Chaves do Inferno

Sartre escreveu em sua famosa peça Entre Quatro Paredes, de 1945, que “o Inferno são os outros”. Não existe uma definição universalmente aceita sobre o conceito de inferno na tradição teológica ocidental. Segundo o historiador Jean Delumeau, no livro Entrevistas Sobre o Fim dos Tempos, o catolicismo tradicional, apoiando-se em Santo Agostinho, apregoava a “existência de um lugar de sofrimento eterno para aqueles que tiverem praticado um mal considerável nessa vida e dele jamais se tenha arrependido”. Essa noção, um tanto incongruente com a imagem de um Deus misericordioso, não prosperou fora do imaginário popular, sendo substituída pela solução do Purgatório, desenvolvida no século II, sobretudo, por Orígenas. Ninguém mais estaria condenado para sempre, embora, excetuando-se os santos, todos tivessem que passar por um período variável de purificação, com a garantia da salvação ao final. Santo Irineu discordava. Para ele, “os pecadores confirmados, obstinados, se apartaram de Deus, também se apartaram da vida”. Portanto, após o Julgamento Final, os condenados seriam simplesmente apagados da existência.

A polêmica continuou pelos séculos dos séculos, com novos debatedores: Tomás de Aquino, Lutero, Joaquim de Fiore etc. Na literatura, Dante e Milton criaram visões poderosas do Inferno. O trio de condenados de Sartre, os cenobitas sados-masoquistas de Clive Barker e os pecadores amaldiçoados de Roberto Bolaños são recriações contemporâneas perturbadoras.

Sim, Roberto Bolaños. Não, não se trata do falecido ficcionista chileno Roberto Bolaño (1953 – 2003), autor do calhamaço 2666. O Bolaños com S é um artista infinitamente superior. Refiro-me ao ator, escritor e diretor mexicano Roberto Gómez Bolaños, apelidado, num exagero quase perdoável, de Chespirito, ou “Pequeno Shakespeare” à mexicana. Ele é o criador de uma das mais sutis, brilhantes e temíveis representações do inferno em qualquer das artes: o seriado Chaves. Se, conforme ensinou Baudelaire, “a maior artimanha do Demônio é convencer-nos de que Ele não existe”, podemos concluir que esse mesmo Demônio não iria apresentar seus domínios por meio de estereótipos: escuridão, chamas, tridentes, lava etc. Em Chaves, verdadeiramente, “o Inferno são os outros”.

Roberto Gómez Bolanõs

Bolaños encheu sua criação de sinais que devem ser decodificados para que se revele seu verdadeiro sentido de auto moralizante. O primeiro é mais importante é o título. Originalmente, o seriado chama-se El Chavo Del Ocho, ou traduzindo do espanhol: “O Moleque do Oito”. Ninguém sabe o verdadeiro nome do protagonista, que nunca foi pronunciado. Chamam-no apenas de “Moleque”. O nome próprio Chaves é uma adaptação brasileira, uma corruptela da palavra “chavo”. É certo que um “chavo”, ou “moleque”, é quem faz molecagens; quem subverte a ordem do que seria moral e socialmente aceito como correto. Em livre interpretação, o “moleque” é um pecador. Portanto, o seriado trata de pecados. Não de pecados mortais, pois do contrário dificilmente seus personagens gerariam simpatia, mas, com certeza, de pecados capitais.

Ao contrário do que muitos acreditam, o protagonista não mora em um barril, mas na casa número 8. Sendo órfão e morador de rua, foi recolhido por uma idosa, que jamais foi mostrada; e que talvez não exista. Se existir é a Morte materializada, pois habita o 8. Basta deitar o numeral 8 que obtemos o símbolo do infinito. A morte é infinita, pois não há vida antes da vida e após a vida volta-se a condição anterior. A vida pode ser medida pelo tempo, o antes e o depois é, por definição, infinito. O nada infinito, a graça infinita ou a purgação infinita.

