20 Melhores HQs de 2011

Olá, pessoal!

2011 foi um ano excepcional para o mercado de quadrinhos brasileiro, uma vasta gama de gêneros publicados por pequenas e grandes editoras, de maneira independente e também virtualmente em blogs e sites dos criadores.

Diante das centenas de lançamentos mensais foi dificílimo acompanhar tudo de legal que era lançado, por isso fontes referência como o Universo HQ, Blog dos Quadrinhos, Impulso HQ, Ambrosia, Papo de Quadrinhos, Mundo dos Super-Heróis, Banca de Quadrinhos, Soc Tum Pow e outros, foi de extrema importância para nós leitores, pois são bons termômetros do que vale a pena adquirir.

Outra coisa que atraiu nossa atenção e aumentou exponencialmente a oportunidade de conhecer novos títulos e autores foram os eventos que rolaram por aqui, FIQ, Fest Comix, Rio Comicon, GibiCon e por ai vai…leiam o excelente texto de Sidney Gusman e saiba como foi cada um deles.

Para saber mais sobre esse incrível panorama recomendo a leitura desses dois textos do jornalista Paulo Ramos.

O difícil (e isso é uma coisa maravilhosa!) foi selecionar a lista de melhores HQs lançadas esse ano. Nós do Pipoca e Nanquim tivemos a honra de participar de duas votações, no Gibizada e Revista O Grito!.

Minha lista aqui é ligeiramente diferente e maior do que aquela elaborada para aqueles site. Por quê? Pois, assim como todos vocês, não consegui ler tudo que saiu em 2011 e ainda estou me deparando com obras incríveis.

Optei por listar somente quadrinhos lançados pela primeira em 2011, por isso a ausência de relançamentos espetaculares como Conan, O Libertador (Mythos), Gen – Pés Descalços (Conrad), Hellblazer – Origens (Panini), os volumes de Marvel Deluxe (Panini), Cavaleiro das Trevas (Panini), Calvin e Haroldo – Os Dias Estão Todos Ocupados (Conrad) entre vários outros.

Como tenho acompanhado pouquíssimos títulos de super-heróis mensais, resolvi deixar de lado séries continuadas que saem em mix regulares.

Vamos à lista!

1) Asterios Polyp (Quadrinhos na Cia.)

Esse lançamento da Quadrinhos na Cia. arrebentou a boca do balão. Foi para mim, o melhor do ano.

Não escondemos nossa empolgação ao acabar de ler, correr para gravar um podcast somente para essa obra-prima. Através de diversos experimentalismos e profundo domínio da narrativa gráfica David Mazzucchelli nos contou um pouco sobre o arquiteto Asterios, um grande arrogante que no dia de seu qüinquagésimo aniversário vê seu apartamento pegar fogo e resolve mudar completamente de vida e postura perante o mundo. Com a trajetória impecável de Mazzucchelli pelas HQs e após ser laureado com os prêmios Harvey e Eisner 2010, não poderia ser diferente. Espetacular!

2) Daytripper (Panini)

Essa maravilhosa obra criada pelo irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá entrou para o meu seleto hall de obras favoritas da vida. Somente após ser lançada nos EUA pelo aclamado selo Vertigo e ganhar o Eisner e o Harvey é que vimos sua versão pitando por aqui, em um encaderno de luxo e irretocável da editora Panini.

Poética e onírica na medida exata, essa HQ é daquelas aconselhadas para todos os tipos de leitores.

3) Três Sombras (Quadrinhos na Cia.)

“Até onde você iria para salvar seu filho?”, assim pergunta Fábio Moon no prefácio dessa obra de Cyril Pedrosa. É essa a tônica da fabulosa jornada contada e desenhada magistralmente pelo autor, na qual Louis, pai de Joachim, recusa a possibilidade de três misteriosas sombras levar a vida de seu garoto e sai em uma viagem desesperada. Uma lição de vida lindíssima.

