Mártires (Martyrs, 2008) – Crítica/Comentário

Mártires, Gore e Testemunho.

O filme francês Mártires (Martyrs, 2008) causou e causa muito reboliço entre os apreciadores do gênero de terror/gore, assim como entre os não-apreciadores. Isso o difere de outros contemporâneos sucessos do gênero, como por exemplo, A Invasora (2009), A Centopeia Humana (2009), A Serbian Film – Terror Sem Limites (2010), O Albergue (2005) e Jogos Mortais (2004). A diferença definitivamente não está na possibilidade de Mártires sem considerado “menos gore” que seus contemporâneos, o que poderia explicar os não adeptos do gênero gostarem do filme. Entretanto, também não podemos considerar Mártires um filme “mais gore” que os outros, o que faz desta mensuração “mais ou menos gore” irrelevante. Assim, torna-se inválido qualquer tipo de afirmação do tipo “este filme é bem gore, pois tem muito sangue”, ou então “este filme trai suas origens gore”, este tipo de definição é uma bobagem.

O interessante sobre o termo Gore está em sua derivação advinda das bandas de Death Metal que se direcionaram mais para o estilo Goregrind. O que chama a atenção nestas bandas especificamente são suas capas de álbum, que em geral tratam de cenas de extrema violência, tortura, sexo grotesco e todos os tipos de necro-fetichismo. Está estampado nestes álbuns o objetivo do Goregrin: provocar repulsa, através de um ataque estético direto ao discurso estético dominante. Nisto que se define o subgênero cinematográfico gore, filmes que se desafiam a abordar temas de repugnância, ou seja, não se adequam ao que é esteticamente aceito. Em geral o gore não foge a uma regra, trata da repugnância relativa à profanação do corpo. Esta profanação se dá ao nível do que deve ser considerado “inaceitável” socialmente em relação aos limites corporais. Talvez o melhor exemplo seja o próprio A Serbian Film que busca realmente um apelo aos limites da repulsa corporal quando apresenta ao espectador a famosa cena profana do estupro de um feto. O mais interessante aqui é que estas “obras” acabam sempre envolvendo certa mística e histórias paralelas, como por exemplo, que as capas dos discos do gênero Gore são fotos reais ou que cadáveres reais foram usados nas filmagens destes filmes.

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Uma linha possível de compreensão do filme Mártires poderia ser aquela a qual o próprio enredo entrega: Que certas raras pessoas, quando passando por uma situação de violência extrema, chegando aos níveis mais infames da barbárie contra o corpo, entram em uma nova dimensão de existência o qual pode ser definida como “além do limite da vida, que não é a morte”, ou “limite da vida + 1”. No filme este discurso é representado pela seita de “caçadores de mártires”. Para essa seita, a experiência de ser um mártir é definida nestes termos: certo estado de existência entre a vigília e a morte, entre a dor e o alívio. A personagem Mademoiselle é quem caricaturalmente assume esse discurso e como nos indica o filme “passou a vida inteira procurando produzir um mártir”. Com este pano de fundo o filme pode alçar voo rumo ao seu destino gore, que é quase ausente na primeira metade do filme.

Mártires parece ter três tempos bem definidos: Vingança, Terror e Gore. Estes cortes estão bem definidos no filme e provavelmente são o que provavelmente solavanca o espectador para a indignação. Muito do efeito do filme está nesse jogo, pois o pivô que une, centraliza e faz circular (bem) os três tempos é omisso. No primeiro tempo do filme, aquele da Vingança, sabemos da história de Lucie e seus torturadores, além de vê-la executar com brutalidade sua vingança. É interessante pensar que a personagem de Anna neste momento assume uma faceta do Norman Bates limpando os crimes da Sra. Norma Bates. Assim, toda a limpeza obsessiva que Anna tenta realizar seria porque provavelmente as duas personagens podem metaforicamente ser compreendidas como a mesma pessoal – posição que o filme parece apresentar como possível, já que Anna torna-se uma extensão de Lucie no desenvolver da história.

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O Terror, enquanto segundo tempo é o mais curto e joga com o mistério da garota morta que persegue Lucie. O filme flerta o tempo todo com a possibilidade de Lucie ter enlouquecido no período que ficou em cativeiro. Com a conclusão desta parte, ou seja, quando descobrimos que a garota morta na realidade era uma segunda vítima dos torturadores a qual Lucie teve que abandonar para poder viver. Entendemos que era a própria Lucie que se autoflagelava através de uma alucinação “garota-morta”. Entretanto, antes do filme nos entregar esta certeza, passamos alguns bons bocados com a dúvida sobre a existência de um demônio/espirito/morta-viva que persegue a jovem.