Essa Vila do “8” nada mais é do que um pedaço do Inferno, especialmente preparado para receber seus hospedes, mortos e condenados no Julgamento Final. Uma variação cômica de Entre Quatros Paredes, onde duas mulheres e um homem (além de um mordomo… mas o comunista Sartre não considerou o representante da classe proletária um personagem pleno) são obrigados a se suportarem mutuamente pela eternidade, num ciclo infindável de acusações e violência. Não é difícil imaginar a cena: Chiquinha chuta a canela de Quico e faz seu pai pensar que o menino foi o agressor, enervado Seu Madruga belisca Quico, que chama Dona Florinda, que acerta um tapa no vizinho gentalha, que descarrega a raiva no Moleque, que atinge o Seu Barriga quando ele chega para cobrar o aluguel. Enquanto isso, o professor Girafales, queimando de desejo, bebe café, com um buquê de rosas no colo, sem desconfiar a causa, motivo, razão ou circunstância de tanta repetição.

O cenário é um labirinto rizomático, sem centro, começo nem fim. Saindo da Vila caem em uma rua estreita que leva a um pequeno parque, um restaurante e uma apertada sala de aula. As variações, como Acapulco, são exceções que confirmam a regra. O universo dos personagens se resume a esse espaço claustrofóbico, onde um ambiente leva a outro que leva a outro que leva a outro, indefinidamente.

Os pecados que cometeram em vida transparecem em suas características, medos e frustrações. Chaves, o Moleque, sempre faminto, cometia o pecado da Gula. Glutão inveterado, sua preferência por sanduiche de presunto indica desprezo pelas leis de Deus, que proibiu o consumo de porco, esse animal sujo e de pé fendido. Inimigo de qualquer autoridade moral, apelidou seu professor de “Mestre Lingüiça”, outra referência a mal-fadada iguaria suína.

Seu Madruga, que têm muito trabalho para continuar sem trabalhar, cometia o pecado da Preguiça. Exigem redobrados esforços suas estratégias de fuga, para não pagar os indefectíveis 14 meses de aluguel. Que nunca se tornam 15 meses, denotando que a passagem do tempo está suspensa. Não é necessário lembrar que 7 + 7 é igual a 14 e que, na tradição crística, 70 x 07 simboliza o infinito. Da mesma forma que o 8, o símbolo de adição deitado torna-se o de multiplicação. Deus mora nos detalhes.

A Ganância de Seu Barriga é óbvia. Quem mais cobraria o aluguel mensal praticamente todos os dias? Os golpes que o Moleque lhe aplica sempre que chega a Vila faz parte de sua punição. O fato de possuir como veículo uma Brasília Amarela liga-o imediatamente ao país Brasil, indicando que em vida deve ter se envolvido em escândalos de corrupção. Terry Gilliam não escolhe títulos ao acaso.

O pequeno marinheiro Quico, o menino mais rico da Vila, é movido pela Inveja. Sempre que vê um de seus pobres vizinhos se divertindo com um surrado brinquedo, cobiça aquela alegria simplória e vai buscar um dos seus, sempre maior e melhor, mas que nunca lhe dá satisfação. O brinquedo do Outro, mesmo sendo obviamente inferior, sempre lhe parece mais interessante. Um círculo vicioso de inveja, jamais saciada.

Chiquinha é marcada pela personalidade intolerante, raivosa. Imitando o Pateta, usava o automóvel como uma arma potencializadora de sua Ira. Morrendo em uma briga de transito, na Vila, tenta fazer o mesmo com o triciclo. Não foram poucas as vezes que atropelou pés e brinquedos. Mas a musa que canta a ira do poderoso Aquiles não se ocupa da ira insignificante de Francisquinha. Sendo a menor e fisicamente mais fraca da Vila, só lhe resta chorar, chorar e chorar.

Dona Florinda e o Professor Girafales foram libertinos do porte do Marques de Sade e Messalina (ou os próprios). Mestres na arte da Luxúria, acabaram condenados a eternidade de abstinência sexual. Frigida e impotente, a mente almeja, mas o corpo não acompanha. Consomem infindáveis xícaras de café que, com propriedades estimulantes, alimentam ainda mais o fogo que não podem debelar. O professor Girafales fuma em sala de aula não porque El Chavo Del Ocho foi gravado antes da praga politicamente correta, mas devido ao fato dele ser portador do célebre cacoete pós-coito de acender um cigarro, fazer um aro de fumaça no ar e perguntar “foi bom para você?”. Incapaz de cumprir a primeira parte do ritual erótico, involuntariamente reproduz a segunda. Não por acaso, a trilha sonoro de seus encontros é a mesma de … E o Vento Levou. A frase final do filme é “amanhã será outro dia”. Na Vila, sempre haverá outro dia e outra xícara de café.