Ponto para a Quadrinhos na Cia. por trazer essa HQ tão encantadora e para o FIQ, que trouxe Cyril para o Brasil e autografou meu exemplar! ;)

4) Quando Eu Cresci (Ática)

Estréia com pé direito do selo Agaquê da editora Ática. Quando Eu Cresci é obra do escritor Pierre Paquet e do desenhista Tony Sandoval (um monstro!) e fala sobre um garoto peralta chamado Pepe que após entrar na parede de sua casa vaga por diversos lugares fantásticos (muitas vezes assustadores), conhecendo pessoas (nem todas boazinhas) e passando por muitas situações que às vezes lembra o bom e velho Alice no País das Maravilhas. Não precisa nem de dez páginas para você estar completamente absorto pelos mistérios da história e perceber que o que parecia ser uma fábula voltada ao público infantil logo toma ares sombrios. E que final!

Destaque para toda edição do volume, com entrevista exclusiva com os autores para o Brasil e a excelente tradução de Carol Bensimon, também responsável por Três Sombras.

Uma das poucas obras que terminei e reli imediatamente, você vai precisar fazer isso, vai por mim. Sublime!

5) A Chegada (SM)

Outra editora sem tradição em lançar quadrinhos se aventurando nessa seara, o que só retifica a força que esse mercado vem ganhando por aqui, a SM colocou no mercado essa obra sem fazer nenhum alarde e em poucas livrarias, o que é uma pena, pois ele deveria ser amplamente divulgado.

Shaun Tan é um gigante das ilustrações e nos conta a fantástica história de um imigrante em busca de uma vida melhor em um lugar totalmente diferente sem utilizar nenhuma palavra (pelo menos as conhecidas por nós, pois o álbum contém vários símbolos daquele estranho lugar). Meu amigo, como esse cara desenha!

Por contar uma história tão fabulosa, transmitindo exatamente os sentimentos a qual se propõe, como esperança, saudade, amizade e força de vontade esse álbum merece ser conhecido e figurar nas estantes de todos vocês.

6) Era a Guerra das Trincheiras (Nemo)

Lida aos 45 do segundo tempo, já nos primeiros dias de 2012, essa HQ me arrebatou e não poderia deixá-la de fora desse ranking.

Lançada pelo selo Nemo da editora Autêntica essa HQ de Jacques Tardi lançada originalmente em 1993 começou a ganhar fama após seu lançamento nos EUA e justa premiação com o Eisner Award  de melhor trabalho baseado em fatos e melhor publicação americana de material estrangeiro.

Os incríveis desenhos de Tardi nos mostra terríveis e monstruosas situações vividas pelos combatentes da Primeira Guerra Mundial. Uma das melhores e mais acachapantes obras anti-bélicas de todos os tempos.

7) MSP Novos 50 (Panini)

O editor Sidney Gusman consegui fechar de maneira impecável a trilogia mais importante dos quadrinhos nacionais. O projeto MSP não só reiterou (se é que alguém tinha dúvida) a influência do mestre Maurício de Sousa, como nos mostrou um incrível panorama sobre os quadrinhos brasileiros ao elencar 150 artistas de ponta, já conhecidos pelo grande público ou não.

É um deleite ler histórias protagonizadas pelos personagens que fizeram parte da nossa formação em estilos e concepções tão diversos.

8 ) Preacher – Álamo (Panini)

Quando esse volume chegou a minhas mãos, exclamei “Finalmente!”, acredito que milhares de leitores brasileiros fizeram o mesmo. Era praticamente uma lenda o final de Preacher por aqui, nenhuma editora conseguia terminar de lançar a obra máxima de Garth Ennis, até que em setembro de 2011 a Panini quebrou a maldição e fez nossa alegria. A conclusão da busca desenfreada de Jesse Custer por Deus é concluída de maneira apoteótica. Foda!

