Pipoca e Nanquim na Argentina – Quadrinhos de Buenos Aires – Pte 1

De 29 de outubro a 02 de novembro eu estive em Buenos Aires e não perdi a chance de visitar as lojas de quadrinhos, comprar alguns álbuns pra minha coleção e descolar uma matéria pro Pipoca e Nanquim. Posso dizer sem dúvida nenhuma: a Argentina, em termos de publicações de quadrinhos, está anos luz na frente do Brasil. Anos luz! Os argentinos gostam muito mais de quadrinhos do que os brasileiros. O povo lê muito. Praticamente em todas as praças, ônibus e metrôs têm alguém lendo um livro. Nas ruas e avenidas de compras pode-se encontrar uma livraria a cada 300 metros, sem exagero nenhum. Não é a toa que Buenos Aires é considerada a capital do livro. Mas vamos ao passeio.

Sábado, domingo e segunda-feira eu me diverti percorrendo os principais pontos turísticos e os melhores lugares da cidade (aliás, que cidade! Vale muito a visita, com certeza irei de novo), mas a terça-feira, último dia da minha viagem, eu reservei para conhecer as comiquerias, nome dado as comic-shops dos hermanos. Eu tinha apenas algumas horas antes de pegar o vôo de volta ao Brasil, mas foi o suficiente para ir até as principais.

São todas muito próximas, dá pra fazer o caminho inteiro a pé entre uma e outra. Munido de um Google Map e todos os endereços que precisava, peguei um metrô e desci três quadras até a primeira parada, a Club Del Comic.

É uma loja de tamanho médio, mas abarrotada de quadrinhos! Eles também têm alguns action figures interessantes. Aliás, isso é o que mais queria adquirir, mas cai do cavalo quando vi os preços. Embora a cotação do peso seja vantajosa para os brasileiros, ainda assim as figuras estavam inviáveis de se comprar. Tudo bem, não foi dessa vez que obtive minha primeira peça, um dia entro no Amazon e importo uma.

Eu fiz umas filmagens dentro desta comiqueria sem avisar o atendente que estava em um balcão nos fundos, e quando acabei o cara veio me dar uma bronca, informando que precisava pagar 500 pesos pra ele sempre que quisesse filmar. Com o perdão da palavra (preciso aproveitar o fato de no blog não ter a censura de palavrões que o canal de TV nos implora para manter no videocast), pau no cu dele! O sujeito devia estar chapado. Até parece, pagar 500 pesos pra fazer vídeos com minha câmera de turista. De inicio pensei que era brincadeira do cara, mas a coisa era séria. Ainda bem que olhei tudo que queria enquanto filmava, pois depois disso decidi ir embora sem comprar nada, e claro, sem pagar pela filmagem. O pior é que as filmagens ficaram uma merda sem tamanho XD.

Mas voltando aos quadrinhos, nos fundos da loja eles mantém apenas títulos raros, desde Tarzan até Popeye, todos lançados por editoras nacionais (no Brasil, seria como ter vários quadrinhos da Ebal e RGE em uma grande prateleira). É uma sessão muito legal de se ver, mas não comprar, pois também é bem caro.

Pelo que pesquisei antes de viajar, as editoras argentinas não obtém muito êxito no lançamento dos mensais de super-heróis, por isso as opções para os fãs são escassas. Isso faz com que a demanda de importados seja bem grande, e a Club Del Comic é lotada deles, mais do que eu esperava, desde mensais até encadernados, armazenados de modo semelhante ao das comic shops americanas.