Dona Clotilde, a Bruxa do 71, padecia de extrema Vaidade. O gênio de Bolaños teve a sutileza de convidar uma ex-miss, a espanhola Angelines Fernández, para interpretar a personagem. Novamente o signo de uma condenação eterna aparece: 71 nada mais é do que 7+1=8. O animal de estimação de Dona Clotilde, significativamente chamado de Satanás, chama atenção para outro elemento importante. A presença de diversos demônios errantes na Vila. Trata-se de uma besta transmorfa. Em alguns episódios Satanás é um gato, em outros um cão. Diferente do paradoxo do coelho-pato de Jastrow, Wittgenstein e Thomas Kuhn, que servia ao desenvolvimento da Razão, o gato-cão é uma representação do misticismo, o Cão em “pessoa”.

Em 1589 o teólogo Peter Binsfeld, no livro Binsfeld’s Classification of Demons, estabeleceu que cada um dos Sete Pecados Capitais possui um patrono infernal. Sintomaticamente, Lúcifer, nome pelo qual muitos chamam Satanás, gere a Vaidade. Os outros são Asmodeu que gere a Luxúria, Belzebu a Gula, Mammon a Ganância, Belphegor a Preguiça, Azazel a Ira e Leviatã a Inveja. Não nos enganemos: Eles rondam a Vila. Aparecem circunstancialmente, para promover desordem, dor e tentação.

O gato-cão Lúcifer/Satanás ajuda a transformar uma miss nunca bruxa. Igualmente transmorfas são a bela menina Paty e sua tia Glória, que já tiveram muitos rostos diferentes. Não há dúvidas que a dupla de sedutoras é formada por Belzebu e Belphegor metamorfoseados em súcubos, demônio sexuais femininos, prontos para atiçar “outros” apetites no Moleque e tirar Seu Madruga de seu estado de letargia. Por sua vez, o galã de novelas Hector Bonilla, que visitou a Vila, nada mais é do que Asmodeu na forma de um íncubo, demônio sexual masculino, com a missão de tumultuar a relação do casal de castos libertinos. Nhonho é Mammon, instigando o pai avaro a gastar. Popis é Azazel, esmerando-se em despertar a Ira de Chiquinha com sua futilidade enervante. Godinez, um quase sócia do Moleque, é Leviatã atiçando a Inveja do Quico, com suas respostas tão certeiras quanto involuntárias ao Mestre Lingüiça. Figuras de pouca relevância como Dona Neves, Seu Furtado, os jogadores de ioiô, os alunos anônimos na escola, os clientes do restaurante, o pessoal parque e do Festival da Boa Vizinhança, além de outros coadjuvantes, são entidades demoníacas menores, com a função de criar a ilusão de normalidade.

De fato, os freqüentadores da Vila parecem inscientes de sua condição. Os adultos por serem alto-centrados. As crianças por estarem duplamente amaldiçoados, regredidos a condição infantil, talvez como espelho da imaturidade emocional que os levaram a conduta pecadora. Enquanto muitas pessoas sonham em possuir a experiência da maturidade em um corpo jovem, eles mantiveram o corpo que possuíam na hora da morte, mas quase sem nenhuma experiência. Essas são as sutilezas da burocracia infernal.

O carteiro Jaiminho, em sua função de portador de mensagens, é o único representante do lado de cá. Um médium que tenta fazer contato com essa outra dimensão. Seu constante estado de fadiga é resultado do esforço sobre-humano necessário para cruzar as dimensões. Prova disso é a descrição que Jaiminho dá de sua terra natal, Tangamandápio. A despeito de existir de fato, sendo localizada a noroeste do estado mexicano de Michoacán, trata-se de uma alegoria. Segundo o Carteiro, tudo em Tangamandápio é colossal. Seria maior do que Nova Iorque e teria uma população de muitos milhões de habitantes. O que poderia ser tão grande? Obviamente, ela não se refere a uma única localidade isolada, mas a todo o planeta; a Terra dos vivos. As cartas que transporta são psicografias e a bicicleta que nunca larga, apesar de não saber andar, nada mais é do que um totem, ao estilo de A Origem, necessário para que possa voltar para realidade.

