmo ocorre quando pensamos no universo das séries – embora todas sejam produções para a televisão, Os Sopranos, Lost, Game of Thrones e Friends não têm nada em comum (apenas para citar exemplos extremos). Apesar disso, nossa cabeça tende a fazer uma seleção bruta, muitas vezes à nossa revelia, que cria uma série de listas preferenciais baseadas em padrões culturalmente estabelecidos. Por exemplo, melhores séries, melhores livros, melhores filmes, etc. e tal.

Bem, acho que você entendeu meu ponto, que é: para bem ou para mal, teimamos em escolher nossos “melhores”. E qual a base para essa escolha? Em geral, duas coisas: 1) a nossa filosofia pessoal; 2) nosso background.

O quanto uma pessoa gosta de determinada manifestação artística está diretamente ligado a esses dois fatores – que explicam o motivo de algo comover uma pessoa tão profundamente, mas não outra. Um exemplo cru disso é a ópera. Pessoas de descendência italiana são mais suscetíveis de serem comovidas por uma ópera (por causa do background) do que pessoas de outras descendências (não que isso não seja possível, lógico). Um grande amigo meu me disse certa vez que achava ópera tão chato que beirava o constrangimento e, sendo eu apreciador do gênero, me perguntei como ele podia falar aquilo sobre uma música secular, em cima da qual uma parte determinante da estrutural musical ocidental foi erigida. Ora, me ocorreu depois, que ele só se sentia daquela maneira por causa do seu background.

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Voltando ao texto, quando lia na internet que Os Sopranos era a melhor série já feita, não dava muita atenção (eu já tinha minhas preferências). Mas, quando comecei a ler comentários de que ela era melhor do que a trilogia O Poderoso Chefão, Os Bons Companheiros e Era Uma Vez na América, comecei a me preocupar. Será que havia um pequeno contingente de internautas que decidira gritar mais alto do que todos e ventilar aquela série como algo mais do que ela era, ou será que, contra todas as probabilidades, eu estava realmente perdendo a chance de assistir a uma obra prima?

Não me entenda mal, nunca tive nenhum preconceito contra Os Sopranos. Foi só que eu colocava sempre algo na frente; o tempo passou e, de repente, a série ficou “velha”. Por que eu começaria a assistir agora, em 2013, uma série produzida entre 1999 e 2007, com tantas coisas novas, atuais e boas surgindo? Claro, a resposta era óbvia: pelo mesmo motivo que assisto a filmes de diretores do passado e me inteiro de obras-primas que ainda não conheço: a excelência não conhece idade!

E foi nesse estado de espírito que finalmente decidi encarar a maratona de 86 horas que compõe Os Sopranos. Resultado? Para mim, a série se alinha ao meu background e a minha filosofia pessoal e, por conseguinte, eu a rotulo não só como a melhor série que já vi, como também a coloco no meu Top 10 de todos os tempos – incluindo cinema e tevê. Da forma como entendo Os Sopranos está no mesmo nível das maiores obras-primas, dos melhores trabalhos de Kubrick, Coppola, Kurosawa ou de qualquer outro grande diretor que você conseguir pensar. Na verdade, é provável que o protagonista seja o personagem mais complexo que já vi em tela em todos os sentidos, superando luminares como Michael Corleone e Hannibal Lecter no cinema, e House e Walter White na televisão. Mérito do trabalho excepcional que o ator James Gandolfini desenvolveu com seu Tony Soprano, mas, também – e principalmente – mérito do roteiro afiado, coerente e audacioso.

Os Sopranos é uma criação de David Chase, que atuou como produtor e escritor da série durante toda sua duração (além de ter se arriscado na direção de 2 episódios) e teve a oportunidade de desenvolver a sua visão do início ao fim sem intervenções, retratando fielmente a proposta que estava na sua mente. O resultado é arrebatador!