Flash de Geoff Johns - Planeta DeAgostini Comics - 1.008 págs, Colorido

Falando em encadernados e saindo das importações, a editora Planeta DeAgostini, uma das maiores do país, tem feito ótimos lançamentos por lá. Os caras já têm álbuns luxuosos de All-Star Superman, Flash Rebirth, All-Star Batman e Robin, Flash de Geoff Johns, Omac (as duas versões, a de Jack Kirby e John Byrne), Ronin e um monte de clássicos da DC, coisas que ainda não saíram por aqui neste formato. Sem contar que A Morte do Superman foi publicado por lá em uma única edição, e a versão definitiva de Watchmen saiu em um formato bem maior que o nosso da Panini, ambos com lombada um pouco arredondada, ao invés de quadradona, coisa linda de ver (curiosidade: a editora não publica Marvel).

Um detalhe muito importante: a Planeta DeAgostini dificilmente começa uma coleção e interrompe no volume 1. Pra vocês terem uma ideia, a coleção histórica da Mulher Maravilha foi publicada até o número quatro e a do Lanterna Verde até o doze (a Panini no Brasil parou ambas no primeiro), além de dezenas de outras coleções. Os encadernados de Walking Dead, lá chamado de Los Muertos Vivientes, já estão no número 14 (e aí, HQM?). É impressionante! Terry e os Piratas, um clássico absoluto dos quadrinhos americanos, tem a coleção inteira publicada, um total de 16 volumes. Os álbuns do Flash Gordon e Rip Kirby, do Alex Raymond, são maravilhosos, e vocês têm que ver a beleza que é a coleção Biblioteca Grandes del Cómic: Clásicos de la ciencia-ficción de EC, que coleciona aquelas histórias antigas de Ficção Cientifica, com dez volumes lançados, é magnífico! O mesmo para os clássicos de Terror da EC, já com quinze volumes, e os clássicos de guerra e suspense. Muito, muito bom! Não tenho vergonha de dizer que paguei um pau. E eles não publicam apenas super-heróis e séries americanas, não, seu catálogo inclui também títulos nacionais e europeus, como vários do Milo Manara.

Clásicos de la ciencia-ficción de EC Vol. 1 - Planeta DeAgostini Comics - 176 págs

Los Muertos Vivientes Vol.12- Planeta DeAgostini Comics - 144 págs

Flash Gordon Vol.1 - Planeta DeAgostini Comics - 304 Págs

Se você não inventar de filmar, a Club Del Comic é parada obrigatória pra qualquer colecionador de quadrinhos, mesmo não comprando nada, vale a pena para conhecer um pouco do cenário de publicações desse país.

Pois bem, sai dessa comiqueria, avancei uns quatro quarteirões e cheguei à segunda parada do meu roteiro de terça-feira, a Entelequia. Em uma comparação com a primeira loja que fui, as duas mantêm a vitrine repleta de coisas legais, como action-figures, garage-kits, canecas, camisetas e, claro, quadrinhos, o que já te deixa louco antes mesmo de entrar. A diferença é que nesta loja tem mais coisas de criança.

A Entelequia lembra muito a Comix Book Shop, de São Paulo. Ela também tem sessões em dois pisos, o primeiro com os últimos lançamentos, encadernados mais luxuosos e colecionáveis, e o segundo com quadrinhos mais antigos e mensais, tanto comics quanto mangás, assim, essa acaba sendo um pouco maior que a Club em termos de espaço e conteúdo, além de ter um ótimo atendimento, com pelo menos uns quatro funcionários para te ajudar na busca dos quadrinhos e dar a orientação que precisar. Um dos caras me mostrou em ordem os encadernados que compilam as histórias do El Eternauta, compreendendo tudo que eu perguntava mesmo com meu péssimo portunhol.

Como não havia comprado nada na Club Del Comic (se arrependimento matasse), resolvi comprar uns quadrinhos na Entelequia antes de seguir para a terceira comiqueria, tida como a maior e mais completa de Buenos Aires, a Camelot! Mais detalhes sobre a Entelequia (e como me virei para filmar sem que ninguém percebesse, com medo de me cobrarem também), sobre os álbuns que comprei e a continuação de meu passeio em outras lojas, você confere na segunda parte deste post, pois esse aqui já ficou grande demais.

