James Bond está morto! Quem o matou?

“Nem todos os homens gostariam de ser James Bond, mas todos os meninos sim”.
Roger Ebert

007 está morto. Quem o matou? Goldfinger? Largo? Jaws? Scaramanga? Oddjob? Seu arquiinimigo Blofeld? Não, nenhum dos vilões clássicos. James Bond foi vítima do zeitgeist, o espírito de porco de nosso tempo. O atestado de óbito foi emitido na versão 2006 de Cassino Royale e a última pá de terra foi lançada com o recente Quantum Of Solace.

O objetivo declarado das produções era revigorar a franquia, apresentá-la a um novo público. Financeiramente a empreitada foi um sucesso. Cassino Royale tornou-se uma das maiores bilheterias da série. Contudo, apesar do sucesso, e apesar de ser um bom filme de ação, Cassino Royale não é um filme de 007. Quantum Of Solace é pior: além de não ser um filme de 007 não é um bom filme de ação. Nos dois casos, o dono da festa, simplesmente, não apareceu.

Não se trata de um engano. Bond, James Bond, não é um homem difícil de ser reconhecido. Na verdade, é reconhecível até demais, considerando que é um espião do MI6, o serviço secreto britânico. Gerado no mundo perfeito das idéias, na literatura pulp de Ian Fleming, tornada famosa quando John Kennedy declarou que era sua leitura de cabeceira, a primeira encarnação audiovisual de James Bond ocorreu em 1954, em um obscuro telefilme adaptando Cassino Royale, atendendo pelo nome de Jimmy Bond, no corpo de um ator chamado Barry Nelson. A encarnação canônica surgiu em 1962, com o escocês Sean Connery, no filme 007 Contra o Satânico Dr. No. Seguiram-se mais quatro aventuras, até 1967, ano de Com 007 Só Se Vive Duas Vezes. Mesmo ano em que foi lançada uma lamentável versão satírica de Cassino Royale, com o britânico David Niven como James Bond e, acreditem, Woody Allen como vilão. O australiano canastrão George Lazemby tentou assumir a coroa em 1969, com 007 a Serviço Secreto De Sua Majestade. Um bom filme com um protagonista fraco. A peso de ouro, Connery voltou gordo e envelhecido em 1971, com 007 Os Diamantes São Eternos.

Seu legitimo sucessor, o inglês Roger Moore, apareceu em 1973, estrelando 007 Viva e Deixe Morrer. Entre pérolas, como 007 O Espião que me Amava, e lixo, como 007 Contra o Foguete da Morte, que contou com risíveis cenas gravadas no Brasil, foram mais seis filmes até 1985, quando Moore se aposentou definitivamente, com 007 Na Mira dos Assassinos. Em 1984, Connery retornou, ainda mais velho e gordo, para uma despedida melancólica do papel, no bastardo 007 Nunca Mais Outra Vez, uma dispensável refilmagem de 007 Contra a Chantagem Atômica, de 1965, produzida fora da franquia oficial, devido a problemas jurídicos com direitos autorais. Em 1987, o ator galês com formação shakespereana Timothy Dalton encarnou Bond no ótimo 007 Marcado Para a Morte. Infelizmente, seu reinado durou pouco. Seu filme seguinte, 007 Permissão para Matar, de 1989, não foi bem recebido por público e crítica. A série ficaria suspensa até 1995, quando o irlandês Pierce Brosnan, assumiu o smoking no mediano 007 Contra Goldneye. Com mais três filmes, Brosnan, apesar da qualidade duvidosa dos roteiros, revelou-se o campeão de bilheteria da dinastia. Sua derradeira aparição, o exagerado e artificial 007 Um Novo Dia Para Morrer, de 2003, é uma espécie de fechamento simbólico da série.