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Para quem não sabe nada sobre a série, cabe dizer que, diferente do que estamos habituados a consumir hoje em dia, Os Sopranos não é uma história movida por grandes reviravoltas, mistérios e tramas mirabolantes, que suportam uma linha narrativa fácil de ser seguida, mas sim uma série bem mais intimista, que narra o cotidiano de uma família mafiosa de New Jersey. Os integrantes dessa família são homens deslocados do mundo atual pela força das circunstâncias, verdadeiros anacronismos; eles existem de acordo com regras similares às do mundo de Vito Corleone (Marlon Brando, em O Poderoso Chefão) – moldadas no passado distante da máfia italiana – mas são obrigados a existirem no mundo de hoje, em que a vida foi sensibilizada de várias maneiras, a tecnologia joga contra a atividade que eles desempenham, as autoridades estão mais vigilantes do que nunca e existe grande parte da sociedade que não os conhece ou respeita (mesmo dentro do micro-universo que existem).

Acompanhamos ao longo da temporada a ascensão de Tony Soprano a chefe da família (o que ocorre já na segunda temporada), mas não sem ter de lidar com sangrentas disputas internas e, depois, como ele consolida e sustenta esse poder na base do medo, intimidação e força bruta. Mas, incrivelmente, o ponto alto da série não é esse, mas sim seu aspecto psicológico – escancarado pela relação que Tony tem com sua psiquiatra.

Eu disse psiquiatra? Um chefão da máfia se consultando com uma psiquiatra? Tomando remédios e fazendo revelações sobre suas atividades que, não obstante estarem protegidas pelo sigilo médico-paciente, continuam sendo revelações? Sim, é isso mesmo! Tony está sofrendo de ataques de pânico, tendo desmaios constantes, e precisa resolver essa questão antes que ela se torne problemática demais. Assim, em sigilo, procura uma psiquiatra para cuidar da sua condição.

É por meio das conversas de ambos que mergulhamos na psique deste complexo personagem e recebemos grande parte dos insights (mastigados ou não). É por meio das conversas entre eles também que Tony cresce como personagem e suas ações vão se modificando gradualmente ao longo da série (embora não na direção que o espectador e a idealista doutora Jennifer Melfi esperam). A conturbada relação entre Tony e sua mãe, sua esposa, seus filhos, seus associados e, em especial, consigo mesmo, são examinadas a fundo de uma forma que não raro beira o brilhantismo. Os embates da dupla são mais do que conflitos ideológicos, muito mais. É a colisão de dois mundos, duas realidades, cada qual aturdida à sua própria maneira pelo novo mundo moderno e todas as suas idiossincrasias.

Os Sopranos, como já foi dito, não é uma série que se sustenta em cima de uma premissa épica – mas que simplesmente avança de forma gradativa, muitas vezes lenta, e acompanha o dia a dia das duas famílias de Tony, a mafiosa, e a de sangue. Eventos vão sendo encadeados sem pressa, alguns têm relevância futura, outros não; personagens entram e saem da trama (assim como o fazem também na nossa vida real), alguns ficam, outros não. Em termos gerais, a série é um retrato muito fidedigno da realidade em que muitas vezes o caos se superpõe sobre a ordem, em que as coisas simplesmente acontecem e em que decisões geram consequências.

O elenco de coadjuvantes é brilhante e só ele mereceria um texto à parte. A profundidade que cada ator emprega ao seu personagem é singular; raramente vista na televisão. Mérito, novamente, do roteiro, que procura ser balanceado e deixar todos aparecerem no tempo certo. Quando você menos espera, um personagem ganha destaque e suas ações relevância para a trama.

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SOBRE O QUE É OS SOPRANOS?

Bem, mas afinal, qual o tema central da série? Obviamente é uma produção que fala sobre o submundo do crime, as relações modernas de famílias mafiosas, esquemas de corrupção e todo o tipo de coisa sórdida e errada que você puder imaginar. Os Sopranos também é sobre a força da união familiar e de que forma as ações de um indivíduo – no caso o pai – afetam a coesão do todo de forma determinante.

Mas, se nos aprofundarmos, veremos que há mais na série do que uma primeira análise nos diria. Os Sopranos é também sobre a filosofia do Carpe Diem, aproveite a vida, viva o momento, pois ele pode ser o seu último.