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  1. Que post foda, parabéns!

    Pena que pra comprar tudo que a gente gostaria, só ganhando na mega sena mesmo.

    Com certeza a Argentina está anos luz na frente do Brasil, não só em termos de mercado de quadrinhos, títulos e artistas de quadrinhos, mas também no cinema. Os bairristas braileiros tentam negar, mas não cola. Quem já assistiu "O degredo dos seus olhos" sabe do que eu estou falando.

    É o meu primeiro comentário aqui no site velho, então aproveito pra desejar muito sucesso a todos.

    Grande Abraço!

    p.s. não dá pra trocar este fundo da caixa de texto não? ou mudar a fonte para branco? O contraste tá no mínimo do mínimo.

  2. E ai Marshall, blz??

    Valeu pela força cara!!

    Ow tenho que discordar de você em um ponto cara, a Argentina estar na nossa frente quando o assunto é quadrinhos, quanto ao mercado até pode ser, mas em qualidade criativa isso não concordo mesmo, acho até que muita gente fala essa bobagem (desculpa) e ela está se tornando corriqueira por ai, o Brasil tem exemplos de quadrinhistas fantásticos há pelo menos 70 anos cara, sim nosso hermanos tem grandes mentes e belas histórias, mas falar que fazem muito mais quadrinhos melhores que nós é um tremendo erro.

    Agora quanto ao cinema você tem razão, os caras picam na setima arte.

    Com produções muito mais diferenciadas e ousadas que as nossas.

    Abração!

  3. Bom Daniel, eu não concordo com isso mesmo. Se comparada a produção de quadrinhos nacionais na Argentina e no Brasil no decorrer de todo o século vinte, a verdade é que nós perdemos de goleada.

    Basta pegarmos a absurda qtde de títulos publicados na argentina e suas respectivas tiragens. O Brasil jamais conheceu tamanha pujança. Cara, em 1956 foi criada na Argentina a Escuela Panamericana de Arte, dedicada aos quadrinhos. 1956!

    O cenário dos quadrinhos na Argentina só deu uma murchada dos anos 90 pra cá, devido as graves crises ecoômicas que assolaram o país.

    Voltando as questões do mercado e da quantidade/qualidade criativa, considere o seguinte: A produção e o consumo de HQ na Argentina sempre foi maior que no Brasil, "per capita".E mercado maior significa mais profissionais trabalhando, de forma mais organizada, em todas as etapas de produção.

    E nesse ponto que a vantagem argetina se consolida.

    E se desde os anos 90 muitos profissionais brasileiros alcançaram sucesso fora do país, principalmente nos EUA, redundando excelente panorama atual, com Ivan Reis, Rafael Albuberque etc., muito antes disso os argentinos já estavam desenbarcando na Europa e pasme, profissionais europeus eram contratados para criar obras que saíram primeiro na Argentina e só depois na Europa!

    Nos resta do consolo de constatar que o momento agora é nosso. Muitos brasieiros talentosos estão publicando seus trabalhos e se a tendência durar talvez cheguemos a ultrapassar os hermanos.

    Enquanto isso, nós sempre teremos o Pelé!

  4. Magina Marshall, o Brasil viveu momentos de grande produção de quadrinhos, centenas de títulos nas bancas cara, até a década de 70, auge da Ebal, Rge, Cruzeiro, vender menos que 100 mil exemplares aqui era pouco. Se leu muuuito quadrinho no Brasil. A Abril mantinha as vendas dos exemplares da disney na casa dos 500 mil cara.

    Até editora menores como a Vecchi, Outubro e La selva alcançavam vendas exorbitantes.

    Tanto se vendia que os gibis começaram a tirar o sono de educadores e religiosos nos país cara! já leu "Guerra dos Gibis" leia que vc vai adorar.