9) Mundo Fantasma (Gal)

Chega a ser incrível que uma obra dessas, lançada há quase vinte anos atrás no EUA, ainda não havia sido publicada por aqui, ainda mais sendo de um dos autores de maior renome no cenário underground e tendo ganhado uma aclamada adaptação para os cinemas pelo diretor Terry Zwigoff. O público brasileiro já podia conferir o trabalho de Daniel Clowes na HQ Como Uma Luva De Veludo Moldada Em Ferro (Conrad) mas muitos queriam ler Mundo Fantasma, eu era um deles.

A história mostra a vida pouco glamourosa das amigas niilistas Enid e Rebecca, recém saídas do colegial, não fazem a menor idéia do querem para o futuro e passam os dias de ócio criticando tudo e a todos.

Apesar do clima deprimente de toda a obra é impossível não se cativar e até se identificar com os personagens apresentados. Se sua vida muitas vezes é um pé no saco, leia essa HQ agora.

10) Morro da Favela  (Leya/Barbanegra)

A história do fotógrafo Maurício Hora é belíssima e ficaria ótima em qualquer mídia, mas para nossa alegria ela foi contada através da nona arte por um dos melhores quadrinistas brasileiros. André Diniz narra com traços fortes, em branco e preto, a trajetória do garoto criado no Morro da Favela, no Rio de Janeiro, que apesar de conviver com o tráfico de drogas (seu pai foi o primeiro traficante do lugar), preconceitos, prisões, assassinatos , conseguiu ser reconhecido por sua arte e através da fotografia, mostrou que aquele lugar tinha e tem muito mais a oferecer do que  a nossa míope visão discriminatória tende a achar.

Emocionante sem ser piegas e denso sem ser apelativo, um álbum na medida, realizado por quem sabe muito bem o que está fazendo.

11)  Encruzilhada (Leya/Barbanegra)

Enquanto André Diniz retratou a vida de um morador do morro no Rio de Janeiro na obra acima, Marcelo d´Salete contou a história de várias pessoas marginalizadas vivendo em uma São Paulo muito pouco gloriosa.

Em cinco histórias que se interligam, conhecemos um breve período da vida de dois garotos de rua, um viciado em drogas, um ladrão de carros, uma garota de programa e uma vendedora ambulante de DVDs piratas, ou seja, excluídos da sociedade.

A temática é pesada, o desenho escuro e sujo, a narrativa brusca e não-linear, o que gera uma obra exatamente condizente com a mensagem que o autor quer passar. Mais um ponto para a editora Leya/Barba Negra que lançou esse grande trabalho em uma edição impecável.

12)  Fierro Brasil (Zarabatana)

A Fierro é um dos títulos mais importantes dos quadrinhos argentinos e revelou centenas de grandes artistas. Com essa mesma proposta o editor Claudio Martini elencou 45 artistas argentinos e brasileiros para figurarem nesse primeiro volume nacional.

O resultado é uma coletânea de belíssimas histórias, a maioria espetacular e um verdadeiro desfile de estilos.

Também não é para menos, estamos lendo Horacio Altuna, Danilo Beyruth, Alberto Breccia, Copi, Gustavo Duarte, Juan Giménez, Oesterheld, Guazzelli, Adão Iturrusgarai, Kioskerman, Liniers, Carlos Trillo, Salvador Sanz, Carlos Nine, só para citar alguns… é muita coisa fina em uma publicação só!

13) Achados e Perdidos (Independente)

Já falei no videocast que fizemos sobre o FIQ e repito, esse foi o melhor projeto editorial do ano. A dupla de autores Eduardo Damasceno e Felipe Garrocho vinha apresentando um trabalho excelente no site Quadrinhos Rasos, no qual desenham HQs curtas baseadas em trechos de músicas, na metade de 2011 lançaram um projeto no Catarse, uma plataforma financiamento colaborativo e a cooperação de mais de quinhentas pessoas interessadas e crentes no trabalho da dupla possibilitou a impressão do álbum (com qualidade gráfica impecável) e a gravação de um CD composto por Bruno Ito, que ao ser tocado durante a leitura da obra faz a trilha sonora perfeita.