Em El Chavo Del Ocho, Bolanõs, o Camus asteca, criou sua própria versão do Mito de Sísifo. O Moleque & Companhia estão condenados a empurrar inutilmente por uma ladeira íngreme essa imensa pedra chamada cotidiano, que sempre rola de volta, obrigando-os ao tormento do Eterno Retorno. A pedra de Quico é quadrada, não rola, desliza. É cômico, apesar de trágico.

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Ademir Luiz é doutor em História. Professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG). Autor do romance “Hirudo Medicinallis”. Correio eletrônico: [email protected]

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  1. esse texto é ótimo, me prendeu do inicio ao fim, definitivamente foi necessário muita criatividade e conhecimento para escreve-lo e fazer essas comparações tão impensadas! 

  2. Sempre gostei dos seus textos, mas esse ficou tendencioso demais. Acho que foi essa mesma a intenção, mas talvez devesse ter deixado isso mais explicito, deixando claro que este texto é um mero exercício alegórico e filosofal, e não uma constatação concreta.

    Pode-se aplicar este tipo de análise a absolutamente qualquer obra que se deseje, desvirtuando qualquer elemento que a constitua e a “transformando” no que se quer que se deseje.

    Sem dúvidas, se alguém quiser e se apronfundar em uma pesquisa, poderá usar o mesmo seriado Chaves para mostrar os vários elementos budistas ali contidos, ou então judaicos, islâmicos,cirstãos, shamanistas …

    Basta escolher uma temática fim e começar a encaixar seus elementos ali. No caso, foi o Inferno.
    É como acontece em várias obras, onde vários críticos e analistas encontram “verdades ocultas” em lugares, nomes e números que foram colocadas ali pelo autor totalmente a esmo.

    É como ler aqueles livros A Filosofia em: (Matrix, Star Wars, Super-Heróis, Sci-Fi, Dragon Ball …), a maioria lançados pela editora Madras … não se deve tomar aquilo como verdade absoluta, e sim como uma curiosidade ou exercício imaginativo.

  3. Caraca, larguei o texto quando começou a interpretações forçadas. Sei… Oito deitado, muitocriativo…

  4. Existe uma teoria na psicologia que se chama “tendência que se autocumpre”. Ela consiste na ideia de qua procuramos, primordialmente de modo inconsciente, por fatores, características que calquem nossa opinião. Procuraremos justificar nossa versão sobre a verdade acerca do produto analisado com argumentos parciais, pertinentes à construção e defesa de nosso interesse maior. Eu não estou agredindo ou defendendo o texto, que fique claro. Mas é de respeitar a opinião do autor. Agora, se O Shakeapearzinho teve essa capacidade metafórica e, por regra, confirme o fato em público, eu vou deixar de considerar chaves uma parada fodástica. Se tornará hiper-fodástica. Só essa análise parcial resume uma única versão, uma opinião sobre a série, dou créditos ao texto como uma opinião.

  5. Uma visão interessante. Parabéns pelo texto. Mas apenas uma visão entre milhares. O signo é múltiplo e costumamos dar-lhe nossa própria significação numa atitude inventiva que também se convenciona. Como Roy Wagner diria: inventamos para convencionar e convencionamos para inventar.

  6. Putz… E eu achando que Chaves era apenas um simples programa para divertir os jovens e a família. E achava que Chespirito era um gênio e não um Satanista enrustido.
    Meu Deus, o que será de mim agora com esses programas? E o que falar então de Chaplin, o Gordo e o Magro e Monty Python? Acho que não terei mais sossego em nenhuma casa, ainda por cima se o numero for 8…
    Será que na turma da Monica também tem  mensagens escondidas? Deixa eu ver, sim! A Monica e a imagem do demônio! Menina forte com dentões e com um vestido vermelho… Magali a imagem da gula, Cascão nos ensina que tomar banho é inútil… E o Cebolinha? Moleque (chavo), seria ele nosso representante? Sempre tentando “destluir” o mal causado pela endemoniada menina?
    Galera, acho que muita coisa tem fundamento na vida, menos esse artigo.

    Não quero criticar ninguém, essa é minha opinião em relação ao  texto. Acho que o amigo Gilmar está certo no comentário dele.