Os integrantes da série, ao escolherem essa vida, sabem que precisam levar tudo às últimas consequências, pois de um instante para outro, tudo pode desaparecer. Tony confessa isso à doutora Melfi; ele sabe que gente como ele, encontra dois fins: a cadeia ou o cemitério. A vida é efêmera para todos os seres vivos, é verdade, mas no caso desses mafiosos, eles sabem disso! E não têm interesse de dourar a pílula. O interessante é que o mundo em que vivem, cercado de adrenalina, mulheres e vícios diversos, um mundo que nunca é acometido pela rotina estafante da maior parte dos trabalhos, um mundo em que eles são temidos ao assumirem o topo da cadeia alimentar e obrigarem sua vontade a ser cumprida de uma forma ou de outra, é um mundo sedutor demais para ser abandonado. Os riscos são pesados conscientemente. A resposta é sempre a mesma!

Mas, apesar da filosofia Carpe Diem, Os Sopranos traduz uma visão pessimista da vida. Enquanto você estiver aqui, viva e aproveite. Ao término disso, chega o “grande vazio”, conforme alardeado pela mãe de Tony Soprano em um episódio bastante significativo da segunda temporada. Não há nada mais a que se apegar. Você pode rezar o quanto quiser, ocupar sua cabeça com outras coisas, mentir para si mesmo ao tentar se convencer do oposto, mas essa é a verdade nua e crua: todas as vidas são esquecíveis e descartáveis; todas as perdas só serão choradas e lamentadas por um tempo, até que a última pessoa que se lembre de você tiver partido – então, é o fim! Sua passagem pelo mundo será como se jamais tivesse existido. Ninguém se lembrará dela. Parafraseando o filme Gladiador, “Sombras e pó!” E quanto a você, sua essência, nada de vida eterna, seja em gozo, seja em danação! Apenas uma perpétua negritude, uma ausência de tudo e de todos. O que aconteceu com a vida após você morrer? Seus entes queridos, seus negócios, seus problemas? Esqueça os ideais românticos; no mundo de Os Sopranos, você jamais saberá!

É uma visão dura e cruel da realidade, que fará com que espectadores dotados de fé e crença se remexam nas cadeiras. Não obstante, é um ponto de vista que merece respeito. Os Sopranos é a visão contundente de um grande produtor, concretizada à perfeição! O último episódio é uma verdadeira aula cinemática!

Na verdade, a última temporada inteira é um primor, que precisa ser digerida lentamente e que merece mais do que uma única conferida.

Fica, portanto, a dica desta série sensacional que, no meu entendimento, tornou-se a melhor que já vi em toda a vida. Uma série que me fez assistir os últimos dez minutos do episódio final 6 vezes na sequência e que me fez derreter no chão e precisar ser varrido com pá e vassoura quando compreendi, afinal, a magnitude em todos os níveis da obra-prima que tinha acabado de presenciar!

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  1. Alexandre Callari… Esse é o melhor texto que já vi sobre a série. Estou acompanhando a série, atualmente na segunda temporada. Comecei a ver tem uma semana e não consigo mais parar de ver, e realmente… Tudo aquilo que falou no inicio é verdade. Ainda vou terminar de ver a série, por isso não tenho o que comentar sobre o final do texto. rs Enfim, tive medo de que a série caisse em termos de qualidade, mas estou tranquilo por causa do texto. Valeu!

    Falando sobre, você tem descendência italiana? Acho que o sobrenome “Callari” é da Itália.

    • Sim, Matheus, minha descendência é italiana.

      Cara, a série sustenta o ritmo até o final e a última temporada é muito, muito foda!!!

      • Que legal cara! Minha origem também é italiana. Sicilia, Florença e Veneza.

        Ótimo saber! Valeu!!!!

  2. Concordo com tudo dito no texto (só não digo que é a minha série preferida, pois The Wire continua no topo, e dificilmente vai sair. Inclusive, se você nunca viu, indico fortemente).

    Como você disse, a série não tem exatamente uma grande história, ou uma grande conspiração ou algo do tipo que vai se revelando conforme os episódios passam. Seu ritmo lento reflete muito do que a vida é. Você acompanha cada detalhe da vida daquelas pessoas, e consegue se interessar pelos personagens ao ponto de se sentir mal quando algum morre.

