Minha Estante #34 – Fabiano Barroso
Olá, colecionadores!
Hoje a coluna favorita de todos vocês conta com a ilustre presença de Fabiano Barroso, um mineiro gente finíssima (pleonasmo?!) tão apaixonado por HQs que além de ser um grande colecionador, é quadrinista e editor da Graffiti 76% , um dos projetos mais sensacionais de quadrinhos brasileiros!
Eu e o original do Bill Sienkwicks que estampou a capa da Graffiti 22.
Olá, Fabiano! É uma honra contar com sua presença nessa coluna. Obrigado por topar essa entrevista!
Para começar gostaria que você se apresentasse aos nossos leitores.
Sou Fabiano Barroso, tenho 34 anos. Faço quadrinhos há 20 anos, sou, desde 1996, um dos editores da revista Graffiti 76% Quadrinhos, aonde publico minhas histórias. Nos anos 90, quando eu ainda era jovem e tinha energia e paciência, fundei com alguns colegas o Estúdio HQ, um coletivo de quadrinistas que, por algum tempo, movimentou a cidade de BH. Dentre outras coisas, fizemos, em98, a terceira edição do evento BHQ, que trouxe à cidade o Fernando Gonsales, Ota e o Marv Wolfman. Eu tinha 21 anos e não sei como consegui isso! Pelo Estúdio HQ, passaram os mais diversos quadrinistas e autores, como o Cristiano Seixas, que depois criaria a Casa dos Quadrinhos, maior escola de HQ de BH, o Will Conrad e Eddy Barrows, que foram desenhar super-heróis para o mercado norte-americano, o Evandro Alves, que desenha na Folha e no Le Monde, e que colabora na Graffiti, o Fernando Rabelo, que partiu para as artes plásticas… Rapaz, foi bem bacana esta experiência.
Além disso, escrevi Um Dia Uma Morte, álbum desenhado pelo parceiro profissional Piero Bagnariol. Com ele, escrevi o livro Guia Ilustrado de Graffiti e Quadrinhos. A parte sobre história dos quadrinhos é de minha autoria.
Dou aulas e cursos de quadrinhos para crianças e jovens.
Sou um apaixonado pela história em quadrinhos e suas possibilidades narrativas e gráficas. Me emociono com uma boa HQ.
Além disso, não vivo sem filmes, músicas, desenhos animados, livros, boa comida e cerveja aos litros.
Tenho esposa e dois filhos: Pedro, de 7 anos, e Ana Luisa, de 12.
Torço pro Atlético-MG.
A coleção 76% Quadrinhos é sensacional! Vocês revelaram grandes nomes dos quadrinhos brasileiros e até estrangeiros, não é?
Sim, já publicamos cerca de 80 autores diferentes, que vão do cartunista mineiro Nilson aos argentinos Lucas Nine e Liniers. Orgulhamo-nos de ter revelado muitos artistas, como Marcelo Lelis, Luciano Irrthum, Guga Schultze, Daniel Caballero, Bruno Azevêdo, Odyr… Redescobrimos outros, que estavam um pouco esquecidos ou fora da mídia, como os mineiros Gilberto Abreu e Mozart Couto. Além de brasileiros, já publicaram também artistas da Argentina, Cuba, Bolívia, Inglaterra, Sérbia, Itália… Para o próximo número, estamos costurando parcerias com quadrinistas de Portugal… Será uma nova incursão!
Acho que iniciamos num momento bastante peculiar, quando havia poucas opções de quadrinhos nacionais saindo nas bancas e livrarias. Havia várias tentativas, similares e contemporâneas a nós, mas a Graffiti enveredou por um determinado nicho, acabou dando certo assim, e, permita-me, fez com que muita gente vislumbrasse um formato viável dentro do incerto mercado de quadrinhos brasileiro. Em 1995, não havia facebook ou twitter, nem nada parecido, e a própria internet era bastante incipiente, se for comparada com hoje… Lembro-me que usávamos bastante o correio, tínhamos caixa-postal até o início dos anos 2000, e era assim que nos comunicávamos com gente do mundo inteiro… Recebíamos dezenas de cartas todo mês, pois havia uma rede nacional, muito eficiente, de fanzines e fanzineiros, que trocavam seus trabalhos em um peculiar regime de colaboração, bastante diferente de como as coisas funcionam hoje. A formação conceitual da Graffiti foi praticamente dentro deste contexto.
Hoje em dia, já ouvi por aí que este formato – duas edições por ano, histórias curtas de diversos autores – está um pouco ultrapassado, e que não há muito espaço para ele e nem para a Graffiti dentro do ressurreto mercado de quadrinhos nacional. Ora, publicamos um monte de gente, e sempre com uma proposta editorial própria. Não fomos nós que a inventamos, mas nós a escolhemos porque gostamos dela, sempre desejamos que fosse assim. Claro, ao longo deste tempo rediscutimos o conceito da revista, na verdade fazemos isso constantemente, mas no dia que decidirmos que a Graffiti deva ser uma revista vendável, ou adaptada aos novos tempos, ou ao mercado, bem, nesse dia vamos ter que fazer uma nova revista.
Bem, a esta altura do campeonato, a Graffiti deve ter uma certa importância nos quadrinhos brasileiros, dada a sua longevidade (não conheço outra revista mix que tenha durado tanto), a quantidade de revistas que saíram, o número de autores que participaram, a influência do estilo e do formato da revista, declarada por outros editores, além de alguns prêmios… Só HQ Mix, foram sete! Isso tudo me orgulha bastante, espero ter deixado algo de bom para o andamento dos quadrinhos no Brasil.