O suposto oitavo James Bond, interpretado pelo inglês Daniel Craig, não é o mesmo personagem vivido por Connery, Niven, Lazemby, Moore, Dalton, Brosnan ou mesmo Nelson. A culpa não é de Craig, reconhecidamente um bom ator. Foi mal escalado. Não por ser loiro, como muitos apontaram, uma vez que Moore também era, mas devido à junção de sua postura deselegante, charme tosco, altura apenas mediana e beleza questionável. Com esse perfil, em outros tempos, Craig faria no máximo o capanga de algum vilão milionário e megalomaníaco com planos de dominação mundial. Em todo caso, todos esses senões poderiam ter sido minimizado se Craig contasse com scripts melhor elaborados. Os roteiros de Cassino Royale e Quantum Of Solace ignoram quase que completamente longa tradição da dinastia Bond.

Não que James Bond seja um Hamlet. Não se trata de um personagem sério. É um super-herói patriota tão bidimensional quanto o Capitão América. Mas existem premissas básicas que precisam ser respeitadas. Se por um lado, a continuidade nunca foi uma grande preocupação de seus roteiristas, por outro sempre houve uma linha mestra para ser seguida. Se o Bond de Moore visitou o túmulo da esposa no início de 007 Somente Para Seus Olhos é porque, anos antes, o Bond de Lazemby casou-se e enviuvou em 007 A Serviço Secreto de Sua Majestade. Em 007 Contra Goldneye, a M de Judy Dench deixou claro que é a substituta do antigo M, interpretado por Bernard Lee. Nada mais natural, considerando que a chefia do MI6 é apenas mais um cargo burocrático do governo britânico. O momento em que a nova M joga na cara de Bond que ele é apenas uma relíquia da Guerra Fria não apenas rendeu um dos melhores diálogos da franquia como lembrou que 007 é um veterano, com muita história para contar.

A base dos enredos da maioria dos filmes foram retirados dos livros de Fleming: treze romances e duas coletâneas de contos. Trata-se de literatura de segunda classe. Incomparável, por exemplo, com as obras de Grahan Greene ou John Le Carré, autores respectivamente de O Terceiro Homem e O Espião que Saiu do Frio. Não fossem suas adaptações para o cinema, o Bond literário não teria sobrevivido.

O grande responsável por sua transformação em ícone popular foi, sem dúvida, Sean Connery. Ele, com alguma ajuda do diretor Terence Young, criou a persona cinematográfica de 007: um agente cínico, sofisticado, mulherengo e implacável. Dr. No estabeleceu um padrão que geraria frutos. Curiosamente, Connery, até então um ator de pouca expressão, não era a escolha inicial. Fleming sonhou com James Stewart, depois com Richard Burton, David Niven e James Mason. Os produtores Albert R. Brocolli e Harry Saltzman, com os pés no chão, sondaram Roger Moore, então um popular ator de séries televisivas, como Ivanhoé e O Santo. Posteriormente, Moore fez um bom trabalho, mas não é Connery. Ninguém é.

Mas o fato é que o 007 de Connery não é o 007 de Fleming. O escritor imaginou um espião abnegado, altamente profissional, com traços anti-sociais mas atraído pelo mundo do luxo e do jogo. De todos os atores que encarnaram Bond, apenas Dalton foi fiel à perspectiva de seu criador. Ao mesmo tempo, a partir dos elementos inicialmente estabelecidos por Connery, o 007 do cinema sempre foi reconhecível em suas variações. Lazemby tentou, sem muito sucesso, manter o tom de seu antecessor. Niven se esforçou para manter a classe em uma comédia maluca. Moore substituiu ironia por deboche. Brosnan foi uma espécie de amalgama das características de Connery e Moore.

E quanto a Daniel Craig? Qual Bond tomou Craig? Aparentemente, um coquetel de Jack Bauer, da série 24 Horas e Jason Bourne. Dos dois herdou os métodos ultra-violentos, o sentimentalismo e o desleixo. Existe mais de Bourne e Bauer do que de Connery no personagem interpretado por Craig. Sai o lorde, entra o hooligan. A prova definitiva dessa afirmação está em uma cena de Cassino Royale, onde o espião é confundido com um manobrista de estacionamento. Em hipótese alguma isso aconteceria com qualquer um de seus aristocráticos antecessores.