O filme parece subverter-se a uma nova ordem – Gore – quando enfim Anna é capturada pelos “novos” torturadores. Mademoiselle é a voz de um discurso ideológico esquisitíssimo pela busca de algo que poderia ser definido como “pureza humana extrema”, dentro da experiência por ela definida como vivência de “mártir”. Há algo de absolutamente ridículo e horrível nesse discurso. Segundo a personagem, apenas quatro pessoas no mundo conseguiram chegar a este estado de corpo/espírito, após horas, dias, semanas e meses de tortura. Neste estado, a vítima passaria do que entendemos como “vida”, para um nível seguinte de “sobre-vida”, ou “pré-morte”, enfim um estado entre a vida e a morte. Esta experiência de “vivo-morto” seria por ela reconhecida devido a certo “olhar” que vítima apresenta, um olhar “vidrado”, que indicaria à ausência dos sentidos da pessoa, mas na realidade a mesma ainda estaria viva e consciente.

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Esta justificativa da Mademoiselle soa tão absurda que o espectador acaba até certo ponto desconfiando da veracidade deste discurso dentro da própria diegese. O que faz com que o desenrolar da história fiquei mais impactante. O filme chega ao limite de Anna acabar sendo esfolada, supostamente atingindo o tal “estado mártir”, podendo assim “testemunhar” sobre o que há após a vida. Mademoiselle pergunta para o monstro-Anna sobre seu testemunho e a esfolada lhe cochicha ao ouvido. O espectador excluído deste diálogo fica “espectante” sobre o pronunciamento de Mademoiselle para seus sócios. Quando a velha está para anunciar em público o “testemunho”, saca uma arma e finaliza sua própria vida morrendo junto com o que Anna havia dito.

Ora como se não bastasse este fim para o filme, ainda vemos uma cena final em que é apresentado ao espectador uma das definições de “mártir” que em sua origem etimológica grega significa “testemunha”.  Este é o salto complexo do filme e realmente qualquer espectador que tente circunscrever o que viu em um discurso fechado acaba por frustrar-se no que é “não testemunhável” deste filme. Não deve ser acidentalmente que todos os torturadores deste filme possuem certa aparência ariana, inclusive Mademoiselle possui certo sotaque alemão. Há uma leve – ou talvez não – insinuação de que nesta busca pelo estado “puro” do humano há certa ressonância nazista. Se bem observarmos Anna, podemos inferir que a atriz marroquina Morjana Alauoi funciona no filme exatamente como contraponto étnico em relação aos seus torturadores, assim como a atriz que representa Lucie, que possui traços orientais.

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Dentro desta discussão podemos entender por que a justificativa da Mademoiselle, para além de ser ridícula, possui também um caráter forte de horror. Este estado de “vivo-morto”, ou seja, um estado que possa ser chamado ao mesmo tempo de “vida” e “morte” provocado pela extrema tortura e violência existiu dentro dos campos de concentração nazistas e é conhecido (mas não tanto assim) pela figura dos Mulçumanos. O filosofo italiano Giorgio Agamben debruçou-se nos relatos de Primo Levi sobre os campos de concentração e sobre a figura do Mulçumano. Tentou compreender o que Levi chamou de “Zona Cinzenta”, que seria a parte da memória dos campos que é “intestemunhável”, ou seja, a experiência do “morto-vivo”, os Mulçumanos.

Mulçumano era o nome dado aos deportados presos em campos de concentração que entravam em um estado “sub-humano” de existência. Segundo os relatos, devido ao adoecimento (diarreia, infecção, inanição, tortura, sofrimento, tristeza, entre outros) os “mortos-vivos” acabavam sendo marginalizados pelos próprios deportados. Isto significa que dentre os presidiários nos campos haviam aqueles que eram considerados como “resto”, desprezíveis e descartáveis. O nome “mulçumano” era pejorativo e se referia à postura que este “resto-humano” mantinha na maior parte do tempo – levemente arqueados. (Para saber mais sobre a figura do Mulçumano leiam “O que resta de Auschwitz” de Giorgio Agamben).