Definitivamente a Graffiti é um marco.
Como foi conseguir o apoio da prefeitura de Belo Horizonte para projeto Graffiti?
A primeira vez que obtivemos este tipo de apoio foi em 1998, se não me engano. Na época a lei de incentivo ainda era uma novidade. Fomos aprovados, acho, por dois bons motivos: primeiro, tínhamos, de fato, um projeto interessante. E segundo, porque sabemos escrever com clareza e objetividade. Pode parecer presunção, mas isso é importantíssimo e crucial para a aprovação de projetos de lei de incentivo.
Desde então, temos escrito regularmente novos projetos e inscrevendo-os nas leis de incentivo. A Graffiti se destaca por ser uma revista que forma autores, permite a experimentação e o trânsito livre por linguagens limítrofes aos quadrinhos. Convenhamos que, apesar de termos muitos admiradores, estas importantes características não são lá muito vendáveis. Quer dizer, dificilmente seriam aceitas por uma editora convencional, daí a necessidade – e a principal justificativa – para que recorramos a este tipo de subvenção.
E quando você se transformou de leitor ocasional de quadrinhos para um colecionador inveterado?
Ih, eis aí uma história longa. Tenho um tio cartunista, o já citado Nilson, que, além de desenhar, é também um colecionador e pesquisador. Ele influenciou bastante a mim e a vários primos, tanto com a sua vasta coleção – que hoje ocupa um apartamento inteiro – quanto com os seus conhecimentos. Eu aprendi a ler um pouco cedo (aos 5 anos), de forma natural. Ler se tornou, então, uma compulsão: eu lia até bula de remédio, mesmo sem entender nada. Meus pais tinham alguns quadrinhos em casa, guardados dentro de um armário. Algumas revistas da EBAL, bem velhas e rasgadas, além de várias revistas do Fradim do Henfil. Imagina: eu, aos 5, 6 anos, lendo Fradim! Então, vasculhando este armário em busca de qualquer coisa para ler, eu comecei a me interessar por quadrinhos. Nos encontros da minha família, Nilson e meus primos mais velhos conversavam bastante sobre quadrinhos, Nilson mostrava as novidades, e eu embarquei nessa. A coleção dele, putz, era a maior maravilha da minha infância.
Depois, quando eu tinha cerca de oito anos, o Nilson passou a me levar para encontros semanais com os outros cartunistas mineiros. A intenção do grupo era criar um suplemento de quadrinhos e variedades para crianças e vendê-lo aos jornais. Destes encontros, participavam o Aroeira, o Nani, o João Melado, acho que o Lor, a Tânia Anaya, que hoje trabalha com animação… Ou seja, eram alguns dos principais nomes do cartum em Minas na época.
Tudo isso, misturado, contribuiu para minha formação como leitor de quadrinhos, colecionador e autor.