A aposta dos 500 interessados foi paga com juros e correção monetária, pois o produto final ficou excelente. Que história bonita e sutil a dupla criou! Apesar do personagem Dev ter um buraco negro na barriga(!), ele e seus amigos são críveis e logo surge aquela empatia, como se você os conhecessem de verdade.

14) O Beijo Adolescente (Independente)

Um projeto bacana lançado em 2011 foi o portal IG Jovem trazendo webcomics de feras como Rafael Albuquerque (que desenvolveu o ótimo Tune 8), Eduardo Medeiros, Rafael Sica, Raphael Salimena e Rafael Coutinho.  Pena que o projeto durou pouco e acabou antes mesmo do final do ano. Coutinho, decidiu compilar seu excelente material em um volume impresso (em formato estranho e pouco usual) pelo seu selo Cachalote.

Depois da leitura dessa primeira temporada, fica a ansiedade para o lançamento das próximas!

15) A Casta dos Metabarões – Tomo Quatro (Devir)

O final da saga dos Metabarões foi sensacional! Na verdade não poderia deixar de ser diferente, desde Incal, Alejandro Jodorowsky vem desenvolvendo uma das melhores ficções cientifica dos quadrinhos.

Este volume trouxe as edições #7 e #8 da série original, o spin-off de Incal que aborda seu personagem mais carismático, o Metabarão, o guerreiro mais poderoso do universo.

Ao lado do genial escritor, está o desenhista Juan Gimenez, que ilustra perfeitamente todas as viagens propostas pelo roteirista e nos brinda com algumas das páginas mais bonitas do mundo dos quadrinhos, é de tirar o fôlego os cenários criados pelo mestre.

Uma verdadeira epopéia!

16)  Noturno (Zarabatana)

Bastou uma rápida folheada nesse exemplar para eu comprá-lo imediatamente, que traço espetacular tem esse Salvador Sanz!

Mas o álbum não se resume a belíssimas imagens, traz também uma grande trama de fantasia, terror e suspense, na qual pessoas sonham que são pássaros monstruosos (ou vice-versa). Com o tempo vamos descobrindo a verdade por trás desses sonhos e o enredo caminha para um terrível evento muito além da nossa compreensão.

Destaque para as incríveis seqüências de metamorfose humano/pássaro. Insanas.

17) Pequeno Pirata (Leya/Barbanegra)

Poucos anos atrás a editora Conrad lançou em dois volumes o excelente Epiléptico do francês David B. e apresentou esse grande artista ao público brasileiro. Ano passado foi a vez da editora Leya/Barbanegra trazer mais um de seus trabalho para nosso país.

Nessa adaptação do conto “Le roi rose” (1921) de Pierre Mac Orlan, vemos uma trupe de piratas morto-vivos sanguinários, que buscam incansavelmente o descanso eterno. Um dia, depois de mais um saque bem sucedido do navio-fantasma, encontram um recém nascido e decidem criá-lo a até que faça 10 anos de idade (segundo eles, a época mais divertida e alegre da vida), para então torná-lo também um morto-vivo e perpetuar seu encanto capaz de apaziguar suas viagens infinitas.

Em apenas 48 páginas repletas de ilustrações peculiares e impressionantes, David B. apresentou uma obra fantástica que contrapõe e explora vida e morte de maneira magistral.

18) Na Colônia Penal (Quadrinhos na Cia.)

Ótima adaptação para os quadrinhos dessa história de Kafka publicada originalmente em 1914. Sylvain Ricard (roteiro adaptado) e Maël (desenhos) foram muito fiéis ao texto original e o que é melhor, ao clima tenso e pertubador que caracteriza a obra do escritor.

A trama se passa em apenas um pequeno cenário, um terreno desolado nas imediações de um presídio no qual se localiza uma máquina de punição, considerada pelo oficial responsável o melhor método de execução dos criminosos. O aparelho escreve na pele do condenado sua sentença, utilizando-se agulhas presas em uma espécie de rastelo, o torturando até a morte. A grande questão é que o oficial responsável realmente acredita nessa método e precisa convencer o observador convidado de sua eficácia.