    Que os argentinos dão mais valor a arte isso sim pode acontecer, o índice de analfabetismo lá é bem menor e tal…mas isso não se faz único fator para melhores produções de quadrinhos.

    A criação da Escuela é importante, mas vc se esquece que 1951 foi realizada no Brasil a PRIMEIRA exposição de quadrinhos do mundo!

    Nosso cenário tbm deu uma "murchada" e se diferenciou muito a partir dos anos 90, devido a inflação principalmente.

    Sempre houveram no Brasil artistas exímios caras, Jayme Cortez, Colonesse, Shimamoto, Mozart Couto, Watson Portela, Colin, Zalla,Henfil sem contar a turma da Circo, Angeli, Laerte, Glauco, Luiz Gê (só esses já fazem frente á vários países quando o assunto é criatividade), Mauricio de Souza, a turma que produzia quadrinhos da Disney por aqui…isso só pra ficar em alguns exemplos…até os atuais que vc citou, essa nova leva, Bá, Moon, Grampá, Ivan Reis, Albuquerque, Rafael Coutinho…

    Eu acho nossa produção maravilhosa, sinceramente.

    Abração!

  5. Olha, quero deixar claro, que adoro muita coisa produzida pelos hermanos, inclusive é uma baita seara para se descobrir, tem muuuuita coisa boa, só não acho justo que fala que nossa produção nesse âmbito é inferior..

  6. Mas que bela discussão, dá pra aprender sobre o Brasil com o Daniel e sobre a Argentina com o MArshall! Vocês dois são fodas! Continuem, por favor!

  7. A questão é a seguinte Daniel.

    As editoras que vc citou realmente publicaram muito quadrinho no Brasil. Quadrinho estrageiro, material reproduzido.

    Tanto que em 1971 se cogitou (não sei se chegou a ser aprovada) uma lei obrigando as editoras a publicarem quadrinhos nacionais.

    Enquanto isso, na argentina, os quadrinhos nacionais arrebentavam a boca do balão. O modelo que os argentinos seguiram foi o europeu, ao contrário do Brail, que sempre mirou o jeito americano. Talves por isso o qudrinho argentino tenha um forte caráter nacional, bem estabelecido e reconhecido. Uma identidade, coisa que o quadrinho braileiro sempre procurou e até hj é objeto de debate.

    Calcula-se que nos anos 50 a edição de quadrinhos a argentina tenha ultrapaasado os 150 milhões de exemplares.

    Não quero desmerecer os nomes que vc citou, mas tirando o maurício, Henfil e a turma do circo, a contribuição mais importante dos demais foi serem pioneiros num terreno inóspito. Quais personagens icônicos eles criaram? Quais títulos ficaram na memória?

    Na argentina, além da Mafalda, surgiram Patoruzú, Condorito, Cisco Kid e El Eternauta.

    E como destaques posso citar José Luiz Salinas, Alberto Breccia (nasceu no Uruguai, mas cresceu na Argentina), Arturo Castillo, Ruan Gimenez (um desenhista quase ao nível de Moebius, na minha opinião), Ricardo Barreiro, Quino, Oesterheld, Miguel Angelo Repetto, Francisco Solano Lopez, Domingo Mandrafina, Eduardo Rissom, Fontanarrosa, Maitena, Liniers etc.

    Artistas como Hugo Pratt tb contribuíram muito para que o quadrinho argentino fosse difundido pelo mundo, enquanto aqui no Brasil ficamos ohando para os nossos umbigos. Veja bem, eu adoro o Henfil. Ele é Gênio com "G" maiúsculo msm, mas nunca conseguiu reconhecimento fora do Brasil. Até tentou, mas nos EUA, uma escolha muito equivocada. Escrevendo estas linhas me veio uma idéia. Não acho que faltaram talentos no Brasil. Talentos como vc bem disse e citou, a gente teve e tem muitos. Talvez tenha faltado visão e mais escolhas erradas tenham sido feitas. Talvez as circunstâncias e peculiaridades da realidade brasileira não tenham favorecido.