Qual foi seu primeiro personagem favorito? Ele ainda ocupa esse posto ou alguns detratores conseguiram, depois de escreverem tantas histórias ruins, rebaixá-lo?
O primeiro personagem favorito foi o Super-Homem. Naquela época já haviam escrito muitas histórias ruins com ele, bem antes da Morte do Super-Homem e bombas similares! Bem, eu me tornei rapidamente um leitor mais criterioso, justamente por causa das influências familiares, conheci bem cedo o Moebius, o Carl Barks, revistas como a Heavy Metal, Linus, e abandonei prematuramente essa paixão pelo homem de aço. Claro, continuei a ler suas revistas, mas sem aquela mítica ingênua que se tem quando criança.
Mais do que primeiro personagem, meu primeiro “ídolo” foi o Carl Barks. Foi-me apresentado pelo meu tio quando eu tinha uns oito anos, e eu rapidamente passei a reconhecer suas histórias nas revistas Disney. Passei a ter uma espécie de “coleção paralela” só com as revistas com HQs dele, que eu anotava religiosamente em um caderno: nome da história, onde fora publicada e observações do tipo: “primeira história da Maga Patalógika” etc. No início dos anos 90, aAbril começou a reconhecer o trabalho do Carl Barks, citando-o em algumas publicações, contando sua história, mas antes disso não havia nada, suas histórias saíam no meio das outras sem nenhuma indicação. Eu ia à banca, folheava, por exemplo, uma nova edição de Disney Especial, e, se reconhecia uma HQ dele, comprava.
Hoje gosto de muitos personagens. Certamente estão entre eles o Corto Maltese, o Sandman e a Maggie do Love & Rockets.



Quantas HQs você tem?
Sei lá, talvez umas mil. Depois do casamento e de muitas mudanças de casa (inclusive fui morar fora do país, e deixei minha coleção à revelia), perdi ou me desfiz de uma imensidão de coisas. Em certo momento, doei praticamente todos os formatinhos para uma escola do Morro do Papagaio. Embora tenha sido uma boa causa, me arrependo um pouco. Entre os anos de 1986 e 1990, mais ou menos, eu comprava basicamente tudo o que saía nas bancas.
Hoje não tenho tantos quadrinhos, já vi aqui nesta sessão coleções imensas. Mas praticamente tudo o que tenho me é importante, leio e consulto frequentemente quase tudo, por uma razão ou por outra. E costumo apresentar meus quadrinhos aos meus alunos quando dou aulas, o que é sempre fundamental para conquistá-los.
Eu me considero, antes de um colecionador, um leitor de quadrinhos. Então, até por questões de espaço, precisei avaliar criticamente a minha coleção, afim de manter apenas aquilo que julgava indispensável. Exemplo: gosto muito do John Buscema, mas considero, a esta altura do campeonato, totalmente supérfluo ter nas estantes toda a coleção de A Espada Selvagem de Conan. Me bastam duas ou três edições, o suficiente para ter uma boa amostra do trabalho do Buscema com este personagem.



Velharias da Ebal
Velharias ebal e da RGE.
Clássicos.
Gibis e suplementos de jornal.
Quais são os principais itens da sua coleção, aquelas séries ou volumes que são as meninas dos olhos de sua estante?
Pelo lado nostálgico, acho que gosto muito de uma série de cinco volumes do Tarzan, desenhada pelo Russ Manning, pois foi comprada na primeira vez que fui a um sebo (o Shazam, do José Ronaldo, no edifício Maletta), em 1985. E também boa parte das revistas que eu lia quando criança e que ainda conservo: as edições de Luluzinha da Abril, as Mad da Record, Chiclete com Banana e Piratas do Tietê… Pelo lado das preferências, considero como principais itens, hoje, os álbuns do Joe Sacco, o Persépolis da Satrapi e a coleção de Love & Rockets. Mas gosto de muitas outras coisas, como os álbuns do Asterix, as séries do Alan Moore (Watchmen, V de Vingança, Do Inferno), os Snoopy em formato pocket da Editora Vecchi…
Acho legal também ter uma boa coleção de revistas publicadas aqui em Minas: algumas Era Uma Vez, Oi Turma, Humordaz, Uai, Meia Sola, Legenda… E, claro, a Graffiti, né?!