Não que a truculência característica da Era Craig seja um problema. Afinal, Bond é um assassino profissional. Assassinos profissionais matam. Os filmes de 007 sempre foram violentos. Contudo, em termos gráficos, o nível de violência aceita no cinema comercial dos anos 60 e diferente da aceita nos anos 70, 80 ou 90. A maximização da violência nos filmes recentes veio apenas para atender as expectativas do público atual. O que está em questão é o que ocorre entre um espancamento e outro, uma perseguição e outra. É no entreato da ação que os furos nos roteiros aparecem.

Cassino Royale procurou recontar a trajetória de James Bond, partindo do zero. Narrou suas missões iniciais, incluindo o primeiro assassinato que lhe valeu o duplo zero em seu código, sua licença para matar. Em suma, uma espécie de Batman Begins bondiano. Contudo, ao contrário de Batman Begins que estabeleceu uma narrativa coerente a partir de episódios isolados da mitologia do homem-morcego, Cassino Royale inventou um passado. A história pessoal de James Bond é amplamente conhecida. Existe até uma biografia autorizada do personagem, escrita por John Pearson. Em 007 a Serviço Secreto de Sua Majestade ficamos sabendo que Bond descende da pequena nobreza escocesa. Órfão, estudou em Oxford na juventude e tornou-se comandante da marinha britânica. Seu histórico de missões durante a Segunda Guerra Mundial fez com que fosse recrutado pelo serviço secreto, atuando durante a Guerra Fria.

007 a Serviço Secreto de Sua Majestade

Praticamente nada disso existe mais. Sendo um personagem atemporal, é natural que Bond se adapte a cada ciclo histórico. Obviamente o Bond de Connery não viveu na mesma época que o Bond de Brosnan, um agente do mundo pós-queda do Muro de Berlim e, depois, pós-11 de setembro. Contudo, essa é a primeira vez que a adaptação significou recriação. O proto-Bond de Craig é apenas um sujeito forte, inteligente e egocêntrico que o MI6 recrutou, justamente por ele não dar muito valor à vida, sendo propenso a aceitar as mais perigosas missões. Esse Bond-bizarro mastiga de boca aberta, é incapaz de escolher um smoking, tem paladar de hiena, não difere um martíni com vodca batido de um mexido, e é extremamente antiprofissional, chegando ao absurdo de invadir a residência de sua chefa, só para mostrar que é capaz de fazer. Em suma, um menino mimado, metido a rebelde. Depois ainda dizem que essa “reinvenção” prima pelo realismo. Se um agente como ele existisse no mundo real, seria rapidamente afastado. Aqui ocorre o contrário: M, novamente vivida por Judy Dench, trata Bond como se fosse uma mamãezinha preocupada com o filhinho peralta, perguntando-se se ele levou o casaquinho em sua última missão suicida. Lamentável!

A justificativa oficial para tamanho despreparo seria o fato de tratar-se de um Bond em formação. Que ele vai assumir as características clássicas ao longo dos próximos episódios. Absurdo! Que tipo de incompetente ainda está em formação próximo dos quarenta anos de idade? Craig tinha 38 anos quando assumiu o papel. Segundo os produtores, um dos elementos fundamentais para sua escalação foi sua juventude. Vale lembrar que Connery contava apenas 32 em sua estréia. Lazemby era ainda mais jovem, com 30, e Nelson um pouco mais velho, com 34. Moore tinha 46, Dalton 45 e Brosnan 42. Niven, aos 58, interpretou um Bond aposentado.

Se o personagem de Craig se modificar tanto nos próximos filmes, a ponto de lentamente metamorfosear-se de hooligan à lorde, vai significar que sua sofisticação não é natural. É apenas um disfarce com o qual procura se mesclar na alta sociedade. O que implica em deduzir que seu Bond não passa de um novo-rico deslumbrado.

Claro que nem tudo é ruim. A abertura em preto e branco de Cassino Royale, mostrando os primeiros assassinatos do espião é muito boa e convincente. Até o efeito gun barrel fora do usual foi justificável. Da mesma forma, algumas modificações são irrelevantes, como jogarem pôquer e não bacará no cassino. Porém, é injustificável a falta de alguns dos coadjuvantes tradicionais, como o gênio inventor Q e Moneypenny, a secretária particular de M, celebrizados por Desmond Llewelyn e Lois Maxwell. Não existe justificativa para suas ausências. Judy Dench está sempre acompanhada de um cortejo, Moneypenny não apenas poderia como deveria estar ali. Provavelmente, Q foi o criador do celular multifuncional que Bond carrega, além do aparelho que usa para reverter um ataque cardíaco, em Cassino Royale. Por que não é ele o agente que ajuda o espião operar a máquina? Não ocorreu algo tão obvio aos roteiristas? Depois ainda ganham milhões para escrever os scripts!