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O ponto que interessa aqui está na proposição de Agamben de que a experiência de ser um “mulçumano” é “intestemunhável”. Seguindo os relatos de Levi, sabemos que os “mortos-vivos” dos campos de concentração eram figuras mudas, que haviam perdido qualquer possibilidade de afeto, expressão e humanidade. Este é o relato que temos, porém não é o relato da experiência de ser “mulçumano”. A ideia aqui é a de que este ser moribundo, puro corpo desumanizado pode ser considerado o verdadeiro efeito – e talvez objetivo – de um campo de concentração, entretanto, é um nível de existência não testemunhável. Esta é uma discussão delicada, pois para além de Agamben, hoje em dia existem alguns relatos de “ex-mulçumanos” e as coisas não parecem ser tão rígidas quanto Agamben, lendo Levi parecia apontar.

O foco é que esta experiência de “vivo-morto” intestemunhável parece ser exatamente o que Anna sofreu no filme. O espectador não consegue ouvir o que Anna disse à Mademoiselle. Ora, não seria essa surdez do espectador, exatamente o mutismo de Anna? Ou seja, não seria o silêncio fatal que mata Mademoiselle a impossibilidade de se fazer testemunho sobre uma posição de extrema violência e desespero? Ao invés de tentarmos a todo custo decifrar o que não se pode ser escutado, devemos entender que o filme apresenta ao espectador exatamente o silêncio de Anna que se desloca para Mademoiselle. Esse silêncio já estava presente em Lucie que por não conseguir oferecer seu testemunho sobre o que sofreu surtou. O testemunho de Lucie poderia ter salvado a mulher acorrentada, o que não ocorre, fazendo a mulher retornar sobre a forma de fantasma para levar Lucie e seu testemunho. Assim, sendo Anna diz “nada”.

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Mártir: nome; adjetivo do grego “marturos”: Testemunha.

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  1. Cara, muito interessante o seu texto, fazendo a analogia para com o nazismo. Não tinha me atentado a esses detalhes até então.

    E sobre o silêncio, é justamente ele o causador de tamanha agonia que ficamos após assistir o filme.

    Mas coloca lá um alerta no início do texto avisando que o mesmo está completamente cheio de SPOILERS, eh. =P

      • Olha, desculpa lá, mas não é por que o filme tem 5 anos (e agora a essa altura já tem 7) que todo mundo já viu. Eu ouvi
        falar só agora e estava procurando um resumo para ver se era legal mesmo de ver e acabou que li algumas coisas
        que estragou de eu assistir o filme. Não custa nada mesmo colocar alerta de SPOILER, por educação.

      • Não é só pq o filme tem 7 anos que todos viram, claro que se alguém procurar por resenha de filme tem que estar preparado pra tomar spoiler, mas eu acabei de tomar um do A Serbian Film, então por favor, coloque o aviso.

      • Galera sinto muito, mais tá lá em cima que é um “comentário/crítica” não é um resumo. Primeiro: a experiência cinematográfica não se resume à “surpresa” em um filme. Não é porque já vi um filme uma vez que ele perde seu efeito. Segundo: a não entrada disso que vocês chamam de “spoilers” inviabiliza o texto… tem muitos outros sites maneiros por ai que fazem sinopses dos filmes sem spoilers. Terceiro: se vocês estão indo atrás de textos do tipo resenha e comentário sobre o filme que estão interessados tem que saber estão procurando algo diferente de resumo ou sinopse e que podem se deparar com detalhes do filme ou da trama que revelam mais do que vocês estão esperando.

        Não vou colocar um aviso de “spoiler” nos meus textos porque não estou escrevendo para divulgação do filme. Estou fazendo um comentário sobre o filme, buscando apresentar discussões que tem como ponto de partida a experiência de ter assistido o filme.

        Obrigado pela leitura e desculpa por estragar a experiência de vocês, mas quem sabe não ajudo vocês a aproveitarem mais dos feitos do que só apenas aquilo que vocês “acham” que não sabem dos roteiros.