    Acredito que os personagens da série seja muito mais importantes do que a história que está sendo contada. Certos plots da série nem são tão interessantes, mas você acompanha cada episódio, as vezes até vários por dia, pois você precisa saber o que acontece com cada um deles. Destaque para os personagens que rodeiam a vida mafiosa do Tony, principalmente o Capo-regime, o Silvio, o Paulie, Chris, Bobby, e o personagem que eu mais acho interessante na série, o tio do Tony. A última cena do tio do Tony na série, diga-se de passagem, é um exemplo do que eu falei. Não tem como não ficar muito mal vendo aquilo.

    Vale muito a pena acompanhar The Sopranos, inclusive acho que já está na hora de assisti-lá novamente.

    • A serie e fantastica mesmo…esta no meu top 3 atras do the wire tbm,q acho uma obra q dificilmemte vai ser batida

      1 – the wire
      2 – os sopranos
      3 – battlestar galactica

  3. Série e texto arrebatador!
    A trama segue um caminho diferente e as vezes homenageia os clássicos de gângsters, o diferencial está no humor negro que da o tom o tempo todo. É de uma sutileza prazerosa. A trilha é marcante e única, na composição da abertura já temos uma noção da perfeição da série.

  4. Concordo Alexandre, a série é brilhante, na minha opinião ela é perfeita. A ultima temporada é coisa de louco, eu assisti os 21 episódios em 8 dias, 8 dias em que eu não consegui focar nada além da série, em meio à provas e problemas com trabalho e família, ainda assim nada conseguiu tirar o foco da temporada final, deixei minha vida de lado um pouco para viver a do Tony. E acho que todo mundo que assiste a série tem um pouco disso, de viver a vida do Tony, as sessões com a dra Melfi também nos fazem invadir a mente do personagem e nos colocar na pele dele, em dois pontos da ultima temporada isso ficou claro pra mim, um deles quando ele comete algo que parece chocante e inaceitável, mas você compreende aquilo como se fosse o próprio personagem e estivesse fazendo a coisa também, colaborando; o outro, a cena final. E que cena final, pqp!, a construção inteira da cena é genial (não entro em detalhes para evitar spoilers), conversei com outros amigos que já tinham assistido sobre o final e em todos a sensação pós ultima cena foi a mesma, um sentimento de vazio, ainda que carregado de emoção, você fica atônito, perde até reação. E depois revê uma, duas, vinte vezes, porque é uma cena a ser revista, e quando você entende é de cair o cérebro no chão.. Também assisti esse ano a série e é até difícil comparar com outras que eu já assisti, mas de zero a dez, dez sendo Breaking Bad, Sopranos é nota 20 no mínimo.

  5. Nunca dei importância para essa série, mas realmente o texto me deixou instigado. Vou aguardar uma oportunidade próxima para encarar a maratona. Abraço.

  6. Realmente esse foi o “pontapé” que eu precisava… sempre ficava na dúvida para assistir os sopranos.

    E sigo a mesma linha Alexandre, eu prefiro “garimpar” séries/filmes/músicas antigas do que sair vendo tudo que sai atualmente.

    Eu como fã de filmes do genero gangster achava que sopranos não era digno, mas vejo que estava enganado, ou pelo menos espero estar.

    E excelente texto!!

    • Leandro,

      O lance é que nós vivemos num mundo em que tudo é nos dado mastigado atualmente. Um filme precisa começar com uma cena frenética, explosão, ação, pois parece que é só dessa maneira que a atenção do espectador pode ser prendida hoje em dia. Deixam de lado a construção dos personagens – que é o que realmente faz com que a gente se importe com eles. Os Sopranos é exatamente o oposto, a coisa toda ocorre em um ritmo que vai na contramão das tendências atuais. Para o espectador que busca algo mais do que diversão descartável, é um programa ideal.

      • Concordo totalmente!