Pelo menos tiveram o bom-senso de manter Felix Leiter, o agente da CIA que eventualmente colabora com Bond. Como manda o figurino, 007 dirigi um Aston Martin e a arma que usa é a boa e velha walther ppk (nos livros Bond carrega uma beretta calibre 22). Aberturas bregas e animadas, músicas temas feitas sob encomenda para tocar no rádio. Diante do fiasco criativo reinante, podemos ficar felizes com a inclusão desses detalhes.

Por outro lado, privaram esse estranho Bond do século XXI de uma de suas maiores características: sua obsessão por mulheres. É praticamente assexuado. Apesar de estar sempre fazendo biquinho, raramente é visto em ação. Não que não apareçam bond girls. Elas existem, mas são quase ignoradas. Quando 007, finalmente, parece interessar-se por uma delas, embarca em uma paixonite adolescente a Romeu. Cogita abandonar a espionagem para viver as custas do trabalho de contadora de sua Julieta, Vesper Lynd.

Das duas uma: trata-se de uma concessão às feministas, que sempre protestaram contra a misógina do personagem, ou o novo Bond é tão novo, tão diferente, que é um homossexual enrustido. A cena em que sai da água no melhor estilo “fortão de São Francisco”, numa citação obvia à lendária primeira aparição de Ursula Andress em Dr. No, não deixa de ser uma chave interpretativa. Susan Sontag observou argutamente, no ensaio Fascinante fascismo, parte integrante da ótima coletânea Sob o signo de Saturno, que manifestações deliberadas de hiper-masculinidade quase sempre produzem a sensação de seu inverso. Parece estranho, mas não é impossível, considerando que, em uma entrevista de divulgação, Craig afirmou que mudanças são sempre bem-vindas é que já está na hora de termos um Bond gay. Será que falava dele mesmo? Se for, deixemos os preconceitos arcaicos de lado e gritemos a uma só voz: sai do armário James!

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  1. Putz! Ademir , sua analise sobre a obra cinematográfica do ícone 007, foi magistral, mas também é um ótimo pretexto para discussão.

    Ademir convenhamos, o estilão Bond de ser patriota, cachaceiro, mulherengo, com muito dinheiro e ainda por cima fodão (convenhamos, ser humilde com tudo é difícil hein!) já estava que datado, pois o publico queria ver um agente real (violento e motivado, no melhor estilo Bauer ou Bourne), mas com particularidades próprias, um Bond real, humano com falhas e questionamentos morais e afetivos e não um Batman sem mascara e capa que pode se dar o luxo de tomar umas antes de cada missão e no decorrer da missão “traçar” algumas gostosas.

    Como bom nerd, sou fã dos clássicos e odeio ver meus heróis serem descaracterizados de forma descarada apenas para obter lucros, mas sou sincero ao dizer que o Bond de Craig, me proporcionou mais divertimento em seus filmes do que o Bond de Brosnan. Connery e Moore foram à representação do Bond clássico e marcaram sua época, só isto já é o bastante, mas era realmente necessário atualizar o 007.

    Pois os clichês deixados pela interpretações do Bond de Connery e Moore eram surreais e previsíveis, chegando ao ridículo em alguns filmes.

    Mas de qualquer forma ótimo post.

    Att

  2. Correção:

    Pois os clichês deixados de herança pela interpretações do Bond de Connery e Moore eram surreais e previsíveis, chegando ao ridículo em alguns filmes.