      • Achei o texto magnífico. Estava procurando um texto com esse tipo de conteúdo e entendimento sobre o filme.
        Sobre “Entendemos que era a própria Lucie que se autoflagelava através de uma alucinação “garota-morta”.” acho que a explicação não é tão simples assim. A compreensão sobre as visões de Lucie é um pouco mais complexa do que a cena de ela contando os braços faz parecer.
        Analisando algumas coisas podemos voltar com a ideia de que era realmente o espírito da “garota-morta”. As visões não param mesmo depois de Lucie ter matado o casal. Lucie não entende o porquê de ainda estar sendo torturada com aquela presença e se suicida.
        O espírito talvez ainda estivesse torturando Lucie pois no subterrâneo da casa ainda havia a outra garota sendo torturada.
        Tanto é que o subterrâneo é mostrado para Anna como por “milagre”. Talvez ainda fosse o espírito da “garota-morta” tentando ajudar aquela que sofria.
        No fim parece que Anna vai dar a redenção para o futuro(Pois se ela contasse o que vinha após a morte a ceita não teria mais motivos para existir), mas acredito que que Mademoiselle preferiu guardar somente para si a grandiosidade da revelação de Anna. Essa ganância iria acabar por condenar mais pessoas, pois com o suicídio da única pessoa que poderia contar o que vinha após a morte a ceita iria continuar tentando criar novos Mártires.

        Cara, gostei muito do seu texto. A alusão ao nazismo realmente fica muito clara no filme.

  2. Muito boa essa crítica, realmente o filme propõe algo muito mais significativo do que só entreter / assustar. Sou estudante de Psicologia e gostei de ler a opinião de um psicólogo especialmente sobre esse filme, parabéns Diego.

  3. Bom, primeiramente nem da para terminar a leitura de um texto com um português tão lamentável! Nunca li os artigos deste autor; minto! Já li uma única vez para nunca mais! Um tanto prepotente que beira a mediocridade falatória para uma “crítica”, ou até mesmo um “comentário”.

    Aos fundadores do Pipoca peço perdão pelo começo deste comentário, pois os respeito pelo ótimo trabalho, assim como posso repudiá-los por permitir denegrir a divulgação de cultura no Brasil com um cara tão limitado assim e suas críticas que mais distanciam do filme do que aproximam aqueles que o lê. Mas parei de me alongar por aqui, só devo dizer que tive de comentar neste poste pois Martyrs é um dos poucos filmes, durante os últimos cinco anos, que retrata com ênfase a delicadeza da condição humana. Então, permitir um comentário/ crítica/ texto/ insulto/ falácia que esquece o cerne da obra como um todo e vai pra uma demonstração de conhecimento limitado (sobre filósofos e fatos históricos que devem ter sidos pesquisados de última hora no wikipedia ou no máximo em livros do ensino médio), desrespeitando a obra, desencobrindo cada trama tratada no filme que prende o espectador a acompanhar a história, com spoilers. Bom, o autor é contra o aviso de spoiler, então ele deveria estar se metendo em outro lugar, não no meio da interação cinematográfica ou qualquer divulgação cultural. Pois além de seu ego, que não deve ser pequeno pela descrição tosca de sua pessoa, ele deveria ter um pouco de senso de saber que muitas pessoas procuram esses sites para descobrir o que eles podem gostar, para colocar em seu acervo outro filme que possa ser de seu agrado, para ficar curioso e ir atrás do filme. Não sei se sou eu que esteja errada, mas o Pipoca, assim como o Judão, Omelete etc. nunca tem o intuito de estragar nenhuma surpresa ou demonstrar uns conhecimentos que beiram a veleidade em seus comentários, e se eles vão entregar algo do filme, sim… Eles avisam, pois sabem que os leitores dos sites são diversos. Mas acho que o intuito do autor nao é divulgar ou espalhar cultura, e sim esbanjar burrice.

    Bom trabalho!

    Olha, fica aí a indignação de alguém que é fã do filme ao ler uma texto tão plástico num site de alto nível que já está entre os melhores da cultura pop. Isso é algo que não deveria acontecer! Não neste site.

    • Bianca Obrigado pelo comentário e por sua opinião.

      Leitores, por favor, desculpem o comentário de Bianca. mesmo que por de tabela ela esteja ofendendo pessoas como Lukas, Thiago Chaves e muitos outros que gostam do texto, acredito que a intensão dela ao me criticar não era dizer que todos vocês leitores que gostam dos textos não “esbanjam burrice” como eu. Espero que Bianca compartilhe com minha opinião de que vocês não são plásticos e toscos como eu, simplesmente por aproveitarem de meus péssimos textos.

      Obrigado.