  7. Será se alguém poderia me esclarecer se esse texto é uma sátira? Talvez pra tirar sarro dos evangélicos que vêem o diabo em tudo? Porque eu ri, ri litros!!!

  8. Porque tantas pessoas estão levando o texto a sério? Não acho que seja essa a visão do autor.
    Por outro lado, o texto é absurdamente criativo e imaginativo! Eu ri a cada parágrafo, com cada uma das viagens propostas. O ciclo infinito e as devidas explicações de o que cada um dos moradores da vila seriam na verdade são geniais!

    Mas é claro, não vou levar o texto a sério. Seria possível fazer algo semelhante com qualquer livro, HQ, Seriado que se queira. Basta ter imaginação, como o Ademir teve. Como o Gilmar Almir dos Santos afirmou no seu comentário, é apenas um exercício alegórico. Muito engraçado e bem escrito aliás.

    • Plenamente de acordo.

      Texto pra lá de bem escrito, engraçado, genialmente trabalhando detalhes fictícios de um universo tão conhecido pela nossa geração. Poxa, é raro ver algo nessa linha hoje em dia.. Bem feita e que entretém, nada mais.

      Parabéns ao autor Ademir Luis, meus sinceros parabéns. Que venham outro textos na mesma linha!

    • é impressionante como tantas pessoas levaram à serio esse texto,pra mim ficou bem obvio que o autor quis apenas fazer um texto criativo e engraçado sobre dois assuntos que estão no imaginário do povo. Acho que a maioria das pessoas que não gostaram do texto foram aquelas que levam esse papo de inferno e julgamento divino muito a serio.
      Gostei muito do texto e gostaria de ler mais coisas assim por aqui!

  9. muito legal o artigo professor: solamente tengo que habla un saludo la usted profesor   

  10. Eu gostaria de saber que coisa vc fumou, injetou,cheirou…parece muito louk kra.
    Vc viajou legal……

  11. Simples , você faz um texto INSANAMENTE LOUCO e aí se o pessoal começa a tirar sarro você logo dá uma desculpinha : “AHHHH , vcs não acham que eu estava falando sério né? rerer RSRS(RIo grande do sul)”

  12. Muito bom o texto, me prendeu do início ao fim. Agora, você teve criatividade nota 10 ai cara, parabéns.

  13. Aff, com respeito a graduação do autor, foi feito um grande estudo obviamente, mas acho que já passamos da fase conspiratória de Xuxa, Pocahontas, Rei Leão e agora até o Chaves serem coisa do demônio! Uma besteira tremenda, o demônio está na cabeça de quem o propaga. Espero que tenha sido uma sátira do autor, porque dizer que Chaves é demoníaco e tem mensagens subliminares seria um tanto ignorante.

  14. Tenho plena convicção de que o autor, um historiador sério e professor de uma instituição de igual seriedade, não fez essa texto como sendo algo propositalmente forçado, que possa ser feito com qualquer outra obra a fim de dar lhe interpretações do gênero. Mas tenho uma crítica. Isso deveria ficar explícito no início do texto, de preferência. Por quê? Esse texto é um prato cheio para algum pastor de igreja fundamentalista neo pentecostal. Isso pode ser usado das formas mais levianas possíveis nessas igrejas e prejudicar pessoas que já são, diariamente, enganadas por elas. De resto, o texto é sim esteticamente ótimo e muito bem construído. 

  15. Maravilha de texto pessoal. Nunca parei para pensar por esse ponto de vista no ínclito seriado Chavez, que tanto nos entreteu na mocidade. Parabenizo o autor do texto, que, por sinal, é muito bem escrito, assim como a galera do site que nos brindou com a postagem. 

  16. Ademir Luiz é doutor em História, professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), autor do romance “Hirudo Medicinallis” e com esse texto aí de cima nos demonstra que, querendo, qualquer um consegue ver qualquer coisa em qualquer lugar.

  17. CARA VAMOS SER REALISTAS CHAVES ASSIM COMO CHAPOLIN COLORADO É UMA SÉRIE HUMORÍSTICA AGORA SE VOCÊ QUER ENCONTRAR SATANISMO DE VERDADE AI BASTA VOCÊ ASSISTIR OS SIMPSONS QUE LÁ VOCÊ ENCONTRA SATANISMO DE VERDADE