Quadrinhos mineiros de ontem e hoje.
Qual o item mais raro da sua coleção?
Mais uma vez não sei. Talvez possa ter mais valor o Quarteto Fantástico #1 da Ebal, a primeira revista destes personagens a sair no Brasil. É de 1966. Ou a coleção do Fradim, que tenho completa. Tenho revistas bem mais antigas, mas não sei se valem mais. Não me ligo nestas coisas.
Você também coleciona obras teóricas sobre quadrinhos, quais são os destaques dessa coleção?
Sim. As bíblias continuam sendo Quadrinhos e Arte Seqüencial do Will Eisner e Desvendando os Quadrinhos do Scott McCloud, recomendo a todos os estudantes de artes gráficas e narrativas! Mas tenho também alguma coisa do pesquisador Moacy Cirne, o Mangá – O Poder dos Quadrinhos Japoneses, da Sônia Bibe Luyten (que é excelente também), dentre outros.
Como você guarda suas revistas e quais técnicas usa para conservá-las?
Eu as plastifico, embora saiba que a longo prazo isso não seja saudável para o papel. Não tenho técnicas específicas para conservá-las, o maior problema é a umidade, especialmente nas épocas pós-chuva, como agora. O mofo é fatal. Já perdi muita revista por causa disso. Mas de um modo geral minhas revistas são bem “lenhadas”. Eu as utilizo bastante, e, agora que meu filho passou a se interessar pela coleção, estão se desgastando mais ainda!






Você possui muitas HQs autografadas?
Sim, mas não me importo muito com isso. A maior parte dos autógrafos são dedicatórias de autores amigos.
Quais são seus 10 quadrinhos favoritos de todos os tempos?
Spirit do Will Eisner, especialmente da última fase (entre 1950 e 1952, quando ele tinha uma equipe redondinha e as histórias beiravam a poesia), Locas do Jaime Hernandez, Fradim do Henfil, Watchmen, Gorazde do Joe Sacco, Corto Maltese do Hugo Pratt, Snoopy, Ken Parker, Don Martin, e… sei não, sempre é difícil escolher o décimo, pois parece que vai faltar muita coisa. Piratas do Tietê? Asterix? Pato Donald do Carl Barks? Homem Aranha do Steve Ditko? Demolidor do Frank Miller? Lobo Solitário? Calvin? Sei lá!
A este respeito, compreendo perfeitamente a importância daqueles quadrinhos considerados “cânones”, como Little Nemo ou Krazy Kat. Não os incluo na minha lista, pois os que eu citei fizeram e fazem parte da minha formação literária, o que é diferente dos “clássicos”.

Você tem alguma “mania de colecionador”, seja para guardar, emprestar ou mesmo na hora de comprar?
Sinceramente, acho que não. Não tenho pudores para emprestar meus quadrinhos, e, por isso mesmo, já perdi algumas revistas assim. Quer dizer, acho que tenho uma mania sim: na hora de comprar, dou uma “cheirada” na revista – seja ela nova ou usada.
Quais foram os últimos quadrinhos que comprou? E qual o último que leu?
Quadrinhos novos, os últimos que comprei foram Asterios Polyp e os que peguei no FIQ: as duas revistas do Pedro Franz, os do Vitor Caffagi (Duo.Tone e Valente), O Beijo Adolescente do Rafael Coutinho e as revistinhas do Odyr Bernardi. Gostei bastante de tudo. Asterios Polyp é um marco dos quadrinhos, o Mazzuchelli é sensacional desde o Demolidor, passando pelo Batman Ano Um e pelo Cidade de Vidro, que é outra obra-prima. O legal é que, desta vez, trata-se de uma história escrita e desenhada por ele.
Em sebo, acabei de comprar uma coleçãozinha linda, americana, de cartuns da Penguin Books. Comprei na Baratos da Ribeiro, no Rio de Janeiro. O último quadrinho que comprei mesmo foi uma revista da série “graphic novel”, da Abril: Frank Capra, do Manfred Sommer, no sebo do Ânderson, na rua da Bahia (centro de BH). O engraçado é que comprei achando que não tinha, mas já tenho! (risos).
As últimas coisas que li: Asterios Polyp (maravilhoso!), O Pequeno Pirata, do David B. (legal, mas com um quê do Pequeno Vampiro, do Joan Sfar, que me incomodou um pouco), e A Rua de Lá, do Alves, editado por mim! Agora estou relendo pela 1.000.000ª vez Watchmen.
Ah, se quiser me dar de presente a Frank Capra repetida, eu aceito! (risos)
Você costuma comprar HQ importadas?
Já comprei bastante, tenho um bom volume de obras importadas. Gosto muito das revistas mix européias das décadas de 1970 a1990: Totem, Metal Hurlant, El Víbora, Eternauta, Fierro, que é argentina, mas segue o mesmo estilo. O jornalista Paulo Ramos sempre diz que a Graffiti guarda semelhanças com a Fierro e com este gênero de revistas. Não sei se procede, mas gosto da comparação!
Tenho também uma prateleira só com edições italianas da Bonelli, especialmente Dylan Dog. Durante o período que morei na Itália, comprava regularmente Dylan Dog. Saíam três edições por mês (a inédita, a reedição e a segunda reedição), e eu comprava as três!
Atualmente só compro HQ importada eventualmente,em sebo. Atéporque tem saído muitos bons quadrinhos estrangeiros por aqui, compilações e tal.