      • A Bianca tem um ótimo domínio de Português, mas tirando as ofensas contra a tua pessoa e as reclamações de Spoilers ela não disse nada. Repleta de preconceitos linguísticos, ela não consegue ser clara. Enfeitou seus ataques com palavras de efeito e afetações linguísticas mas não apontou nenhum erro de fato. Ela nos chamou de burros mas não foi além de nos chamar de burros. Talvez seja uma boa revisora de textos, mas nem todo revisor com um bom domínio de gramática possui talento argumentativo. Enfim, atacou muito mas não disse nada.

  4. Embora eu discorde de algumas coisas, ler sobre o testemunho e a mudez da vítima foi muito interessante. Colocou em palavras tudo o que eu senti mas não conseguia racionalizar sobre. Filme incrível, como poucos.

  5. Pingback: Mártires (2008) | CEIA SOTURNA

  6. Desculpem, mas tenho duas perguntas. Qual a finalidade de tais filmes e qual a finalidade da profissão de vocês?
    Queria poder fazer algumas críticas duras mas não posso me adiantar sem conhecer a fundo todos os pontos de vista. No entanto, deixo aqui para reflexão algumas possíveis fortes verdades:
    Enquanto vocês concluem estes trabalhos, há pessoas se aventurando em uma filosofia mais idealista e traduzindo-a em benefícios para a sociedade. Falo dos cientistas, dos engenheiros, dos bons médicos, dos professores e semelhantes que repassam conhecimento e desvendam novos horizontes tecnológicos colocando-os em prática. Pessoas que realmente somam na vida de outras pessoas, que ajudam a humanidade a caminhar e se estruturar de maneira melhor. Mas e vocês? No que estão trabalhando? Qual a importância da vida de vocês? O que vocês fazem pela vida das pessoas seguindo este campo da psicanálise?

    obs: O destinatário das perguntas está no plural pois cabe à todos que se assemelhem ao Diego Penha, Psicólogo mestrando em Psicologia Social Pela PUC-SP.

    obs(2): Não discrimino todos os psicólogos ou psiquiatras. A maioria está aí para ajudar.

    obs(3): A proposta das perguntas partem de uma filosofia mais transumanista, mais produtiva, Não no ponto de vista material de valor como dinheiro e bens de consumo, bens materiais, etc e sim de uma vida digna à todas as pessoas. Sem violência gratuita, sem desperdício de vida, sem discriminações, etc.

  7. Apenas um filme idiota para pessoas imbecis. Violência gratuita e sem sentido, sem diálogos nem nada que possa parecer inteligente, enfim, um lixo do cinema. Típico filme para gente que não sabe o que é a 7ª arte e nunca vai saber, não sabe explicar porque achou o filme bom, não tem argumento.

  8. Aff esse filme e espetacular totalmente diferente do que eu já assisti , a questão não e a violência e sim o fanatismo do ser humano em descobrir enigmas ao ponto de fazer coisas insanas ao seu limite .

  9. O filme é uma merda completa, parem de tentar achar significados inteligentes em uma violência gratuita e ainda por cima RUIM! História fraca, conclusão pior ainda.
    Gostaria de argumentos para o filme ser BOM, por que não chega nem perto de algo que vale a pena sentar e assistir.

  10. O filme é fascinante. A loucura em todos os aspectos ainda é um mistério para a humanidade.
    Fiquei impressionada com o roteiro.

  11. Algumas pessoas espalham suas ideias através do cinema, enquanto outras se utilizam das caixas de comentários, que em geral lhes serve mais para espalhar rancor e frustração do que ideias de fato.
    O filme, aliás, é muito bom e conseguiu transmitir uma mensagem e uma perspectiva interessante acerca do martirizado, além de cumprir bem seu papel como gore e terror.

  12. Diego, muito bom. Estes filmes oriundos do movimento chamado “New French Extremity” são excelentes e viciantes, pois quem curte filmes deste gênero não é muito levado a sério pela indústria do cinema. Os franceses fizeram um belo upgrade neste estilo, com filmes bem produzidos e atuações ótimas, levando seu público a uma adrenalina difícil de ser atingida pela maioria dos filmes clichés espirrados das produtoras em sua grande maioria estadunidenses. Este filme ficou por semanas em minha mente. Justamente pelo silêncio, pelo final brutal que mergulha a personagem em profunda indiferença. Esta foi a melhor análise de filmes que já li, parabéns. Meu preferido é o também francês Frontiers. Eu nunca havia traçado este paralelo com a Segunda Guerra. Gostei desta sua ótica. Eu realmente gostaria de ver uma sequência decente contando mais sobre esta Organização e sua filosofia insana.