Uma das melhores adaptações literárias para HQs.

19) Valente e Duo.Tone (Independente)

Depois de ler esses dois quadrinhos do Vitor Cafaggi não consegui mesmo escolher meu favorito, então coloco os dois aqui na lista. Depois de ter feito um trabalho sensacional com as tiras on-line Puny Parker, criar uma das melhores histórias dentre todas as publicadas a trilogia MSP 50 e uma bela participação em Pequeno Heróis, fiquei muito feliz ao chegar ao FIQ e me deparar com os dois primeiros álbuns solos desse grande artista.

Valente para Sempre compila algumas tiras publicadas no jornal O Globo e em seu site, e mostra a história de um cachorro que sofre por amor em busca de sua alma gêmea,  são conflitos tão humanos e sinceros que logo você se identifica, pois todos nós, ao menos uma vez na vida já nos apaixonamos perdidamente.

Duo.Tone traz duas histórias protagonizadas por crianças extremamente criativas e imaginativas, a primeira, do garoto Tim, é de uma sensibilidade  incrível. Aliás, todos os trabalhos de Vitor demonstram isso, o que faz cativar qualquer leitor que tenha coração.

Eu poderia ler quadrinhos do Vitor todos os dias.

20) Castelo de Areia (Tordesilhas)

Mais uma editora estreando nos quadrinhos e fazendo isso com muita classe. O selo Tordesilhas da Alaúde Editorial trouxe ao nosso mercado esse belo trabalho  do roteirista e renomado documentarista francês Pierre-Oscar Lévy e arte impecável do suíço Frederik Peeters.

Uma história de terror, daquela impossível de largar até chegar ao final. Algumas pessoas chegam a uma praia para fazer picnic e aproveitar o dia ensolarado, quando uma das crianças encontra um cadáver de uma mulher, logo o mistério envolvendo o corpo deixa de ser a única preocupação dos personagens, por algum motivo bizarro estão envelhecendo a uma velocidade surreal e não conseguem abandonar o local de jeito nenhum.

Estranho, muito estranho…

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Aproveito o espaço e indico logo mais 10 HQs sensacionais!

Corto MalteseA Juventude (Nemo)
Hugo Pratt

Quando Meu pai Encontrou um ET Fazia um Dia Quente (Quadrinhos na Cia.)
Lourenço Mutarelli

Arzach (Nemo)
Moebius

Koko Be Good  (Leya/Barbanegra)
Jen Wang

Ordinário (Quadrinhos na Cia.)
Rafael Sica

Almas Públicas (Conrad)
Marcelo Quintanilha

Lucille (Leya/Barbanegra)
Ludovic Debeurme

Birds (independente)
Gustavo Duarte

Clara dos Anjos (Quadrinhos na Cia.)
Lelis (arte) e Wander Antunes (roteiros)

Sandman – Caçadores de Sonhos (Panini)
Neil Gaiman (roteiro) e P. Craig Russell (adaptação e arte)

Olha que mesmo com essas trinta indicações, ficou muita coisa de fora, não estou contanto séries continuadas com Y100 BalasMortos VivosJonah HexJ. Kendall, Bakuman e por ai vai…Eita ano bom! E pelo jeito 2012 será melhor ainda.

E para você, quais foram os melhores lançamento de 2011?

 

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  1. Sem dúvidas para mim foi o Asterios de Mazzucchelli, deixando muita coisa boa de fora, claro! Coisas que ainda nao li por falta de tempo. Mas trocando em miudos, o ano de 2011 foi de uma ótima safra de qualidade nos quadrinhos, especialmente os nacionais. E sua lista, tá estupenda! Muita coisa dessa lista vai estar na minha lista com certeza!