        Ainda mais nos dias de hoje que sai quase uma série nova a cada mês, centenas de filmes, milhares de albuns de músicas…
        o senso critico se perdeu muito com a facilidade que chegam as informações. Hoje graças a internet as pessoas pegam uma temporada toda de uma série e assistem correndo para ter tempo de ver outra e outra… pegam um album de uma banda e escutam duas músicas, e por ai vai.
        Em questão de roteiros bons e originais as séries e filmes de hoje em dia estão deixando a desejar…. bem como você falou, parecem ter somente um publico alvo a ser atingido.
        Sinto falta dos filmes da Troma Entertainment, os Toxic Avenger da vida hahaha

  7. Comecei a assistir mês passado, muito boa a série.
    Fica a dica de Boardwalk Empire, outra serie da HBO, muito boa também, uma das melhores séries atualmente, mesmo roteirista de Sopranos.

  8. Já assisti muitas séries, mas nenhuma se compara a The Sopranos. Tenho a série completa em DVD. Roteiro, elenco, direção (são vários diretores se revezando ao longo da série), produção, tudo está impecável. Li em um site estadunidense que somente The Wire atingiu tal nível de excelência.

    • Você tem aquela caixa preta, que vem todas as temporadas? Se for, tem algum tipo de extra, documentários ou coisas desse tipo nos discos? Vale a pena comprar?

    • The Sopranos, assim como The Wire são realmente obras primas! Mas como acompanho Breaking Bad praticamente desde seu lançamento, por isso é difícil colocar uma série a frente dela, sempre será minha top 1. Heisenberg destrói!!!!

    • Breaking Bad está acima de qualquer outra série. É o melhor produto que a TV foi capaz de conceber.

    • Breaking Bad está acima de qualquer outra série. É o melhor produto que a TV foi capaz de conceber. Assisti o primerio episodio e não gostei muito, mas devido a tantos elogios. vou assistir mais alguns para tentar me envolver com a série.

  9. tenho todas as seis temporadas e concordo com todo que vc tisse so um ponto que eu acho e que apenas nos ultimos episodios tony descobre que sua verdadeira felicidade ele so conseguiria sendo quem realmente um sociopata que nao se importa com mais nimguem a nao ser ele crianças e animais

  10. tenho todas as seis temporadas e concordo com todo que vc tisse so um ponto que eu acho e que apenas nos ultimos episodios tony descobre que sua verdadeira felicidade ele so conseguiria sendo quem realmente um sociopata que nao se importa com mais nimguem a nao ser ele crianças e animais mais sou muito fan de tony soprano

  11. ( Apenas para esclarecer, minha opinião referente ao texto do sr.Alexandre sobre a série.)
    Vou começar a assistir os episódios agora, ainda não tenho opinião formada sobre The Sopranos.

  12. Alexandre, só agora vi esse post dos Sopranos.
    Há alguns anos, logo quando a série havia terminado, decidi assistir. E de fato, para mim, não existe outro veredicto: Sopranos é sem dúvida uma obra prima, não só entre as séries, mas comparado a filmes, livros, e tudo mais.
    É uma aula de roteiros, atuações, direção e produção. Breaking Bad, é uma ótima série, mas ainda peca se formos comparar com os Sopranos em alguns aspectos.
    Apesar de não parecer, Os Sopranos inaugurou uma nova fase em minha vida: procurar ver séries que já acabaram, ao invés de ficar esperando insuportáveis meses até a próxima temporada. Revi Os Sopranos na mesma época que Breaking Bad, e ainda permaneço com minha opinião. Agora a questão é descobrir essas ótimas séries dos anos 90, como Arquivo X (que só havia assistido episodios isolados) e hoje digo que tem uns episodios em Arquivo X dignos a virar filmes de suspense. Vi também Twin Peaks, uma parte de The Wire, são ótimas séries que já tiveram seu fim (ou não, nunca se sabe), e que vale a pena revisitar. Afinal, Game of Thrones, Breaking Bad, etc, etc, etc não existiriam sem elas.

  13. Série muito boa, mas a cena final foi decepcionante, é como vc estivesse transando e na hora do clímax sua parceira (o) pula da cama e sai correndo. Mas o final fez bem o estilo da série onde houve várias situações que poderiam ser mais exploradas mas deixou o telespec com gostinho de quero mais. Breaking Bad para mim foi bem melhor, vou me aventurar agora em The Wire.

  14. Muito obrigado por esse texto, essa é a terceira vez que o leio. Sempre que converso com um amigo sobre Os Sopranos, eu lhe envio esse texto.