Bonelli e outro fumettis.


Pilote, revista francesa dos anos 50.


Tem algum item que quer muito ter, mas está impossível de encontrar?
Hoje em dia, com a internet e sites como o Estante Virtual, é difícil dizer que tem algo “impossível” de encontrar. Mais fácil dizer que algo tá impossível de comprar, por causa do preço. Por exemplo, estou namorando há algum tempo aquela série Sandman Definitivo, mas ainda não deu ($) pra comprar…
Antes de acabar nos conte quais são as próximas novidades no seu trabalho com quadrinhos e da Graffiti.
É segredo! (risos)… Estamos preparando a nova edição da Graffiti, a de número 23. Deve sairem maio. Vai ter uma novidade, acho, bastante interessante. Trata-se de uma parceria, algo diferente de tudo o que já fizemos, relativo ao conteúdo e às novas possibilidades narrativas.
Estou reescrevendo a parte de quadrinhos do Guia Ilustrado de Graffiti e Quadrinhos. Recebi um convite de uma editora para republicá-la, o que me deixou bem satisfeito, apesar de eu considerar que há muito a ser revisto e atualizado…
Além disso, estamos com um novo projeto, intitulado: História, Sociedade e Cultura em Minas. Trata-se de uma série de livros em quadrinhos sobre aspectos da cultura mineira, com foco principalmente na educação. Estamos na fase de captação de patrocínio e, se tudo der certo, será um projeto que nos tomará basicamente todo o ano.
Fabiano, muito obrigado pela entrevista! Foi um prazer conversar com você.
Deixe um recado para os leitores do Pipoca e Nanquim e colecionadores do Brasil.
Eu é que agradeço a oportunidade. Gosto bastante desta sessão!
Aos colecionadores, especialmente aos jovens, se me permitem, um conselho: ampliem sempre os seus horizontes! O mercado de quadrinhos, para nosso deleite, cresceu muito, e hoje existe à nossa disposição uma imensidão de ótimos trabalhos, de todos os gêneros e estilos possíveis. Não fiquem presos e bitolados em um tipo de quadrinhos – mangá, super-herói, ou qualquer outro – e nem tampouco em um ou em alguns títulos. A melhor coisa que tem para a nossa inteligência é a gente se deparar com o novo, o inédito, o diferente. Por isso, nada mais gratificante do que buscar sempre novos autores, novos títulos, novos trabalhos para conhecer.
Grande abraço a todos!






Independentes ontem e hoje.
Undergrounds
Europeus e eróticos.
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Minha Estante é um espaço pra você, colecionador de HQs, mostrar sua coleção, falar sobre prazeres e vicissitudes desse hobby, conhecer outros aficcionados e proporcionar aquela inveja boa.
Convidamos a todos que possuem belas coleções de quadrinhos a mostrarem elas aqui!
É só mandar um e-mail para [email protected] dizendo alguns detalhes (números de revistas, itens raros e particularidades) que em seguida combinamos a entrevista.
Até a próxima!