  2. Interessante e triste constatar que NÃO existe NENHUMA HQ de super-herói na lista. O que as editoras estão fazendo com nossos amados personagens? 
    Mas a lista é realmente muito boa, mesmo com a ausência deles…

    • Venho perdendo o interesse por heróis gradualmente, mas o principal motivo de não acompanhar o que vem saindo de lançamentos nessa seara é o preço. Ao invés de ficar gastando 10,99 em um mix com puoucas histórias boas, prefiro juntar e comprar esse volumes únicos ou pagar 19,90 e acompanhar Y, 100 Balas, Fábulas e por vai.

  3. Fala Daniel, Muito boa sua lista, cara!
    Não sei se você lembra, mas no FIQ te falei que o “A chegada” parecia ser foda. Faro pra boas hqs não? hahahah abração pro ce velho

    • Claro que me lembro, Sergio!

      Sai de lá com isso na cabeça, cheguei em casa e depois de uma rápida busca a comprei. Espetacular! Vc tem o faro de qum conhece quadrinhos, logo, reconhece coisa fina de longe.

  4. Pena é morar no interior de pernambuco e não ter uma livraria onde se venda essas obras, ai claro tenho que comprar pela net e pagar um frete carissímo mais ainda fiz um sacrifícil e comprei o Asterios Polyp , que estou ancioso para ler.

    • André, o jeito e ficar de olho em promoções na net e aguardar os famosos fretes grátis. Eu compro 95% dos meus itens na internet, sempre pago menos que o valor de capa e raramente pago pro frete. As vezes compensa vc ir anotando o que deseja e fazer uma compra grande uma vez. 

  5. queria muito poder opinar sobre sua lista DANIEL mas aqui em JUAZEIRO DO NORTE o acesso a HQS se limita a super-herois e mangas, tem quadrinhos de outros generos mas são poucos, e não compro HQ em livraria devido ao preço, li atentamente sobre as HQS da lista, o fato de não conhece-las não significa que tenha que ficar ignorante sobre elas, bem como 90% da minha coleção se trata de SUPER-HEROIS E MANGAS, ai vai um singelo TOP FIVE 2011
    1 – O ataque de PAIN a vila de KONOHA – NARUTO volumes 45 ao 48 – MASASHI KISHIMOTO, roteiro e arte
    2 – HOMEM-ARANHA NOIR – encadernado – roteiro de:DAVID HINE e FABRICE SAPOLSKY arte de: CARMINE DI GIANDOMENICO
    3 – Y – O ULTIMO HOMEM volumes 3 e 4 – roteiro de:BRIAN K. VAUGHAN arte de:PIA GUERRA
    4 – O SEGUNDO ADVENTO – saga mutante publicada em X-MEN e X-MEN EXTRA – varios roteiristas e artistas
    5 – REINADO SOMBRIO ESPECIAL – A LISTA – mini em 2 edições- varios roteiristas e artistas
    Bem ai esta minha singela e limitada lista, agora e esperar pra ver a lista do BRUNO e do ALEXANDRE.

    • Opa! Valeu, Wesley!
      Naruto eu acompanhei uns 2 anos atrás por scans e realmente o ataque do Pain a Konoha foi sensacional!
      HA Noir eu não gostei, esse Carmine Di Giandomenico desenha todo mundo com cara de animal da Disney, e achei o roteiro muito frauquinho. O roteior tbm não me agradou e achei que o Aranha não combinou nem um pouco naquele cenário.  
      Y está sensacional!
      O Segundo Advento e Reinado Sombrio – A Lista ainda não li, mas vou procurar saber mais.

      Valeu! Abração

  6. Tenho que comprar + essas hqs cults(que n são de heróis), estou + por fora do que bunda de índio!
    Ótimo post, gostei muito mesmo!!! Espero que 2012 seja tão bom assim em lançamentos. 

  7. Concordo com cada palavra sobre o MSP, a mais cult que li no ano, rs.
    Ver essas releituras da turminha foi fantástico. 
    Desenhos diferentes porém com a mesma essência do original. Sem dúvida, vale a pena conferir.