    Agora sim

  3. Existe uma idéia em voga de que para se atualizar uma obra cultural qualquer, a fim de que seja melhor enquadrada e aceita no nosso tempo, ou seja, mais “real” bastar torná-la mais violenta. Não gosto disso. E mesmo que o mundo de hoje seja mais violento do que o de décadas atrás ( não acho que seja) o maior erro que uma forma de arte pode incorrer (e aqui falo do cinema) é este: tentar imitar a realidade.

  4. Marshal compartilho com você a repulsa da idéia deque para se criar algo novo, deve-se destruir (deturpar) o original, mas no caso do 007 tenho que abrir uma exceção, pois a grande quantidade de filmes criados sobre este personagem, a franquia foi evoluindo junto com a industria do cinema, evolução no roteiro, efeitos, etc. No entanto os filmes estrelados por Connery e Moore, sejam eles por aspectos culturais da época, o fascínio pelo “oculto” mundo da espionagem no período da paranóia da “guerra fria”, tornaram-se ícones maximo deste agente.
    Mas a herança deixada por estas atuações, nos filmes da era Brosnan, deixaram cliches surreais beirando ao patetico.
    Para o reinicio da franquia era necessario eliminar uma grandiosa lista de cliches (ou boa parte delas) pois o mundo mudou, espionagem não é mais novidade, o mundo sabe de quase tudo que ocorre em sua volta, portanto usar um agente secreto “surreal” tambem se tornou desnecessario, era necessario tornar aquilo mais real, humano, admito que houve algumas coisas que poderiuam ser melhoradas neste reinicio, mas para a manutenção do 007 foi louvavel e necessaria.

    Att.

  5. Cleber, não foi bem isso o que eu quis dizer

    A respeito do que vc disse “…era necessário tornar aquilo mais real, humano…” eu questiono se essa necessidade implica realmente em tornar tudo tão violento e sombrio. Isso torna tudo mais real, mais humano? Será esta a única forma de vermos um 007 no séc XXI? Porque se for eu posso passar sem, não me cativa.

  6. Galera, gosto muito dos Bonds clássicos, mas para mim, Cassino Royalle foi o melhor filme da franquia.

    Concordo em gênero, número e grau com o artigo; nesse filme, o nome do espião poderia ser qualquer outro que ninguém notaria, pois de Bond ele tem muito pouco. Mas, independente disso, eu simplesmente adorei o filme.

    Não acho que as raquinagens tecnológicas que eram de praxe antigamente, algumas demasiado imaturas – conevnceriam o público de hoje. Craig é truculento, bruto e furioso, e toda uma nova audiência se identificou com ele. E, por incrível que pareça, apesar de não ser charmoso e bonito como seus antecessores, no cinema o público feminino delirava com a presença do astro.

    Quem assistiu com uma namorada/esposa ao lado pode confirmar o que digo. O cara tem magnetismo, apesar de ser quase um brucutu. Portanto, até mesmo essa reinvenção funcionou. O segundo filme, infelizmente, não convenceu ninguém (apesar de fazer dinheiro) e não sei qual será o futuro da franquia. Porém, questionem uma coisa, após ver Craig nesse filme, distribuindo sopapos para todo lado e explodindo embaixadas, alguém consegue encarar um astro que retome os conceitos da fase antiga? se por ventura Brosnan voltasse e encarnasse Bond mais uma vez, qual seria o resultado?

  7. A grande diferença é a personalidade do Bond atual mais do que truculência, “realismo” ou qualidade dos filmes; concordo com a visão do Ademir sobre o assunto.

  8. Os filmes de Dalton estavam caminhando para um tom mais realista, sem descaracterizar o personagem.

  9. um filme de ação, se tiver o intuito de ser realista, ou não sai, ou fica chato. Também não concordo que os últimos filmes com Craig sejam mais realistas, são só mais violentos. Tomar chibatadas no saco e sair andando não é realista.

  10. Discordo. Cassino Royale é um dos melhores, se não o melhor da franquia, porque a nova fase o espião tem sido mais voltada para o plausível do que para o glamour. Fiquei decepcionado com Quantum of Solace, é verdade. Mas o novo Operação Skyfall renovou meu ânimo. Se Bond se mantivesse inalterado em nome de uma suposta tradição, certamente não teria completado cinquenta anos, pois viver, mesmo para o 007, significa se adaptar.