    O que vc acha?

  8. Estamos chegando num ponto de convergência, isso é legal, concluimos que falta de talentos criativos nunca faltou em nossa terrinha. Assim como vc pescou alguns dos talentos que citei e disse que fora eles não houveram grandes contribuições, acho que também podemos cercar alguns dos exemplos que vc citou que realmente arrebentaram a boca do balão e alcançaram níveis de extrema qualidade e influencia: Breccia, Salinas, Quino e Oesteheld. Sério mesmo que vc gosta da Maitena (detesto) e Liniers (òtimos desenhos e pouca originalidade, centenas de suas piadas eu já li na Turma da Monica)?

    Mas enfim, talentos os dois países possuem vários, gênios alguns, alias isso é impossível de mensurar, então esse não é o viés da discussão.

    Concordo com você sobre essa diferença de conteúdo, os hermanos são bem mais próximos dos europeus e nós somos muito fortes no humor e republicamos bastante coisa.

    Acho muito difícil falar em identidade, parece querer cercar e limitar um estilo, acho que isso mais prejudica que valoriza. Na minha opinão quanto mais quadrinhos diferentes surgir melhor. Pluralidade ao invés de unidade.

    O maior problema do Brasil cara, sempre foi e será um só, EDITORA, os editores brasileiros, exceto raras exceções sempre foram na onda do que era mais fácil publicar, porque gastar mais com um artista daqui e correr o risco de encalhe? era mais fácil pagar alguns royaltes de quadrinhos de sucesso lá fora e pronto, problema resolvido.

    Tanto é que essa lei que vc citou chegou a ser discutida no senado e quase teve aprovação de Jango na primeira metade da déc de 60, lei para tornar obrigatório uma parte de toda publicação brasileira possuir participação criativa nativa. Mas não vingou por conta do Regime Ditatorial que venho logo em seguida. O Buraco como vemos é bem mais em baixo, e não na ambito de talentos.

    Cara esse bate papo foi fabuloso! Obrigado!

    Reitero a a pergunta, já leu Guerra do Gibis, de Gonçalo Junior?? é a maior e melhor obra sobre mercado de HQs no Brasil.

    Grande Abraço!

  9. Grande Daniel.

    Desculpe não ter te respondido, eu não li "A Guerra dos Gibis", falha minha.

    E vc, já leu "Bienvenido" do Paulo Ramos? Excelente.

    Eu realmente não morro de amores por Maitena e Liniers, como também acho Colonesse, Shimamoto, Mozart Couto e Watson Portela. supervalorizados (mais polêmica). São valorizados porque…bem, se não eles, quem iríamos valorizar?

    Contra o Mozart ainda levanto que ele diz gostar do trabalho do Emir Ribeiro, o que pra mim é quase que uma declaração de guerra contra quem gosta de quadrinhos de qualidade hahahahahah.

    Grande Abraço!

    p.s. Vou procurar A Guerra dos Gibis imediatamente.

  10. Só pra complementar, qdo digo "identidade" me refiro mais a reconhecimento do que propriamente a estilo. Veja por ex que existem vários estilos de mangá: humor, gore, romance etc…mas são todos reconhecidos como mangá, quadrinho japonês (embora muita gente equivocadamente ache que quadrinho japonês é tudo igual….porra, acham até que OS JAPONESES SÃP TODOS IGUAIS RS). Esse tipo de coisa só advém de uma produção que reúna: muito material; muita qualidade; muito tempo; muito estudo e pesquisa e criatividade! Depois da Guerra pouca gente podia comprar mangá no japão. Alugava-se mangá!

  11. Tô indo pra Buenos Aires semana que vem, e já estou pesquisando lojas de quadrinhos e pontos turisticos relacionados. Mas não tenho ideia dos preços, teria alguma média dos preços das revistas? Comparado aqui no Brasil.