  8. Excelente lista Daniel.

    Realmente como vc comentou eu tb venho perdendo um pouco o gosto de ler quadrinhos de super-heróis… eu pelo menos pra achar algum desenhista que me agrade é dificil.

    Depois que li Maus, Will Eisner, Joe Sacco…. me desvirtuei totalmente de heróis.

    E como comentaram Y ESTÁ ANIMAL D++++, esse se sair um encadernado de luxo com extras compro fácil.

    OBS: ainda não li/comprei asterios polyp rsrsrsr

    Abraços

  9. Caro Daniel,
    Gostei de sua lista e das resenhas.2011 também me marcou como um bom ano em quadrinhos, mas por um motivo ligeiramente diferente. Voltei, depois de anos, a ler quadrinhos, e voltei em um ótimo ano. Comprei Asterios e A Chegada, ambos importados, no meio do ano passado, e nem tinha idéia de que viria a ser publicados no Brasil. Uma pena não conseguirem manter o alto padrão dos originais, mas feliz por trazerem pra cá. Ambos figuram como meus melhores do ano também, definitivamente.Daytripper realmente é muito linda, aliás, eu a colocaria à frente de Asterios.MSP pra mim já é hour concour.Outra da lista que li foi Quando Meu Pai encontrou com o ET, do Mutarelli, mas não consegui absorver. É abstrato demais pra mim. Procurei resenhas, críticas, mas não consegui vir o que virão, enfim…Estou com vc sobre Y , 100 Balas, Julia e Jonah Hex.Ah, e não acompanho super heróis, raro algumas exceções como histórias extraordinárias de Batman ou Demolidor.Alguns outros da sua lista eu tenho, mas ainda não li, outros tantos já figuram para futuras compras.

    • Olá, Eduardo!

      Poxa que bom saber que voltou a ler quadrinhos e em grande estilo.O Asterios importado eu cheguei a ver para vender na Cultura e realmente paguei pau, capa dura, com aquela sobrecapa, tudo muito bonito. O volume importado do A Chegada ainda não vi. Mas gostei muito do tratamento das respectivas editoras brasileiras. Nossa opiniões pelo jeito são bem parecidas.
      Conforme for lendo a obras da lista aqui, venha comentar o que está achando.

      Abração!

  10. Me interessei muito em “Quando eu cresci”, mas por qualquer razão que seja, quem disse que consigo achar para comprar?

      • Poxa! Que lista legal! Alguns títulos eu já conhecia de alguns blogs de amigos, mas outros são totalmente novos pra mim. Parabéns por este site incrível e pelas postagens que vocês fazem. Espero que 2012 haja ainda mais comunicação a nós por aqui também. Não adquiro esses quadrinhos adultos porque meu meio é mais infantil e clássico, mas, na real, se eu tivesse um “cash” a mais, bem que me aventuraria, sim. Parabéns! é bom ver que tem muita coisa boa e diferente por aí.

  11. Mtooooooooooo bommmm cara, estaõ de parabens pelo belo trabalho de pesquisa, concerteza vou querer a maioria desses!!!

    Abraçãooo e parabens novamente!!

    http://www.luismacedo.com/cartoon/cartoon.php

    Obs: Acredito q no comentario sobre “6) Era a Guerra das Trincheiras (Nemo)” a data de “1193″ esteja incorreta.

  12. Tô atras do “atras das trincheiras” e não encontro, venho acompanhando varias mensais da panini durante o ano de 2011 e muitas vezes me decepciono pela fraca argumentação, porem de tudo da pra se tirar algumas sagas legais, outras nem tanto, homem-aranha por exemplo, esse ano teve muitos picos, coisas ruins e outras muito boas, no entanto, encerrou o ano com aquela palhaçada do Kraven- o caçador. Por outro lado, a noite mais densa está surpreendendo.
    De uma forma geral, foi um ano bacana, tivemos um grande aumento qualitativo em relação aos quandrinhos nacionais.