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“lenhadas” casquei o bico… como eu queria ser assim com as minhas coisas emprestar e tal. Parabéns velho
Não consigo ser desleixado com minhas HQs e meus livros. Dá uma pena ver uma edição se acabar, apenas por que não fomos um pouco mais zelosos com ela. Gosto do que o Alexandre Callari já falou aqui: trata-se de material histórico! Devemos preservar. Sem paranoia; mas sem desleixo. Sem contar que muita coisa é adquirida até mesmo com certo esforço financeiro!
Kleiton, estive em uma coletiva com o Maurício de Sousa na semana passada em que ele disse: “Daqui a 500 anos, quando as pessoas forem estudar nossa época, para saber a forma com que se pensava, falava e agia, os assuntos em voga, as preocupações sociais e culturais, as correntes políticas em voga, o estudo dos quadrinhos será tão ou mais importante que a própria literatura”.
Estou com ele e não abro.
Assino embaixo!
Imagine se não existissem os colecionadores de cordel e de discos de 78 rpm, o que teríamos hoje? Muito da cultura “pop” se perderá se não for esse vício (delicioso) de colecionar…. rs
Rapaziada do pipoca, vocês poderiam além das fotos filmar as entrevistas dos colecionadores, acho que acrecentaria ainda mais a matéria, humilde sugestão, e mais uma vez parabéns pela matéria.
isso seria incrível, mas é absolutamente inviável, pois fazemos entrevistas com pessoas de tudo quanto é canto do Brasil, o que demandaria uma grande auxílio de alguma empresa de turismo.
Abs
Entendi, mais de qualquer forma vocês estão de parabéns por divulgar e acrecentar nossos conhecimentos sobre quadrinhos, desejo que empresas consigam ver essa importância e auxilie voc~es para que creçam cada vez mais, pois futuramente acredito que terão até um programa na tv, porqu~e no meio de tanta porcaria que passa não é possivél que não haja um espaço para um programa tão importante e divertido como o pipoca e nanquim, parabéns.
Obrigado pelo apoio, André!
Já pensou o PN uma dia em um canal de televisão tipo Cultura, Multishow, MTV ou coisa assim que doidera?!
Seria demais!
Yeah!
Estava ansioso pele entrevista com o Fabiano, esse apaixonada que há tanto tempo labuta em diversas frentes em prol da histórias em quadrinhos. Em 1998 estive no evento que ele ajudou a organizar, ainda novato e desinformado, mas consegui um autógrafo do Marv Wolfman no meu Novos Titãs #1 da Abril. Interessante que o Ronivaldo “Gilgamesh” estava nessa mesma palestra, mas eu só viria a conhecê-lo…10 anos depois ou mais. Parabéns pela bela coleção Fabiano e parabéns a Pipoca por mais uma entrevista deveras interessante.
Fico feliz em saber que gostou da entrevista, Marshin!
E que todos os citados nesse comentário já participaram dessa coluna tão especial.
Valeu total!
Quase todos.
Menos o Marv Wolfman. rs
E eu.
Bela coleção!
Espero um dia poder mostrar a minha também, mas enquanto não tenho uma estante organizada (tudo ocupando o que deveria ser meu guarda-roupa) e uma câmera decente, só me resta babar em coleções como essa.
O Fabiano disse que o plástico a longo prazo faz mal para o papel e eu gostaria de saber que tipo de mal é esse. Minha coleção deve ultrapassar a marca de mil revistas também, fácil, tudo emplastificado, mas é difícil ficar tirando tudo do plástico pra respirar, pra não dizer impossível. E sou super-neurótico, deixo todas minhas revistas de pé, posição vertical, o que acaba ocupando mais do meu pouco-espaço, mas noto que emplastificada uma sobre a outra, o plástico parece grudar, ao menos na capa. Então, plástico faria a revista mofar a longo prazo?
Já disse o quanto adoro essa coluna? Parabéns pela coleção cara!
Fiquei curioso quanto a essa coleção do tio Nilson. Acho que muitos ficaram. Não tem como fazer um “Minha Estante” com ela?